Z_Destaque_algomais_saude

FW HPV

Carnaval pede cuidado extra e vacinação contra HPV entra na agenda da prevenção

Imunização ajuda a reduzir riscos de infecções sexualmente transmissíveis em um dos períodos de maior exposição do ano Com a chegada do Carnaval, período marcado por intensa interação social e aumento das relações sexuais ocasionais, especialistas reforçam a importância da vacinação contra o HPV como medida fundamental de prevenção em saúde. O vírus do papiloma humano é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo e está associado a diversos tipos de câncer e outras doenças que podem ser evitadas com a imunização. Segundo a gestora de enfermagem da Immunológica, Maria Luiza Moreira, a vacina é uma aliada estratégica especialmente nesta época do ano. “O HPV é transmitido principalmente pelo contato sexual, inclusive sem penetração. O Carnaval amplia as situações de exposição e a vacina oferece uma proteção segura e eficaz contra os principais subtipos do vírus, reduzindo significativamente o risco de doenças graves no futuro”, explica a especialista. Recomendação A vacina contra o HPV é recomendada para meninas e meninos a partir dos 9 anos de idade, antes do início da vida sexual, quando a resposta imunológica é mais eficaz. No entanto, adultos jovens e pessoas que já iniciaram a vida sexual também podem e devem se vacinar, conforme avaliação médica. Na rede pública, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos específicos como pessoas imunossuprimidas. Já na rede privada, a vacina está disponível para uma faixa etária mais ampla, incluindo adultos, com esquemas personalizados. Benefícios Entre os principais benefícios da vacinação estão a prevenção do câncer do colo do útero, câncer de pênis, ânus, vagina, vulva e orofaringe, além da redução significativa do risco de verrugas genitais. A imunização não substitui o uso do preservativo, mas atua como uma camada adicional e essencial de proteção. “O cuidado com a saúde precisa acompanhar os momentos de lazer. A vacinação contra o HPV é um investimento em prevenção a longo prazo e um gesto de responsabilidade consigo e com o outro”, reforça Maria Luiza. Em meio à festa, a informação e a prevenção seguem sendo os melhores aliados para um Carnaval mais tranquilo e seguro. A iniciativa reforça que o Carnaval vai além da diversão e também é um momento estratégico para promover saúde e conscientização. Com ações preventivas e acesso à informação, a festa pode ser vivida com mais segurança e tranquilidade.

Carnaval pede cuidado extra e vacinação contra HPV entra na agenda da prevenção Read More »

LETICIA APOLINARIO

Volta às aulas: como facilitar a adaptação emocional das crianças

Para muitas famílias, esta é a última semana de férias escolares, e as mudanças na rotina podem gerar agitação, cansaço e dificuldades de atenção nas crianças. A terapeuta ocupacional Letícia Apolinário explica que a previsibilidade, o ajuste de expectativas e a construção de uma rotina funcional são fundamentais para tornar a adaptação à volta às aulas mais leve, respeitando o ritmo e o desenvolvimento infantil. Com o retorno às aulas, muitas famílias retomam a rotina com expectativas de organização e bom desempenho. No entanto, esse período de transição, que envolve novos horários, demandas escolares e, em alguns casos, novos ambientes; pode representar desafios importantes para as crianças. Segundo a terapeuta ocupacional Letícia Apolinário, a rotina vai muito além de uma simples sequência de compromissos. “Para o cérebro humano, especialmente o infantil, a rotina funciona como um mapa de segurança. Ela ajuda a prever o que vai acontecer e organiza o comportamento e as emoções”, explica. Por isso, quando há mudanças significativas, como a volta às aulas, o impacto costuma ser inevitável. O que varia de criança para criança é a intensidade e a forma como essas mudanças se manifestam. “Algumas ficam mais agitadas ou irritadas, enquanto outras apresentam cansaço excessivo, alterações no sono, dificuldades de atenção ou maior dependência dos pais. Não é regressão sem motivo, é um sistema tentando se reorganizar”, ressalta Letícia. A importância do olhar e do posicionamento dos pais O papel dos pais é fundamental para tornar essa adaptação mais tranquila. A terapeuta orienta que as crianças sejam preparadas com antecedência, com conversas claras sobre a volta às aulas, expectativas realistas e retomada gradual dos horários. Manter elementos estáveis no cotidiano, como o ritual do sono, momentos de alimentação e pequenas pausas de descanso, ajuda a criar previsibilidade e segurança emocional. Outro ponto de atenção é o ajuste das expectativas. “Volta às aulas não é sinônimo de desempenho imediato”, destaca Letícia. A terapia ocupacional pode ser uma aliada nesse processo, auxiliando as famílias a organizar o cotidiano de forma prática e personalizada, respeitando o ritmo e as necessidades de cada criança. Como montar uma rotina funcional para a volta às aulas Antecipe os ajustes: comece a reorganizar horários de sono e alimentação alguns dias antes do retorno.Defina prioridades: descanso adequado, alimentação, tempo de brincar, estudo e momentos de vínculo familiar.Estruture o dia em blocos: manhã, tarde e noite, com expectativas claras, mas sem rigidez excessiva.Inclua pausas reais: após a escola, o corpo e o cérebro precisam de tempo para se autorregular.Observe e ajuste: rotina funcional não é fixa; ela se adapta conforme a resposta da criança.Avalie pelo comportamento: mais participação, menos irritabilidade e maior organização emocional são sinais de que a rotina está funcionando. A volta às aulas é um processo de reorganização emocional para toda a família. Quando adultos oferecem acolhimento, previsibilidade e flexibilidade, a criança se sente mais segura para enfrentar as mudanças. Com escuta atenta e apoio adequado, esse período de transição pode se transformar em uma experiência de crescimento, autonomia e fortalecimento dos vínculos.

