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PGE-PE dá início ao Projeto Aurora, de inteligência artificial

Procuradores do Estado, ao lado de alunos e professores da Universidade de Pernambuco (UPE) e em parceria com a Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI-PE), iniciaram nesta semana o Projeto Aurora, para desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para a Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE). Durante este semestre, quatro procuradores da Procuradoria da Fazenda Estadual (PFE) participarão do Programa Sala de Aula Aberta, da UPE, frequentando a disciplina Computação Inteligente, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Computação da UPE (PPGEC). Os mestrandos e doutorandos da turma estarão exclusivamente dedicados a desenvolver soluções de inteligência computacional a partir dos problemas e desafios apresentados pelos procuradores Fernanda Braga, Bruno Lemos, André Barros Leite e Rodolfo Cavalcanti. Segundo o professor Fernando Buarque, coordenador do programa e professor da disciplina, a previsão é que, ao fim do semestre, sejam mostrados os primeiros resultados do Projeto Aurora. O procurador-geral do Estado de Pernambuco, Ernani Medicis, ressalta que o investimento em tecnologia é uma das prioridades da PGE-PE e que os resultados obtidos com o Projeto Aurora, que será direcionado à recuperação do crédito, serão posteriormente expandidos para as demais Procuradorias especializadas. A primeira aula do grupo ocorreu nesta quarta-feira (4/3). Para a procuradora-chefe da PFE, Fernanda Braga, “é um enorme privilégio participar de um projeto que conjuga pesquisa científica de ponta e eficiência administrativa”. “As aulas agregam profissionais e estudantes de formações distintas e essa pluralidade enriquece a pesquisa e amplia muito as possibilidades de soluções. A PFE é grata ao professor Fernando, à UPE e aos alunos pela oportunidade de ter toda uma turma dedicada a desenvolver ferramentas de inteligência computacional para o trabalho de recuperação da dívida ativa e combate à fraude estruturada”, afirma. O primeiro integrante da PGE-PE a participar do Programa Sala de Aula Aberta foi o procurador do Estado André Barros Leite, que desenvolveu em 2018 o projeto “Otimização de meios de cobrança da Dívida Ativa do Estado”. A experiência resultou em ferramentas que passaram a ser utilizadas no trabalho do Núcleo de Dívida Ativa da PFE, do qual é coordenador. No encontro desta quarta, estiveram presentes ainda o coordenador de Sistemas da Unidade de Informática da PGE-PE, Álvaro Pinheiro, responsável pelo Laboratório de Inteligência Governamental (LiGov) da Procuradoria e doutorando em Engenharia da Computação na UPE, além dos integrantes do LiGov-PGE-PE Edinaldo Júnior, graduando em Engenharia da Computação na UPE; Marcelo Lacerda, doutorando em Ciência da Computação na UFPE; e João Luiz Vilar Dias, doutorando em Engenharia da Computação na UPE. Instalado em maio de 2019, o LiGov da PGE-PE é o primeiro do Estado e sua equipe já construiu 11 robôs para automatização de processos que possibilitaram a agilização do trabalho dos procuradores. Também desenvolveu 17 painéis, com o uso de tecnologias de Business Inteligence, para produção de relatórios, processamento, gerenciamento, mineração e análise de dados. CORREGEDORIA – O Sala de Aula Aberta também conta neste semestre com a participação da corregedora-geral da PGE-PE, Socorro Brito, na disciplina Inteligência Artificial, na graduação em Engenharia da Computação da UPE. A matéria é ministrada pelo professor Fernando Buarque e integra o estágio-docência de Álvaro Pinheiro. “A primeira aula foi ótima e já apontou que a perspectiva é desenvolver um bom trabalho. Nosso objetivo é utilizar a IA para criar mecanismos que possibilitem realizar a avaliação de produtividade dos procuradores de forma unificada”, informou Socorro Brito, que apresentou o projeto com Álvaro Pinheiro. Participou ainda da aula, na terça-feira (3/3), Tiago Ramos, graduando em Engenharia da Computação na UPE. SALA DE AULA ABERTA – O Programa Sala de Aula Aberta é uma metodologia de ensino-aprendizagem desenvolvida pelo PPGEC da UPE desde 2017, na qual representantes da sociedade civil, empresas ou órgãos públicos participam das aulas do mestrado e doutorado levando problemas reais, para os quais os alunos propõem soluções de inteligência computacional. Em 2018, a UPE fechou convênio com a ATI para ampliar a participação no programa dos gestores públicos de órgãos que desejem prospectar soluções especializadas e complexas no campo da mineração de dados e da inteligência artificial. Os projetos desenvolvidos ficam disponíveis no repositório LiGov, hospedado na ATI.

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Como se proteger dos crimes digitais?

