mulheres

Gemini Generated mulheres

Liderança feminina em tempos de cuidado: a hora das mulheres

*Por Luciana Almeida No mundo pós-pandemia, algo profundo mudou: o ato de cuidar passou a ocupar um lugar central nas discussões sociais, políticas e organizacionais. Essa transformação, longe de ser apenas simbólica, tem se refletido diretamente nas exigências do mundo do trabalho. O aumento expressivo dos índices de adoecimento mental e do afastamento por questões emocionais nas empresas brasileiras é apenas um dos muitos sinais de que o cuidado – com as pessoas, com os vínculos, com o ambiente – tornou-se uma necessidade estratégica. Foi diante desse cenário que a socióloga Débora Diniz afirmou: “Chegou a hora das mulheres.” Mas o que exatamente ela quis dizer com isso? Historicamente, às mulheres foi atribuído o papel social do cuidado. Desde muito cedo, meninas são educadas para assumir responsabilidades emocionais e práticas dentro da família: cuidar dos irmãos, da casa, dos idosos, dos sentimentos dos outros. Esse padrão se estende ao ambiente profissional onde, não raramente, as mulheres são associadas a funções de apoio, escuta, acolhimento, organização e articulação – habilidades muitas vezes invisibilizadas, mas essenciais para a saúde de qualquer ambiente de trabalho. Dados recentes reforçam essa realidade: entre meninas de 14 a 21 anos, 84% já assumem algum tipo de responsabilidade de cuidado dentro da família (dados da ONG Plan International Brasil, 2023). Essas experiências geram impactos profundos. Ao longo da vida, essas mulheres desenvolvem competências emocionais e sociais que hoje são cada vez mais valorizadas dentro das organizações: sensibilidade, empatia, flexibilidade, construção de vínculos. Pesquisas apontam que, comparadas aos homens, mulheres tendem a priorizar mais o coletivo e o bem-estar do outro, enquanto os homens são educados a pensar em performance individual e resolução racional de problemas. Essa diferenciação – ainda que atravessada por estereótipos de gênero – não pode ser ignorada quando falamos de inteligência emocional, uma das habilidades mais desejadas no mercado de trabalho contemporâneo. Hoje, falar em saúde mental nas empresas vai além de oferecer planos com psicólogos, gincanas corporativas ou ergonomia. Nada disso será eficaz se os relacionamentos dentro das equipes estiverem adoecidos. E é aqui que o cuidado – historicamente desprezado como “habilidade feminina” – se revela essencial para o futuro do trabalho. Saber cuidar passou a ser uma competência de liderança. E as mulheres, por sua trajetória e socialização, chegam neste momento com uma bagagem poderosa, forjada em desafios muitas vezes invisíveis. Reconhecer e valorizar essa presença feminina em cargos de liderança é mais do que uma questão de equidade de gênero: é uma resposta inteligente a um novo tempo, quando resultados e relações caminham juntos. Se antes cuidar era visto como algo secundário, hoje é, sem dúvida, estratégico. E talvez por isso, como disse Débora Diniz, esta seja mesmo a hora das mulheres. *Luciana Almeida é consultora e sócia da TGI

Liderança feminina em tempos de cuidado: a hora das mulheres Read More »