Volta às aulas: como facilitar a adaptação emocional das crianças Read More »

Rose1 768x512 1

Janeiro Branco reforça a importância do cuidado com a saúde mental das crianças em tempos de excesso de telas

Dados da OMS, estudos científicos e a experiência de especialistas mostram que limitar o uso de telas, estimular o brincar e promover conexões humanas são estratégias essenciais para proteger o desenvolvimento emocional infantil e formar adultos mais saudáveis A campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre saúde mental, ganha um alerta cada vez mais urgente quando o foco são as crianças. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o adoecimento emocional começa cedo: no mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, sendo 14% adolescentes. No Brasil, 1 em cada 6 adolescentes entre 10 e 19 anos apresenta algum transtorno mental, com riscos que incluem automutilação, depressão e suicídio. Especialistas apontam que o uso excessivo de telas e a falta de experiências presenciais, afetivas e lúdicas têm relação direta com esse cenário. A psicanalista clínica Rose Jarocki, que atua há mais de 37 anos no mercado educacional e de desenvolvimento humano, reforça que o cuidado precisa começar ainda na infância. “Se a gente não cuidar das crianças, os adultos serão ainda mais doentes. A saúde mental não diz respeito só aos adultos, mas principalmente às crianças, que serão os futuros adultos. Hoje vemos crianças cada vez mais ansiosas e confusas, muito pelo reflexo da família e, principalmente, da internet. A criança passa quatro horas na escola, uma hora com os pais e oito horas na internet. Quem está educando é o TikTok, o YouTube, os aplicativos. É um alerta muito grande e a gente precisa cuidar”, afirma Rose. Excesso de telas e riscos comprovados Um estudo publicado na revista científica internacional Pediatrics, baseado em dados de mais de 10.500 crianças e pré-adolescentes do Adolescent Brain Cognitive Development (ABCD) Study, um dos maiores estudos longitudinais sobre desenvolvimento cerebral infantil dos Estados Unidos, reforça essa preocupação. A pesquisa aponta que crianças que recebem smartphones antes dos 12 anos apresentam maior risco de sintomas depressivos, obesidade e sono insuficiente na adolescência, quando comparadas àquelas que não têm aparelho próprio. Quanto mais precoce o acesso ao celular, piores são os indicadores de saúde mental e física. Desconectar para reconectar Na contramão desse cenário, Rose Jarocki desenvolve, desde 1989, atividades ao ar livre que propõem a desconexão total das redes sociais e a reconexão com o brincar, o convívio e as relações humanas. Como fundadora e CEO da Cia do Lazer, espaço com 8 hectares de muito verde, em Porto de Galinhas – PE, Rose coordena um calendário anual de ações voltadas para famílias e escolas, incluindo acampamentos educativos realizados nos períodos de férias. Nesses acampamentos, crianças e adolescentes de 7 a 16 anos passam uma semana longe dos pais e sem celular, imersos em atividades lúdicas, esportivas e coletivas. A proposta, segundo Rose, vai além do lazer: trata-se atualmente de uma estratégia de cuidado emocional cada vez mais necessária. “Quando a criança se desconecta da tela, ela se reconecta com o corpo, com o outro e com ela mesma. É nesse espaço que a saúde emocional começa a ser construída. A desconexão das telas não é um castigo, é um cuidado. É ali que a criança aprende a se relacionar, a lidar com frustrações e a desenvolver saúde emocional”reforça Rose. A visão das famílias A empresária Ana Nascimento, de 40 anos, mãe de três filhos, conta que eles já participaram do acampamento duas vezes, e destaca os desafios com as telas. “Hoje a dinâmica de criação, educação, mudou muito se comparada à nossa geração. As atividades escolares já são todas pelo celular: trabalhos, filmes, grupos de estudo. Precisamos fazer um esforço diário para inibir essa exposição exagerada às telas. Quando soube do acampamento, quis muito que eles participassem, e me surpreendi com a felicidade e alegria deles. Chegam radiantes com um monte de histórias e já falando da próxima edilção”, relatou Ana. A experiência das crianças Para o estudante Artur Álvares, de 11 anos, a vivência no acampamento mostra que a ausência do celular não é um problema quando há estímulos adequados. “Eu acho muito bom, muito legal. As brincadeiras são muito divertidas e a comida é muito gostosa”, conta. Questionado sobre o celular, ele é direto: “Ah, você nem sente falta. Tem várias atividades pra fazer, eu nem lembrei do celular”. A adolescente Letícia, de 15 anos, que participou do acampamento pela segunda vez, reforça essa percepção e destaca o valor das conexões presenciais. “Muuuuuuuuuito massa. Aproveitei demais, revi os amigos de lá, tem muitas atividades e eu não parei de sorrir. A comida é muito boa também”, relatou sobre o acampamento. Sobre ficar sem o celular, Letícia avalia a experiência com maturidade: “Lá tem muita coisa pra fazer, então a pessoa não sente falta. Até lembra, mas o espaço é muito grande, com muitas brincadeiras, dá pra aproveitar bastante”. Responsabilidade compartilhada Os exemplos citados, quando as crianças informaram nem lembrar do celular, reforçam um ponto central do Janeiro Branco: o cuidado com a saúde mental das crianças é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, escolas e sociedade. Especialistas alertam que oferecer o celular como solução fácil e imediata pode trazer consequências a longo prazo. Estabelecer limites, estimular o brincar, promover interações presenciais e criar espaços para que as crianças pensem, criem e convivam são atitudes fundamentais para formar adultos emocionalmente mais saudáveis. Em um mundo cada vez mais digital, iniciativas que promovem a desconexão consciente mostram que cuidar da saúde mental infantil hoje é investir diretamente no bem-estar das próximas gerações. Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) O que os pais podem fazer e quando procurar ajuda A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio do seu Grupo de Trabalho de Saúde Mental, alerta que os desafios emocionais tendem a se intensificar na adolescência devido ao amadurecimento desigual do cérebro, às mudanças hormonais e ao processo de construção da identidade. Segundo a pediatra Vera Ferrari Rego Barros, esses fatores tornam o adolescente mais vulnerável à ansiedade, insegurança, comparação social e sofrimento emocional, especialmente em um contexto de forte exposição às redes sociais. De acordo com a

