recife

Gabriel Mascaro: “No Brasil, há uma ala dos evangélicos com um projeto de poder muito claro”

Houldine Nascimento O filme “Divino Amor” estreou no circuito nacional na última quinta-feira (27). Ambientada em 2027, a obra tem a direção de Gabriel Mascaro e, entre outras coisas, se debruça sobre o avanço do protestantismo no estado brasileiro. Tudo isso a partir da experiência de Joana (Dira Paes), uma adepta da religião e muito apegada à fé. Mascaro concedeu uma entrevista exclusiva à Revista Algomais, em que responde a diversas questões relacionadas ao longa-metragem. Algomais: Como surgiu a ideia e qual a motivação de abordar o universo dos evangélicos? Gabriel Mascaro: Eu via cada vez mais crescente o avanço da religião no Estado brasileiro e isso me inquietou como artista, como realizador. Na verdade, essa confusão entre Estado e religião vem de muito tempo atrás. Algomais: Você falou em um debate em São Paulo que o protestantismo tem um projeto de poder. Gostaria de saber sua opinião a respeito disso. Gabriel Mascaro: É difícil falar em evangélico como algo estático, acho que são vários evangelismos, várias doutrinas. Cada uma que prega coisas muito específicas. Não dá para tratar como uma coisa única, mas é fato que também há, no Brasil, uma ala hegemônica dentro da comunidade evangélica com um projeto de poder muito claro. Tem uma eficiência, um pragmatismo e uma relação de financiamento que faz ter uma agenda política e religiosa cada vez mais forte no país. E o filme discute esses vários evangelismos, mas também leva em consideração esse projeto de poder dessa religião. Algomais: Já chegou ao seu conhecimento alguma reação do público evangélico ao filme? Gabriel Mascaro: Já começou a ter algumas reações distintas. Curioso também é que, na sessão de estreia em João Pessoa, teve uma pastora que era da Igreja Metodista e ela trouxe uma abordagem sobre o feminismo evangélico muito inusitada a partir do filme. Então, o que a gente vê é isso: o evangelismo é uma manifestação muito diversa e não dá para a gente querer generalizar as coisas. Em parte, as reações às vezes são de pessoas que não viram o filme, é muito em função do que leram na imprensa. Acho que é preciso relativizar um pouco isso. O filme foi feito com muito carinho e espero que as pessoas, evangélicas e não evangélicas, possam ir para serem tocadas pelo mundo da personagem, que é muito singular e foi feito com muita honestidade. É uma mulher de fé e que leva sua crença até as últimas consequências. Algomais: Já que você puxou para a protagonista, então queria que você comentasse essa escolha de Dira Paes. Gabriel Mascaro: A Dira foi maravilhosa, eu acompanho o trabalho dela há muito tempo. É uma atriz inteligentíssima e tem uma bagagem cinéfila surpreendente. Foi incrível poder contar com essa atriz que respira e transborda cinema, sabe? Ao mesmo tempo, Dira tem uma coisa especial que é atuar com o coração aberto, para uma personagem que acredita na fé e está disposta a doar corpo em nome dessa fé. Ela consegue atuar sem nenhum julgamento da personagem. Algomais: Nesse filme, você acaba repetindo a parceria com o diretor de fotografia Diego García e esse trabalho está muito alinhado com o design de produção. Há uma conexão nesse sentido. Você pode falar a respeito? Gabriel Mascaro: A gente tinha um desafio muito grande no universo visual do filme porque a Igreja Evangélica no Brasil nega a tradição da arte sacra [da Igreja Católica] Apostólica Romana. Eles não têm os objetos, as esculturas religiosas, não têm a adoração a santo nem imagem de quadro religioso. É uma igreja muito minimalista, muito contemporânea, que é galgada na ideia da palavra, da fé e da experiência emocional entre pastores e fieis. Então como pensar visualmente essa religião em 2027? A gente tinha um desafio muito grande que era imaginar a experiência da espiritualidade. No começo a gente trouxe esses elementos da iluminação, da cromática do filme, da fumaça, das músicas. Todo um ingrediente capaz de produzir uma experiência sensorial nesse filme, trazer a espiritualidade que a gente utilizou para demonstrar essa prática ritualística. O neon aqui é pura luz. Algomais: O filme acaba mirando o futuro, mas acerta o presente em alguns pontos, não é? Gabriel Mascaro: Pois é. Uma pergunta bem curiosa porque a gente começou a pesquisa quatro anos atrás. A gente rodou o filme antes de Bolsonaro sair como candidato. É um filme realmente feito tentando pensar e especular um estado de coisas que eu já vinha observando que, mais cedo ou mais tarde, poderia passar por esse avanço da agenda conservadora. Mas o filme é uma alegoria, claro. É como eu tento reler essa influência da cultura evangélica no Estado brasileiro. Que bom que a gente conseguiu fazer um filme muito vivo e que possa estar o tempo todo conectado e oferecendo recurso para pinçar o presente, mesmo se passando no futuro. E eu acho que esse é o lugar da arte. A arte não tem que trazer resposta, não tem que responder o presente. A arte tem que fazer perguntas.

