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Seletividade alimentar: como identificar, riscos nutricionais e estratégias para ampliar o repertório infantil

Nutricionista Rogério Gomes explica sinais de alerta, impactos no desenvolvimento e orienta pais sobre como lidar com a seletividade alimentar em crianças com TEA A hora da refeição, que deveria ser um momento de cuidado e conexão, pode se transformar em um desafio para muitas famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A seletividade alimentar, comum nesses casos, vai além de uma simples “fase” da infância e pode impactar diretamente a saúde, o desenvolvimento e a rotina familiar. De acordo com o nutricionista Rogério Gomes, a seletividade alimentar se caracteriza pela aceitação de poucos alimentos e forte resistência a experimentar novidades. “No autismo, isso aparece de forma mais intensa. A criança pode preferir apenas determinadas texturas, cores ou até marcas específicas. Às vezes, pequenas mudanças na forma de preparo já são suficientes para gerar recusa”, explica. Essa característica difere da seletividade considerada comum na infância, que costuma ser passageira. “Na fase seletiva típica, a criança tende a voltar a aceitar novos alimentos com o tempo. Já no TEA, a recusa é mais persistente e pode limitar bastante a variedade alimentar”, destaca o especialista. Sinais de alerta Entre os principais sinais de alerta estão a aceitação de um número muito restrito de alimentos, a rejeição constante de novidades e o estresse durante as refeições. “Quando a alimentação passa a gerar tensão diária ou começa a prejudicar o crescimento da criança, é hora de buscar ajuda profissional”, orienta Rogério Gomes. A seletividade alimentar no autismo está diretamente relacionada à sensibilidade sensorial. Textura, cheiro, cor e temperatura dos alimentos podem causar desconforto real. “Algumas crianças percebem essas características de forma muito mais intensa. Um cheiro forte ou uma textura diferente pode ser suficiente para provocar rejeição imediata”, afirma. Além disso, a rigidez na rotina também influencia. Mudanças simples, como trocar a marca de um alimento ou alterar o corte, podem gerar insegurança. Experiências negativas anteriores, como engasgos, também podem reforçar esse comportamento. Impacto na nutrição Os impactos nutricionais são uma das principais preocupações. A repetição constante dos mesmos alimentos pode levar à deficiência de nutrientes essenciais. “Os déficits mais comuns envolvem ferro, vitamina D, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B. Isso pode afetar crescimento, imunidade, energia e até o desenvolvimento cognitivo”, alerta o nutricionista. Segundo ele, quando a alimentação é muito restrita, a criança pode apresentar cansaço frequente, maior irritabilidade e até dificuldade de aprendizado. “O corpo e o cérebro precisam de nutrientes variados para funcionar bem. Sem isso, o desenvolvimento pode ser comprometido.” O acompanhamento nutricional, nesses casos, deve ser individualizado e respeitar o ritmo da criança. “Não existe fórmula pronta. É um trabalho gradual, feito em conjunto com a família e, muitas vezes, com uma equipe multiprofissional”, explica. Estratégias Entre as estratégias recomendadas está a introdução alimentar progressiva, sem pressão. “A criança precisa se