credito mulheres

Crédito negado: 68% das brasileiras enfrentam barreiras para obter financiamento

Estudo da Serasa com a Opinion Box revela que dificuldade de acesso ao crédito compromete a saúde financeira e o planejamento familiar de milhões de mulheres Apesar de serem protagonistas na administração das finanças domésticas, a maioria das mulheres brasileiras enfrenta obstáculos persistentes na hora de buscar crédito no mercado formal. Uma pesquisa inédita da Serasa em parceria com a Opinion Box revela que 47% das mulheres consideram a dificuldade em obter financiamento o principal desafio financeiro atual — uma barreira que afeta não apenas sua autonomia, mas também a estabilidade econômica de seus lares. O levantamento mostra que mais de dois terços das brasileiras (68%) já tiveram um pedido de crédito negado. Isso acontece mesmo com um alto grau de responsabilidade financeira: 93% das entrevistadas afirmam participar ativamente das decisões econômicas da família, e 80% organizam o pagamento das contas com antecedência. Ainda assim, sete em cada dez já recorreram a trabalhos informais para complementar a renda, o que dificulta a comprovação exigida por bancos e instituições financeiras. Outro dado preocupante é o impacto psicológico e prático da recusa: 47% das mulheres que tiveram crédito negado desistiram de tentar novamente. Essa desistência, motivada por frustração ou burocracia, pode levar ao agravamento de situações emergenciais e ao uso de soluções informais e onerosas, como empréstimos com juros abusivos. A pesquisa também evidencia desigualdades mais acentuadas entre mães solo e empreendedoras. Entre as provedoras únicas da casa, 74% já tiveram crédito negado. No caso das empreendedoras, o índice chega a 68%. Para 35% delas, essa limitação representa o principal entrave ao crescimento de seus negócios, restringindo iniciativas de geração de renda e inovação. Além dos critérios técnicos, o acesso desigual ao crédito também reflete um viés social. Segundo a pesquisa, 87% das mulheres acreditam que seu papel econômico ainda é subestimado pela sociedade. Essa percepção de desvalorização pode influenciar diretamente a avaliação feita por instituições financeiras, ampliando o ciclo de exclusão. A promoção de crédito justo e acessível é, portanto, uma ação estratégica para fomentar a inclusão financeira e fortalecer a economia do país.

Crédito negado: 68% das brasileiras enfrentam barreiras para obter financiamento Read More »

Antonio Augusto STF carmen

FIEPE lança Comitê Feminino para ampliar a presença de mulheres na indústria pernambucana

Evento de lançamento contará com a ministra Cármen Lúcia e tem como base estudo inédito sobre equidade de gênero no setor industrial Com o objetivo de promover a equidade de gênero no setor industrial, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) lança no próximo dia 28 de abril, na Casa da Indústria, o Comitê Feminino de Liderança Setorial. A iniciativa será apresentada em um evento com a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e de Marta Livia Suplicy, presidente do Conselho Superior Feminino da FIESP. As inscrições estão abertas no site da FIEPE. A criação do Comitê é uma ação estratégica impulsionada pelo SENAI-PE, após sua adesão ao Pacto Global da ONU e o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o de número 5, que trata da Igualdade de Gênero. Segundo Caroline Souto Maior, diretora financeira da FIEPE e presidente do Comitê, a proposta é “discutir os desafios da participação feminina na indústria pernambucana e propor projetos que fortaleçam a visibilidade das mulheres no setor”. Um levantamento realizado pelo Observatório da Indústria do SENAI-PE com 105 empresas revelou que, mesmo nas médias e grandes indústrias, a presença feminina em áreas técnicas ainda é limitada. Embora 47,6% dessas empresas já tenham estratégias específicas para inclusão, como capacitações e programas de bolsas, os principais obstáculos apontados continuam sendo a escassez de mão de obra feminina qualificada e questões ligadas à segurança no ambiente de trabalho. A gerente de Pesquisa e Prospectiva do SENAI-PE, Ana Paula Vasconcelos Cruz, chama a atenção para uma contradição: “Apesar das empresas apontarem a falta de qualificação como entrave, os dados do IBGE mostram que as mulheres têm maior escolaridade que os homens. É necessário investir em programas específicos para capacitá-las em áreas técnicas e de liderança, rompendo estigmas e criando oportunidades reais”. ServiçoO quê: Lançamento do Comitê Feminino de Liderança SetorialQuando: 28 de abrilOnde: Casa da Indústria – RecifeInscrições: www.fiepe.org.br

