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Santa Catarina assume 5ª posição no ranking nacional de tecnologia com faturamento de R$ 42,5 bilhões

Estado ultrapassa o Rio Grande do Sul e consolida peso crescente no setor, que já representa 7,75% do PIB catarinense. Estudo foi lançado no Startup Summit, em Florianópolis Santa Catarina alcançou um marco inédito ao se tornar o quinto maior polo de tecnologia do Brasil, com um faturamento de R$ 42,5 bilhões em 2024. O desempenho permitiu que o estado ultrapassasse o Rio Grande do Sul e se aproximasse dos líderes São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O resultado reforça a força do ecossistema catarinense, que nos últimos cinco anos cresceu mais de 40% e hoje responde por 7,75% do PIB estadual, a terceira maior participação do setor entre as unidades da federação. O crescimento catarinense superou a média nacional em 2024. Enquanto o Brasil registrou alta de 7,7% no setor de tecnologia, Santa Catarina avançou 11%, confirmando sua relevância econômica. No indicador de faturamento per capita, o estado também figura entre os primeiros colocados, com R$ 5,2 mil por habitante, atrás apenas de Distrito Federal, São Paulo e Amazonas. “O desempenho demonstra maturidade e competitividade, colocando o estado como protagonista em inovação”, destacou a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). O levantamento mostra ainda que outras regiões também vêm apresentando avanços significativos. Sergipe, Acre, Amapá e Rondônia cresceram mais de 30% no período, enquanto Ceará (+20,5%), Paraná (+18,7%), Bahia (+15,6%), Distrito Federal (+11,8%), Santa Catarina (11%) e Minas Gerais (+10,8%) lideraram entre os dez maiores polos nacionais. O movimento confirma a interiorização do setor e uma dinâmica mais diversificada do mercado tecnológico brasileiro. Os dados fazem parte do Observatório ACATE 2025, divulgado durante o Startup Summit, realizado de 27 a 29 de agosto em Florianópolis. O estudo foi produzido em parceria com a Neoway e reúne informações extraídas de bases públicas, consolidando um panorama do setor de tecnologia em todo o país e um detalhamento específico sobre Santa Catarina. *O repórter Rafael Dantas viajou ao Startup Summit a convite do Sebrae

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CESAR e Télos lançam programa para incluir pessoas com deficiência no setor de tecnologia

Inova.Ação PCD vai contratar até 35 profissionais após formação em desenvolvimento de software; inscrições abertas até 2 de setembro O CESAR, centro de inovação referência nacional, e a Télos, empresa especializada em tecnologia e inteligência artificial, anunciaram o programa Inova.Ação PCD, voltado para ampliar a empregabilidade de pessoas com deficiência no mercado de tecnologia. A iniciativa prevê a contratação de até 35 profissionais, que participarão de um processo seletivo seguido de um curso de seis meses na área de Desenvolvimento de Software. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 2 de setembro pelo site www.telosconecta.com. A seleção inclui testes online aplicados pela Télos, dentro do programa DiversiTech, e a gravação de um vídeo de apresentação. Os classificados avançam para um hackathon no CESAR, no Recife, nos dias 20 e 21 de setembro, etapa decisiva antes da contratação, prevista para outubro. O programa responde a um dado preocupante: segundo a PNAD Contínua 2022, Recife tem o maior percentual de pessoas com deficiência entre as capitais brasileiras (11,1%), sendo que 74,5% estão em idade ativa, mas fora do mercado de trabalho. “O CESAR é uma organização comprometida com a inclusão de grupos sub-representados. Acreditamos que a verdadeira inovação nasce da diversidade de olhares e experiências”, afirma Karla Godoy, COO do CESAR. Para Gabriella Ribeiro, CEO da Télos, “Inclusão não é só discurso, é prática. É investimento em gente e no futuro do trabalho”. A iniciativa também marca a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada entre 21 e 28 de agosto, reforçando a importância da inclusão no setor tecnológico. Serviço:📌 Programa: Inova.Ação PCD📅 Inscrições: até 2 de setembro🌐 Site: www.telosconecta.com📍 Hackathon: 20 e 21 de setembro, no CESAR (Recife)👥 Contratação: prevista para outubro