sentir segura. Primeiro ela pode olhar, tocar, cheirar. Depois, aos poucos, experimentar. Repetir esse processo ao longo do tempo ajuda o alimento a deixar de ser estranho”, orienta. Forçar a ingestão, segundo o especialista, é um erro comum e pode agravar a situação. “Pressionar aumenta a ansiedade e reforça a recusa. O ideal é criar um ambiente tranquilo, com rotina organizada e sem transformar a refeição em um momento de conflito.” O ambiente familiar, inclusive, tem papel fundamental nesse processo. Crianças tendem a observar e reproduzir comportamentos. “Quando as refeições acontecem com calma, sem distrações ou cobranças, há mais abertura para experimentar. Já um ambiente tenso dificulta ainda mais”, pontua. Em situações fora de casa, como escola ou festas, o planejamento pode ajudar. Levar alimentos já aceitos e alinhar expectativas reduz o estresse. “O mais importante é que a criança se sinta confortável. A comida não pode ser motivo de pressão nesses momentos”, reforça. Para Rogério Gomes, a principal mensagem para os pais é ter paciência e respeitar o tempo da criança. “Cada pequeno avanço deve ser valorizado. Com apoio adequado e sem cobranças excessivas, é possível ampliar o repertório alimentar e melhorar a relação com a comida”, conclui. Seletividade alimentar no TEA: o que observar Sinais de alerta: Principais riscos: O que ajuda: Forçar a criança a comer pode aumentar a recusa. O caminho mais eficaz é o respeito ao tempo e o incentivo sem pressão. Caminhada “Passos Pela Vida” mobiliza mulheres em ato por respeito A Caminhada Passos Pela Vida será realizada na próxima quarta-feira, 08 de abril, às 19h30, no bairro do Arruda, reunindo mulheres em um momento de união, conscientização e luta por uma causa que pede a atenção de toda a sociedade. A iniciativa convida a população a participar do movimento, que busca dar visibilidade à importância do respeito, da justiça e da valorização da vida. A concentração será na Rua Raul Pompeia, nº 45, e a organização orienta que os participantes vistam branco durante a caminhada. O evento reforça a força coletiva como instrumento de transformação social, destacando que cada passo representa um gesto de apoio e uma voz em defesa de direitos. Abril Marrom alerta para prevenção da cegueira e destaca avanços no tratamento de doenças oculares | | Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, consultas regulares e hábitos saudáveis para preservar a visão Abril é marcado pela campanha Abril Marrom, dedicada à conscientização sobre a prevenção e o combate à cegueira. A iniciativa chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico регуляр, fundamentais para evitar a perda visual irreversível e garantir qualidade de vida. De acordo com o oftalmologista Pedro Falcão, do Instituto de Olhos do Recife, as principais causas de cegueira no mundo são a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética. Entre elas, a catarata se destaca por ser a única com possibilidade de reversão. “A catarata é a única condição, entre as mais comuns, em que a cegueira pode ser revertida, desde que o paciente tenha a retina preservada”, explica. Os avanços da medicina têm ampliado significativamente as possibilidades de tratamento dessas doenças. No caso da catarata, a evolução das lentes intraoculares tem proporcionado resultados cada