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Férias no Shopping Tacaruna oferece atrações para pais e filhos

A chegada do mês de julho representa o período de férias escolares da garotada. E para aproveitar o período com muita diversão e entretenimento, o Shopping Tacaruna preparou algumas atrações que vão alegrar não só os pequeninos, como também muitos papais e mamães. Que tal um mergulho no túnel do tempo para relembrar alguns dos brinquedos e jogos clássicos das décadas 1980 e 1990? Parece impossível imaginar uma época em que não existia tanta tecnologia como internet, tablets, computador e smartphones. Mas ela já existiu e quem viveu se divertiu muito. Esta é a proposta da exposição interativa Brinquedoteka que reúne os brinquedos mais divertidos de todos os tempos e de forma gigante, em cartaz na praça de eventos do mall, de 27 de junho a 28 de julho. O passaporte de acesso a todos os brinquedos com duração de 20 minutos custa R$ 5,00. A atração reúne brinquedos e jogos como Genius, Aquaplay, Futebol de Pinos, Cai-Não-Cai e Pula Pirata, Lego, Tetris, entre outros que fizeram grande sucesso e marcaram gerações, com um grande diferencial: a maioria dos brinquedos são gigantes. De acordo com a gerente de marketing do Shopping Tacaruna, Yolanda Celeste, a ideia da exposição é reavivar um elo sentimental nos pais que viveram a época e proporcionar diversão aos filhos, que poderão conhecer e brincar com os brinquedos que fizeram parte da infância deles. A experiência de brincar fora da tela virtual transforma a nostalgia em um momento de lazer para crianças e jovens da geração atual. “A nostalgia é um dos sentimentos que a exposição traz para o público em sua temporada no Tacaruna. Alegria e muita diversão são nossos compromissos para este evento criado e elaborado para toda a família, em que os pais se sentirão crianças novamente e trarão seus filhos para ensinar como se brincava em outras gerações”, destaca ela. Os brinquedões foram especialmente criados para funcionarem mantendo toda a mecânica dos brinquedos originais, para garantir a diversão do público. Em turnê desde 2015, a exposição Brinquedoteka já passou por mais de 40 cidades brasileiras, desde Santarém (Pará) a Rio Grande (Rio Grande do Sul), sendo consagrada como um grande sucesso por onde passa. Mais de 1 milhão de pessoas já brincaram com os “Brinquedões”. Confira os brinquedos gigantes da exposição interativa Brinquedoteka: Genius O desafio é pensar rápido e repetir as sequências de luzes e sons produzidas pelo Genius. O brinquedo busca estimular a memorização de cores e sons. Com um formato semelhante a um OVNI, possuí botões coloridos que emitem sons harmônicos e se iluminavam em sequência. Cabe aos jogadores repetir sem errar as sequencias, que vão aumentando o grau de dificuldade a cada passo. A Brinquedoteka traz um Mega Genius com dois metros de diâmetro para ser jogado em equipes de quatro pessoas por vez. Aquaplay O objetivo deste jogo é fazer cestas com a pequena bola de basquete, que fica dentro de um ambiente coberto com água, usando apenas os botões frontais. Ele consiste em um pequeno recipiente, em plástico transparente, enchido com água e vedado. Um botão (ou dois, de acordo com o modelo) na base acionava um mecanismo, a fim de fazer a tarefa do jogo. As tarefas variavam de acordo com o modelo. Por exemplo, um golfinho que deveria encaixar todas as argolas em um espeto; ou ainda, uma bola de basquetebol que deveria passar dentro da cesta. A Brinquedoteka traz um Mega Aquaplay com dois metros de altura. O objetivo é acertar a bola da cesta. Futebol de Pinos Futebol de Pino (ou de pregos) era na versão original um jogo no qual, em uma tábua de madeira, que retratava um campo de futebol, com pinos ou pregos simbolizando os times adversários em cada metade do campo. A bola às vezes era uma moeda ou um pedaço de papel caso não houvesse uma bolinha. Para movê-la e fazer com que o jogo aconteça, os participantes utilizavam-se dos dedos para simular os chutes. O objetivo era marcar o maior número de gols possíveis. A Brinquedoteka traz um Mega Futebol de Pinos, onde os jogadores de colocam dentro do campo e usam os pés para lançar uma bola de verdade na direção do gol adversário. O futebol de pino pode ser jogado em duplas sendo que, cada vez um jogador faz a sua jogada. O jogo pode terminar com dois gols ou mais. Cai – Não – Cai O objetivo deste jogo é remover as varetas do cilindro sem derrubar as bolas e quem derrubar menos bolas é o vencedor. O jogo é composto de um cilindro de acrílico e no meio do tubo há diversos furos, onde são colocadas as varetas. Por cima das varetas são colocadas as bolas. Os jogadores vão retirando as varetas uma de cada vez, tentando evitar que as bolinhas caiam no fundo do tubo. Quem derrubar uma bolinha fica com ela até o final do jogo. A Brinquedoteka traz um Mega Cai Não Cai com dois metros de altura e as varetas com dois metros de comprimento cada. Pula Pirata O jogo é composto de uma espécie de barril, com furos nas laterais e um orifício na parte superior onde é colocado uma miniatura de pirata e de espadas de plástico. Os furos das laterais são utilizados pelos jogadores que vão colocando as espadas nos furos. O objetivo do jogo é não deixar o pirata pular para fora do barril. Um dos furos de forma aleatória aciona um mecanismo que ‘’expulsa’’ o pirata do barril. Caso o jogador, ao colocar a espada no furo, ocasionar o salto do pirata para fora do barril, o mesmo será eliminado do jogo e a rodada é reiniciada. A Brinquedoteka traz um Mega Pula Pirata com um barril em medidas reais e espadas idem. A diversão é garantidad. Totem Games Em dois grandes módulos estarão quatro vídeo games que marcaram época e gerações: Atari, Mega-Drive, Super Nintendo e Master System, todos prontos para serem jogados em televisores de 32 polegadas. O público poderá