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Inovações educacionais movimentam a Jornada Bett Nordeste 2025 no Recife

Mais de 40 empresas e startups apresentam soluções tecnológicas e criativas para o setor de educação Nos dias 27 e 28 de agosto, o Recife Expo Center recebe a Jornada Bett Nordeste 2025, um dos maiores encontros de educação da região. Além de mais de 60 palestrantes nacionais e internacionais, o evento contará com uma ampla área de exposição, reunindo mais de 40 empresas e startups que trazem soluções inovadoras para gestores, professores e profissionais do setor. A visitação é gratuita, mediante inscrição online. Entre os expositores confirmados estão iniciativas que dialogam com os principais desafios da educação. A Amais apresentará suas ferramentas para impulsionar matrículas; o ANTON levará sua plataforma gratuita com mais de 150 mil atividades; e a Beatek Sirenes mostrará o Tok Escola Plus, um sistema de sinalização sonora musical para instituições de ensino. Já o Cel.Lep e a World Opportunity trazem propostas de internacionalização e bilinguismo, enquanto soluções tecnológicas de aprendizagem ficam por conta da Classgame, pioneira em livros didáticos gamificados, da ZOOM education for life, com trilhas de pensamento computacional, e da Virtuar, com projetos voltados ao desenvolvimento socioemocional de jovens. A diversidade de experiências será um dos pontos altos da exposição. A CESAR School apresentará programas voltados à formação em profissões digitais e impacto social, enquanto a Elo Editorial e a PeraBook trarão experiências de leitura com realidade aumentada. O Grupo Etapa divulgará o SigmaCamp, um acampamento de verão inspirado no modelo norte-americano, voltado a áreas STEM e aberto a estudantes de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A MAIA e a Reinventando a Educação também se destacam ao trazer metodologias inclusivas e soluções para saúde mental e gestão psicossocial. Além das propostas pedagógicas, a feira contará com fornecedores especializados, como a Interative Tecnologia (segurança patrimonial), a Krenke Pernambuco (playgrounds adaptados), o SCA Educacional (segurança jurídica em escolas) e a parceria entre Studio DLUX, MONO Design e BAYA, que une arquitetura, mobiliário e jornadas pedagógicas criativas. Com essa diversidade de soluções, a Jornada Bett Nordeste 2025 se consolida como um espaço estratégico para negócios, networking e atualização do setor educacional. ServiçoEvento: Jornada Bett Nordeste 2025Data: 27 e 28 de agostoLocal: Recife Expo Center – Recife/PEVisitação: gratuita, mediante inscrição no site oficial: brasil.bettshow.com/jornadabettnordeste

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MBXP 2025 conecta inovação e atacado de moda em Pernambuco

Evento em Santa Cruz do Capibaribe reúne indústria têxtil, varejo e especialistas para debater tendências e negócios Nos dias 5 e 6 de agosto, o Centro de Eventos do Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), será palco da segunda edição do MBXP – Moda Business Experience. O encontro, promovido pelo Moda Center e apresentado pela Soul Têxtil, promete movimentar o polo têxtil do Agreste com uma programação voltada à inovação, à qualificação profissional e ao fortalecimento do mercado atacadista de moda. Voltado a confeccionistas, lojistas, fornecedores e especialistas do setor, o MBXP é um dos principais eventos de moda no atacado do país. A programação inclui painéis sobre vendas físicas e digitais, tendências de consumo, mentorias e ativações de marcas, além de experiências que destacam a identidade local. Entre os nomes confirmados estão Rick Chester, Caio Coppola e Jessica Holanda, que trarão reflexões sobre empreendedorismo e gestão no setor. “A Soul Têxtil acredita que moda é mais do que tendência: é estratégia, é conexão, é futuro. Estar à frente de um evento como o MBXP reforça nosso compromisso em impulsionar o setor com inovação, conhecimento e propósito”, afirma Paulo Vasconcellos, um dos idealizadores do evento. A iniciativa reforça a posição de Santa Cruz do Capibaribe como referência nacional em confecções e busca impulsionar a competitividade da moda nordestina. Todas as novidades sobre o evento estão disponíveis no Instagram oficial, @mbxpoficial, e nos canais do Moda Center Santa Cruz. Serviço2ª edição do MBXP – Moda Business Experience📍 Centro de Eventos do Moda Center – Avenida Moda Center, SN, Bela Vista, Santa Cruz do Capibaribe (PE)🗓 Dias 5 e 6 de agosto⏰ Das 13h às 22h