A quantidade de crimes digitais nunca foi tão grande no Brasil. Diariamente, são registrados, em média, 366 queixas dessa natureza no País, de acordo com pesquisa da SaferNet Brasil e do Ministério Público Federal. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 110% desse tipo de crime, passando de 63.698 notificações para 133.732. Até mesmo delegados, procuradores, juízes e ministros sofreram com esse problema em 2019, quando mensagens hackeadas foram divulgadas pelo site The Intercept, caso conhecido como Vaza Jato. Estima-se que 42,4 milhões de brasileiros já foram vítimas de algum tipo de crime digital. Os mais conhecidos são o falso sequestro relâmpago, roubo de dados de cartão de crédito e a invasão de conta do WhatsApp. Esse último, inclusive, o prejuízo não envolve apenas o titular da conta, mas os seus contatos também, que são frequentemente alvos de golpes de pedidos de ajuda financeira. O aumento do índice de crimes digitais afeta também as empresas. Sete em cada dez negócios online do Brasil registraram crescimento do prejuízo com fraudes digitais em 2018, segundo a Serasa Experian. O mesmo estudo aponta o Brasil como o terceiro país mais afetado no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos e do Reino Unido. As perdas das empresas brasileiras podem chegar a R$ 32,4 bilhões por ano, segundo estimativa da McAfee, empresa de segurança digital. O que mais contribui para a ação criminosa é o descuido dos usuários em relação à segurança. Não existe atualmente tecnologia 100% imune aos crimes digitais. Portanto, para evitar esse problema, é preciso mudar a postura e entender que segurança não combina com flexibilidade. Dicas simples de colocar em prática podem evitar muitos problemas: 1. Senhas e atualizações – Crie senhas aleatórias sem relação com dados pessoais (data de aniversário, por exemplo), nunca use a mesma senha em várias contas e troque-as com frequência. Ative sempre a dupla verificação quando ela for oferecida. Mantenha um antivírus no computador e não deixe de fazer as atualizações indicadas pelos sistemas operacionais, como Windows, IOS e Android. 2. Phishing – Evite usar redes públicas desconhecidas de Wi-Fi, como em shoppings, cafeteria etc. Não entre com seus dados em computadores compartilhados, como em bibliotecas, por exemplo. Não abra e-mails suspeitos, nem faça download de softwares e aplicativos que não sejam oferecidos pelas lojas oficiais dos sistemas operacionais. Essas atitudes evitam o phishing (pescaria em inglês), prática comum que acessa computadores e celulares de modo anônimo para roubar dados. 3. Engenharia social – Seja mais criterioso com o que publica nas redes sociais. Não antecipe locais das suas viagens, não publique objetos comprados e nunca divulgue seu endereço e telefone. Postagens desse tipo podem dar informações úteis para golpistas que se valem da engenharia social para se passar por vendedores ou representantes das empresas que prestaram esse serviço. Não acredite também em mensagens ou telefonemas que oferecem vantagens que fogem do padrão de mercado. *Por Bruno Queiroz Ferreira

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Conheça Simony: criadora do Nina e destaque da Forbes Under 30