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Autismo exige olhar ampliado da sociedade e reforça importância do diagnóstico precoce

Com aumento dos diagnósticos, especialistas destacam a necessidade de compreensão da neurodiversidade e de intervenções individualizadas para o desenvolvimento infantil De acordo com estimativas internacionais, existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impacta principalmente a forma como o indivíduo se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor. Neurodiversidade em pauta na sociedade A incidência é maior em meninos. A cada quatro diagnósticos, aproximadamente um ocorre em meninas. Diante desse cenário, compreender o autismo deixou de ser uma pauta apenas das famílias diretamente afetadas. A sociedade como um todo precisa aprender a conviver com a neurodiversidade, já que pessoas autistas estão cada vez mais presentes em todos os ambientes sociais. No próximo dia 2 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Segundo Victor Eustáquio, Neurocientista e diretor da Clínica Somar, o aumento no número de diagnósticos observado nas últimas décadas não significa necessariamente que o autismo esteja surgindo mais. “O autismo sempre existiu. O que mudou foi a forma de compreender e diagnosticar. Antigamente, acreditava-se que o autismo era apenas aquele quadro mais grave, com características muito evidentes. Hoje sabemos que se trata de um espectro muito mais amplo”, explica. Ele ressalta que o diagnóstico do autismo é clínico, ou seja, não é identificado por exames laboratoriais, mas por meio da observação especializada do desenvolvimento da criança. “Um profissional bem preparado consegue identificar sinais importantes ainda nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por volta de um ano e meio já é possível perceber indicadores relevantes no desenvolvimento”. Evolução dos diagnósticos e ampliação do espectro O conceito de espectro ampliou significativamente os critérios diagnósticos. Atualmente, os níveis de suporte são classificados em três categorias. Nível 1, necessidade de suporte leve. Nível 2, suporte moderado. Nível 3, maior necessidade de suporte. Esse entendimento mais amplo contribuiu para um aumento nas estatísticas. Segundo dados do CDC, os números evoluíram significativamente ao longo das décadas. Na década de 1970, aproximadamente 1 caso a cada 100 mil crianças. Em 2020 foi registrado 1 a cada 54. Em 2022 a relação foi 1 a cada 46 e, em 2024, 1 a cada 36 crianças. Intervenções individualizadas fazem a diferença Para especialistas, esses números reforçam que o autismo se tornou uma importante questão de saúde pública global. Embora não exista cura para o autismo, existem intervenções terapêuticas capazes de promover avanços significativos no desenvolvimento e na qualidade de vida da pessoa autista. “As intervenções precisam ser individualizadas. Trabalhamos aspectos como comunicação, atenção, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio e interação social. Cada criança possui características únicas e o atendimento precisa respeitar essas particularidades”, afirma Victor. Outro aspecto relevante são as comorbidades frequentemente associadas ao TEA, como TDAH, dificuldades de atenção, hiperatividade, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento. “Quando existem múltiplas condições associadas, a abordagem terapêutica precisa ser ainda mais específica. Atender de forma generalizada simplesmente não funciona”, destaca. Experiências práticas no desenvolvimento infantil Na Clínica Somar, uma das estratégias utilizadas para estimular o desenvolvimento social e sensorial das crianças é a reprodução de ambientes naturais e sociais dentro da própria clínica. Entre as atividades, as crianças participam de interações com a natureza, como o cuidado com viveiros de pássaros. “Nosso objetivo é aproximar a criança de experiências que ela encontrará no mundo real, como escola, praia, praças e outros espaços sociais, favorecendo o desenvolvimento da interação e da autonomia”, explica. Neuromodulação pode melhorar o desempenho de atletas e praticantes de atividades físicas? | Especialista explica como a técnica atua no cérebro para ampliar foco, disciplina e performance física A neuromodulação tem ganhado espaço no universo esportivo como uma aliada no aprimoramento do desempenho, tanto de atletas de alta performance quanto de pessoas que praticam atividade física regularmente. A técnica atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo ajustes em áreas cerebrais ligadas à concentração, motivação e comportamento. Suzan Almeida, psicóloga e diretora da clínica Neu Cérebro e Performance, explica que os benefícios vão além do rendimento esportivo. “A neuromodulação melhora não apenas atletas de alta performance, mas também pessoas que estão iniciando ou mantendo uma rotina de exercícios. Ao modular o cérebro, conseguimos aumentar o foco no que precisa ser feito e melhorar a adesão ao treino”, afirma. Na prática, a técnica já vem sendo aplicada em diferentes contextos esportivos, inclusive no futebol profissional, com foco na tomada de decisão, atenção e controle emocional durante as partidas. “A gente consegue atuar em áreas cerebrais importantes, especialmente na região frontal, que está ligada à mudança de comportamento. Isso faz com que a pessoa tenha mais disciplina, mais disposição e passe a buscar o exercício de forma mais consistente, transformando a atividade física em parte da rotina”, completa. Com abordagem individualizada, a neuromodulação é  uma estratégia para quem busca performance, constância e equilíbrio no dia a dia. Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes com conceito global e foco em experiência do cliente | Marca aposta em tecnologia, mix estratégico de produtos e reforça presença no Nordeste após liderar market share no Brasil A Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes, reforçando sua estratégia de expansão no Nordeste e presença em pontos estratégicos do varejo nacional. De acordo com Afrânio Plutarco, lojista à frente da nova unidade, a escolha do empreendimento se deu pela relevância do shopping na Região Metropolitana do Recife, considerado um dos principais centros de compras da região e, até então, um dos grandes espaços onde a marca ainda não estava presente. A nova unidade segue os padrões globais da Adidas, com layout moderno e foco na experiência do consumidor. A proposta é oferecer um ambiente onde o cliente encontre sempre novidades e produtos que despertem interesse, incentivando a recorrência e o vínculo com a marca. Para Phyllype Pires, superintendente do Shopping Guararapes, a chegada da marca reforça o posicionamento do empreendimento. “Ter a Adidas no nosso mix é extremamente importante. Estamos falando de uma marca consagrada mundialmente e muito querida pelos nossos clientes, que fortalece ainda mais a experiência

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Diagnóstico tardio agrava desemprego entre adultos neurodivergentes