FIEPE lança Comitê Feminino para ampliar a presença de mulheres na indústria pernambucana Read More »

SALARIO MULJERES

Diferença entre salários de homens e mulheres recua em Pernambuco, mas aumenta no Brasil

Relatório nacional mostra avanços locais na igualdade salarial e destaca desafios de raça e gênero no mercado de trabalho. Imagem: Freepik Pernambuco apresentou uma redução na diferença salarial entre homens e mulheres, segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios divulgado pelo Governo Federal. A defasagem caiu 0,79% desde a última pesquisa, em setembro de 2024. Atualmente, os homens recebem em média 9,14% a mais que as mulheres no estado — antes, essa diferença era de 9,93%. A média salarial das mulheres em Pernambuco é de R$ 2.862,60, enquanto a dos homens chega a R$ 3.150,68. No cenário nacional, no entanto, a disparidade salarial aumentou 0,18%, atingindo 20,87%. A desigualdade se acentua quando se considera o fator racial: mulheres negras recebem, em média, R$ 2.864,39 no país, contra R$ 4.661,06 das mulheres não negras — uma diferença de 38%. Em Pernambuco, a diferença é de 28%: R$ 2.560,50 contra R$ 3.554,79, respectivamente. Apesar dos desafios, o relatório aponta avanços. A participação das mulheres negras no mercado de trabalho cresceu 18,2%, passando de 3,2 milhões para 3,8 milhões de empregadas. Houve também uma redução no número de estabelecimentos com menos de 10% de mulheres negras, que caiu de 21.680 em 2023 para 20.452 em 2024. O levantamento também mostra que a remuneração das mulheres continua inferior, mesmo com sua crescente presença no mercado. Entre 2015 e 2024, a massa total de rendimentos do trabalho feminino subiu apenas de 35,7% para 37,4%. Nesse período, o número de mulheres ocupadas passou de 38,8 milhões para 44,8 milhões, enquanto o de homens subiu de 53,5 milhões para 59 milhões. Os dados também revelam disparidades salariais por tipo de ocupação. Mulheres em cargos de direção e gerência recebem 73,2% do salário de seus colegas homens; as de nível superior, 68,5%; e as que atuam em serviços administrativos, 79,8%. Pernambuco está entre os estados com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres, ao lado de Acre, Distrito Federal, Piauí, Ceará e Alagoas. Na contramão, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio de Janeiro lideram com as maiores diferenças. Durante o lançamento do relatório, o Governo Federal também apresentou o Guia para Negociação Coletiva da Lei de Igualdade Salarial e o Movimento pela Igualdade no Trabalho, que reúne empresas e entidades comprometidas com a equidade. O documento, disponível online, traz orientações sobre negociação coletiva e ferramentas para promover igualdade no ambiente profissional. A iniciativa faz parte das ações da Lei nº 14.611/2023, que exige transparência salarial e práticas inclusivas para empresas com mais de 100 funcionários. Em abril, foi publicada a portaria que institui o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral, com ações previstas até 2027 envolvendo onze ministérios.

Diferença entre salários de homens e mulheres recua em Pernambuco, mas aumenta no Brasil Read More »