Natural do bairro de Dois Unidos, na periferia da Zona Norte do Recife, Simony César criou uma solução para um problema que ela vivenciou de perto desde cedo: o assédio às mulheres no transporte público. Simony é filha de uma ex-cobradora de ônibus. Na sua família várias pessoas trabalham nos coletivos do Recife. Quando ela mesma trabalhou numa empresa do setor, por um breve tempo, viu como as denúncias abertas pelas passageiras eram ignoradas. Na universidade, a indignação com o silêncio diante da violência contra as mulheres nos ônibus se transformou em pesquisa e em um serviço, que atende pelo nome de Nina. Ela conseguiu uma publicação científica no Congresso Cybercultura, o que validou cientificamente sua ideia inicial. Após os primeiros passos na academia, o projeto foi aprovado em um edital de empreendedorismo social da RedBull. “Eu queria entender como a violência de gênero na mobilidade urbana é um fator impeditivo para acesso e manutenção das mulheres no curso superior. Uma amiga sugeriu criarmos um produto viável. Fizemos um app para que as mulheres denunciassem o assédio no campus. Depois dessa experiência, percebemos que precisávamos criar uma tecnologia que viesse integrada em aplicativos e não desenvolver um app”, explica Simony. O projeto foi escolhido pela Toyota Mobility Fondation para receber apoio financeiro e institucional. Com a tecnologia desenvolvida, foi a capital cearense o local escolhido para aplicar a solução. E o Nina foi embarcado no aplicativo Meu Ônibus Fortaleza. Ao apertar um botão no app, as passageiras abrem um alerta e a empresa é obrigada a emitir as imagens do horário da ocorrência do assédio para a Polícia Civil em até 72h. Simony lembra que o serviço não é só de tecnologia. “Temos duas frentes, a tecnologia e a consultoria para mobilidade e gênero. Costuramos toda a política pública para depois integrar a solução tecnológica”. Com as notificações, há um mapa de informações que passam a ser acessadas pela Prefeitura de Fortaleza para combater a violência contra as mulheres. Essa solução, que nasceu na academia e já está em uso na vida real, chamou a atenção da Forbes. E no dia 31 de dezembro a versão digital da lista começou a circular com o nome da pernambucana. “Isso nunca tinha sido um sonho para mim, nem imaginava a repercussão que veio após a divulgação”, surpreende-se Simony. A jovem pretende levar a Nina para outros estados e até países. A startup planeja também criar um selo de cidades seguras para mulheres. Há uma expectativa de implantação do sistema em Pernambuco. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Bruto, afirmou em entrevista à Algomais que o Governo do Estado tem interesse no sistema e está em fase final de desenvolvimento do sistema operacional da frota de transporte (Simop). “Queremos finalizar o Simop no primeiro semestre. Estamos discutindo um plano de trabalho e forma de financiamento. Temos todo desejo de integrar essa tecnologia e tê-la presente dentro do Simob e também no protocolo de atendimento às denúncias e ocorrências da SDS e da Secretaria da Mulher. Estamos numa fase dessa de entendimento e desenho dos protocolos e operação, ao mesmo tempo discutindo condições de financiamento para fechar essa equação. Esperamos que ainda durante o ano conseguirmos esse resultado”. Mais 5 cidades iniciaram os trâmites para implantação da nossa tecnologia em 2020. De acordo com Simony, que tem circulado o mundo discutindo o tema da violência contra mulher no transporte público e apresentado a solução do Nina, há possibilidade de levar a tecnologia e a consultoria do Nina também para outros Países. Um projeto em fase inicial ainda com a MAN, empresa do grupo Volkswagen que produz caminhões e ônibus, estudar a possibilidade da tecnologia da Nina ser embarcada de fábrica nos ônibus da marca, inicialmente na África do Sul. “A Nina quer garantir a cidade segura para as mulheres!”, afirmou a empreendedora. Mais informações sobre o Nina pelo site: portal.ninamob.com. Para acompanhar os passos de Simony, o perfil no Linkedin é www.linkedin.com/in/simonycesar  

