Raul Lody

Mugunzá e manuê. O Manifesto Regionalista pela boca.

Publicado no Recife, em 1926, o “Manifesto Regionalista” foi coordenado por Gilberto Freyre, sendo, à época, um avanço no âmbito das questões patrimoniais e dos temas referentes às identidades e ao conceito do que é regional e nacional. Certamente conceitos ideológicos que são construídos por diferentes processos de bases culturais e sociais. No caso de

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Para adoçar

“O Nordeste do Brasil, pelo prestígio quatro vezes secular da sua sub-região açucareira (…) Não só do açúcar: também a área por excelência do bolo aristocrático, do doce fino, da sobremesa fidalga (…) do bolo de rua , do doce e do bolo de tabuleiro, da rapadura (…) de saborear com farinha, juntando a sobremesa

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Boleiras, doceiros , doceiras e outros ofícios do açúcar

Brasileiros de todas as localidades vivem dos ofícios culinários de fazer doces a partir do açúcar proveniente da cana-de-açúcar. Essa realidade vai muito além das indústrias, das fábricas regionais e familiares, que fazem caldo de cana, melado, rapadura e variados tipos de açúcar. Por isso, pode-se afirmar que há milhões de pessoas que vivem diretamente

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Comida de aproveitamento: O caso do vatapá

No cotidiano das cozinhas, vive-se um amplo exercício de aproveitamento de ingredientes, onde novas receitas são construídas a partir das sobras de outras comidas. É a transformação daquilo que já foi uma comida, em diferentes pratos que são reorganizados para a os cardápios do cotidiano e das festas.  Assim, há uma dinâmica nas cozinhas que

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Comidas e Territórios – Para celebrar os 120 anos de Gilberto Freyre

Sem dúvida o açúcar e sua civilização fazem um importante território de interpretações sobre o Nordeste por Gilberto Freyre. Contudo o obra de Gilberto no âmbito da comida e do território é muito mais ampliada e quer entender outros sistemas alimentares para assim melhor entender o Nordeste. Diz Gilberto Freyre: “Venho há anos, tentando organizar

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Comidas sagradas e o maracatu de baque virado

O nosso Carnaval, bem brasileiro, só assumiu uma grande forma social após a completa adesão do elemento africano como importante agente co-formador da festa, a mais pública, a mais participativa a nível nacional, sendo também a mais criativa e de maior transformação sócio-cultural. Os muitos motivos africanos presentes no Carnaval brasileiro servem para reforçar de

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Pitanga, a fruta e o símbolo (por Raul Lody)

A Zona-da-Mata de Pernambuco era o território preferido por Gilberto, para viajar e viver, incorporar técnicas recentes do field work, uma evidente herança de Boas ( anos 1920). A pesquisa de campo, o estar em campo, enquanto maneira de fazer sociologia e antropologia e, no caso, fazer ecologia, reflete indicadoras de vertentes culturais para o

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