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Festa para São Pedro com mais de 75 atrações no Recife

Padroeiro dos pescadores, São Pedro ganha destaque no altar junino e na terceira semana da programação preparada pela Prefeitura do Recife para os festejos mais nordestinos do calendário brasileiro. Neste sábado (29), dia dele, o santo será celebrado com missa, procissão na terra e no mar, além de muito forró. Mas a festa já começa amanhã (28) e só acaba no domingo (30), levando mais de 75 atrações para se apresentar em Brasília Teimosa, no Pátio de São Pedro e no maior arraial da capital, o Sítio Trindade. Em Brasília Teimosa, bairro fundado ao redor da Colônia de Pescadores Z1, a liturgia começa cedinho, já a partir das 6h, com uma salva de fogos de artifício, seguida de missa, proferida no palco montado em frente à sede da colônia, às 8h. À tarde, a partir das 14h, os devotos saem em procissão, de frente da Capela de São Pedro, pelas ruas Comendador Moraes, Dagoberto Pires, Arabaiano, Badejo até o Iate Clube, de onde várias embarcações decoradas partem, carregando a imagem de São Pedro mar afora, para reverenciar o padroeiro dos pescadores em seus domínios, agradecendo e pedindo fartura para as próximas pescarias. As embarcações seguem até o Farol Velho Boca da Barra, no Porto do Recife. No arraial montado pela Prefeitura do Recife em Brasília Teimosa, a festa para o santo começa às 17h, com o Coco de Mainha. A programação segue noite adentro, com shows de Sereias Teimosas, Trio Solado do Sax, Balé Deveras, Trio Xote Moleque, Quadrilha Junina Evolução, Felicidade Cordel, do homenageado do São João 2019, Nando Cordel, e de Michele Monteiro. Pátio do santo – Também tem festa para o padroeiro dos pescadores longe do mar. No Pátio de São Pedro, as comemorações começam na sexta-feira (28). A partir das 17h, irão se apresentar o Cavalo Marinho Boi da Luz de Olinda, a Quadrilha Junina Matutinho Dançante, além de Isaar, Quinteto Violado celebrando centenário de Jackson do Pandeiro, Rogério Rangel e Irah Caldeira e Azulinho. No dia 29, auge da festa do padroeiro, o Coco Popular de Aliança, Roberto Cruz, Santanna, Maciel Melo, Em Canto e Poesia e Cristina Amaral garantem o arrasta pé. No dia 30, o Cavalo Marinho Boi Pintado e o Festejo Junino, a Quadrilha Junina Sapeca, Ronaldo Aboiador, Climério, Liv Moraes Alcymar Monteiro e Beto Hortis encerram a festa no Pátio. Sítio Trindade – Nesta sexta-feira (28), após um rápido intervalo para os forrozeiros recobrarem o fôlego, as sanfonas voltam a resfolegar no Sítio Trindade, com apresentações no palco principal e na Sala de Reboco. Por lá, a festa para São Pedro só acaba no dia 30. Entre os artistas que seguirão animando a festa no palco principal do Sítio estão: Ivan Ferraz, Josildo Sá e Santanna, no dia 28; Terezinha do Acordeon, Salatiel Camarão, Maestro Forró & Fole Assoprado e Banda Fulô de Mandacaru, no dia 29; além de Família Salustiano e a Rabeca Encantada, Genival Lacerda e Novinho da Paraíba, no dia 30. Na sala de reboco, o rala bucho será comandado por Trio Sanfona do Povo, Cesar Michiles &Transversal no Forró e Luiz Paixão, no dia 28; Banda Coruja e seus Tangarás, Ari de Arimatéa e Azulão, no dia 29; e Forró Flor de Lis, Luizinho Calixto e Ronaldo do Acordeon, no dia 30. Nos dias 28, 29 e 30, o Sítio recebe ainda as finais dos concursos de quadrilhas juninas adultas e infantojuvenis, no Pavilhão das Quadrilhas. PROGRAMAÇÃO PARA SÃO PEDRO SÍTIO TRINDADE PALCO PRINCIPAL Dia 28 19h – Ivan Ferraz 20h20 – Josildo Sá 21h40 – Fabiana Azevedo de Meneses 23h – Santanna Dia 29 19h – Terezinha do Acordeon 20h20 – Salatiel Camarão 21h40 – Maestro Forró & Fole Assoprado 23h – Banda Fulô de Mandacaru Dia 30 19h – Família Salustiano e a Rabeca Encantada 21h40 – Genival Lacerda 23h – Novinho da Paraíba SALA DE REBOCO Dia 28 18h – Trio Sanfona do Povo 19h – Cesar Michiles &Transversal no Forró 20h – Zé de Teté 21h10 – Luiz Paixão 22h20 – Banda Expresso do Recife 23h40 – Trio Magia do Sol Dia 29 18h – Trio Toinho Vanderlei Pé de Serra 19h – Zelyto Madeira 20h – Banda Coruja e seus Tangarás 21h10 – Ari de Arimatéa 22h20 – Azulão 23h40 – Forrozão pra lá de Bom Dia 30 18h – Forró Flor de Lis 19h – Banda Segnos 20h – Márcia Pequeno 21h10 – Luizinho Calixto 22h20 – Ronaldo do Acordeon PAVILHÃO DAS QUADRILHAS Dia 28 Final do 35º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultos 20h – Raio de Sol 20h45 – Junina Traque 21h30 – Origem Nordestina 22h15 – Dona Matuta 23h – Evolução 23h45 – Lumiar Dia 29 Final do 35º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultos 20h – Traquejo 20h45 – Traque de Massa 21h30 – Renascer 22h15 – Tradição 23h – Zabumba 23h45 – Zé Matuto Dia 30 Final do 17º Concurso de Quadrilhas Juninas Infantojuvenil 17h – Menezes na Roça 17h45 – Brincant’s Show 18h30 – Sapeca 19h15 – Raízes do Rosário 20h – Fusão PÁTIO DE SÃO PEDRO Dia 28 17h – Cavalo Marinho Boi da Luz de Olinda 17h30 – Quadrilha Junina Matutinho Dançante 19h – Isaar 20h20 – Quinteto Violado – 100 anos de Jackson do Pandeiro 21h40 – Rogério Rangel 23h – Irah Caldeira 23h59 – Azulinho Dia 29 18h – Coco Popular de Aliança 19h – Roberto Cruz 20h20 – Santanna o Cantador 21h40 – Maciel Melo 23h – Em Canto e Poesia 23h59 – Cristina Amaral Dia 30 16h – Cavalo Marinho Boi Pintado e o Festejo Junino 16h30 – Quadrilha Junina Sapeca 17h – Coco Popular de Aliança 18h – Ronaldo Aboiador 19h – Climério 20h20 – Liv Moraes 21h40 – Alcymar Monteiro 23h – Beto Hortis ARRAIAIS DE BAIRRO Brasília Teimosa Dia 29 17h – Coco de Mainha 17h30 – Sereias Teimosas 18h – Trio Solado do Sax 19h – Balé Deveras 20h – Trio Xote Moleque 21h – Quadrilha Junina Evolução 21h40 – Felicidade Cordel 22h50 – Nando Cordel