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Fintechs: A inovação chega à conta bancária

*Por Rafael Dantas Você já se aborreceu com o atendimento burocrático em um banco? Já reclamou das tarifas para um empréstimo ou de alguma operação de crédito? Ou já teve seu cadastro negado por alguma instituição financeira? Se a resposta for “sim”, você pode ser um cliente em potencial das fintechs. Elas são empresas que usam tecnologia de forma intensa e inovadora para oferecer serviços financeiros. Com as soluções que estão surgindo, essas startups prometem transformar o mercado dominado pelos bancos tradicionais. Algumas das fintechs mais famosas do Brasil são o Nubank, o PagSeguro e o Inter. Entretanto este é um segmento que já possui mais de 500 startups, segundo o último radar da FintechLab. O estudo identificou empresas de pagamentos, empréstimos, gestão financeira, investimentos, seguros, bancos digitais, entre outros. Pernambuco é o nascedouro de alguns desses players como a Neurotech, a PagueBem e o Z.ro Bank. . . Obadias Silva, 24 anos, morador da Comunidade do Iraque, no bairro da Estância, teve a solicitação de um cartão de crédito negada duas vezes. Trabalhador informal em um negócio familiar de fornecimento de refeições e lanches, ele era um dos 45 milhões de brasileiros desbancarizados. Até que um amigo o indicou para tentar uma instituição digital. “O banco aceitou meu cadastro e ofereceu apenas R$ 200 de crédito no começo. Quando fui usando o crédito e pagando em dia, esse limite aumentou muito”. > . Hoje, com um crédito de mais de R$ 2 mil, Obadias conta que esse acesso ao sistema foi muito importante para comprar os móveis da sua casa, quando se preparava para casar. Ele diz que nunca atrasou uma conta. Recentemente, a instituição que negou se acesso há uns dois anos tem insistido para que ele faça o cartão. Mas ele nem pensa duas vezes. “Não preciso mais. O meu atendimento hoje é superprático. Resolvo quase tudo pelo aplicativo do celular e não tem tarifas”, conta. Os primeiros clientes dessas empresas são justamente pessoas das classes C, D e E, de acordo com a pesquisa Fintechs de Crédito 2019, elaborada em parceria pela PwC e pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD). “Esse ainda é o principal público das fintechs. Mas há uma aceitação crescente de outras camadas sociais. O grande nicho que está sendo atendido neste momento é de um pessoal mais jovem e também dos excluídos do sistema bancário tradicional”, afirma o presidente da ABCD, Rafael Pereira. A empresária Beatriz Braga, 30, está no perfil dos que aderiram às fintechs pela qualidade dos serviços. Desde 2017, ela e a empresa em que é sócia, a Stay Hall, possuem uma conta em um banco tradicional e outra em um digital. “Há dois anos tive um problema que tinha que ser resolvido numa agência. Fui três vezes e não consegui. Estava cansada das tarifas e de enfrentar burocracia. Daí vi uma propaganda e decidi experimentar um banco digital. Hoje perco menos tempo e não pago mais por várias transações. O atendimento é fácil e muito ágil”, relata a empresária. Mesmo quem não tem uma conta em um desses novos bancos, provavelmente já usou algum serviço de uma fintech. Contribuir com uma vaquinha virtual em um site de crowdfunding ou passar o cartão em uma maquininha de pagamento são alguns exemplos. Muitas empresas do varejo ou mesmo seguradoras usam serviços dessas startups para fazer a análise de crédito de forma mais rápida dos seus clientes. Elas estão em todos os lugares, movimentando milhões. Só em concessão de empréstimos, os números de apenas 43 organizações entrevistadas pela PwC e ABCD apontam um volume aproximado de R$ 1,2 bilhão. Apenas o Nubank já possui uma carteira com 20 milhões de clientes e já é o sexto maior do País. De acordo com Luís Ruivo, sócio e líder de serviços financeiros da PwC Brasil, o movimento das startups acontece principalmente para resolver necessidades não atendidas pelo serviço tradicional e para gerar vantagens competitivas para os clientes. “Elas estão focadas na melhoria dos serviços e na redução de custos e de tarifas”. Com a aceitação crescente dos brasileiros e com a melhor regulação do setor, Ruivo aposta em algumas tendências para os próximos anos que deverão mudar ainda mais a forma como usamos os serviços do sistema financeiro. “O open banking, que está em discussão no Brasil, traz a expectativa de termos uma maior competição no mercado, com o crescimento dos bancos digitais. Outra tendência é de uma transformação nos meios de pagamentos, com o uso mais forte do QR Code por intermédio dos smartphones. No Brasil já há algumas experiências iniciais, mas essa já é uma forma de pagamento vastamente usada na China”, afirma o sócio da PwC. . LEIA TAMBÉM Pernambuco programando para o mundo . . A implantação do open banking no Brasil foi submetida à consulta pública pelo Banco Central. Trata-se do compartilhamento de dados e serviços do sistema financeiro por meio de uma camada de tecnologia padronizada. Na prática, isso permitirá que o cliente autorize a portabilidade ou histórico de crédito para uma nova instituição em que ele tenha interesse em abrir uma conta, por exemplo. Para os especialistas, isso abrirá caminho para uma série de novas startups criarem inovações e prestarem serviços. Os bancos tradicionais também se movimentam, de olho na dinâmica das fintechs em busca de inovação. Os maiores cases foram o lançamento do Cubo, pelo Itaú, e da inovaBra, pelo Bradesco, que são grandes espaços dedicados ao empreendedorismo e à inovação. “É um movimento claro dos bancos tradicionais se aproximarem das fintechs e empresas de inovação. Eles querem ter por perto possíveis futuros desafiantes para adquiri-los ou se reposicionar com novas alternativas. Além disso, muitos têm criados seus próprios bancos digitais ou comprado essas empresas para seu portfólio”, afirma Domingos Monteiro, CEO da Neurotech. . . Outros concorrentes nesse mercado são as grandes empresas de tecnologia, como a Amazon, o Google, a Apple e o Alibaba. “Essas gigantes estão atacando o mercado financeiro. Elas têm criado suas empresas de meio de pagamento e

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Tecnologia na educação: será que ao trabalhar em grupo você aprende mais?