Estudo revela que a falta de apoio e desconhecimento sobre neurodiversidade dificultam inserção profissional e vida independente no Brasil Uma pesquisa realizada pela Consultoria Maya em parceria com a Universidade Corporativa Korú revelou um cenário preocupante sobre a inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho. Segundo o levantamento “Neurodiversidade no Mercado de Trabalho”, quase metade dos entrevistados nunca trabalhou com pessoas neurodivergentes; 21,4% relataram experiências desafiadoras; e apenas 30% tiveram vivências positivas. Embora 75% dos brasileiros afirmem conhecer o termo “neurodiversidade”, que abrange o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições, 48,6% demonstraram conhecimento limitado e 25% nunca haviam ouvido a expressão. A psicóloga Geórgia Menezes, mestre e doutoranda em Psicologia pela UFPE e sócia do Instituto Harmonia e Neurodiversidade (IAN), explica que a dificuldade de inserção profissional ainda é um dos principais desafios enfrentados por adultos neurodivergentes. “Esses adultos têm taxas de emprego muito inferiores à população geral e até mesmo a outros grupos com deficiência”, destaca. “Apesar do desejo de trabalhar e do impacto positivo do emprego na qualidade de vida, muitos enfrentam obstáculos desde o processo seletivo até a progressão na carreira”, acrescenta. De acordo com estudos recentes publicados na revista Neuropsychiatry pelos pesquisadores Nancy B. Brown e David B. Nicholas, as dificuldades dessa população vão além do ambiente de trabalho. A psicóloga Geórgia Menezes reforça que “a transição para a vida independente pode ser marcada por desafios em tarefas cotidianas, como organização do tempo, planejamento financeiro, gestão da casa e autocuidado”. Esses aspectos demonstram que o apoio à neurodiversidade precisa ultrapassar o campo profissional e alcançar a vida prática e emocional dos indivíduos. Os obstáculos enfrentados por adultos neurodivergentes não estão ligados à falta de inteligência, mas a diferenças cognitivas e sensoriais que afetam habilidades como planejamento, memória e flexibilidade cognitiva. “Muitos adultos acabam relatando frustração, dependência familiar prolongada e barreiras para alcançar seus objetivos pessoais, o que reforça ciclos de baixa autoestima e isolamento social”, observa Menezes. Essa realidade reforça a necessidade de políticas públicas e estratégias corporativas voltadas à inclusão efetiva e ao respeito às diferenças neurológicas. Para superar essas barreiras, Geórgia Menezes defende o investimento em estratégias práticas e apoio especializado. Ferramentas tecnológicas como aplicativos de organização, planilhas adaptadas e lembretes digitais podem auxiliar na rotina, assim como o treino de habilidades de vida diária e o acompanhamento psicoterapêutico. “O cuidado precisa ser multiprofissional e personalizado. Psicólogos, terapeutas ocupacionais, psiquiatras e educadores podem, juntos, construir ferramentas que favoreçam a autonomia, sempre em parceria com a própria pessoa atendida”, conclui.

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“Hélio, o balão que não consegue voar” encerra festival com reflexão sobre o autismo

Espetáculo infantil valoriza empatia, inclusão e o poder transformador da arte. Foto: Ricardo Maciel O espetáculo “Hélio, o balão que não consegue voar” marca a despedida da 8ª edição do Festival Pintando o 7, com apresentações nos dias 18, 19 e 20 de julho, às 16h, no Teatro da Caixa Cultural Recife. Voltada para o público de todas as idades, a montagem pernambucana promove uma abordagem sensível sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando a metáfora de um balão que não consegue alçar voo para tratar temas como empatia, inclusão e o direito de ser diferente. Com dramaturgia assinada por Cleyton Cabral, vencedor do Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia 2019, o espetáculo é dirigido por Marcondes Lima e encenado por Cabral, Fábio Caio e Luciana Barbosa. A peça já circulou por escolas e espaços comunitários, buscando ampliar o diálogo sobre o TEA e estimular o olhar acolhedor do público. “Queremos incentivar o pensamento crítico e a reflexão nos espectadores, para que eles conheçam os sintomas do autismo e se tornem possíveis agentes de transformação”, afirma Cabral. A importância da discussão é reforçada pelos dados do Censo Escolar de 2023, que mostram um aumento de 50% no número de estudantes com TEA em salas comuns, totalizando mais de 607 mil crianças. Apesar dos avanços na inclusão, ainda persistem obstáculos relacionados à adaptação e ao preconceito. Nesse contexto, iniciativas culturais como o Festival Pintando o 7 ganham relevância ao promover a conscientização por meio da linguagem artística. Além da peça, a programação inclui a oficina gratuita “Atenção: Boneco na Mão!”, ministrada por Fábio Caio na sexta-feira (18), das 10h30 às 12h. Voltada para crianças de 6 a 12 anos acompanhadas por um responsável, a atividade oferece uma introdução prática ao universo do teatro de bonecos. Fundado em 2017, o Festival Pintando o 7 tem como missão democratizar o acesso à cultura, promovendo espetáculos que dialogam com a infância, a diversidade e temas sociais urgentes. Serviço:Espetáculo “Hélio, o balão que não consegue voar”Dias 18, 19 e 20 de julho | 16h | Teatro da Caixa Cultural RecifeIngressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), à venda no Sympla Oficina “Atenção: Boneco na Mão!”Dia 18 de julho | 10h30 às 12h | Gratuita | Vagas: 24 (12 duplas)Público: Crianças de 6 a 12 anos com responsáveis

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Autismo em Pernambuco é caso de CPI