Janeiro Branco reforça a importância do cuidado com a saúde mental das crianças em tempos de excesso de telas Read More »

Carolina Holanda corporativo

“Cuidar do ambiente de trabalho será sempre uma vantagem para empresas e profissionais”

Atualização da NR-1 inclui riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos e exige que empresas passem a tratar a saúde mental como parte da rotina de compliance e segurança A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) representa uma mudança relevante na forma como as empresas brasileiras devem lidar com saúde e segurança no trabalho. Ao incluir oficialmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, a norma amplia o olhar para além dos riscos físicos e ambientais e passa a exigir ações concretas voltadas ao clima organizacional, às relações de trabalho e à saúde emocional dos profissionais. Nesta entrevista, Carolina Holanda, sócia da TGI Consultoria, explica os impactos da nova regra na rotina das empresas, os prazos de adequação e os efeitos esperados para profissionais e organizações. Quais são as principais mudanças introduzidas na nova versão da NR-1 e como elas impactam a rotina de compliance e segurança das empresas? Com a atualização da NR-1, uma das principais mudanças diz respeito a inclusão dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, ou seja, fatores que impactam diretamente a qualidade do clima organizacional e, por isso, afetam os profissionais devem ser considerados formalmente no Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Na prática, significa que além de identificar e avaliar fatores que geram riscos psicossociais, como situações de conflitos não administrados, sobrecarga de trabalho, excesso de pressão, falta de autonomia, assédio moral entre outros, as empresas precisam ter estratégias definidas para combatê-los. Reforço aqui que o plano de ação que deve ser criado, acompanhado e revisado de modo sistemático não deve ser apenas para cumprir a lei. Seu objetivo é criar um ambiente de trabalho adequado que minimize riscos não apenas físicos, ambientais ou biológicos, mas também de adoecimentos emocionais. Dessa forma, ganham todos: profissionais e empresas, já que em um ambiente adequado de trabalho onde as pessoas se sintam bem e felizes, a produtividade é maior e qualidade do trabalho melhor. Em relação ao impacto na rotina de compliance e segurança, as empresas precisam implantar de fato uma análise das condições do ambiente de trabalham que geram riscos além dos físicos, mas principalmente que afetam as pessoas do ponto de vista psíquico. Para uma análise adequada e a elaboração consequente de um plano de ação, é importante envolver os principais gestores da empresa com o apoio da área de RH. É necessária atenção porque a partir de 2026, todas as etapas desse novo processo, como identificação dos riscos, classificação, elaboração da estratégia e monitoramento precisam ser documentadas. Também, é importante considerar que para isso acontecer de fato e as empresas passarem a ter um ambiente mais saudável, as políticas de gestão de pessoas precisam ser mais consistentes. Faz parte desse pacote: gestão do clima organizacional, programas de treinamento, desenvolvimento das lideranças, gestão do desempenho e as demais políticas que foquem em reforçar a cultura organizacional e criar e manter um clima de trabalho de bem-estar. Quais setores econômicos devem sentir mais fortemente os efeitos dessa atualização? Independente do segmento ou do tamanho da empresa, todas devem ser impactadas pela atualização da NR-1, porém entendo que as mais impactadas não serão exatamente de um setor ou outro. São aquelas que têm cultura de alta pressão por metas e prazos, ritmo intenso com jornadas longas de trabalho, um ambiente que gera excesso de competição e conflitos e que não há espaço de diálogo nem tratamento adequado das lideranças com as equipes. As empresas precisam ficar atentas ao seu histórico de adoecimento dos profissionais, ao resultado de pesquisas de clima que já realizaram, ao conteúdo das entrevistas de desligamento e a relatos mesmo que informais de como se dão as relações no ambiente de trabalho. São nesses conteúdos que vão ter pistas importantes do que precisa ser trabalhado. Quais os prazos as empresas devem ter para se ajustar? A norma começou a ter vigência oficial em maio de 2025, mas as empresas têm até maio de 2026 para se adequarem às novas exigências. Minha sugestão é que quem ainda não começou a cuidar das adequações necessárias, faça isso o quanto antes até para evitar riscos legais. Apesar de ser uma “obrigação” para as empresas cumprir a NR1, a maior preocupação com a saúde psicológica e social deve trazer um impacto positivo para as corporações. Que efeitos podemos esperar nos profissionais após a implantação da lei? Os efeitos tendem a ser positivos já que identificar e trabalhar para minimizar os riscos psicossociais estimulam a criação de um ambiente de trabalho mais saudável, colaborativo e transparente. Agora, é importante destacar que isso só acontece de fato se as empresas entenderem que apesar de ser uma norma, tratar as pessoas com respeito, cuidar das condições de trabalho (e, por isso, entenda-se dar orientação adequada das tarefas, estimular o desenvolvimento profissional, dar feedback, inclusive com elogios verdadeiros e dar oportunidade de crescimento quando possível) e ter políticas de gestão de pessoas claras e transparentes são condições essenciais para se ter uma empresa competitiva. Pessoas satisfeitas com o ambiente de trabalho e com a atividade desempenhada são mais engajadas, motivadas e mais comprometidas com o resultado empresarial. Sem esquecer que um vínculo sólido com as lideranças faz com que as pessoas se sintam mais seguras e confiantes, gerando maior sentimento de pertencimento. Outro efeito esperado é a redução de adoecimento relacionados à saúde mental. Ao tratar situações que geram pressão excessiva, assédios, desgastes psicológicos, as empresas podem prevenir profissionais com ansiedade, depressão, burnout entre outros. Cuidar do ambiente de trabalho será sempre uma vantagem para empresas e profissionais. Ganham todos! LEIA TAMBÉM