mulheres ciberseguranca

Mulheres avançam no setor de tecnologia, mas desafios persistem

Crescimento da participação feminina chega a 7,7% ao ano, impulsionado por iniciativas educacionais e oportunidades de capacitação A inclusão feminina no setor de tecnologia tem registrado avanços significativos nos últimos anos. Segundo a pesquisa Diversidade de Gênero no setor TIC, realizada pela Brasscom, a participação das mulheres na área cresceu 7,7% ao ano entre 2020 e 2023, um ritmo superior ao dos homens no mesmo período. No entanto, a representatividade feminina ainda enfrenta barreiras, o que motiva iniciativas voltadas à capacitação e à inserção profissional das mulheres na tecnologia. Para debater esse cenário e estimular mais mulheres a ingressarem na área, a Jala University promove nesta quinta-feira (27), às 19h, o meetup gratuito “O futuro é construído por ela”. O evento reunirá especialistas e profissionais do setor para discutir desafios, oportunidades e o impacto da diversidade na inovação tecnológica. Entre os temas abordados, estão a transição do meio acadêmico para o mercado de trabalho, o desenvolvimento de habilidades para o sucesso e o papel das mulheres na criação de soluções inovadoras. Além do evento, a Jala está com 70 bolsas de estudo integrais em Engenharia de Software exclusivas para estudantes brasileiras. A formação, que terá início em julho e será realizada no campus virtual da instituição, oferece um currículo alinhado às demandas da indústria, incluindo estágios e ensino de inglês para preparar as alunas para o mercado global. As inscrições podem ser feitas pelo site: https://jala-u.info/Jornal_Brasil.

Mulheres avançam no setor de tecnologia, mas desafios persistem Read More »

Codigo M

Código M abre 250 vagas em nova edição no Recife

Evento promovido pela Laboratória e Google.org capacita mulheres interessadas em tecnologia. Estão abertas as inscrições para o Código M, um evento promovido pela Laboratória (@laboratoria_br) em parceria com o Google.org, que oferece 250 vagas destinadas a mulheres com interesse na área de tecnologia. O evento acontecerá no Cais do Sertão, no dia 16 de abril, das 8h30 às 13h, e contará com uma programação repleta de palestras sobre inovação, tecnologia e oportunidades de networking entre mulheres inspiradoras. As inscrições são 100% gratuitas e podem ser realizadas no site www.codigom.la/br. Não é necessário ter experiência prévia para participar do Código M. Basta ter interesse pelo setor tecnológico, inscrever-se e comparecer ao evento. Após o cadastro, as participantes receberão todas as informações necessárias, incluindo cronograma e orientações de acesso, garantindo uma experiência enriquecedora e bem organizada. Na primeira edição do evento em Recife, mais de 200 mulheres participaram de palestras inspiradoras, painéis com especialistas e oportunidades de networking, além de receber brindes e certificados de participação. Nesta segunda edição, o Código M promete ainda mais conteúdo e recursos para contribuir com a formação e o empoderamento das mulheres no setor tech. “Voltar para Recife depois de um evento tão lindo em 2024 é incrível. Com o Código M, buscamos apresentar o setor tech para essas mulheres que desejam começar a trajetória profissional, mas não sabem como dar o primeiro passo. Queremos derrubar as barreiras e incentivar a descoberta do potencial de cada uma”, afirma Regina Acher, cofundadora da Laboratória no Brasil. Fundada em 2014 no Peru, a Laboratória já formou mais de 4 mil mulheres no Brasil e em outros dez países da América Latina, oferecendo diversos cursos na área de tecnologia. Para mais informações sobre a instituição e suas iniciativas, acesse o site oficial da Laboratória: www.laboratoria.la/pt.

Código M abre 250 vagas em nova edição no Recife Read More »