*Por Bruno Moury Fernandes Imagine um Estado que simplesmente ignora o sofrimento de milhares de crianças. Imagine mães que percorrem quilômetros em busca de uma avaliação médica. Imagine a frustração, o luto silencioso, o cansaço de uma batalha diária que poderia ser suavizada – não por milagres, mas por políticas públicas. Esse Estado tem nome: Pernambuco. O Tribunal de Contas do Estado escancarou a tragédia. Não é exagero, é diagnóstico técnico. Um relatório recente sobre os serviços públicos voltados ao TEA (Transtorno do Espectro Autista) revelou o que as famílias já sabiam – e sofriam na pele: a rede pública de saúde para pessoas com autismo está em colapso! Na verdade, ela nunca existiu. A radiografia é chocante: A esmagadora maioria dos municípios não oferece nem mesmo o básico – uma equipe mínima com psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo. E mesmo quando existentes esses profissionais, apenas uma minoria é capacitada para lidar com TEA: 9,45% possuem capacitação para atender essa complexa demanda. Apenas 25 municípios realizaram treinamentos com os profissionais para aplicação do protocolo para detecção do autismo em crianças de 0 a 30 meses. Somente 15 municípios realizaram treinamento relacionado ao TEA direcionado aos pais. Dentre todos os municípios do Estado, 6 possuem equipamento de saúde exclusivo para o público autista. Mais de 45 mil pessoas estão na fila para diagnóstico. O Governo do Estado tinha orçamento de R$ 27 milhões para gastar com esse público em 2024, mas apenas R$ 70 mil foram investidos. Um escárnio! Um escândalo! Se fosse apenas descuido, já seria grave. Mas não. É omissão sistemática, institucional e persistente. A Secretaria Estadual de Saúde foi diversas vezes provocada. Recebeu relatórios, alertas, dados, recomendações. Nada fez. Ou melhor, fez o que o Estado brasileiro, infelizmente, faz tão bem: ignorou, engavetou, arrastou. Essa omissão não é técnica, é política. O desenvolvimento cerebral de uma criança autista não se congela até que a máquina pública funcione. E quando a política falha nesse grau, estamos diante de algo que ultrapassa a fronteira da incompetência. Estamos no território da negligência institucionalizada. Pernambuco precisa de uma CPI. Sim, uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa. Que convoque gestores, revele documentos, exponha as entranhas da negligência. Não para fazer espetáculo. Mas para produzir consequências. *Bruno Moury Fernandes é advogado

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Festa Junina Sensivel e Alegre

Como tornar o São João mais acolhedor para pessoas neurodivergentes

Segundo a psicoterapeuta da Clínica Mundos, Ana Paula Calado, Neurodivergentes podem ter desconfortos e até crises, mas é possível ajudá-los O colorido vibrante das bandeirinhas, o cheiro inconfundível das comidas típicas, as batidas da música, o calor das fogueiras e o estrondo dos fogos: o São João é uma celebração rica em sensações. Para muitos, essa mistura é parte da mágica da festa. Mas, para pessoas neurodivergentes — como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH ou outras condições —, esse turbilhão sensorial pode gerar sobrecarga, ansiedade e até crises. A alegria das quadrilhas e brincadeiras de grupo pode rapidamente se tornar um desafio para quem lida com hipersensibilidade a ruídos, cheiros, toques ou luzes. A fumaça da fogueira, os tecidos das roupas típicas e o inesperado dos sons e movimentos são apenas alguns dos gatilhos que podem afetar crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes. Especialistas alertam que, com pequenas adaptações e uma dose generosa de empatia, é possível fazer do São João uma experiência mais inclusiva e respeitosa para todos. “O que acontece é que, para o cérebro neurodivergente, esse é um momento de sobrecarga de informações, que gera ansiedade”, explica Ana Paula Calado, psicoterapeuta da Clínica Mundos, que atua no tratamento terapêutico das neurodiversidades.  Um dos ícones mais tradicionais das festas juninas, a fogueira, pode ser também um dos maiores desafios para pessoas neurodivergentes. O calor intenso, a fumaça densa e o cheiro característico são estímulos fortes que nem todos conseguem processar com facilidade. Além disso, o barulho dos fogos de artifício, tão comum durante o São João, pode provocar sustos, desconforto e até crises sensoriais, especialmente em crianças com hipersensibilidade auditiva. “O cheiro intenso da fogueira ou o som abrupto dos fogos pode ser extremamente desconfortável para pessoas com hipersensibilidade sensorial. Por isso, adaptar os ambientes e oferecer espaços mais tranquilos é essencial”, orienta Ana Paula Calado. Quando o arraiá vira desafio, o jeito é antecipar, ensaiar, respeitar Para tornar o São João mais acessível e acolhedor, a preparação pode fazer toda a diferença. Criar roteiros visuais com fotos do ambiente, mostrar vídeos das quadrilhas ou fazer pequenos ensaios com amigos e familiares são estratégias que ajudam a antecipar os estímulos da festa. Essa previsibilidade traz mais segurança emocional e reduz as chances de sobrecarga sensorial. Outra medida importante é respeitar o ritmo de cada criança: se ela preferir apenas observar, sem participar ativamente, isso também deve ser valorizado. Muitas famílias recorrem a fones abafadores de som e conversas prévias sobre o que esperar da celebração, estratégias simples que promovem conforto. E já começam a surgir boas práticas em festas e escolas, como os chamados “horários tranquilos”, com sons e luzes reduzidos — uma alternativa inclusiva que acolhe não só pessoas neurodivergentes, mas também idosos e bebês. “Uma dica importante é respeitar o tempo da criança. Ela não precisa estar na quadrilha se isso causar sofrimento. Ela pode estar ali de outro jeito, no seu tempo, com acolhimento e apoio”, orienta Ana Paula. Adaptações que fazem a diferença “A inclusão é um processo contínuo e afetuoso. Quando pensamos nas necessidades sensoriais e emocionais de cada um, estamos dizendo: você é bem-vindo, do seu jeitinho. E isso é o que realmente importa numa festa popular como o São João” – Ana Paula Calado.

