Notícias

porto recife ufpe

Alunos da UFPE aprimoram tecnologia portuária em parceria com o Porto do Recife

Estudantes de Engenharia Naval da UFPE estão desenvolvendo código computacional para o cálculo das forças atuantes na amarração de navios e defensas portuárias (Do Porto do Recife) Seguindo com a parceria de pesquisa e desenvolvimento, o Porto do Recife recebeu alunos do curso de Engenharia Naval da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para uma visita técnica à faixa de cais do ancoradouro. A visita é fruto de um Projeto de Extensão Tecnológica (PET) da Universidade com o tema “Código Computacional para Cálculo das Forças Atuantes na Amarração de Navios e Defensas Portuárias”. Na ocasião, os alunos acompanharam o momento em que o navio cargueiro TBC Prestige, que descarregou 5 mil toneladas de fertilizante no ancoradouro, desatracou do berço 3. Os alunos integram a segunda turma do projeto e estão na primeira fase do PET que consiste em um curso de capacitação em engenharia naval e tecnologia aplicada às operações portuárias. O objetivo da parceria Porto-UFPE é contribuir com o aperfeiçoamento da operação de atracação de navios e a formação de recursos humanos na área de tecnologia portuária. Após a primeira fase, os alunos darão continuidade com a elaboração de um código computacional para cálculo dos esforços nas linhas de amarração dos navios, cabeços e defensas do Porto do Recife. “A primeira turma do projeto de extensão já desenvolveu o código computacional para calcular os esforços atuantes nas defensas. E, no fim desse mês, eles devem apresentar o que foi elaborado para que a segunda turma prossiga com o projeto. A ideia é que a gente realmente use o código como ferramenta para auxiliar nas operações”, explicou Nabila Harmes, Coordenadora de Gestão Ambiental, Segurança e Saúde no Trabalho. Apesar de o código já estar pronto, alguns ajustes ainda são necessários. A expectativa é que a segunda turma continue aperfeiçoando o projeto, otimizando a interface do usuário para que o manuseio se torne mais prático. O estudante de Engenharia Naval, Victor Veloso, viu nesse projeto uma oportunidade de se desenvolver mais na área de software. ”Eu gosto muito da área então o projeto foi uma oportunidade de me aprimorar nesse tema. E o melhor foi poder alinhar isso com tecnologia portuária. Está sendo uma oportunidade única de conhecer o porto, ver navios de perto e trabalhar no desenvolvimento desse projeto”, contou.

Alunos da UFPE aprimoram tecnologia portuária em parceria com o Porto do Recife Read More »

faucet water flow bathroom

Governo de Pernambuco isenta tarifa da Compesa para mais de 80 mil famílias prejudicadas pelas chuvas

Governador autorizou a isenção da taxa cobrada pela companhia de água e saneamento por 90 dias O governador Paulo Câmara autorizou, ontem (07.06), a isenção da tarifa cobrada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para as famílias diretamente atingidas pelas fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Zona da Mata. Serão beneficiadas cerca de 82 mil famílias, a partir dos critérios estabelecidos pelo Governo do Estado, como o cadastro no CadÚnico e a inscrição no Auxílio Pernambuco. A iniciativa terá validade de 90 dias, contemplando os meses de maio, junho e julho. “Estamos vivenciando um momento delicado, em que precisamos minimizar os efeitos e os danos causados pelas chuvas. Essa ação se soma aos esforços que já vêm sendo realizados nesse sentido para mitigar a situação de milhares de famílias que estão desabrigadas, desalojadas ou perderam bens em consequência dos deslizamentos de barreiras e alagamentos”, afirmou Paulo Câmara. Na noite da última sexta-feira (03.06), seguiram para apreciação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) dois projetos de lei que vão promover assistência social às vítimas. O Auxílio Pernambuco prevê um investimento de R$ 124 milhões da gestão estadual, concedendo R$ 1,5 mil em parcela única às famílias em situação de extrema pobreza, que sofreram algum tipo de prejuízo decorrente das chuvas. Além disso, os dependentes de pessoas falecidas em consequência dos temporais terão direito a uma pensão vitalícia no valor de um salário mínimo.