“Cuidar do ambiente de trabalho será sempre uma vantagem para empresas e profissionais” Read More »

Leonardo Pereira

Selfit completa 14 anos e consolida DNA nordestino como uma das maiores redes de academias do Brasil

Criada em 2012, em Salvador, por empresários pernambucanos, a Selfit celebra 14 anos em 2026 com cerca de 200 unidades no país e quase R$ 1 bilhão investido em expansão. Em entrevista exclusiva à Revista Algomais, na coluna Algomais Fitness e Wellness, o fundador Leonardo Pereira revisita a trajetória da rede, os desafios do crescimento e a visão de futuro do setor fitness Uma academia que nasceu na Bahia, mas carrega Pernambuco no DNA Apesar de ser hoje uma das maiores redes de academias do Brasil com origem nordestina, a Selfit não nasceu em Pernambuco. A primeira unidade foi inaugurada em Salvador, na Bahia, dentro do mall do Extra Paralela, do Grupo Pão de Açúcar. “A Selfit não nasceu em Pernambuco, ela nasceu na Bahia, em Salvador, dentro de um grande mall do Extra Paralela, pertencente ao Grupo Pão de Açúcar. Naquele momento, a ideia era ofertar para as classes C e D uma boa experiência, com preços absolutamente acessíveis e competitivos”, afirma Leonardo Pereira. Segundo o fundador, a escolha por Salvador foi estratégica. “Salvador se mostrava uma praça muito mais aderente à nossa proposta de valor do que outras cidades do Nordeste. Existia uma grande oportunidade naquele mercado”, explica. Mesmo com Recife sendo a cidade de origem dos fundadores, a decisão foi guiada por visão de crescimento. “A gente sabia que o projeto seria de expansão. Não necessariamente precisava começar na cidade onde morávamos. Fomos bastante agnósticos em relação à localização”, pontua. Um mercado fragmentado e a oportunidade de consolidação Desde o início, a Selfit enxergou um cenário favorável no Nordeste, marcado por baixa oferta de serviços qualificados e preços elevados praticados pelo mercado tradicional. “Entendemos que existia muito espaço para crescer na região Nordeste, especialmente por ser uma região mais desabastecida, com níveis de serviço mais baixos e preços médios mais altos. Era uma condição muito interessante para começar a consolidar um mercado extremamente fragmentado”, destaca Leonardo. Inspirada por movimentos internacionais e nacionais, a Selfit apostou em uma proposta de valor clara, baseada em acessibilidade, escala e eficiência operacional. Capital intensivo e disciplina financeira como pilares do crescimento Crescer rápido exigiu decisões estratégicas desde os primeiros anos. O principal desafio, segundo Leonardo Pereira, sempre esteve relacionado à estrutura financeira do negócio. “O maior desafio da Selfit sempre foi ser um business de capital intensivo. Logo no início, com quatro ou cinco operações, tomamos a decisão de trazer um fundo de investimento”, relembra. Hoje, com aproximadamente 200 unidades no Brasil, o volume de investimentos realizados impressiona. “Se fizermos uma avaliação do total investido até hoje, esse número se aproxima de um bilhão de reais. Isso exige uma estrutura de capital inteligente, confortável e responsável”, afirma. Para sustentar essa trajetória, a empresa adotou uma gestão rigorosa. “Sempre tivemos uma orientação muito forte para custos e eficiência operacional. A austeridade foi fundamental para garantir caixa e crescimento sustentável”, reforça. Conhecer o aluno para desenhar experiências relevantes Entender profundamente o comportamento do consumidor foi outro fator decisivo para o sucesso da Selfit. A empresa mapeou perfis claros de consumo fitness e passou a moldar sua proposta a partir deles. “Nós ultra segmentamos o cliente e identificamos quatro perfis principais de comportamento. Os heavy users, os que buscam relações sociais, os que querem mais saúde e bem-estar e os sazonais, que treinam por objetivos específicos”, explica Leonardo. Essa leitura permitiu ajustes finos em cada região. “Quando expandimos para bairros como a Tijuca, no Rio de Janeiro, percebemos uma população mais idosa. Isso refletiu diretamente na oferta de aulas, com mais yoga e práticas voltadas para esse público”, exemplifica. Valores que sustentam a cultura da Selfit Mesmo hoje atuando como membro do conselho, Leonardo destaca que os valores definidos na fundação continuam vivos na operação. “A Selfit tem quatro valores fundamentais. O primeiro é o esmero, o cuidado com cada detalhe da experiência. O segundo é a pessoalidade, olhar para as pessoas de forma individual. O terceiro é a orientação a resultados, com foco no longo prazo. E o quarto é a integridade, ser absolutamente honesto e correto em todas as relações”, enumera. Esses pilares sustentam o propósito da marca. “Nosso propósito é despertar nas pessoas a paixão pelo movimento. Por isso chamamos nossos colaboradores de acolhedores e nossos alunos de convidados. Tudo está alinhado a uma lógica de servir, acolher e encantar”, afirma. Tecnologia, experiência e retenção como diferenciais Em um mercado cada vez mais competitivo, Leonardo acredita que a distinção está além da estrutura física. “A experiência baseada apenas em hardware tende a se tornar commodity. A diferença está na experiência, na retenção, no trato com as pessoas e na tecnologia ancorando decisões”, analisa. A Selfit investe fortemente em soluções digitais, integração entre treino presencial e online e redução de fricções nos pontos de contato. “Treinos digitais, aplicativos e plataformas como a Weburn fazem parte do nosso ecossistema, oferecendo fluidez e personalização”, diz. O resultado aparece nos indicadores. “Temos churn muito baixo e um nível de engajamento alto, tanto dos alunos quanto dos acolhedores”, completa. O futuro do fitness e uma mensagem para 2026 Para Leonardo Pereira, o setor fitness vive um movimento consistente e duradouro. “O fitness e o bem-estar vêm crescendo no mundo inteiro e é um movimento com poucas chances de reversão. Tudo o que envolve wellbeing tende a evoluir nos próximos anos”, afirma. Ele faz um alerta realista, mas otimista. “Não é um setor simples, porque envolve recorrência, frequência e relacionamento. Encantar pessoas exige habilidade. Mas é um setor absolutamente promissor para quem entende o negócio de verdade”, conclui. Uma história que inspira o movimento Ao completar 14 anos em 2026, a Selfit reafirma sua posição como uma das maiores redes de academias do Brasil, construída a partir do Nordeste, com disciplina financeira, propósito claro e foco genuíno em pessoas. Uma história que mostra que crescer é importante, mas inspirar movimento, saúde e transformação é essencial.