mulheres ciberseguranca

Curso gratuito de cibersegurança abre novas oportunidades para mulheres no setor

Iniciativa capacita gratuitamente e incentiva maior representatividade feminina na segurança digital A participação feminina na cibersegurança ainda é baixa. Segundo o Cybersecurity Workforce Study 2023, apenas 25% dos profissionais do setor no mundo são mulheres, e no Brasil, essa porcentagem é ainda menor. Para mudar esse cenário, a terceira edição do projeto Mulheres em Ciber oferece um curso gratuito e especializado, capacitando mulheres para atuar na área de segurança digital. As inscrições são até hoje (12). Realizada pela Bidweb em parceria com a Trend Micro, Porto Digital e ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), a iniciativa acontecerá entre 24 e 28 de março, no laboratório do Porto Digital, no Bairro do Recife. O que o curso oferece? 📌 Aulas teóricas e práticas com especialistas renomados da área📌 Técnicas de cibersegurança e arquitetura de segurança corporativa📌 Cenário de ameaças digitais e práticas de investigação de incidentes📌 Desafios das mulheres na tecnologia e criação de uma rede de apoio Além da capacitação técnica, o projeto busca promover networking e troca de experiências, fortalecendo a presença feminina no setor. Quem pode participar? O curso oferece 20 vagas para mulheres que: ✔ Já atuam na área de tecnologia e querem se especializar em cibersegurança✔ Estão em transição de carreira e buscam novas oportunidades✔ Concluíram a graduação e desejam ingressar na área de segurança digital A seleção será feita por meio de uma prova classificatória e eliminatória, com 20 questões de múltipla escolha sobre tecnologia e segurança da informação. Inscrições e prazos 📅 Inscrições abertas até 12 de março📍 Mais informações e inscrição: Acesse aqui📧 Dúvidas? Entre em contato: mulheresemciber@bidweb.com.br Por que investir na presença feminina na cibersegurança? As edições anteriores do Mulheres em Ciber já capacitaram dezenas de profissionais, resultando na inserção de mais de 15 mulheres no mercado de trabalho. A falta de representatividade feminina na cibersegurança não só reflete a baixa participação de mulheres na tecnologia, mas também impacta a diversidade e inovação do setor. Diferentes perspectivas são essenciais para enfrentar ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas e desenvolver soluções eficazes. A capacitação gratuita representa um passo importante para aumentar a participação feminina na cibersegurança e abrir portas para novas oportunidades no setor de tecnologia.

Curso gratuito de cibersegurança abre novas oportunidades para mulheres no setor Read More »

Mulher na engenharia

Mulheres na Engenharia: desafios persistem em um setor ainda dominado por homens

Apenas 20% dos profissionais registrados são mulheres; mudança cultural e apoio institucional são fundamentais Embora cada vez mais mulheres ingressem nos cursos de Engenharia, o preconceito e os desafios no mercado de trabalho ainda são realidade. Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), apenas 20% dos profissionais registrados no Brasil são do sexo feminino. O número reflete barreiras culturais que começam na escolha da carreira e se estendem até a inserção no mercado, onde muitas enfrentam desconfiança e discriminação. A professora Ivete Faesarella, dos cursos de Engenharia da Wyden, conhece bem essa realidade. “Trabalhei como gerente de produção numa fábrica de bebidas e por ser mulher e com pouca idade enfrentei preconceitos. Os colaboradores, a maioria homens e mais velhos que eu, não confiavam no meu trabalho, dificultando muito a implementação das melhorias no processo.” Situações como essa ainda são frequentes, especialmente para mulheres em posições de liderança. Para mudar esse cenário, tanto universidades quanto empresas precisam adotar iniciativas concretas. Instituições de ensino podem incentivar a presença feminina com eventos e mentorias com engenheiras atuantes no mercado. Já as empresas podem criar programas de trainees voltados para mulheres, promovendo um ambiente mais diverso e inclusivo. “Mesmo com dificuldades, elas não precisam abandonar o sonho. Existe uma rede de apoio que elas podem contar”, reforça Ivete.

Mulheres na Engenharia: desafios persistem em um setor ainda dominado por homens Read More »