Governo de Pernambuco isenta tarifa da Compesa para mais de 80 mil famílias prejudicadas pelas chuvas Read More »

SOUQ

SOUQ inaugura a maior loja da rede em Recife

A SOUQ, marca brasileira referência em lifestyle, inaugurou sua maior loja no shopping RioMar Recife e, para celebrar o novo espaço, Traudi Guida, fundadora da marca, recebe convidadas com um coquetel no espaço, dia 08 de junho, às 19h. Com design renovado, focado em aprimorar a experiência de compra do cliente, o novo espaço promove a integração de produtos de forma atrativa, deixando em destaque peças exclusivas, criadas pelos designers da marca e também as peças especiais garimpadas em várias partes do mundo.A nova loja, com 290 metros quadrados, no Piso L2 do mall, abriga objetos de decoração, papelaria, roupas, acessórios e louças que estarão expostos de maneiras especiais, distribuídos por corners, contando as histórias por trás da inspiração da criação das peças. com objetivo de trazer conforto e inspirar os clientes. A moda também ganhou destaque nesse novo formato, com foco para as peças de linho colorido e estampado da coleção de Inverno 2022, além da linha Home, que traz itens exclusivos e cheios de bossa.

SOUQ inaugura a maior loja da rede em Recife Read More »

Paulo Sergio Ramos

“Existe um fator ambiental na disseminação das infecções”

Quem acompanha o noticiário deve estar espantado com a quantidade de notícias sobre doenças infecciosas que passaram a estampar as manchetes. Infecções até então desconhecidas do público, como a varíola dos macacos e a chamada “hepatite misteriosa” passaram a dividir espaço na mídia com a Covid-19 e sua repercussão na pandemia. Mas também velhas conhecidas dos pernambucanos, como a dengue, voltam a causar preocupações em razão do aumento no número de casos de até 800% no semiárido, quando se compara 2021 e 2022. Para explicar as possíveis causas do surgimento dessas infecções, seus sintomas e tratamentos, Cláudia Santos conversou com Paulo Sérgio Ramos, infectologista, professor associado de doenças infecciosas do HC/UFPE e pesquisador da Fiocruz-PE. Assistimos ao aumento de casos da Covid em algumas cidades, onde escolas orientaram alunos a voltarem a usar máscaras. A suspensão das medidas de proteção foi muito precoce ou o fato de haver pessoas que não completaram o esquema vacinal explicam esse aumento? Acho que existe um pouco de cada uma dessas variáveis. Possivelmente as autoridades governamentais podem ter sugerido o não uso das máscaras em ambientes fechados em um momento ainda não muito oportuno, quando havia um grande quantitativo de adultos sem tomar as doses de reforço, assim como há crianças em fases etárias em que as vacinas ainda não estão aprovadas, nem mesmo na forma emergencial. Acredito, e essa é a opinião da grande maioria dos meus colegas, que uso da máscara ainda é muito importante para ambientes fechados, onde haja aglomeração de pessoas, sobretudo transporte coletivo, shopping centers, escolas. Uma pessoa que tomou a dose de reforço, foi infectada pela Covid, pode se contaminar novamente? Acompanho de perto três casos de pessoas, em torno dos 60 anos, são adultos saudáveis e que, mesmo imunizados, estão agora no seu segundo episódio de Covid. São episódios leves, sem trazer nenhuma grande repercussão. Isso reforça aquilo que alertamos desde o início da pandemia: a vacina tem o objetivo de prevenir formas graves de Covid-19, evitar que os indivíduos sejam hospitalizados e internados em UTI, mas ela não tem o poder de impedir que as pessoas adquiram formas leves. E, ao adquirir formas leves, muitas vezes, contaminam indivíduos que não podem ter Covid, como os idosos de extrema idade, pessoas que fazem quimioterapia, com HIV/Aids. Essas populações, mesmo vacinadas, são mais vulneráveis do que as outras populações. Essa reinfecção seria por uma nova variante do coronavírus? Pode ser uma outra variante, mas não necessariamente, porque uma pessoa pode ter adquirido a Covid pela segunda vez pela mesma variante e apresentou outra vez a doença porque a vacina não tem a propriedade de impedir que haja uma nova infecção ou para aquela ou por outra variante do vírus. Em vários locais do mundo, inclusive em Pernambuco, têm surgido casos de hepatite de causa desconhecida que acomete crianças e adolescentes. O que já se sabe sobre a doença? O que chama a atenção da comunidade científica internacional é que os casos foram reportados à Organização Mundial de Saúde começando pela Europa, depois alguns países da América do Norte e também no Brasil, de crianças que apresentam hepatite aguda viral não A. Sabemos que a causa mais comum de hepatite viral é a causada pelo vírus da hepatite A, inclusive as crianças são vacinadas contra essa infecção quando completam um ano de idade e ficam protegidas por toda a vida de apresentar formas leves ou graves da doença. Existem outros vírus que também têm a característica de causar comprometimento das células hepáticas, provocando a hepatite, como os adenovírus e o vírus da dengue. Existem vários modelos teóricos que têm sido estudados para conseguir compreender qual é o agente (ou se é na verdade uma confluência de agentes infecciosos virais) que está causando, num mesmo momento, em locais diferentes, essas hepatites nessa faixa etária pediátrica. Leia a entrevista completa na edição 195.1 da Revista Algomais: assine.algomais.com