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Festa da Música reúne diversidade de ritmos independentes na Torre Malakoff

Desde 2015, a produtora Cubo8 tem movimentado o Recife e Região Metropolitana com shows de bandas independentes, um circuito de música alternativa que ficou conhecido como Rock Na Calçada. Quatro anos depois, o projeto evolui e constitui a Festa da Música, uma iniciativa que chega à Torre Malakoff neste sábado (29/06), a partir das 14h, com shows gratuitos de 10 bandas e artistas de diversos ritmos nordestinos. Nos últimos dois anos, o projeto do Rock Na Calçada foi o representante pernambucano do Big Dia da Música, um grande festival nacional em rede que acontecia no mês de junho, com braços em São Paulo, Rio de Janeiro e noutras cidades. Em 2019, a falta de aporte financeiro fez o maior festival em rede do Brasil ser interrompido. “Foi quando surgiu a ideia de criarmos a Festa da Música, um projeto para mostrar a força da cena artística alternativa do Recife, mesmo diante das dificuldades”, afirma Du Lopes, diretor da Cubo8 e idealizador do evento. A programação da Festa da Música tem início às 14h e apresenta uma seleção de 10 atrações que reverenciam ritmos diversos: rock, pop, rap, MPB, reggae, manguebeat, regional… Uma verdadeira celebração à diversidade musical do Nordeste. Tocam no festival os artistas pernambucanos Ciel Santos, Joanah Flor, Lício Gomez e Thiago Luna; os grupos musicais Tertúlia, Gelo Baiano, Boa Vista Hard Club, Mondo Bizarro e Etnia; além de um convidado de fora – o cantor Berg Menezes, de Fortaleza/CE. O evento, produzido pela Cubo8, com apoio da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer da Prefeitura do Recife, Fundarpe e Associação de Docentes da UFPE (Adufepe), é a 26ª edição do Rock Na Calçada, que segue reverenciando atrações com trabalhos de música autoral independente, valorizando e incluindo artistas que fomentam a cena artística local fora do circuito comercial. Já participaram de shows do Rock Na Calçada artistas e bandas como Zeca Viana, Combo X, Juvenil Silva, Lucas Torres, Romero Ferro, Fernandes, entre outros nomes. SERVIÇO: Festa da Música 2019 – 26º Festival Rock na Calçada Com shows de Gelo Baiano, Joanah Flor, Ciel Santos, Tertúlia, Boa Vista Hard Club, Lício Gomez, Berg Menezes, Mondo Bizarro, Etnia e Thiago Luna Quando: sábado, 29 de junho de 2019 Onde: Torre Malakoff (Praça do Arsenal da Marinha, S/N – Bairro do Recife) Horário: A partir das 14h Gratuito Links para vídeos: Joanah Flor – https://www.youtube.com/watch?v=T4EnpMZcap8 Ciel Santos – https://www.youtube.com/watch?v=N2eYB36LADM Berg Menezes – https://www.youtube.com/watch?v=b8Z5q0t4YB0 Thiago Luna – https://www.youtube.com/watch?v=W66Um314StI Lício Gomez – https://www.youtube.com/watch?v=npe8g4TJh8A