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Tech Woman chega à terceira edição com foco em formação e oportunidades para mulheres na tecnologia

Encontro será realizado no dia 26 de julho, no Recife Expo Center, com trilhas de conteúdo, mentoria, acesso social e transporte gratuito para mulheres de diversas regiões O Tech Woman está com inscrições abertas para sua terceira edição, marcada para o dia 26 de julho, das 9h às 18h, no Recife Expo Center, no bairro de Santa Rita. O encontro, voltado exclusivamente para pessoas que se reconhecem como mulheres, pretende reunir cerca de duas mil participantes com uma agenda intensa de palestras, mentorias, trilhas de desenvolvimento e atividades de conexão com o mercado de tecnologia. Os ingressos custam a partir de R$ 80, com acesso gratuito para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A edição 2025 traz como novidade a Trilha de Soft Skills, que se junta às já consolidadas Trilha Técnica e Trilha de Carreiras. O objetivo é oferecer conteúdos sobre inteligência emocional, propósito, síndrome da impostora e habilidades comportamentais. “Essa trilha é o início de um movimento com o intuito de dar ferramentas e suporte para nossas mulheres conseguirem usar seu potencial para seu próprio bem”, destaca Laís Xavier, fundadora do projeto. Kássia Alcântara, também idealizadora da iniciativa, reforça a importância de ampliar a diversidade no setor de tecnologia. “Mulheres chegando nesses espaços podem mudar a realidade de altos cargos que são predominantemente ocupados por homens. As duas primeiras edições foram um sucesso e queremos continuar com esse estímulo e empoderamento profissional porque acreditamos que é possível, sim”, afirma. Entre os nomes confirmados estão Sonia Guimarães (ITA), Amanda Oliveira (Nação Valquírias), Virginia Heimann (NTT Data Brasil), Paola Accioly (UFPE), Ketty Sanches e Natália Heimann (B3/Neurotech), Elaine Machado (EDS) e Roberta Rigaud (Consultora em Felicidade Sustentável). O evento contará ainda com 210 sessões de mentoria individual com profissionais voluntárias da área de tecnologia, além de lounge de networking com cadastro de currículos, arena gourmet e área kids para facilitar a participação de mães. A estrutura também contempla transporte gratuito saindo de cidades como Caruaru, Garanhuns, Igarassu e Ipojuca, por meio de parcerias com prefeituras e instituições de ensino. A realização é da Combogó Eventos, Assespro PE/PB e Softex Pernambuco, com apoio de instituições públicas e privadas ligadas ao ecossistema de inovação. SERVIÇO📍 Tech Woman – 3ª edição📅 26 de julho de 2025 (sábado), das 9h às 18h📌 Recife Expo Center – Bairro de Santa Rita, Recife/PE🎟️ Ingressos a partir de R$ 80 (lote inicial) ou acesso gratuito para mulheres em vulnerabilidade social🔗 Inscrições e informações: techwoman.rec.br👩‍💻 Público: Pessoas que se reconheçam como mulheres, a partir dos 14 anos🧒 Infraestrutura: Área kids, transporte gratuito, arena gourmet, lounge de networking e mentorias individuais📲 Instagram: @techwoman.rec

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Di2win avança na Europa com nova parceria em Portugal