Selfit completa 14 anos e consolida DNA nordestino como uma das maiores redes de academias do Brasil Read More »

JUSTINIANO LUNA FW Revista Algomais 1

Infecções e excessos no Réveillon: como evitar problemas de saúde ao levar comida e bebida para a praia

O Réveillon é sinônimo de celebração, encontros ao ar livre e mesas improvisadas na praia. Mas, junto com a alegria da virada, cresce também o risco de intoxicações alimentares, desconfortos digestivos e complicações causadas pelo consumo excessivo de álcool. O calor intenso, o transporte inadequado de alimentos e o tempo prolongado fora da geladeira transformam a noite mais festejada do ano em um período de atenção redobrada com a saúde. Especialistas alertam: prevenir é mais simples do que tratar e pequenas escolhas fazem toda a diferença para atravessar a virada com segurança e bem-estar. Por que o risco de infecção alimentar aumenta no Réveillon? O verão cria o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. No Réveillon, esse risco se intensifica porque muitos alimentos são preparados com antecedência, transportados por longas distâncias e permanecem horas expostos ao calor. Pratos como salpicão com maionese, carnes, aves recheadas, arroz temperado e sobremesas cremosas são especialmente perigosos quando ficam fora da refrigeração adequada. Na praia, a combinação de sol, areia e manipulação sem higiene favorece a contaminação. O gastroenterologista Justiniano Luna, da Endogastro Recife, explica que os sintomas nem sempre aparecem imediatamente: “A infecção alimentar pode surgir poucas horas após o consumo ou somente no dia seguinte. Náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre são sinais de alerta, principalmente quando acompanhados de desidratação.” Como transportar alimentos para a praia com segurança Se a ceia vai para a areia, alguns cuidados são indispensáveis: Justiniano Luna reforça: “Alimentos de procedência duvidosa ou mal conservados devem ser descartados. Em caso de dúvida, não consuma.” Empachamento após a virada: o que fazer no dia seguinte Exagerar na ceia, nos petiscos e nas bebidas pode resultar em empachamento, digestão lenta e mal-estar. No primeiro dia do ano, a orientação é aliviar o sistema digestivo: “O corpo precisa de tempo para processar o excesso de gordura, açúcar e álcool. Alimentação leve e hidratação são essenciais para a recuperação”, explica o médico. Substituições inteligentes para evitar mal-estar no Réveillon Quem já sabe que tem digestão sensível pode fazer escolhas mais estratégicas: Essas substituições ajudam a reduzir inflamação, estufamento e desconfortos após a festa. Bebidas alcoólicas: cuidado redobrado na praia O consumo de álcool costuma aumentar no Réveillon, especialmente em ambientes abertos. O problema é que o álcool desidrata, sobrecarrega o fígado e pode mascarar sinais de mal-estar. Bebidas que merecem atenção: Chás como hortelã, boldo e erva-doce ajudam na digestão, mas não neutralizam os efeitos do álcool. “O fígado é resistente, mas exageros repetidos podem causar inflamação aguda e exigir atendimento médico. Hidratação antes, durante e após o consumo é indispensável”, alerta Justiniano Luna. Atenção ao pâncreas e ao risco de emergências O pâncreas é especialmente sensível ao excesso de gordura e álcool. Em situações extremas, pode ocorrer pancreatite aguda, uma condição grave. Procure atendimento imediato se surgirem: Coma alcoólico: risco real no Réveillon Durante a virada do ano, aumentam os atendimentos de emergência por coma alcoólico. A condição ocorre quando o álcool compromete o sistema nervoso central. Sinais de alerta: “Se a pessoa não responde a estímulos ou apresenta respiração irregular, o SAMU deve ser acionado imediatamente. Coma alcoólico é emergência absoluta”, reforça o médico. Hidratação: o cuidado que salva a virada A hidratação é o ponto central da prevenção. Água, água de coco, sucos naturais e chás frios ajudam a manter o equilíbrio do organismo, protegem o fígado e auxiliam na digestão. O ideal é começar a hidratação antes da festa, mantê-la durante a virada e intensificá-la no dia seguinte. “A água continua sendo o melhor remédio. Ela reduz o risco de ressaca, melhora a digestão e previne complicações”, conclui Justiniano Luna.