“Ao final do doutorado aprendi que essa jornada não precisa ser solitária. E que ter as pessoas certas a sua volta faz toda diferença para que o processo seja mais leve e divertido”. É assim que Rachel Carlos Duque Reis inicia o texto de agradecimento de sua premiada tese. O que Rachel diz sobre os benefícios de empreender uma jornada colaborativa em vez de solitária é o ponto central de sua pesquisa de doutorado. Professora do campus de Rio Parnaíba da Universidade Federal de Viçosa, ela percorreu o caminho de construção da tese sob orientação do professor Seiji Isotani, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Nessa jornada, Rachel também estudou três meses na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com apoio da Fundação Lemann. Interessada em como a tecnologia pode ser utilizada para apoiar a interação e a colaboração nas atividades de ensino, Rachel decidiu verificar a influência dos traços de personalidade na formação de grupos. Resultado: o trabalho – Formação de Grupos em Ambientes CSCL utilizando Traços de Personalidade associados às Teorias de Aprendizagem Colaborativa – conquistou a primeira colocação no Concurso Alexandre Direne de Teses, Dissertações e TCCs em Informática na Educação. A premiação, na categoria doutorado, aconteceu em Brasília, no final do ano passado, durante o VIII Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE). É comum que, nas salas de aula, os alunos se unam em grupos para realizar diversas tarefas. Esses grupos são formados, na maior parte das vezes, de maneira aleatória ou por auto-seleção, ou seja, os próprios estudantes selecionam com quem gostariam de trabalhar. O problema é que essas duas maneiras de formar grupos não garantem que surjam benefícios na aprendizagem colaborativa. Pesquisadores da área já identificaram que é fundamental planejar a formação de grupos levando em conta fatores e mecanismos de colaboração, de acordo com os objetivos de aprendizagem que o educador pretende obter na atividade coletiva. Por isso, um dos aspectos mais relevantes nesse campo é descobrir cientificamente como e quando as colaborações entre os indivíduos que participam de um grupo são capazes de produzir melhores resultados. Em um estudo experimental com 156 estudantes do ensino fundamental II do colégio particular Anglo, localizado na cidade de Viçosa, em Minas Gerais, Rachel confirmou a influência de traços de personalidade na formação de 78 grupos, avaliando impactos no aprendizado, na satisfação e na motivação. Foram levados em consideração três traços de personalidade: a extroversão, que está relacionada a habilidades comunicativas e sociáveis; o neuroticismo, que caracteriza quem é muito preocupado e emocionalmente instável; e o psicoticismo, que se refere a comportamentos agressivos e hostis. Ao analisar essa influência, Rachel obteve informações para desenvolver um novo modelo de formação de grupos que relaciona os traços de personalidade às teorias de aprendizagem colaborativa. Além disso, o modelo busca criar cenários que estimulem a aprendizagem colaborativa e também estabelecer estratégias para minimizar a influência negativa de algumas características dos traços de personalidade. Para validar o novo modelo, a doutoranda desenvolveu dois estudos de caso com dois grupos de estudantes: um deles envolveu 10 participantes de 13 a 16 anos; e outro contou com 15 participantes de 9 a 10 anos. A partir dos resultados encontrados na jornada, a doutoranda criou um programa de computador capaz de formar grupos efetivos de aprendizagem, levando em conta aspectos da personalidade dos participantes. Uma ferramenta de apoio para que os professores reúnam os estudantes em grupos que propiciem o aprendizado, a satisfação e a motivação tanto nas salas de aula da vida real quanto no mundo virtual. “Quando você está pensando em apoiar as pessoas no aprendizado, não deve criar um ambiente inóspito. Realizamos diversas pesquisas no ICMC com o objetivo de usar a computação para formar grupos considerando diversas características dos participantes, tais como traços de personalidade e outras variáveis, para que a interação e a aprendizagem alcancem o maior patamar possível”, explica o professor Seiji. Na intersecção entre psicologia e computação, as valiosas contribuições do trabalho de Rachel para o avanço da área de Aprendizagem Colaborativa com Suporte Computacional (CSCL) estão registradas na tese premiada – disponível na biblioteca digital de teses e dissertações da USP – e nos artigos publicados em periódicos científicos. Mais premiações – O concurso que consagrou a tese de Rachel premiou ainda outro trabalho produzido no ICMC. Uma contribuição ao processo de design de aprendizagem em Cursos Online Abertos e Massivos (MOOCs) conquistou o terceiro lugar na categoria Melhor Tese de Doutorado. Orientada pela professora Ellen Francine, a tese de Aracele Garcia de Oliveira Fassbinder aborda o fenômeno dos MOOCs, cursos virtuais que, em geral, não exigem qualificações prévias para inscrição, podem ser acessados por qualquer pessoa e atraem um público diversificado, com uma variedade de experiências e qualificações profissionais. Professora no campus Muzambinho do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Aracele investigou duas lacunas principais dos MOOCs: a falta de estratégias de projeto de aprendizagem bem definidas e validadas para apoiar os profissionais no desenvolvimento desses cursos; e as limitações nos modelos de projeto pedagógico adotados, geralmente baseados em formatos tradicionais de sala de aula, tais como abordagens centradas no professor e a aprendizagem baseada em conteúdo. Por meio de um estudo experimental, três estudos de caso e duas revisões por especialistas, a pesquisadora criou uma nova estratégia para apoiar e melhorar o desenvolvimento de MOOCs. O reconhecimento à tese de Aracele e de Rachel evidenciam a relevância dos projetos desenvolvidos no Laboratório de Computação Aplicada à Educação e Tecnologia Social Avançada (CAEd) do ICMC. Tanto Ellen quanto Seiji são também professores do curso de pós-graduação a distância em Computação Aplicada à Educação, uma especialização lançada pelo ICMC em julho de 2018. Hoje, o curso conta com cerca de 300 alunos de todo país regularmente matriculados.

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Porto Digital fecha 2019 com crescimento de 24%