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Maio Amarelo destaca os desafios de pessoas neurodivergentes no trânsito

Campanha amplia debate sobre mobilidade inclusiva e alerta para impactos sensoriais em autistas e outros neurodivergentes A campanha Maio Amarelo, voltada à segurança no trânsito, amplia seu foco em 2025 ao abordar os desafios enfrentados por pessoas neurodivergentes — como autistas e indivíduos com TDAH — nas ruas, estradas e meios de transporte. A discussão é urgente: o mais recente relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), divulgado em abril deste ano, aponta que 1 em cada 31 crianças está no espectro autista, o que reforça a necessidade de repensar políticas públicas, estruturas urbanas e práticas sociais que favoreçam uma mobilidade mais empática e segura. Barulhos intensos, trânsito imprevisível e longos engarrafamentos podem causar sobrecargas sensoriais em pessoas neurodivergentes, afetando diretamente seu bem-estar. “O barulho constante, a imprevisibilidade dos engarrafamentos e o confinamento dentro de carros ou transportes públicos podem gerar sobrecarga sensorial. Isso afeta o comportamento, causa ansiedade, irritabilidade e, em alguns casos, crises intensas de desregulação emocional”, explica a psicóloga Ednalva Mariano. Ambientes urbanos mal planejados dificultam ainda mais a experiência de deslocamento e exigem estratégias específicas de acolhimento e preparação. No transporte individual, criar um ambiente previsível faz toda a diferença. A psicóloga recomenda que os responsáveis antecipem o trajeto, mostrem o percurso no GPS, evitem mudanças de rota e ofereçam itens de conforto sensorial, como abafadores de ruído, brinquedos táteis e músicas familiares. “Se a criança, ou o adolescente se desregular no carro, o ideal é parar o veículo em local seguro, reduzir os estímulos e ajudá-la a recuperar o equilíbrio emocional. O acolhimento é o primeiro passo”, enfatiza. Nos transportes coletivos, os desafios se intensificam. Ônibus e metrôs lotados, cheiros, luzes e sons intensos podem ser gatilhos para crises emocionais. Para minimizar o impacto, é recomendado evitar horários de pico, carregar objetos sensoriais de apoio e combinar sinais que alertem sobre o desconforto. “Muitas pessoas não conseguem usar transporte público por causa do excesso de estímulos. Mas, quando não há opção, é importante preparar a pessoa com informações sobre o trajeto e o que pode acontecer”, orienta Ednalva. A cidade também impõe obstáculos aos pedestres neurodivergentes. Buzinas, travessias rápidas e estímulos visuais inesperados dificultam a locomoção a pé. Medidas simples como ensinar rotas seguras, usar pulseiras de identificação e sinalizações como o cordão de girassol ou adesivos com o símbolo do autismo ajudam a garantir mais segurança e respeito. Em caso de crise, é essencial oferecer ajuda com calma, respeitando limites e promovendo empatia. No Recife, a inclusão ganhou reforço com a emissão de credenciais específicas para pessoas com TEA, válidas em todo o Brasil por cinco anos. A credencial permite o uso de vagas especiais em vias públicas e estabelecimentos privados. Espaços como a Clínica Mundos também contribuem com esse ecossistema de apoio: referência no tratamento multidisciplinar de crianças e adolescentes neurodivergentes, já realizou mais de 1 milhão de atendimentos desde 2023 e está em plena expansão em Pernambuco. Dicas para um trânsito mais inclusivo e seguro 1. Respeite o tempo dos pedestres: Nem todos reagem com rapidez aos sinais. Seja paciente. 2. Evite buzinas desnecessárias: Sons altos podem ser gatilhos para pessoas com hipersensibilidade auditiva. 3. Dê preferência na faixa: Pedestres neurodivergentes podem ter dificuldade para avaliar o tempo de travessia. 4. Adesivo com identificação de neurodivergência importa: Os símbolos como o quebra-cabeça colorido ajudam a sinalizar vulnerabilidade e incentivar a empatia. 5. Estacione corretamente: Rampas e calçadas livres garantem acessibilidade. E não esqueça de usar a identificação de vaga especial. 6. Fique atento a comportamentos diferentes: Em caso de crise visível, ofereça ajuda de forma calma e respeitosa. 7. Transporte escolar: exija capacitação: escolas e motoristas devem saber lidar com crianças neurodivergentes.