Infecções e excessos no Réveillon: como evitar problemas de saúde ao levar comida e bebida para a praia Read More »

FW Revista Algomais

Coma sem culpa nas festas de fim de ano

Entre ceias fartas, confraternizações e receitas tradicionais, no fim de ano, é possível manter hábitos saudáveis? A boa notícia é que dá, sim, para aproveitar as delícias natalinas, do peru ao panetone, sem culpa e sem exageros. Com escolhas inteligentes, atenção às porções e hidratação adequada, é possível atravessar a temporada com saúde, energia e bem-estar. Aves do Natal: peru e chester continuam como favoritos No Brasil, o Natal tem gosto de tradição e muito disso vem das aves que dominam a ceia. Peru e chester seguem como protagonistas, não só pelo sabor e presença à mesa, mas também pelo bom valor nutricional. Ambos são ricos em proteínas de alta qualidade e possuem menos gordura do que muitas carnes vermelhas consumidas ao longo do ano. Segundo a nutricionista Maria Pimentel, da NutriGen Clinic, quando preparados de forma leve, esses alimentos ajudam a manter o equilíbrio energético mesmo nas festas: “Peru e chester promovem saciedade com menos calorias, o que ajuda a evitar exageros nos acompanhamentos. O segredo está no preparo”. O papel das castanhas, nozes e amêndoas Castanhas, nozes e amêndoas são presenças clássicas na mesa natalina e também grandes aliadas da saúde. Elas oferecem gorduras boas, fibras, vitaminas e minerais como magnésio e zinco. Apesar de calóricas, ajudam a controlar o apetite quando consumidas com moderação. “As oleaginosas são nutritivas, mas densas em calorias. Pequenas porções já trazem benefícios e ajudam a modular a fome”, explica Maria Pimentel. O famoso “Resto de Ontem”: como armazenar sem riscos Aproveitar o famoso RO (Resto de Ontem) faz parte da tradição, mas exige cuidado, especialmente no verão. “O calor favorece a proliferação de bactérias. Armazenar e aquecer corretamente é essencial para evitar intoxicações alimentares”, alerta a nutricionista. Panetone: quanto é permitido comer na noite de Natal? O panetone é o símbolo doce das festas e também uma armadilha calórica. Uma fatia média pode ultrapassar 250 calorias, especialmente nas versões recheadas. A recomendação é simples: moderação e consciência. “Uma fatia é suficiente para participar da tradição sem comprometer o equilíbrio.” Para quem quer opções mais leves, vale apostar em saladas com folhas verdes, legumes e frutas como romã ou manga, sempre acompanhadas de uma boa fonte de proteína para garantir saciedade. Empachou após a ceia? O que fazer no dia seguinte Sentir estufamento após uma ceia farta é comum. No dia seguinte, a palavra-chave é leveza. “O descanso digestivo faz parte do equilíbrio. Priorizar alimentos leves ajuda o corpo a se recuperar”, reforça Maria Pimentel. Réveillon: entre o bacalhau e a carne de porco O Ano-Novo também traz suas tradições à mesa. “A carne suína magra tem perfil nutricional semelhante ao das carnes brancas e é uma excelente opção para o Réveillon”, destaca a nutricionista. Bebidas alcoólicas: como evitar a ressaca O consumo de álcool costuma aumentar nas festas, e a ressaca pode atrapalhar o clima. Para evitar: Sintomas como vômitos persistentes, confusão mental ou tontura intensa são sinais de alerta e exigem atendimento médico. “A ressaca é o corpo pedindo socorro. Hidratar-se durante e após a festa reduz muito os efeitos do álcool.” A hidratação como aliada das festas Água, água de coco, sucos naturais e chás frios são fundamentais para manter o organismo funcionando bem entre uma celebração e outra. Além de ajudar na digestão, a hidratação contribui para o controle da fome e melhora a disposição. Para encerrar o ano com saúde, Maria Pimentel deixa o recado final: “Uma boa hidratação transforma a experiência das festas. O corpo responde melhor, a digestão melhora e a energia se mantém”.

Coma sem culpa nas festas de fim de ano Read More »