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Passport traz o mundo colorido e geométrico de Arlin Graff para o Recife

A marca de whisky escocês Passport Scotch traz uma grande novidade para os apreciadores de whisky e arte no próximo dia 28 de junho. As famosas garrafas verdes da marca vão virar “obras de arte”, em uma edição limitada de rótulos colecionáveis assinados por um dos maiores nomes da street art mundial, o brasileiro radicado em Nova York, Arlin Graff, que vem ao Recife para participar de uma série de eventos que pretendem encher o Recife de formas e cores. Entre as ações promovidas pela marca estão um Workshop Gratuito de Aceleração Para Artistas e Roda de Conversa com Arlin Graff, realizados no Sinspire. O Workshop, ocorre a partir das 14h30 e é direcionado para artistas plásticos maiores de 18 anos que buscam aprimorar seus conhecimentos e estratégia de carreira. O artista visual recifense Aslan Cabral também participa do evento, que apresenta a trajetória profissional de Arlin, como ele começou a pintar, os tipos de resistência encontrados no mercado nacional, técnicas usadas no graffiti e diversos outros temas relacionados a Street Art. Além de participar dessa roda de conversa, os artistas participantes da oficina, também terão a oportunidade de trabalhar em conjunto, em uma obra colaborativa. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do site da Sympla. Arlin Graff é um artista de rua que começou sua carreira com graffiti no Brasil em 1999. Seu estilo geométrico próprio tornou-se tão conhecido que suas criações dinâmicas e coloridas ganharam o mundo. Residente em Nova York, Arlin nasceu na cidade de Tatuí, interior de São Paulo. Quando criança, gostava de brincar com blocos de madeira, juntando as coisas e depois desmantelando-as novamente. Com técnicas cada vez mais elaboradas, suas criações abstratas parecem estar emergindo de um trabalho digital. Os animais são umas das principais inspirações de Arlin, que em suas obras, cria uma espécie de natureza sintética, fragmentada pela influência do mundo tecnológico moderno. Aslan Cabral é curador de artes visuais do Festival No Ar Coquetel Molotov e idealizador do Museu do Tubarão Recife. Artista plástico, integra diferentes nichos de produção cultural no Recife, É também um dos integrantes do coletivo de instagram @saquinhodelixo e curador chefe na Bienal da Veneza Brasileira. Aslan integra o núcleo de curadores convidados para o festival REC’n Play, evento de inovação e empreendedorismo do Porto Digital. As Garrafas Colecionáveis assinadas por Graff são destacáveis e ao puxar o primeiro rótulo, o consumidor se depara com as artes modernas e vibrantes de de Arlin. Traduzidas em formas de animais e objetos, as obras fazem uma releitura dos cinco brasões que simbolizam os valores e o espírito escocês da marca como, qualidade, resiliência, liberdade, força e aventura. De blend suave e acabamento doce e floral, Passport é um dos whiskys mais apreciados no Recife. Sua origem e DNA escocês são algumas das prerrogativas que o fazem ser perfeito para ser degustado em climas tropicais. SERVIÇO PASSPORT TRAZ O MUNDO COLORIDO E GEOMÉTRICO DE ARLIN GRAFF PARA O RECIFE Sexta-feira (28), a partir das 14h30, no Sinspire – Praça do Arsenal, Recife Antigo Aberto à maiores de 18 anos – 20 vagas Inscrições Workshop: https://www.sympla.com.br/workshop-gratuito-de-aceleracao-para-artistas-e-roda-de-conversa-com-arlin-graff-e-aslan-cabral__562345

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 Forró para Todas e Todos – Pessoa com Deficiência

Nesta sexta-feira (28), das 15 às 20 horas, será realizada a III Edição do “Forró para Todas e Todos”, o São João da Pessoa com Deficiência, com a proposta de promover a inclusão das pessoas com deficiência nos festejos juninos. O arraiá vai ser animado no Instituto Antonio Pessoa de Queiroz – IAPQ, bairro do Derby, numa promoção da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos. A festa junina terá apresentações culturais, com a participação de entidades da pessoa com deficiência e público em geral. No local haverá barracas com venda de comidas típicas. Serviço: Forró da Pessoa com Deficiência Data: 28/06/2019 Hora: 15h às 20h Local: Instituto Antonio Pessoa de Queiroz – IAPQ, R. Guilherme Pinto, 146 – Derby (https://bit.ly/31ZpT8c )

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Desfile das Bandeiras celebra as tradições juninas nesta sexta (28)