“Existe um fator ambiental na disseminação das infecções” Read More »

evento oceanos

Cientistas promovem debate sobre o Dia Internacional dos Oceanos (8 de junho)

O Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (IATI), vai realizar nesta quarta-feira (8) um Webinar sobre o Dia Mundial dos Oceanos. A data foi criada com objetivo de resgatar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra e na ocasião dois oceanógrafos vão discutir a importância dos oceanos em nossas vidas, sua realidade atual e alternativas de usos sustentáveis desse maior ambiente aquático em nosso planeta. Vão participar do Webinar, que será transmitido pelo canal do YouTube do IATI, o pesquisador do Instituto e doutor em oceanografia biológica pela USP, Múcio Banja; e o professor de zoologia da UPE e doutor em Oceanografia Biológica pela UFPE, Gledson Fabiano. Os dois convidados oceanógrafos vão discutir a importância dos oceanos em nossas vidas, a realidade atual e alternativas de usos sustentáveis do maior ambiente aquático em nosso planeta.

Cientistas promovem debate sobre o Dia Internacional dos Oceanos (8 de junho) Read More »

luto morte

Mortes causadas pelas chuvas em Pernambuco deixam população enlutada

Comoção causada por mortes em tragédias é natural, diz psicóloga especialista em luto Desde a última semana, a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata de Pernambuco vem sendo castigadas por fortes chuvas que causaram deslizamentos de barreiras e inundações, deixando famílias inteiras devastadas. Dados divulgados pelo Governo do Estado apontam para mais de 120 vidas perdidas, três pessoas ainda desaparecidas e mais de 7 mil desabrigados. Tragédias como essas geram uma grande comoção em torno dos fatos. Publicações, homenagens e notícias sobre o acontecimento fortalecem a sensação de luto coletivo na sociedade. A psicóloga do luto do Morada da Paz, Simone Lira, diz que o sentimento de luto coletivo traz uma sensibilidade diante da dor do outro, ainda que não tenhamos tanta aproximação ou não conhecemos diretamente as pessoas afetadas. “A dor do outro, inclusive, convoca cada um a olhar para suas próprias dores. Essa sensibilização é importante também porque muitos lutos e dores reprimidas, por não serem autorizadas socialmente, podem ser vividas nesse momento em que há o luto coletivo”, explica. Muitas reflexões passam a existir sobre o processo de finitude quando as pessoas olham o que acontece com o outro. “Isso é importante porque os cidadãos vão ressignificar as questões que têm diante da morte. Esse processo de luto também se faz importante porque é um suporte social para as pessoas que estão envolvidas nessa tragédia”, afirma. A morte por tragédia possui características semelhantes ao sentimento advindo de uma situação de morte natural, por exemplo, mas se difere por pegar entes queridos de surpresa. “Por se tratar de um tipo de morte mais chocante, o luto advindo de uma tragédia vem com um peso maior pois, além da perda do vínculo, os parentes e amigos próximos são surpreendidos. Na morte natural, as pessoas se preparam mais, vivem o que chamamos de luto antecipado”, diferencia. Partindo do pressuposto que os vínculos cultivados nos círculos de convivência não se encerram com a morte, o conselho da psicóloga do luto é adaptação ao momento. “Antigamente falávamos muito sobre a superação do luto, mas hoje a ideia ressignificar. É preciso dar um novo significado ao vínculo. Não existe uma receita de como fazer isso, mas um bom início é aceitar o luto”, recomenda. Simône acrescenta ainda que, por vezes, as pessoas têm receio dos sentimentos do luto, pois acreditam que poderão até entrar em depressão por causa disso e acabam potencializando a dor. “Aceitar o luto como um processo natural, que é doloroso, angustiante, sofrido e que traz saudade, pode dar um novo sentido para o momento e resultar em um luto mais tranquilo”, diz. A orientação para as pessoas que estão passando por esse momento de dor é buscar uma rede de apoio e nela tentar vivenciar o luto, dentro do que é possível nesse momento de crise. “Fazendo o que é necessário, que são as decisões que precisam ser tomadas nesse processo de se refazer diante da crise. É importante buscar ajuda naqueles que podem ajudá-los, inclusive os psicólogos”, finaliza.