REVISTA CAPA MARCUS

Bem-estar em tempos digitais: quando a tecnologia encontra o humano

Vivemos uma era em que a tecnologia se infiltra silenciosamente em quase todos os aspectos da vida. Relógios medem o sono, aplicativos contam passos, algoritmos analisam hábitos e sugerem intervenções para a saúde física e mental. Nunca tivemos tantos dados e, paradoxalmente, nunca foi tão necessário falar de bem-estar de forma humana. Na saúde, a tecnologia trouxe ganhos inegáveis. Sistemas inteligentes organizam prontuários, reduzem erros, preveem riscos e apoiam decisões clínicas. Esses avanços tornam o cuidado mais seguro e eficiente. Mas há um ponto essencial que não pode ser terceirizado: o bem-estar não nasce dos dados, nasce do encontro. Cuidar de pessoas vai além de monitorar indicadores. Envolve escuta, vínculo, presença e compreensão do contexto em que cada indivíduo vive. Nenhum algoritmo capta completamente a dor silenciosa, o medo não verbalizado ou a angústia que não aparece nos exames. A tecnologia reconhece padrões; o ser humano reconhece histórias. Quando usada com propósito, a inovação pode fortalecer, e não substituir, essa relação. Ao reduzir tarefas burocráticas e automatizar processos repetitivos, a tecnologia devolve tempo ao profissional de saúde. Tempo para ouvir melhor, para explicar, para acolher. Tempo que impacta diretamente o bem-estar. Em um mundo acelerado, humanizar não significa rejeitar a tecnologia, mas integrá-la com sensibilidade. O verdadeiro avanço ocorre quando ciência e empatia caminham juntas, quando inovação e cuidado se complementam. O futuro do bem-estar não será definido apenas por máquinas mais inteligentes, mas por pessoas mais presentes. Afinal, progresso sem humanidade é vazio. E cuidado, para ser completo, precisa continuar sendo humano. Marcus Villander – Médico Especialista em Clínica Médica, Diretor Científico da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica. @marcusvillander Presentes de Natal que unem bem-estar, estilo de vida e saúde Selecionamos quatro sugestões de presentes que traduzem bem-estar, autocuidado e escolhas mais conscientes para presentear neste Natal. Opções que vão da moda funcional à alimentação equilibrada e à reflexão sobre hábitos de vida. Moda funcional com tecnologiaHausport – Camisa Linha Grafiato A Hausport, marca do Grupo Rota do Mar, aposta na camisa da linha Grafiato para quem busca presentear com estilo aliado à tecnologia. Versátil, a peça transita bem entre o visual atlético e o casual, sendo indicada tanto para a prática esportiva quanto para o dia a dia. O tecido tecnológico garante conforto e leveza, além de oferecer proteção solar UV 50+, elasticidade, toque macio e gelado, compressão na medida certa e secagem rápida, atributos que reforçam durabilidade e desempenho. Mais informações: www.hausport.com.br Alimentação prática e proteicaHerbalife – Protein Ice Cream e Sopa Snack Proteica Para quem deseja unir praticidade e equilíbrio alimentar, a Herbalife lançou duas novidades neste fim de ano. O Protein Ice Cream, com o slogan “seu gelato proteico sem culpa”, chega nos sabores chocolate e baunilha, oferecendo refrescância e sabor para sobremesas ou lanches intermediários. Outro destaque é a Sopa Snack Proteica, sabor creme de cebola: sem glúten, zero lactose, fonte de fibras e vegana. Testada e aprovada, é uma boa estratégia para consumo antes de confraternizações, promovendo saciedade e ajudando a evitar excessos, sem desconforto digestivo. Mais informações: www.herbalife.com Leitura que propõe mudança de hábitosLivro “A Dieta de Cristo” – Editora Chave Mestra Entre as sugestões de bem-estar, a leitura também ganha espaço. O livro “A Dieta de Cristo”, do médico e escritor Marcelo Bonanza, propõe um despertar espiritual, físico e emocional sobre a relação do ser humano com a alimentação. Distante do conceito tradicional de dieta, a obra apresenta uma filosofia de vida inspirada nos hábitos, valores e ensinamentos de Jesus Cristo. O autor sugere a retirada de farinhas refinadas, açúcar branco, adoçantes artificiais, óleos refinados (como soja, milho e girassol), além de alimentos industrializados e ultraprocessados. Em contrapartida, incentiva a reorganização do prato com inteligência funcional, priorizando hortaliças amargas, folhas verde-escuras (rúcula, agrião e espinafre) e gorduras boas, como azeite, abacate, coco e castanhas. Leitura aguardada para o recesso de fim de ano.Mais informações: www.editorachavemestra.com.br Immunológica lança campanha de vacinação com foco na proteção antes das festas de fim de ano Com a proximidade do Natal e do Réveillon, a Immunológica intensifica a campanha de vacinação com foco na prevenção de doenças em um dos períodos de maior circulação de vírus do ano. A ação, válida até 22 de dezembro e tem como principal objetivo estimular a atualização do esquema vacinal de recém-nascidos, gestantes, adultos e idosos antes das confraternizações e deslocamentos típicos do fim de ano. Segundo Maria Luiza Moreira, gestora de enfermagem da Immunológica, o momento é decisivo para garantir a proteção adequada. “A eficácia das vacinas pode levar de 15 a 30 dias para ser alcançada, dependendo do imunizante. Por isso, antecipar a imunização é essencial para atravessar as festas com mais segurança, protegendo não apenas quem se vacina, mas também bebês e idosos, que são mais vulneráveis”, afirma. Durante a campanha, praticamente todas as vacinas voltadas à proteção do recém-nascido e da terceira idade estão em condições promocionais. Entre os imunizantes disponíveis está a dTpa, indicada para proteger o bebê contra a coqueluche nos primeiros meses de vida, além da vacina contra o vírus sincicial respiratório VSR ABRYSVO, que protege a mãe e o bebê por até aproximadamente seis meses. @immunologica (informações sobre valores) IOFV recebe atestado de qualidade da Organização Nacional de Acreditação O Instituto de Olhos Fernando Ventura, teve a qualidade dos serviços oferecidos reconhecida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Após avaliação do órgão, que é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde, o IOFV conquistou a acreditação, que avalia e atesta competências técnicas e de conformidade. @iofv_hospitaldeolhos

Bem-estar em tempos digitais: quando a tecnologia encontra o humano Read More »