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Acesso à educação: direitos dos autistas e os desafios da inclusão escolar

*Por Robson Menezes O direito à educação das pessoas autistas é garantido por lei e deve ser assegurado sem qualquer tipo de discriminação. No entanto, muitas famílias ainda enfrentam desafios, como a recusa de matrícula, a falta de adaptação curricular e a ausência de suporte adequado dentro das instituições de ensino. Qualquer negativa de matrícula baseada no diagnóstico de autismo é crime e pode gerar punições à instituição de ensino. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, determinam que escolas públicas e privadas não podem recusar alunos autistas sob nenhuma justificativa. Expressões como “não estamos preparados”, “já atingimos o limite de alunos autistas” ou “não temos estrutura” são ilegais e podem levar à aplicação de multas, além da perda do cargo de diretoria do gestor responsável em casos de descumprimento reiterado. Se há vaga para um aluno neurotípico, a mesma vaga deve estar disponível para um aluno atípico, sem qualquer distinção. Além da matrícula garantida, a escola deve elaborar um Plano Educacional Individualizado (PEI) para cada aluno autista. Esse plano deve prever todas as adaptações curriculares necessárias, considerando as particularidades de aprendizagem do estudante. Outro direito essencial é o acesso à sala de recursos, um espaço dentro da escola onde o aluno pode receber reforço pedagógico, utilizar materiais adaptados e contar com profissionais especializados. O uso dessa sala pode ocorrer no contraturno ou durante o horário escolar, de acordo com as necessidades do estudante e seu PEI. Os alunos autistas também têm direito ao profissional de apoio escolar, que auxilia no acompanhamento das atividades diárias dentro da instituição. Esse profissional deve ser disponibilizado pela própria escola, sem custos adicionais para a família. Além disso, as instituições não podem impedir a presença de um assistente terapêutico, que é um profissional de saúde responsável por aplicar terapias comportamentais dentro do ambiente escolar. Muitas crianças autistas precisam desse suporte para desenvolver habilidades sociais e acadêmicas, e a proibição da entrada desse profissional configura violação dos direitos do aluno. Se uma escola negar matrícula, se recusar a fornecer adaptações curriculares ou impedir o acesso de profissionais de apoio, os responsáveis podem denunciar a situação para os seguintes órgãos: Secretarias de Educação (municipais ou estaduais, conforme a série do aluno), Ministério Público, PROCON e OAB (Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência ou Comissão dos Autistas). Além disso, associações que defendem os direitos dos autistas podem oferecer suporte para formalizar as denúncias e pressionar as autoridades por providências. Outro aspecto fundamental para a inclusão educacional dos autistas é o acesso ao transporte escolar adaptado. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência estabelecem que o transporte deve ser acessível e adequado às necessidades dos alunos com deficiência. Isso inclui veículos adaptados, motoristas capacitados e monitores treinados para oferecer suporte durante o trajeto. Se o transporte acessível não for oferecido, a família pode recorrer ao Ministério Público e às Secretarias de Educação para garantir esse direito. A educação inclusiva é um direito fundamental dos autistas, e seu cumprimento depende do compromisso das escolas e da fiscalização por parte das famílias e da sociedade. Conhecer a legislação e exigir seu cumprimento é essencial para garantir que as crianças autistas tenham acesso à escola de forma plena, com todos os recursos necessários para seu aprendizado e desenvolvimento. Robson Menezes é advogado especialista em Direito dos Autistas e pai atípico.