Mortes causadas pelas chuvas em Pernambuco deixam população enlutada Read More »

solidariedade doacao

Prefeitura avança com Recife Solidário e distribui donativos no Curado

(Da Prefeitura do Recife – Foto: Rodolfo Loepert/Prefeitura do Recife) “Estou no Curado, na comunidade Sapo Nu, uma das áreas mais atingidas do Recife. Em cada área, desde o primeiro momento, a gente está com presença ativa. A gente começou pela limpeza, nos abrigos fazendo o acolhimento e hoje a gente já está aqui fazendo uma ação do Recife Solidário. São 400 famílias sendo atendidas, todas que estão na comunidade foram cadastradas e a gente hoje faz a distribuição de donativos: duas cestas básicas por família, kit de limpeza, kit de higiene pessoal e colchão, para a gente poder ajudar nesse momento tão difícil”, declarou o prefeito João Campos. “Aqui é uma das áreas que será cadastrada para receber o auxílio do Governo do Estado de R$ 1,5 mil e o de R$ 1 mil da Prefeitura do Recife com a Câmara de Vereadores, para a gente poder dar essa essa força, nesse recomeço, nessa necessidade de reconstrução das áreas mais atingidas. Eu estou andando em cada uma dessas áreas, conversando com as pessoas, vendo de perto qual é o tamanho desse estrago. A gente está construindo as alternativas juntos, porque a gente tem um povo guerreiro, que junto com a Prefeitura e com toda cidade, vai e recomeçar”, acrescentou o gestor. Recém-cadastrada e já com as fichas em mãos para trocar pelos donativos, Andreza Pereira, 33 anos, desempregada, comemorou poder receber ajuda para levar para casa onde mora com o marido e os dois filhos. O imóvel dela alagou, os eletrodomésticos e imóveis se acabaram e a feira que havia feito poucos dias antes das fortes chuvas ficou boiando na água. “Vai ajudar e muito isso aqui. Com meninos pequenos em casa, sobrou pouquíssimo pra gente comer. O que a gente ganhar, já ajuda demais”, disse. Entre as famílias que perderam tudo, o desempregado Miguel Torres, 62 anos, relatou que na casa dele tudo ficou destruído. “Estamos em uma situação lamentável. Agradeço a Deus e à Prefeitura porque se não fosse essa ajuda eu não sei o que seria de nós, de toda a comunidade. Lá na minha casa a água deu na cintura, mas teve casa aí na comunidade que a água chegou na telha. Muita gente perdeu tudo. Ninguém nunca viu uma cheia dessa. Há muito anos que moro aqui e não tinha visto”, lamentou. Na ação do Recife Solidário foram doados 800 cestas básicas, 800 sacos de arroz, 800 sacos de cuscuz, 800 caixas de leite 1L, 400 kits de higiene, 400 kits de limpeza, além de 150 colchões, roupas de cama, vestuários e calçados para adultos e crianças. Luciana Nunes, 34 anos, e Felipe Lopes, 35 anos, pais de sete filhos, ainda conseguiram levar para casa alguns sapatos que foram doados à ação do Recife Solidário. “Além da comida e dos kits, viemos tentar encontrar algum calçado para as crianças. Estamos tentando recuperar tudo”, contaram. CADASTRO DAS VÍTIMAS – A partir desta segunda-feira (6), entram 140 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de saúde ambiental e controle de endemias (asaces) dos distritos sanitários 4, 5 e 8, que abrangem áreas como Várzea, Coqueiral e Ibura, entram em ação para cadastrar vítimas das chuvas e agilizar o pagamento de auxílio emergencial. Como forma de agilizar processo de pagamento do auxílio emergencial, no valor de R$ 2,5 mil, os agentes trabalharão com aplicativo especificamente desenvolvimento para coletar todos os dados em campo e que, posteriormente, permitirá o cruzamento com a base do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e outras bases de dados da Prefeitura. AUXÍLIO EMERGENCIAL – Na sexta-feira (3), a Prefeitura do Recife, o Governo de Pernambuco e a Câmara dos Vereadores anunciaram o pagamento de um auxílio emergencial, no valor de R$ 2,5 mil, para as famílias que foram severamente afetadas pela tragédia e que integram o CadÚnico. A ajuda vai chegar aos moradores que vivem em áreas de risco e pontos de alagamento definidos pela Defesa Civil na capital pernambucana. Esse auxílio, que será pago em uma única parcela, se somará ao auxílio-moradia que será concedido às pessoas que perderam suas casas. O benefício passará de R$ 200,00 para R$ 300,00 por mês, um incremento de 50%. Essa atualização também terá efeito para os 5.594 atuais beneficiados, além das famílias que serão cadastradas no programa pelas equipes de Defesa Civil e Assistência Social.