IMG 20251213 WA0046

Sesc investe mais R$ 34,1 milhões em Jaboatão e soma R$ 58,6 milhões

Nova etapa da requalificação do Sesc Piedade amplia estrutura com teatro, restaurante, rooftop, áreas infantis e estacionamento O Sesc Pernambuco anunciou um novo investimento de R$ 34,1 milhões em Jaboatão dos Guararapes, voltado à segunda etapa da requalificação e expansão do Sesc Piedade. O anúncio coincidiu com as comemorações pelos 55 anos da unidade localizada à beira-mar de Piedade. Com o novo aporte, o volume total de investimentos do Sesc no município chega a R$ 58,6 milhões, somando-se aos mais de R$ 24,5 milhões aplicados em 2024. A iniciativa reforça a estratégia de modernização, inclusão, acessibilidade e ampliação de serviços oferecidos pela instituição. “É uma agenda que comprova a continuidade de investimentos que estamos fazendo aqui na cidade, sempre pensando na qualidade para comerciários e dependentes, mas também para toda a sociedade, que utiliza nossos espaços e outros, já consolidados que trouxemos para o público”, destaca Bernardo Peixoto, presidente da Fercomercio-PE. As obras têm início previsto para o próximo mês e incluem a construção de um novo bloco com 2.763,88 m². No térreo, o espaço contará com restaurante para atendimento a públicos interno e externo, com 122 lugares, além de cafeteria, lanchonete, cozinha industrial, salas de Assistência Social e de Recreação e a Central de Relacionamento com o Cliente. O projeto busca integrar serviços e ampliar o atendimento à população da cidade e da Região Metropolitana do Recife. No pavimento superior, serão implantadas salas administrativas, ambientes multiuso e espaços voltados para música, teatro, audiovisual, dança e studio de pilates. A estrutura inclui ainda teatro com 118 lugares, salão de festas, foyer, camarim e rooftop com vista para o mar, além de garagem com 40 vagas no subsolo e outras cinco externas. A segunda fase também dedica atenção ao público infantil, com a criação de um parque moderno equipado com gira-gira, cama elástica fixa, gangorra e balanço.

Sesc investe mais R$ 34,1 milhões em Jaboatão e soma R$ 58,6 milhões Read More »

Ortopedista

Exames em excesso preocupam especialistas: saiba por que o diagnóstico demais também faz mal

Nas férias de janeiro, quando muitos aproveitam o tempo livre para colocar a saúde em dia, cresce o alerta para o risco de exames desnecessários e diagnósticos que não representam doenças reais Em janeiro, muita gente segue o mesmo ritual: aproveitar as férias, pesquisar promoções, resolver a lista de material escolar das crianças e desfrutar de um trânsito mais leve nas cidades. Com dias menos corridos, esse também costuma ser o momento escolhido para colocar a saúde em dia e realizar exames que foram adiados ao longo do ano. Há quem aproveite com equilíbrio e planejamento, mas também existe o grupo que passa os doze meses pedindo ao médico testagens em excesso, motivado por ansiedade, excesso de informação ou pela crença equivocada de que saúde é sinônimo de “fazer mais exames”. Essa corrida por diagnósticos tem levantado preocupações entre especialistas e escancarado um fenômeno que cresce em todo o mundo: o diagnóstico excessivo. Quando o excesso de exames deixa de proteger e começa a prejudicar Vivemos uma era de avanços impressionantes na medicina: exames cada vez mais sensíveis, inteligência artificial aplicada à detecção precoce e monitoramento contínuo da saúde. Mas, em meio a tanto progresso, surge um alerta importante: o overdiagnosis, ou diagnóstico excessivo. O termo se refere à identificação de doenças ou alterações que provavelmente nunca causariam sintomas ou riscos reais à vida. Ou seja, o indivíduo passa a carregar o rótulo de “doente” sem que isso represente uma ameaça concreta.Para o médico e especialista em healthtech e inovação, Sormane Britto, esse fenômeno é um dos maiores desafios da saúde moderna: “A tecnologia nos dá ferramentas poderosas, mas, quando usada sem critério, transforma pessoas saudáveis em pacientes. Isso gera impactos emocionais, físicos e financeiros reais”. As repercussões incluem tratamentos desnecessários, efeitos colaterais evitáveis, sofrimento psicológico e desperdício de recursos, tanto pessoais quanto do sistema de saúde. Além disso, o overdiagnosis costuma vir acompanhado do overtreatment, ou seja, o sobretratamento decorrente de achados irrelevantes. Britto reforça que a tecnologia precisa ser aliada da precisão, não do exagero: “Inovar não é detectar mais, é detectar melhor. Dados inteligentes, interpretação crítica e um olhar clínico humanizado são essenciais para um cuidado equilibrado”. Quando o desejo por “fazer exames” vira problema e pesa no bolso dos brasileiros A busca crescente por exames por parte dos pacientes — muitas vezes motivada por ansiedade, excesso de informação ou pela ideia equivocada de que “saúde é fazer check-up constantemente” — alimenta ainda mais o cenário de overdiagnosis. Segundo Sormane Britto, isso tem criado um ciclo perigoso: “Exames sem indicação adequada aumentam a chance de encontrarmos alterações que nunca fariam mal algum. A pessoa procura segurança, mas acaba levando para casa uma preocupação desnecessária”. Os números confirmam o comportamento. Dados recentes mostram que os planos de saúde realizaram mais de 1,18 bilhão de exames ambulatoriais em 2024. Em média, cada beneficiário passou por 22,9 exames no ano, um volume que levanta dúvidas sobre a real necessidade de tantos testes. E as consequências chegam até o bolso. A sobrecarga de procedimentos eleva os custos das operadoras e pressiona o reajuste das mensalidades dos planos de saúde, que repassam os gastos crescentes a todos os beneficiários. Para Britto, a solução está no equilíbrio: “O desafio não é fazer mais exames, mas fazer os exames certos. Quando o uso racional prevalece, ganham o paciente, o médico e o sistema de saúde”. Quando o excesso vira problema Entre medos, protocolos e excesso de zelo, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio. Mais do que colecionar exames, médicos lembram que a saúde depende de acompanhamento contínuo, escuta qualificada e decisões baseadas em evidências e não apenas em check-ups extensos. Sormane Britto é ortopedista com especialização em metabolismo e fisiologia do exercício e especialista em healthtech e inovação — @drsormanebritto

Exames em excesso preocupam especialistas: saiba por que o diagnóstico demais também faz mal Read More »