mulheres

Presença feminina cresce na Administração Pública Federal e atinge 45,6%

Mulheres ocupam 76% dos cargos de direção criados pelo atual governo, reforçando avanços na igualdade de gênero. Foto: André Corrêa / MGI A participação das mulheres na Administração Pública Federal continua em ascensão. Dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apontam que, até janeiro de 2025, elas representavam 45,6% do total de servidores ativos, alcançando 261,4 mil profissionais. Esse percentual reflete um crescimento de 3,21% em relação a 2022. Nos cargos de direção e assessoramento de nível mais alto, a presença feminina subiu de 34,9% para 39,2%, com destaque para as novas funções criadas pela atual gestão, em que 76% das vagas foram preenchidas por mulheres. Além do crescimento na ocupação de cargos públicos, o governo tem investido na estruturação de secretarias para políticas voltadas às mulheres. A ministra Cida Gonçalves lançou, durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, um guia para incentivar a criação dessas secretarias nos estados. Desde 2023, R$ 4 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos e à capacitação para fortalecer essas políticas. A ampliação do orçamento do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 prevê R$ 423 milhões exclusivamente para ações voltadas às mulheres, além de outros R$ 13,7 milhões em recursos transversais. O governo também registrou mudanças na promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho com a Lei de Igualdade Salarial, sancionada em 2023. Empresas com mais de 100 funcionários devem garantir transparência salarial e adotar medidas contra a discriminação. O terceiro relatório sobre o tema será divulgado em março e trará dados sobre desigualdade de remuneração e ações de inclusão. Paralelamente, editais de licitação passaram a reservar 8% das vagas para mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo inserção no mercado de trabalho e autonomia econômica. No combate ao assédio e discriminação no setor público, o Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio, criado em 2024, tem fortalecido políticas de proteção às trabalhadoras. Com iniciativas estratégicas e ações estruturadas, a administração pública avança para tornar o ambiente institucional mais equitativo e inclusivo, consolidando o protagonismo feminino no setor público e na economia.

Presença feminina cresce na Administração Pública Federal e atinge 45,6% Read More »

carnaval mulheres

Recife celebra o Dia da Mulher com folia, capacitação e luta por direitos

Programação inclui bloco carnavalesco e mais de 250 vagas em cursos gratuitos O Dia Internacional da Mulher será celebrado no Recife com uma programação que une cultura, capacitação e engajamento social. No dia 8 de março, a Prefeitura promove o arrastão carnavalesco do bloco Nem Com uma Flor, puxado pelo grupo Baque Mulher, que percorrerá as ruas do bairro do Recife ao som de maracatu, afoxé e frevo. Além da folia, a cidade oferece 257 vagas em cursos e oficinas gratuitas voltadas para o empoderamento feminino. Segundo a secretária da Mulher, Glauce Medeiros, o evento reforça o compromisso com a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher. “Um momento de valorizar a luta das mulheres por mais direitos na lei e na vida”, destacou. A concentração do bloco será às 14h, no Paço do Frevo, reunindo artistas, coletivos feministas e lideranças sociais em um grande cortejo temático. A programação do mês inclui cursos e oficinas em diversas áreas, como gastronomia, costura, audiovisual e tecnologia. As inscrições acontecem até o dia 13 de março pelo Conecta Recife, com vagas preenchidas por ordem de cadastro e cotas específicas para mulheres negras, indígenas, trans e vítimas de violência doméstica. As aulas iniciam em 18 de março. Destaque ainda para a oficina de Iniciação em Inteligência Artificial para Mulheres, no dia 22 de março, e o curso de bordado artesanal com a artesã Mariana Bonfim. O Centro Marta Almeida também oferece uma exposição permanente sobre conquistas femininas e um ponto de leitura com acervo majoritariamente composto por autoras mulheres. Serviço 📍 Arrastão Carnavalesco Nem Com uma Flor📅 Data: 08/03 (sábado) | ⏰ Horário: 14h📌 Local: Paço do Frevo – Praça do Arsenal, Recife📅 Inscrições para cursos e oficinas: 08 a 13/03 via Conecta Recife📞 Contato Centro Marta Almeida: (81) 99488-4803📧 Email: centromarta.almeida@recife.pe.gov.br Para apoio a mulheres em situação de violência:📞 Plantão WhatsApp (24h): (81) 99488-6138 | ☎ Liga, Mulher: 0800 281 0107

Recife celebra o Dia da Mulher com folia, capacitação e luta por direitos Read More »