Deep tech recifense firma colaboração com a Titanium Business Solution e consolida presença no mercado europeu A Di2win, empresa de base tecnológica embarcada no Porto Digital do Recife e referência nacional em hiperautomação de processos, acaba de fortalecer sua presença internacional com uma parceria estratégica com a Titanium Business Solution, sediada em Portugal. O acordo representa um passo importante na consolidação da atuação da deep tech na Europa, especialmente por meio da conexão entre os ecossistemas de inovação do Brasil e do Velho Continente. Convergência de culturas e mercados Com expertise em soluções de go-to-market e geração de negócios, a Titanium soma forças com a Di2win ao facilitar a entrada da empresa brasileira no mercado português, aproveitando a sinergia cultural e linguística. “A cooperação com um player português é facilitada pelo idioma, pela proximidade cultural, além de abrir portas, gerar oportunidades e garantir a presença da Di2win nos mercados-alvo”, afirma Paulo Tadeu, CEO da Di2win. A primeira solução conjunta já está em desenvolvimento, com foco nos desafios reais do cliente europeu. Soluções digitais para empresas tradicionais Segundo Deric Guilhen, CEO da Titanium, o diferencial da Di2win está em sua capacidade de traduzir fluxos manuais em dados e inteligência de processo. “Portugal é composto, sobretudo, por pequenas e médias empresas que ainda possuem processos antigos, manuais. O potencial da Di2win vai de encontro a essa demanda. Para que se entenda, podemos dizer que eles transformam papeis em dados, trazendo agilidade, confiabilidade, automação do fluxo dos processos. Então, a Di2win valida, chancela essa negociação”, pontua. Deep tech brasileira com base científica sólida A Di2win carrega em sua trajetória mais de 200 publicações científicas, 30 registros no INPI e o processamento de mais de 2 bilhões de documentos em suas plataformas. Com forte vínculo com a academia e soluções pioneiras em Processamento Inteligente de Documentos (IDP) e Gêmeos Digitais Organizacionais, a empresa consolida seu papel como uma das deep techs mais robustas do Brasil.

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Porto Digital lança nova fase do Porto+ com foco em diversidade e inclusão produtiva

Programa amplia ações para grupos sub-representados e oferece 50 vagas afirmativas para pessoas trans em parceria com o Sistema Fecomércio O Porto Digital apresenta, nesta quinta-feira (26), uma nova etapa do programa Porto+, que se firma como plataforma de inclusão produtiva e promoção da diversidade no setor de tecnologia e inovação. A iniciativa, lançada com apoio do Sistema Fecomércio/SESC/SENAC Pernambuco, amplia seu escopo para contemplar também pessoas pretas e pardas, com deficiência, neurodivergentes, com mais de 65 anos e outros grupos historicamente excluídos do mercado formal. Um dos anúncios de destaque da nova fase é a oferta de 50 vagas afirmativas para pessoas trans em cursos de graduação da Faculdade Senac. A parceria também prevê a realização de workshops de letramento em diversidade voltados para empresas do ecossistema de inovação do Porto Digital, com o objetivo de transformar práticas de gestão e ambientes corporativos. A programação do evento inclui o painel “Transformação Produtiva: Diversidade que se forma, trabalha e transforma”, com relatos de profissionais trans que hoje ocupam posições estratégicas no mercado, reforçando a importância da educação e da inclusão no mundo do trabalho. A expectativa é que essa nova fase fortaleça políticas de empregabilidade e amplie o impacto social do polo tecnológico. ServiçoLançamento da nova fase do programa Porto+ | Diversidade que impulsiona a inovação📅 26 de junho de 2025 (quinta-feira)🕤 Das 9h30 às 12h📍 Auditório do Porto Digital – Cais do Apolo, 222, 8º andar, Bairro do Recife

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Educação e Aprendizado: A Revolução do Conhecimento com IA