O Porto Digital, um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil, fechou o ano de 2019 com faturamento quase 24% maior do que no ano anterior. O dado é parte do balanço divulgado, nesta terça-feira (28), pelo presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, e aponta para o crescimento contínuo das empresas em 2020 e abertura de mais postos de trabalho. “Apesar da crise que persiste no País, conseguimos bons resultados em 2019, o que demonstra a capacidade dos setores de tecnologia da informação e de economia criativa de ajudar na recuperação do Brasil e levar Pernambuco muito mais longe”, afirmou Pierre Lucena. Em 2019, o faturamento das empresas embarcadas no Porto Digital chegou a R$ 2,3 bilhões – valor 23,94% maior do que o registrado no ano anterior, de R$ 1,8 bilhão. Entre as que mais cresceram estão a In Loco, que participou do programa de incubação do parque e hoje é cotada a ser um unicórnio (termo que identifica startups que possuem avaliação de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares); a Insole, criada há pouco menos de sete anos e já é responsável por aproximadamente 10% dos sistemas de geração solar distribuída instalados no Brasil; e a Fusion, que tem um software para gestão de entregas com módulos integrados e foco na redução de custo e aumento de nível de serviço. O número de empresas também aumentou – passou de 319 em 2018 para 339 em 2019. Esse crescimento deve repercutir também na abertura de cerca de 3.200 vagas de emprego previstas para esse ano de 2020. Na lista das empresas com o maior número de colaboradores estão atualmente a Accenture, Avanade, Avantia, CESAR,Globo, Pitang, Serttel, Speedmais, Stefanini e Tempest. Ao todo, o parque terminou o ano de 2019 com 11.659 profissionais empregados. “Esse é o principal desafio não só do Porto Digital, mas em todo o mundo: a formação de capital humano para trabalhar em empresas de tecnologia. Por isso vamos acelerar ainda mais as parcerias e estratégias para fomentar e atrair mais estudantes e profissionais para a área de TIC”, indicou Pierre. A meta do Porto Digital é, até 2025, ter cerca de 20 mil colaboradores distribuídos em 500 a 600 empresas no parque, com faturamento anual de R$ 3,5 bilhões. Com a expansão proposta, o parque dobrará de tamanho em relação a 2018 – quando havia cerca de nove mil profissionais em 300 empresas, com faturamento anual de R$ 1,7 bilhão. Sobre o Porto Digital Instalado na área central do Recife, o Porto Digital atua nos eixos de produção de software e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Economia Criativa, além do foco no futuro das cidades por meio de prototipação com base em fabricação digital e internet das coisas (IoT). Reconhecido por sua territorialidade singular entre os ambientes de inovação, o Porto Digital é um parque urbano instalado no centro histórico do Bairro do Recife, mas já conta com áreas de expansão para os bairros de Santo Antônio, São José e Santo Amaro – o que totaliza uma área total de 171 hectares na capital pernambucana. A região ocupada pelo parque vem sendo requalificada de forma acelerada em termos urbanísticos, imobiliários e de recuperação do patrimônio histórico edificado – desde a fundação do parque tecnológico, em 2000, já foram restaurados mais de 138 mil metros quadrados de imóveis históricos. O Porto Digital é fruto e referência nacional de uma ação coordenada entre governo, academia e empresas, conhecido como modelo “Triple Helix”. Essa iniciativa propiciou o ambiente necessário para fazer com que o Porto Digital se transformasse em um dos principais ambientes de inovação do País e fosse eleito, por três vezes, o melhor parque tecnológico do Brasil nos anos de 2007, 2011 e 2015 pela Associação Nacional de Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

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MV lança o Command Center

A MV inaugurou na semana passada o primeiro Command Center de gestão em saúde do País. A estrutura faz parte de um suporte em gestão que faz uso de tecnologia baseada em algoritmos e inteligência robotizada para comunicar com sistemas  implantados em hospitais e demais serviços de saúde. Uma equipe de especialistas da empresa estará à frente de uma grande central de informações para contato permanente com salas de controle montadas nos clientes. Ao fornecer esse auxílio em termos de eficiência, produtividade, qualidade e resultados assistenciais e econômicos, o Command Center MV promete acompanhar parâmetros para o alcance de alta performance exigidos pelo setor. “A complexidade da gestão, estabelecida pelo aumento contínuo dos custos, pelo envelhecimento populacional, pela necessidade intransferível do uso ostensivo de tecnologias, pelos controles finos da operação e pelo domínio das estratégias, representa um cenário que exige das instituições mais eficiência e melhores resultados econômicos. Assim, pelo conhecimento que temos do mercado, esse é o melhor caminho para apoiarmos nossos clientes a terem sucesso na difícil arte de fazer gestão”, comenta Alceu Alves, que há mais de 40 anos trabalha com gestão hospitalar e atualmente é vice-presidente da MV. A partir do monitoramento em tempo real das rotinas operacionais do cliente, o Command Center MV identifica os desvios dos padrões previamente estabelecidos e realiza a comunicação imediata da ocorrência para que haja as correções necessárias.  Médicos, enfermeiros, administradores, farmacêuticos, bioquímicos e especialistas em faturamento, controladoria e processos de gestão estarão focados na análise de comportamentos e na necessidade de suporte a ações imediatas que levem hospitais e demais serviços de saúde a outro patamar. . “Para uma instituição montar estrutura semelhante a do nosso Command Center, o custo pode ser inviável. O novo serviço da MV, então, torna-se revolucionário e coerente com o nosso compromisso, a nossa história de pioneirismo e o nosso desejo de salvar vidas e de inaugurar um jeito mais eficiente e eficaz de fazer gestão, de promover sustentabilidade e de garantir a evolução da Saúde”, comentou o presidente da empresa, Paulo Magnus.