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Festival “Viva as Diferenças” celebra neurodiversidade com arte, música e cinema no Recife

Evento gratuito no Parque da Jaqueira reforça inclusão durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo A capital pernambucana será palco, no próximo sábado (12), da segunda edição do Festival “Viva as Diferenças”, iniciativa que propõe um olhar mais inclusivo sobre as pessoas neurodivergentes. O evento, gratuito e aberto ao público, será realizado no Parque da Jaqueira, das 15h às 19h, reunindo apresentações artísticas, música ao vivo e sessões de cinema ao ar livre. Promovido pela clínica Aprimore Terapia Integrada, o festival integra a programação do Abril Azul, mês de sensibilização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovido mundialmente pela ONU. A programação inclui atrações como a Escola de Circo do Recife, a banda Fim de Feira e a bailarina Amanda Lima, primeira dançarina de ponta com Síndrome de Down do Norte/Nordeste. O evento também exibirá um documentário produzido por alunos da Oficina de Cinema da Aprimore, além de filmes que abordam inclusão e diversidade. Com foco na convivência e na empatia, o festival visa desconstruir estigmas e valorizar as múltiplas formas de existência. “Acreditamos que espaços como este são essenciais para promover a aceitação e garantir que todas as pessoas tenham a oportunidade de se expressar e participar plenamente da vida em comunidade. Através da arte, do esporte e da cultura, queremos mostrar que as diferenças não são barreiras, mas sim riquezas que tornam nossa sociedade mais plural e humana”, afirma Juliana Maia, fonoaudióloga, terapeuta DIR Trainer e sócia fundadora da Aprimore. Segundo estudo da Universidade de Stanford, entre 15% e 20% da população mundial é considerada neurodiversa. No Brasil, esse debate ganha força diante do crescimento no número de diagnósticos. Dados do Censo da Educação Básica revelam que, entre 2022 e 2023, o número de estudantes com TEA em sala de aula aumentou 50%. Fundada há nove anos, a Aprimore atua como referência no atendimento a crianças e adolescentes neurodivergentes, promovendo terapias integradas e atividades que fortalecem competências socioemocionais, motoras e cognitivas. Serviço:Festival Viva as Diferenças – 2ª edição📍 Parque da Jaqueira – Recife (PE)📅 Sábado, 12 de abril🕒 Das 15h às 19h🎟️ Entrada gratuita

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Recife ganha primeira Sala Multissensorial do Nordeste para acolher passageiros neurodivergentes

Ambiente no Aeroporto Internacional do Recife oferece conforto e bem-estar a pessoas com autismo e outras neurodivergências O Aeroporto Internacional do Recife agora conta com a primeira Sala Multissensorial do Nordeste dedicada a passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Inaugurado pela Aena na última sexta-feira (4), o espaço foi desenvolvido para oferecer um ambiente acolhedor, reduzindo estímulos sensoriais que costumam gerar estresse durante a experiência de viagem. A ação faz parte do Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, do Ministério de Portos e Aeroportos, e reforça o compromisso com a inclusão nos aeroportos brasileiros. Com 35 metros quadrados, a sala comporta até quatro famílias simultaneamente e inclui recursos como iluminação suave, sons relaxantes, colunas de bolhas, piscina de bolinhas iluminada e almofadas com tecidos especiais. O espaço foi idealizado em parceria com a Neurobrinq e planejado para oferecer alívio sensorial e previsibilidade. “É um espaço que ajuda a regular o estresse, trazendo alívio em relação aos estímulos externos e promovendo bem-estar”, explica Greg Marques Pereira, CEO da Neurobrinq. A iniciativa, celebrada em solenidade com autoridades como o ministro Silvio Costa Filho e o prefeito do Recife, João Campos, também marca o lançamento da cartilha “Inclusão Dentro e Fora do Avião”, de Aline Campos. A publicação orienta sobre as necessidades de passageiros neurodivergentes, contribuindo para a construção de um transporte aéreo mais acessível. “Abrimos as portas de um ambiente inclusivo, capaz de proporcionar uma viagem tranquila a passageiros que, de outro modo, teriam muita dificuldade em usar o transporte aéreo”, destacou Joaquín Rodríguez, diretor-geral da Aena Brasil. Outros terminais administrados pela Aena também receberão espaços semelhantes até o fim de 2025. Em funcionamento, além do Recife, está o Aeroporto de Congonhas (SP). Maceió, João Pessoa, Aracaju, Campo Grande e Uberlândia estão entre os próximos na fila de implantação. Serviço📍 Local: Aeroporto Internacional do Recife – Embarque Norte, em frente ao portão B12🕐 Funcionamento: 24 horas por dia👨‍👩‍👧‍👦 Capacidade: até quatro famílias simultaneamente

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