Como a inteligência artificial está transformando o ensino, desafiando modelos tradicionais, levantando dilemas éticos e abrindo caminhos para uma educação mais inclusiva — ou mais desigual. *Por Rafael Toscano A inteligência artificial está mudando a maneira como aprendemos. E não se trata apenas de tecnologias novas em sala de aula, mas de uma transformação mais profunda: uma mudança na própria lógica do ensino. Em vez de um modelo único, centrado no professor como transmissor de conteúdo, começa a emergir um modelo adaptativo, centrado no aluno — um aprendizado sob medida, moldado por algoritmos que aprendem com o estudante. Sistemas de IA já conseguem identificar onde um aluno está com dificuldade, adaptar o conteúdo, mudar o ritmo e até sugerir novas abordagens de ensino. Essa personalização, que seria inviável para um único professor em uma sala cheia, torna-se possível com o apoio de plataformas inteligentes. O resultado? Um aprendizado mais eficiente, mais envolvente e mais respeitoso com as individualidades. Mas isso levanta uma pergunta importante: a quem pertence esse aprendizado? Quando a IA coleta dados sobre o desempenho dos alunos, seus hábitos de estudo, seus erros e acertos — como essas informações são usadas? A privacidade dos estudantes, especialmente de crianças e adolescentes, precisa ser tratada com o máximo cuidado. A promessa da personalização não pode se tornar uma ferramenta de vigilância. Além disso, há o risco de dependência tecnológica. Um aluno que só aprende com mediação algorítmica talvez tenha dificuldades em desenvolver habilidades que envolvem diálogo, escuta, improvisação — competências humanas que nascem do convívio. É fundamental lembrar que educar não é apenas transmitir informação, mas formar cidadãos, com senso crítico, empatia e capacidade de conviver com o diferente. A IA pode ser uma excelente aliada, desde que usada com responsabilidade. Pode corrigir automaticamente provas, gerar planos de aula, sugerir recursos pedagógicos e até simular experimentos complexos. Com isso, libera o professor para o que mais importa: o contato humano. O papel do educador, nesse novo cenário, não desaparece — ele se transforma. Ele deixa de ser apenas fonte de informação e passa a ser guia, curador, facilitador da aprendizagem. A IA também abre caminhos incríveis para a educação inclusiva. Alunos com deficiências visuais podem contar com softwares de leitura inteligente. Estudantes com dificuldades de aprendizagem podem ter conteúdos adaptados ao seu ritmo. E em comunidades remotas, tutores virtuais podem oferecer apoio que antes era impensável. A tecnologia, nesse contexto, é ponte — não barreira. Mas para que essas promessas se cumpram, é preciso enfrentar um problema estrutural: o acesso desigual à tecnologia. A revolução da IA na educação corre o risco de aprofundar desigualdades se apenas alguns puderem se beneficiar dela. É preciso garantir conectividade, equipamentos, formação de professores e políticas públicas que democratizem essas inovações. Outro ponto crítico é a formação ética dos próprios educadores. Professores precisam ser preparados não apenas para usar ferramentas de IA, mas para refletir sobre elas. Entender seus limites, seus impactos e seus potenciais. A alfabetização digital e ética passa a ser tão importante quanto ensinar matemática ou português. Há também um campo emergente e promissor: o uso da IA na pesquisa educacional. Com grandes volumes de dados, é possível entender melhor o que funciona no ensino, o que precisa ser melhorado, e como diferentes contextos influenciam o aprendizado. A IA pode nos ajudar a tomar decisões mais baseadas em evidências e menos em suposições. No entanto, é essencial manter o olhar humano. A empatia, a escuta ativa, o estímulo ao pensamento crítico — essas são qualidades que nenhuma IA, por mais avançada que seja, poderá replicar com a mesma intensidade. A educação, no fim das contas, é um encontro entre seres humanos. E é nesse encontro que o aprendizado mais profundo acontece. A inteligência artificial pode nos ajudar a ensinar melhor. Mas quem ensina a IA o que é importante ensinar? Quem define o que é essencial para o futuro de uma criança, de um jovem, de uma sociedade? Essas são perguntas que exigem mais do que programação. Exigem sabedoria, diálogo e compromisso com o humano. Por isso, a revolução do conhecimento que a IA traz não é apenas tecnológica. Ela é pedagógica. É filosófica. É política. E, acima de tudo, é uma oportunidade de reimaginar o papel da escola, do professor e do aluno no século XXI. *Rafael Toscano é escritor, pesquisador e professor na CESAR School, engenheiro na Companhia Brasileira de Trens Urbanos e ocupa o cargo de Secretário Executivo de Ciência, Tecnologia e Negócios na Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI) da Prefeitura do Recife. Formado em Engenharia da Computação pela UFPE, é Mestre e Doutor pela Universidade de Pernambuco. **Esse Texto integra o livro IA Transformação das Humanidades

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Recife e Petrolina unem forças para digitalizar serviços públicos