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Junior Achievement inscreve para curso gratuito de suporte em TI

A Junior Achievement, instituição mundial sem fins lucrativos que atua na educação empreendedora, com presença em Pernambuco, realiza o Certificado Profissional de Suporte em TI, com apoio do Google.org e BID Lab. No Recife, o projeto, voltado para jovens de 18 a 29 anos, acontece no Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro. Os interessados em ter o certificado têm até o dia 25 de janeiro para realizar a inscrição, através do link http://bit.ly/IncricoesGoogleJA. Gratuito, o treinamento vem com a proposta de preparar jovens para iniciar uma carreira na área de TI em nível inicial, compartilhando conhecimento técnico e desenvolvendo habilidades socioemocionais. Entre os requisitos para participar do projeto, estão: ter concluído o Ensino Médio em escola pública, não estar trabalhando nem estudando e ter a renda familiar per capita de até um salário mínimo. Não é preciso ter nenhum tipo de treinamento ou experiência profissional anterior. O curso é híbrido, contando com 240 horas de aulas presenciais e 60 horas de conteúdo online. Além da disciplina de TI, o curso também trabalha habilidades socioemocionais importantes para entrar e se manter no mercado de trabalho, conhecidas como soft skills, como comunicação, ética, pensamento crítico, resolução de problemas e criatividade. Segundo a diretora executiva da Junior Achievement Pernambuco, Rosane Schereschewsky, para cada 25 jovens concluintes, nosso objetivo é que ao menos dez sejam contratados na área. “O objetivo é preencher a grave lacuna de habilidades digitais no país, contribuindo com a geração de renda e ascensão social de populações vulneráveis. Também pretendemos contribuir com o crescente mercado de TI, que possui mais vagas do que profissionais capacitados para preenchê-las, além de promover mais igualdade no setor, no sentido de gênero, raça e classe social”, explica a diretora da instituição em Pernambuco, lembrando que o mercado de Tecnologia da Informação é um dos que mais cresce no Brasil. Inclusive, dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) mostram que, atualmente, existem 845 mil empregos no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil. Já a procura por profissionais especializados em TI deve chegar a 420 mil até 2024. Pernambuco é um dos 12 estados contemplados para receber uma das turmas piloto do projeto. Até 2022, serão realizadas nove turmas no estado. Na capital pernambucana, a primeira acontece no Compaz Ariano Suassuna, viabilizada através de parceria entre a Junior Achievement Pernambuco e a Prefeitura do Recife. A previsão de início é no dia 05 de fevereiro, com aulas presenciais de terça a sexta, das 13h às 17h. E o treinamento deve seguir até junho deste ano. Mais informações: (81) 3421.2277 e jape@jape.org.br. A JUNIOR ACHIEVEMENT – Com 100 anos de atuação, Junior Achievement é uma associação educativa, sem fins lucrativos, criada nos Estados Unidos. O objetivo é levar o empreendedorismo aos jovens, ainda na escola. Atualmente, o trabalho da associação estende-se a mais de 120 países. Recentemente, foi eleita a sétima melhor ONG do mundo, segundo ranking do NSO Advisor. No Brasil, a Junior Achievement atua, desde 1983, nos 27 Estados, através da parceria com a iniciativa privada. Os projetos da Associação já beneficiaram 3 milhões de crianças e jovens brasileiros. Em Pernambuco, atua desde 2003. O objetivo é oferecer educação econômica-prática e experiências no sistema de livre iniciativa, através da parceria entre escolas públicas de ensino fundamental e médio e voluntários da classe empresarial que dedicam parte de seu tempo ensinando e compartilhando suas experiências com os alunos. Através de metodologia própria, a organização pretende que os jovens despertem o espírito empreendedor e obtenham uma visão clara do mundo dos negócios, facilitando, assim, o acesso ao mercado de trabalho e estimulando seu desenvolvimento pessoal. BID LAB – BID Lab é o laboratório de inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que mobiliza capital, conexões e conhecimento para promover inovação para a inclusão na América Latina e Caribe. BID Lab trabalha com o setor privado e capitaliza a influência do BID com os governos e a sociedade civil para maximizar o impacto de seus projetos e investimentos junto a populações vulneráveis. Desde o dia 29 de outubro de 2018 BID Lab se tornou a nova identidade do Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN). Mais: http://www.idblab.org. BID – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem como missão melhorar vidas. Criado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisas de vanguarda e oferece assessoria sobre políticas, assistência técnica e capacitação a clientes públicos e privados em toda a região. GOOGLE.ORG – O Google.org, braço filantrópico do Google, apoia organizações sem fins lucrativos que inovam para resolver questões humanitárias. A instituição foi criada para descobrir, experimentar e construir ideias para melhorar o mundo, além de incentivar uma abordagem interativa para a filantropia. O objetivo é desenvolver e investir em atividades que podem ter impacto local, regional e global, reunindo esforços no intuito de promover um mundo melhor de maneira mais rápida. SERVIÇO O quê? Certificado profissional de suporte em TI, realizado pela Junior Achievement Pernambuco, com apoio do Google e BID Lab Inscrições: gratuitas, até 25/01, através do http://bit.ly/IncricoesGoogleJA Aulas: previsão de início no dia 05/02. Previsão de término do dia 05/06. De terça a sexta, das 13h às 17h Onde: no Compaz Ariano Suassuna – Av. Gen. San Martin, nº 1208, Cordeiro, Recife – PE Informações: (81) 3421.2277 e jape@jape.org.br. https://www.instagram.com/japernambuco/ https://www.facebook.com/ONGJAPE/