Nesta sexta (28), as bandeiras tomam conta das ruas do centro da cidade para o tradicional Desfile das Bandeiras Juninas, tradição das mais bonitas da liturgia de São João, que faz homenagem aos santos e brinquedos populares que compõem o ciclo festivo mais nordestino do ano. A iniciativa é da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. Participam desta edição do desfile 12 bandeiras de agremiações e grupos culturais do Recife e de toda a Região Metropolitana do Recife. A concentração das bandeiras começa às 16h, ao lado da Igreja Madre de Deus. O cortejo, embalado pela Associação Musical 19 de Fevereiro, Mendes e sua Banda e Som Brasil Banda Show, seguirá, a partir das 17h, pela Rua da Moeda, Mariz e Barros e Rua do Apolo até chegar na Praça do Arsenal, onde as bandeiras serão recebidas pela Banda Junina Veneno. Encerrando a programação, o espetáculo Forró de PE transforma o desfile em arrasta pé. Origem – O desfile das Bandeiras Juninas foi criado em 1993, para manter vivas as manifestações populares típicas do ciclo junino. A inspiração vem principalmente do Acorda Povo, um desfile realizado em bairros do Grande Recife e adjacências que costumava acontecer na madrugada do dia 23 para o dia 24 de junho e tinha o intuito de acordar a população para brincar o São João. Forró de PE – A partir das 19h, forrozeiros de todas as regiões do estado se encontram na Praça do Arsenal, no espetáculo Forró de PE, para celebrar o forró em todos os seus sotaques. O espetáculo começa pela Região Metropolitana, que será representada pela Bandinha Junina Veneno e por Toinho do Baião, que perpetua o legado musical e até imagético de Luiz Gonzaga. Depois deles, a Mata Sul será celebrada pelo sanfoneiro do Cabo de Santo Agostinho Zequinha dos Oito Baixos, que soma quase 40 anos de pé de serra. A tradição forrozeira da Mata Norte subirá ao palco com o Forró de Matulão. O Agreste será cantado pelo Trio Lagoa Grande, do Sítio Mocotó, localizado na cidade de Surubim. Do Sertão e da fartura e fertilidade cultural daquele povo resiliente, Joquinha Gonzaga, sobrinho e também descendente artístico do Velho Lua, será o representante. Cada um desses artistas fará uma apresentação de 40 minutos, levando litoral e Sertão para se encontrar e arrastar pé no bairro portuário.

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Livro escala 11 artigos para discutir a relação entre as mulheres e o futebol

O ano é de Copa do Mundo de Futebol Feminino e no Brasil, dito “país do futebol”, ainda são inúmeras as lacunas quando o assunto é a mulher e o esporte de paixão nacional. Para contribuir com as reflexões sobre esse tema é que o e-book Elas e o futebol foi editado. A obra composta por 11 artigos, escritos por 17 mulheres de diferentes regiões do país, propõe um debate sobre o processo de rupturas e conquistas das mulheres no futebol. Organizada pelas professoras da Universidade Federal de Pernambuco, Cecília Almeida Rodrigues Lima e Soraya Barreto Januário e pela diretora de comunicação da ONG love.fútbol, Larissa Brainer, a publicação tem textos que falam sobre a cobertura da mídia, a história da mulher no futebol brasileiro, o perfil das torcedoras e ainda relatos de experiências escritos por jornalistas, pesquisadoras, jogadoras, torcedoras e dirigentes de ONGs que trabalham a temática. “Tratar desse tema é uma forma de contribuir para dar maior visibilidade à presença da mulher no esporte mais popular do Brasil. No dito país do futebol, as mulheres ainda carecem de mais possibilidades de acesso ao esporte, de mais valorização, de reconhecimento histórico, de representatividade, e de espaços físicos e simbólicos seguros, sem machismo”, destaca a professora da UFPE e uma das organizadoras do livro, Cecília Almeida Rodrigues Lima. As contribuições inseridas em Elas e o futebol foram divididas em duas seções. A primeira parte, recebe nome de “Defesa” e reúne pesquisas sobre a presença de mulheres no futebol e artigos que discutem o papel da mulher no futebol, como atleta ou torcedora. A segunda parte, o “Ataque”, traz os relatos de experiência de mulheres que de algum modo atuam na área esportiva, contribuindo ativamente para fomentar o debate sobre as desigualdades de gênero no esporte. A importância do tema pautado pelo e-book é evidente quando observamos que a oitava edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino, realizada este ano na França, será apenas a primeira a ter seus jogos transmitidos em televisão aberta no Brasil. Mesmo a Seleção Brasileira de Futebol Feminino sendo a melhor da América do Sul, e tendo Marta, nossa camisa 10, eleita por seis vezes a melhor jogadora do mundo e a jogadora com o maior número de gols em todas as edições desse torneio mundial. A jornalista, diretora da ONG love.fútbol e uma das organizadoras do e-book Elas e o futebol, Larissa Brainer enfatiza que “é fundamental questionar as razões das desigualdades históricas, analisar criticamente, e mostrar a importância de iniciativas e canais alternativos que fortalecem a presença feminina no futebol. Esperamos que abrindo mais frentes de valorização do trabalho de atletas, pesquisadoras, jornalistas e torcedoras, possamos avançar no diálogo com a sociedade para tornar o esporte preferido do Brasil mais inclusivo”. Distribuição gratuita – O e-book Elas e o futebol é editado pela Editora Xeroca! e tem Licença Creative Commons, que permite a distribuição gratuita de uma obra protegida por direitos autorais. A Editora Xeroca! foge da lógica do lucro, tendo como prioridade a circulação, o acesso e compromisso de publicar livros que possam promover o debate crítico sobre a sociedade, cultura, educação e comunicação, estimulando à leitura e à produção. Serviço – Elas e o futebol está disponível no site da editora: www.editoraxeroca.com.br . Perfil das organizadoras Cecília Almeida Rodrigues Lima – Professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco. Doutora em Comunicação Social. Pesquisa temas relacionados às áreas de mídias digitais, televisão, transmidiação e, mais recentemente, tem se interessado pelo estudo acadêmico dos esportes, uma paixão pessoal. Larissa Brainer – Diretora de Comunicação da ONG love.fútbol, onde coordena a ação de visibilidade para mulheres no futebol #JogaPraElas. É jornalista especializada em Jornalismo Digital e profissional de Comunicação com foco em organizações e projetos sociais. Soraya Barreto Januário – Doutora em Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Publicitária e professora do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da UFPE e do Departamento de Comunicação Social da UFPE. Pesquisadora em temáticas ligadas aos Estudos de Gênero e Mídia. Coordenadora do GT Comunicação e Gênero da Redor (Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações Gênero). Coordenadora do OBMÍDIA UFPE. Perfil da Editora: A Editora Xeroca! é fruto do coletivo COMjunto de comunicadores Sociais. Carrega consigo a principal bandeira levantada pelo coletivo: a Democratização da Comunicação. Possibilitando o compartilhamento de ideias, de pesquisas e de diversos pontos de vista através de publicações impressas e virtuais, com a linha editorial voltada para a desconstrução das relações opressoras da sociedade. Foge da lógica do lucro, tendo como prioridade a circulação e o acesso. A editora tem como missão publicar livros que possam promover o debate crítico sobre a sociedade, a cultura, a educação e a comunicação.