Acordo entre as prefeituras fortalece inclusão digital e eficiência administrativa no Sertão de Pernambuco. Fotos: Rodolfo Loepert/Prefeitura do Recife As prefeituras do Recife e de Petrolina firmaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na transformação digital dos serviços públicos. A iniciativa foi formalizada na última sexta-feira (13), durante visita do prefeito recifense João Campos ao Sertão, onde se reuniu com o prefeito Simão Durando. A ação envolve a Empresa Municipal de Informática do Recife (Emprel) e busca ampliar a inclusão digital e a qualidade do atendimento remoto em Petrolina. “Assinamos um termo de cooperação para compartilhar a tecnologia entre as duas cidades. A Emprel, que é a empresa pública de informática do Recife, vai compartilhar as boas práticas e experiências aqui para Petrolina, que é a maior cidade do interior de Pernambuco”, destacou João Campos. “Vamos compartilhar essas experiências e, claro, também receber experiências positivas de Petrolina”, concluiu. Pelo acordo, técnicos da Emprel apoiarão a identificação de necessidades e o diagnóstico dos serviços digitais em Petrolina, além de colaborar com a implantação de soluções tecnológicas e promover capacitação técnica. Em contrapartida, o município do Sertão fornecerá a infraestrutura necessária, dará visibilidade institucional à parceria e assegurará a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A cooperação tem duração inicial de 12 meses, com possibilidade de renovação. Simão Durando também celebrou o convênio entre os municípios. “Aqui é do litoral ao Sertão, trocas de informações, tecnologia e o que vier para ajudar nossa população. Estamos dispostos a parcerias. Quero agradecer muito ao prefeito do Recife, João Campos, que fez questão de vir a Petrolina para assinar este importante anúncio aqui. Obrigado e essa é a primeira de muitas”, disse. O Recife vem se consolidando como referência nacional em inovação no setor público. Com mais de 800 serviços integrados em plataformas digitais como o super app Conecta Recife, a cidade atendeu, só em 2024, mais de 1,6 milhão de usuários, incluindo funcionalidades como agendamentos de saúde, emissão de documentos e atendimento automatizado via WhatsApp, que registrou mais de 15 milhões de mensagens trocadas no ano.

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Caatinga e Inovação: soluções do semiárido brasileiro para o mundo