Prefeitura avança com Recife Solidário e distribui donativos no Curado Read More »

rio sao francisco

Bacia do São Francisco perdeu 50% da superfície natural de água

A Bacia do São Francisco perdeu 50% da superfície de água natural entre 1985 e 2020. Considerando as ações humanas que por exemplo trouxeram um aumento artificial de 13% da superfície de água de reservatórios, a redução foi de 4%, com as maiores perdas observadas no Alto e no Baixo São Francisco, 19% e 21% respectivamente. Os dados são parte de um estudo lançado hoje pela iniciativa MapBiomas (www.mapbiomas.org) para marcar o Dia Nacional de Defesa do Rio São Francisco, a pedido do Plano Nordeste Potência, iniciativa de um conjunto de organizações brasileiras que trabalham pelo desenvolvimento verde e inclusivo da região. Somente a ação humana pode ser insuficiente para manter o recurso na região, especialmente considerando cenários de redução de chuva previstos para os próximos anos. “A criação de reservatórios aumenta a superfície de água, no entanto temos observado uma tendência de perda de água nos principais reservatórios, além da perda de superfície de água natural significativa na bacia do Rio São Francisco, isso favorece um cenário de crise hídrica”, observou Carlos Souza Jr., coordenador do MapBiomas Água. O estudo mostra como quatro grandes reservatórios apresentam tendência de queda na superfície de água nos últimos 36 anos. A maior das quedas é registrada na hidrelétrica Luiz Gonzaga (antes Itaparica), entre Pernambuco e Bahia, seguida por Sobradinho, Três Marias e Xingó. “Esses números refletem o que nós podemos ver na prática. A Bacia do São Francisco sofre com o uso intenso e sem planejamento, seja dos recursos hídricos quanto do seu solo. Hoje existem populações que vivem nessa região e que já sofrem com essas variações. Precisamos implementar soluções como a recuperação das áreas degradadas o mais rápido possível, além de promover uma boa gestão dos recursos”, afirma Renato Cunha, coordenador executivo do Gambá (Grupo Ambientalista da Bahia). A Bacia do São Francisco é a terceira maior do país e corresponde a cerca de 8% do território nacional. Ainda que haja grandes variações entre os anos, a tendência de queda é clara e soma-se a análises anteriores, inclusive do governo federal. Estudo feito em 2013 pela extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, por exemplo, indicava que poderia haver uma perda de até 65% da vazão até 2040, com base no registro de 2005. “Os preocupantes indicadores do MapBiomas mostram que é urgente a implantação de um profundo programa de revitalização, previsto desde o início do projeto de transposição e nunca realizado. Além das ações de reflorestamento, recomposição de áreas degradadas e obras de saneamento em centenas de municípios, é fundamental um plano de elevação e estabilização da vazão média do rio e incentivos a um modelo de economia que impulsione a regeneração da bacia hidrográfica”, propõe Sérgio Xavier, coordenador do Projeto HidroSinergia, do Centro Brasil no Clima – CBC, que está desenvolvendo o Lab de Economia Regenerativa do São Francisco nas fronteiras dos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco. Alterações na paisagem Outros dados do MapBiomas mostram que o uso da terra na bacia se intensificou no período. Atualmente, a cobertura de vegetação nativa nessa área é de 57%, mas chega a somente 30% no Baixo e 37% no Alto São Francisco. Apesar de haver áreas consolidadas de agricultura e pastagem, a região hidrográfica perdeu 7 milhões de hectares de vegetação nativa nas últimas três décadas para a agropecuária, restando 36,2 milhões de hectares – desses, somente 17% estão em áreas protegidas. As pastagens ocupam 14,8 milhões de hectares e a agricultura, 3,4 milhões. A formação savânica foi a mais atingida, perdendo 4,6 milhões de hectares (14%). Além de Cerrado, outros dois biomas compõem a bacia, Mata Atlântica e Caatinga. As