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Projeto Tengo Lengo Tengo promove Domingueira Sertaneja no Cais do Sertão

O projeto Tengo Lengo Tengo, que homenageia os 30 anos da morte de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e do padre João Câncio, fundadores da Missa do Vaqueiro de Serrita, promove a primeira Domingueira Sertaneja, neste domingo (30). Iniciando às 16h, no Museu Cais do Sertão, com entrada gratuita, o evento inclui uma apresentação de Ronaldo Aboiador, figura permanente na celebração de Serrita que se tornou conhecido por seu aboio de fé. O artista possui um álbum dedicado ao aboio religioso, com faixas como “Terço dos Homens”, “Obrigado, Meu Senhor” e “Ofertório”. No domingo, das 18h às 19h, também acontece uma mesa de glosas, sessão de poesia oral feita de improviso, bastante tradicional e cultivada no Sertão. A glosa é exercida no dia a dia pelos poetas glosadores, de maneira informal, como uma brincadeira de roda com versos metrificados. Para essa brincadeira no Cais, foram convocados os poetas Adiel Luna, Allan Sales, Clécio Rimas, Edmilson Ferreira, João Filho e Maciel Correia. A apresentação promete divertir e emocionar o público, com motes que passam por temas como saudade, natureza, política e amor, mas que são mantidos em segredo, já que o improviso é a alma do negócio. A apresentação e coordenação da glosa fica a cargo de Marcos Passos, poeta declamador, apresentador, escritor e produtor cultural. “Costumo dizer que a mesa de glosa é uma cantoria de viola, sem a viola. Não há o compromisso da competição. Só a poesia. É lindo de ver o público vibrando a cada verso bem feito”, diz Marcos Passos. O projeto Tengo Lengo Tengo é uma promoção do Governo do Estado de Pernambuco, através da Empetur, Cais do Sertão e Cepe, com apoio da Janela Gestão de Projetos e da Fundação Padre João Câncio. Ainda dentro da programação, que acontece até o dia 27 de agosto, serão realizadas mesas-redondas com temas como “O Sertão pelas Lentes dos Fotógrafos”; “O Armorial e as Pedras do Reino” e “O Cangaço e Gênero”. Oficinas de zabumba, de costura do couro (incluindo uma versão para crianças), apresentações culturais sertanejas e leituras dramáticas também fazem parte do programa. Outro ponto de destaque do projeto é a realização da Cavalhada de São José do Belmonte no Recife, no dia 25 de agosto. Mais sobre os poetas Allan Sales – Natural do Crato, no Ceará, mas radicado no Recife, o músico, compositor e poeta se dedica ao cordel desde 1997, sendo autor de mais de 700 títulos sobre os mais variados assuntos, sendo os temas políticos e os de humor os seus preferidos. Atualmente apresenta no Recife o espetáculo “Interlocuções Poéticas e Musicais” em parceria com o poeta declamador Marlos Guedes. Adiel Luna – Poeta repentista, mestre de Baque Solto e coquista de roda. Em 2014, Adiel apresentou o programa Causos & Cantos, da Rede Globo. Na bagagem, a gravação dos CDs “Camará” e “Baionada”, além da conquista de vários prêmios, entre eles, o Internacional de Cultura Popular. Integrou ainda projetos como o Sonora Brasil e A Matinada. Fora do Brasil, também se apresentou no Karneval Kulturen, passando por palcos da Alemanha, Espanha e França. Clécio Rimas – Poeta, produtor musical e arte-educador, Rimas assina diversos trabalhos na área da poesia popular, mesas de glosas, oficinas de cordel, embolada, rap e música eletrônica. Em suas apresentações, oficinas, palestras e workshops, o poeta costuma se apropriar de elementos culturais metropolitanos ao mesmo tempo que reivindica sua origem interiorana do Sertão do Pajeú pernambucano para versos com uma mistura única. João Filho – Natural de São José do Egito, terra conhecida por respirar poesia, o poeta é sobrinho de um dos grandes repentistas da região, Zezé Lulu, por quem foi bastante influenciado poeticamente. Várias de suas poesias já foram publicadas em obras de outros poetas. Fez parte da comissão julgadora de diversos congressos de cantadores de viola, tendo participado de mesas de glosas em Olinda, Recife e São José do Egito. Marcos Passos – Poeta declamador, apresentador, escritor e produtor cultural, é natural de São José do Egito, filho de poeta e poetisa. É coautor e organizador de livros como “Nos Passos da Poesia”, “Nuances D’Alma”, “Amores Perfeitos na Beira do Mar”, “Zé Marcolino – Conversas Sem Protocolo”, entre outros. Tem também um CD de poesias declamadas intitulado “Marcos Passos nos Passos do Sertão”. Atualmente, mantém o projeto itinerante Cantos e Versos e um programa, de mesmo nome, na TV Universitária em parceria com o apresentador Tony Oliveira. Maciel Correia – Teve o interesse pela poesia popular, especificamente pela cantoria de viola, despertado ainda quando criança, enquanto assistia desafios travados por Ismael Pereira e Zé Feitosa, seus ídolos de infância. Integrou várias comissões julgadoras em Festivais de Cantadores, como o Congresso de Cantadores do Recife. Tem participação em obras de outros poetas, como no livro “Antologia Poética Retratos do Sertão”. Edmilson Ferreira – Repentista profissional, tem publicações suas em livros e revistas acadêmicas. No currículo, aproximadamente 300 primeiros lugares em festivais de repentistas por todo o Brasil e 30 CDs e 18 DVDs no mercado. Ferreira se apresentou no lançamento da novela Cordel Encantado, da Rede Globo, além de participar com apresentações de poesias de movimentos sociais, via sindicatos, ONGs e associações Em 2005 fez uma turnê francesa para a gravação de um documentário sobre suas apresentações e uma pesquisa sobre a relação da arte dos Trovadores da Península Ibérica e dos cantadores do Nordeste do Brasil. Serviço – Domingueira Sertaneja Onde: Centro Cultural Cais do Sertão (Armazém 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n – Recife) Quando: Domingo, 30 de junho Horário: A partir das 16h Atrações: Ronaldo Aboiador e banda e mesa de glosa com Adiel Luna, Allan Sales, Clécio Rimas, Edmilson Ferreira, João Filho e Maciel Correia Entrada gratuita