Pesquisas, tecnologias e saberes populares transformam o semiárido nordestino em referência de bioeconomia e regeneração ambiental. *Por Rafael Dantas O semiárido brasileiro, um dos mais populosos do mundo, guarda riquezas que vão muito além da resiliência de sua população. Pesquisas científicas e projetos voltados à tecnologia e ao empreendedorismo têm revelado o grande potencial da Caatinga, com destaque para produtos de alto valor agregado. Estão em desenvolvimento ferramentas que aumentam a produtividade e a resistência das atividades econômicas frente às altas temperaturas do Agreste e do Sertão – soluções que também podem beneficiar outras regiões semiáridas do planeta, igualmente impactadas pelas mudanças climáticas. As inovações que brotam do solo do semiárido têm origem em universidades, empresas e ONGs que, em articulação com as comunidades locais, vêm gerando renda, serviços ambientais regenerativos e produtos diversos – alimentares, agrícolas, cosméticos, entre outros. Instituições como a Embrapa, o Cetene, o ITCBio, o Sebrae e o Lab Bacia do São Francisco têm sido o berço ou estruturas de incentivo para os projetos que reconhecem os valores e os potenciais da Caatinga. “A Caatinga não é só um bioma a ser conservado. É também uma fonte de riqueza e de conhecimento tradicional que precisa ser valorizado”, afirmou Geraldo Eugênio, professor de agricultura e biodiversidade da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) em Serra Talhada. O docente destaca com frequência que as plantas da Caatinga, adaptadas à seca e ao calor, carregam genes valiosos para a agricultura global frente ao atual contexto das mudanças climáticas.  “A Caatinga não é só um bioma a ser conservado. É também uma fonte de riqueza e de conhecimento tradicional que precisa ser valorizado” – Geraldo Eugênio Geraldo Eugênio sugere que essa riqueza genética deveria ser base de uma política nacional de valorização da Caatinga, com benefícios diretos para as populações locais. Entre as iniciativas em andamento, ele destaca que há inovações consolidadas, como o desenvolvimento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, o uso de tecnologias de captação e armazenamento de água, como as cisternas de 16 mil litros e 52 mil litros, além da organização de atividades como apicultura e meliponicultura.  “O mel produzido pelas abelhas nativas da Caatinga, por exemplo, tem um sabor e características únicas que podem agregar valor no mercado local e nacional. A meliponicultura é uma atividade tradicional que está ganhando espaço como uma alternativa sustentável para pequenos produtores, contribuindo para a geração de renda e preservação ambiental. Investir nesse segmento é também investir na bioeconomia da Caatinga, fortalecendo a economia local e incentivando o manejo responsável dos recursos naturais”, destacou Geraldo Eugenio. A produção de mel da Caatinga vem conquistando cada vez mais espaço na agenda da bioeconomia em Pernambuco. Em novembro, o Estado sediará a edição 2025 do Biomel PE (Encontro de Bioeconomia do Mel de Pernambuco), conduzido pelo ITCBio (Instituto Tecnológico das Cadeias Biossustentáveis). Com foco na qualificação da cadeia produtiva, o evento reunirá especialistas, apicultores e gestores públicos para fortalecer a apicultura no semiárido e ampliar o valor agregado do mel produzido na região. NOVAS FRENTES DA EMBRAPA “O inoculante Auras, desenvolvido a partir de uma bactéria isolada da raiz do mandacaru, é utilizado em culturas como milho e soja. Ele coloniza a superfície da raiz e produz um gel que protege contra a seca, além de estimular o crescimento das raízes, aumentando a absorção de água e nutrientes”. – Carlos Gava Com uma vasta história na produção e no desenvolvimento da fruticultura irrigada, a Embrapa Semiárido tem ampliado sua atuação para novas áreas, explorando o potencial da biodiversidade local. O pesquisador Carlos Gava explica que a instituição tem desenvolvido tecnologias a partir de plantas e microrganismos nativos, com foco na inclusão produtiva de pequenos agricultores. “Trabalhamos com plantas adaptadas à seca, e nosso objetivo é agregar valor a elas, sem promover o extrativismo predatório”, destaca. Na área de recursos naturais, uma das principais linhas de pesquisa se concentra no uso sustentável da Caatinga e na criação de novos produtos. Um dos focos é a prospecção de fungos e bactérias com potencial para promover o crescimento vegetal ou atuar no controle biológico de pragas. Isso porque, além de abrigar plantas adaptadas às condições extremas, o semiárido também é rico em microrganismos capazes de favorecer o desenvolvimento das culturas. Bactérias e fungos que evoluíram nesse ambiente desafiador servem de base para inoculantes agrícolas – produtos que estimulam o crescimento das plantas e aumentam sua tolerância à seca.  Um exemplo é o inoculante Auras, desenvolvido a partir de uma bactéria isolada da raiz do mandacaru. “Ela coloniza a superfície da raiz e produz um gel que protege contra a seca, além de estimular o crescimento das raízes, aumentando a absorção de água e nutrientes”, explica Carlos Gava. Atualmente, esse produto é utilizado em culturas como milho e soja. Outra vertente promissora são os estudos com óleos essenciais extraídos de espécies da Caatinga, com aplicações potenciais com bioinsumos (na agropecuária) e nas indústrias farmacêutica e de cosméticos. As pesquisas com o alecrim-do-mato, lideradas pela pesquisadora Ana Valéria Vieira de Souza, apontam para a criação de produtos com alto valor agregado e há grandes empresas interessadas em parcerias para incorporar os extratos em seus produtos. A Embrapa atualmente já consegue domesticar essa planta, extrai o óleo das folhas e desenvolve pesquisas para comprovar esses potenciais. Os frutos nativos da Caatinga, como o umbu e o maracujá do mato, também são objeto de pesquisas que buscam agregar valor e diversificar os usos. Gava conta que a instituição desenvolveu a variedade BRS Sertão Forte de maracujá da Caatinga, além de quatro tipos de umbuzeiro – dois voltados para o processamento industrial e dois para o consumo in natura, como o umbu gigante, do tamanho de uma pequena maçã. Há ainda estudos que exploram o uso desses frutos em produtos inovadores, como vinhos e espumantes. COOPERATIVA DO OURICURI Uma organização de base social e popular, lançada nesta semana, foi a primeira cooperativa de mulheres quebradeiras de coco ouricuri do Vale do Catimbau. O licuri (que é mais

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