regiões do Baixo e Submédio São Francisco apresentam as maiores taxas de aumento de áreas de pastagem, 50% e 85% respectivamente. No Médio São Francisco, o destaque é para o aumento de 650% da agricultura, principalmente para a expansão da soja nos últimos anos. Já na região do Alto São Francisco, a silvicultura cresceu 400%. Esse avanço das atividades agrícolas se manifesta em outros indicadores. O Médio São Francisco registrou quase 2 mil alertas de desmatamento em 2019 e 2020, totalizando aproximadamente 99 mil hectares derrubados. A mesma sub-região mostrou o maior crescimento no número de sistemas de irrigação desde 1985, 1.870%, seguido pelo Alto São Francisco, com 1.586%. “A bacia do São Francisco está sob pressão, tanto pela agricultura quanto pela geração de energia, que coloca em risco milhares de pessoas que vivem na região”, complementa Washington Rocha, coordenador da equipe Caatinga no MapBiomas.

Bacia do São Francisco perdeu 50% da superfície natural de água Read More »

suape florestas

Projeto de restauração florestal de 170 hectares marca o Dia Mundial do Meio Ambiente em Suape

Até o final do ano, a intenção é plantar 283 mil mudas de espécies de Mata Atlântica cultivadas no Viveiro Florestal da estatal portuária, contabilizando 2.700.000 mudas já plantadas na ZPEC (Do Complexo de Suape) Neste 5 de junho, o Complexo de Suape lembra o Dia Mundial do Meio Ambiente com o plantio de mudas e o anúncio de projeto de restauração florestal de 170 hectares da Zona de Preservação Ecológica (ZPEC). Até o final do ano, a intenção é plantar 283 mil mudas de espécies da Mata Atlântica cultivadas no Viveiro Florestal da estatal portuária. Com esta nova área, a empresa contabilizará o plantio de cerca de 2.700.000 (dois milhões e setecentas mil) mudas de 78 espécies do bioma. “O ato, neste domingo, representa um grande passo para a sustentabilidade do território, proporcionando maior equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o bem-estar socioambiental. A restauração de ecossistemas é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente aqueles sobre mudança climática, erradicação da pobreza, segurança alimentar, bem como conservação da água e da biodiversidade”, explica o diretor-presidente da estatal portuária, Roberto Gusmão.Suape realiza ações de restauração florestal na ZPEC desde 2010, somando 1.067 hectares de áreas em processo de recuperação da Mata Atlântica, incluindo mangue, restinga e floresta ombrófila densa. Até o final de 2024, a meta é realizar o plantio de mais 291 hectares. As mudas utilizadas são advindas do Viveiro Florestal de Suape, que tem estrutura e capacidade para produzir cerca de 450 mil por ano e manutenção de 700 mil. De acordo com o Plano Diretor da estatal, a ZPEC, que abrange mais de 59% do território estratégico, é destinada para a prática de atividades de preservação, proteção e controle dos recursos naturais. De acordo com o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da empresa, Carlos Cavalcanti, as ações socioambientais promovidas pela empresa estão em sintonia com o Pacto Global e com as metas estabelecidas pela ONU. “Suape tem investido cada vez mais recursos para ampliar as ações ambientais e sociais no território estratégico. Além da restauração florestal, promove programas de segurança alimentar para as famílias, a exemplo dos Quintais Ecoprodutivos; pesquisa e proteção da vida marinha (Megamar); fomento ao empreendedorismo (projetos Tô na Feira e Suape Incentiva); energias renováveis com a futura implantação do hub de Hidrogênio Verde e instalação de placas fotovoltaicas no viveiro; economia circular, entre outras iniciativas”, pontua. MARCO MUNDIAL – Criado em 1972 pela ONU, o Dia Mundial do Meio Ambiente ocorre em 5 de junho, tendo como principal objetivo a reflexão sobre os impactos ambientais globais e a tomada de ações para intensificar a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais.