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MAMAM recebe exposição da artista Adriana Varejão

“Adriana Varejão – Por uma retórica canibal” é o título da exposição que o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) recebe a partir desta sexta (28), com evento de abertura às 19h. A mostra tem curadoria de Luisa Duarte e reúne 25 obras dos mais de 30 anos de trajetória da artista visual carioca. A visitação aberta e gratuita ao público começa neste sábado (29) e vai até 8 de setembro. O título da exposição faz referência ao vínculo da obra de Adriana Varejão com a tradição barroca. A retórica é uma estratégia recorrente do barroco, sendo um procedimento que busca a persuasão. Se o método rendeu obras e discursos suntuosos e exuberantes, a favor da narrativa cristã e do projeto de colonização europeu, a retórica canibal, ao contrário, se apresenta como um contraprograma, uma contracatequese, uma contraconquista. Trata-se de uma ruptura com as formas ocidentais modernas de pensamento e ação, em busca dos saberes locais, como o legado da antropofagia. Saem de cena o ouro e os anjos (tão presentes em igrejas barrocas no Recife e em Salvador), entram em cena a carne e toda uma cultura marcada por uma miscigenação por vezes violenta. Influência pernambucana “Desde os anos 1980, quando comecei a pintar e pesquisar sobre o barroco, tomei como referência várias igrejas do Recife. Algumas imagens sempre permaneceram dentro de mim e as carrego até hoje, como o altar da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, a azulejaria do Convento de Santo Antônio, ou mesmo o teto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. Todo esse repertório me ajudou a moldar minha linguagem”, revela Adriana Varejão. De acordo com ela, outra lembrança marcante da passagem por Pernambuco foi uma visita à Feira de Caruaru. “Lá me deparei com as carnes de charque dobradas e cortadas em nacos, com sua superfície marmoreada. A partir daí, iniciei a série das Ruínas de Charque, que tenho desenvolvido até hoje. Esses e outros exemplos reiteram a minha emoção de estar realizando esta primeira individual no Recife, tão perto de algumas importantes referências”, conta a artista. A exposição “Adriana Varejão – Por uma retórica canibal” faz parte de um projeto que pretende descentralizar o acesso à criação da artista, realizada entre 1992 e 2018. Trata-se de um conjunto significativo de sua produção, que inclui trabalhos seminais como Mapa de Lopo Homem II (1992-2004), Quadro Ferido (1992) e Proposta para uma Catequese, em suas Partes I e II (1993). A mostra vai ocupar todas as salas do MAMAM, equipamento cultural mantido pela Prefeitura do Recife. No andar térreo, o público poderá ver a instalação em vídeo Transbarroco (2014). Nos demais andares, as outras obras serão dispostas junto com um conjunto de textos curtos, que descrevem e contextualizam cada uma delas, funcionando como ferramenta de mediação com o visitante. SERVIÇO Adriana Varejão – Por uma retórica canibal Abertura: 28 de junho de 2019 (sexta-feira), 19h às 22h. Visitação: 29 de junho a 8 de setembro de 2019. Terça a sexta, 12 às 18h. Sábados e domingos, 13 às 17h Onde: Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães / MAMAM Rua da Aurora, 265. Informações: (81) 3355-6870 Quanto: Gratuito Classificação indicativa: Livre

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