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Porto Digital abre Superchamada em programas de empreendedorismo

Aqueles que já empreendem ou querem dar início a uma ideia de negócio vão poder, a partir de desta quarta-feira (22), se inscrever na Superchamada para todos os programas de empreendedorismo do Porto Digital. Em sua segunda edição, a convocação abrange o Mind The Bizz, Mind The MINAs e a incubação. As inscrições já estão disponíveis em: http://bit.ly/PD_Inscricao-Empreendedorismo . O Mind The Bizz é o programa para amadurecer ideias de novos negócios em parceria com o Sebrae-PE. O Mind The MINAs apoia o surgimento de novos negócios inovadores empreendidos por mulheres, por meio do programa Mulheres em Inovação, Negócios e Artes (MINAs). Já a incubação seleciona empresas em fase inicial com potencial de escalar suas soluções, produtos e serviços. Essa Superchamada tem como finalidade o fomento a ideias e empreendimentos das seguintes áreas: agronegócio, artes, educação, cidades, comércio, design, entretenimento, finanças, gestão pública, impacto social, indústria, publicidade e saúde.  “Para esta primeira chamada de 2020, queremos receber aproximadamente 32 novos negócios. É sempre importante ter variedade de áreas de empreendimentos e diversidade de empreendedores. Queremos contemplar em todos os programas essas características” explica o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. A seleção para qualquer um dos programas é composta por duas etapas. Na primeira, os interessados devem se inscrever até o dia 31 de janeiro. Após a análise das propostas entre os dias 03 a 07 de fevereiro, serão pré-selecionados empreendedores e empreendedoras que passarão para o segundo momento, com entrevistas presenciais nos dias 13 e 14 de fevereiro. O resultado final será divulgado no site e nas redes sociais do Porto Digital em 17 de fevereiro, com o kick off, ou seja, a abertura dos programas no dia 20 de fevereiro. Serviço Superchamada dos programas de empreendedorismo do Porto Digital Inscrições: 22 a 31 de janeiro Análise das propostas: 03 a 07 de fevereiro Divulgação das propostas pré-selecionadas: 11 de fevereiro Entrevistas presenciais: 13 e 14 de fevereiro Divulgação das propostas selecionadas: 17 de fevereiro  via e-mail, redes sociais e no site do Porto Digital Abertura dos programas: 20 de fevereiro Acesse a chamada em: http://bit.ly/PD_Chamada_2020-1 Faça sua inscrição em: http://bit.ly/PD_Inscricao-Empreendedorismo

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Wings cria tecnologia alternativa ao seguro automotivo

A empresa pernambucana Wings criou o VAI (Vehicle Artificial Intelligence), um dispositivo que conecta o veículo a internet, permitindo acesso a tudo que se passa no automóvel via smartphone do proprietário por meio de um aplicativo. A solução promete ser uma alternativa mais barata aos seguros veiculares. Com mensalidades a partir de R$ 18, o sistema permite ter acesso a localização do carro em tempo real e também delimitar a região permitida para circulação de veículo e a velocidade máxima. A tecnologia traz ao mercado também uma ferramenta chamada de Estacionamento Seguro. Ela monitora e alerta para tentativas de roubo, colisão e até remoção com guincho, que é utilizada por mais de 70% dos contratantes, comprovando a preocupação do motorista brasileiro com a proteção do carro. “Sabemos que a cada minuto um carro é roubado ou furtado no Brasil. Ainda assim, de acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSEG), mais de 70% da frota não possui seguro automotivo. Por esse motivo, decidimos utilizar a solução do carro conectado para tornar mais acessível a segurança veicular”, diz o diretor João Marcelo Barros. O sistema VAI foi criado a partir e uma parceria entre a Wings, o Cesar e a EMPRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). “A Wings comemora 10 anos em 2020 e temos muito orgulho em dizer que é uma empresa 100% pernambucana que leva a imagem de Recife como um polo referência em desenvolvimento tecnológico para todo o País”, afirma João Marcelo Barros. Com essa solução, a empresa registrou crescimento médio entre trimestres de 850% em 2019, encerrando o período com mais de 70 concessionárias revendedoras do VAI e com a consolidação do seu canal online, que já representa 20% das vendas do dispositivo.Para 2020, a meta da Wings é superar os R$ 87 milhões em faturamento e chegar à marca de 500 concessionárias conectadas.

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