Projeto de restauração florestal de 170 hectares marca o Dia Mundial do Meio Ambiente em Suape Read More »

unit alunos

Alunos voluntários de Medicina auxiliam desabrigados em Jaboatão

Além da avaliação e escuta humanizada pelos estudantes, a faculdade também realiza campanha de arrecadação de donativos na cidade e no interior de Pernambuco Alunos de Medicina da Faculdade Tiradentes (FITS) se voluntariaram para ajudar famílias, vítimas das fortes chuvas, em Jaboatão dos Guararapes. Eles estão se revezando para apoiar pessoas em três escolas municipais, que estão servindo de abrigos temporários na cidade. Elas estão localizadas em Saturnino de Brito, na Estrada da Batalha, Malvinas e Jardim Muribeca. A ação social, que iniciou sábado (30/05), conta com o suporte de professores e é feita em parceria com a secretaria municipal de Jaboatão dos Guararapes. Além da escuta humanizada e acolhimento, os alunos também realizam aferição de pressão e avaliam se há alguma necessidade clínica para fazer o encaminhamento da pessoa à rede pública de saúde. Um professor e especialista em saúde pública da FITS visitou abrigo e elaborou um protocolo seguro para haver o acolhimento temporário das pessoas. A boa prática já foi replicada a outros abrigos temporários da cidade. “Essa iniciativa dos alunos ajuda no aprendizado técnico e humanizado e também é uma oportunidade para eles desenvolverem o lado da responsabilidade social”, adianta a coordenadora de pesquisa e extensão da FITS, Evelyne Solidonio. Ela informou que os alunos já realizam atendimentos nas comunidades, via Programa Saúde da Família, com profissionais da área. Quem confirma os benefícios da iniciativa é a aluna do quinto período do curso de Medicina, Júlia Beraldi, que integra a ação e coordena eventos no Diretório Acadêmico da instituição de ensino. “A experiência do voluntariado, essencialmente em situações atípicas e de calamidade como a que estamos enfrentando, afetam diretamente a saúde de muitos e nos traz, na prática, uma frase que rege a Medicina: quando não houver o que fazer, é papel do médico acalentar e acolher”. Campanha de arrecadação Para apoiar os desabrigados da cidade, as unidades da Faculdade Tiradentes (FITS), em Jaboatão dos Guararapes e em Goiana, estão recebendo alimentos não perecíveis, itens de limpeza e de higiene pessoal, além de roupas, agasalhos, roupas de cama e colchões no Recife, Jaboatão dos Guararapes e Goiana, interior de Pernambuco. Em Jaboatão, os itens podem ser entregues na sede da FITS Jaboatão, na Avenida Barreto Menezes, 738, Prazeres, Jaboatão dos Guararapes. Já no interior do Estado, as doações podem ser feitas na FITS Goiana, na R07, Loteamento Novo Horizonte, Rua Boa Vista, 12 – lote 03 e 04 Quadra, em Goiana.

Alunos voluntários de Medicina auxiliam desabrigados em Jaboatão Read More »