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Dores na cervical e na lombar: há postura correta para prevenir?

Fisioterapeuta alerta que o corpo precisa estar em movimento Atividades rotineiras em uma mesma posição por longos períodos — como dirigir, estudar, trabalhar em frente ao computador, realizar tarefas manuais, entre outras —  podem gerar dor em diversas partes do corpo, como a cervical e a lombar. Essas regiões são responsáveis por sustentar a cabeça e permitir movimentos de pescoço (cervical) e suportar o peso do tronco, permitindo movimentos de inclinação e rotação do corpo (lombar). Em muitos casos, o impacto é direto na rotina e na produtividade de milhares de brasileiros. As dores nas costas, por exemplo, são reclamações de cerca de 80% da população brasileira, segundo dados da Organização da Saúde. A forma crônica da doença atinge 36% da população do país, conforme dados da Fundação Oswaldo Cruz. Mas será que existe uma postura correta para evitar problemas nestas regiões? De acordo com o fisioterapeuta da clínica Fisio FPS, Emanuel Reis, a resposta é não. “O que a ciência vem mostrando é que nenhuma posição é ideal por muito tempo. O corpo foi feito para se mover, então, a melhor postura é sempre a próxima”, afirma. “Então, ao contrário do que muitos acreditam, não existe evidência científica de que posturas específicas por si só sejam responsáveis diretas por dores na coluna. O que realmente importa é a variação de movimentos”, explica. Prevenir A prevenção não consiste em adotar uma “postura perfeita”, mas sim em evitar permanecer na mesma posição por tempo excessivo. Para ajudar neste processo, o fisioterapeuta dá algumas recomendações: “levantar-se a cada 30–40 minutos, caminhar curtas distâncias, variar a forma de sentar, variar posturas durante o trabalho e se alongar ao longo do dia”. A prática regular de exercícios físicos é outro ponto-chave. “O mais importante é escolher uma modalidade que seja prazerosa e adequada ao seu estilo de vida, como musculação, pilates, natação, dança, caminhada, corrida, entre tantas outras. Caso nunca tenha praticado, é essencial realizar uma avaliação profissional e ter acompanhamento para começar com segurança”, complementa. Além disso, aspectos como sono adequado, boa alimentação, hidratação, manejo do estresse e atenção à saúde mental são fundamentais para reduzir riscos de dores e melhorar a qualidade de vida. TratarQuando a dor já está presente, buscar ajuda profissional é fundamental. A fisioterapia especializada é de extrema importância. “Com técnicas complementares como terapia manual e eletrotermofototerapia, o exercício físico é o ponto-chave no tratamento fisioterapêutico, visando fortalecimento, ajuste de movimentos específicos, melhora da coordenação, ativação muscular e, sobretudo, de retomada da confiança no próprio corpo”, finaliza Emanuel. Na clínica Fisio FPS,  localizada na Imbiribeira, o tratamento para problemas na região lombar e cervical conta com possibilidades de diversos serviços, de forma gratuita para as comunidades de Tijolos e Tijolinhos, e com preços acessíveis para a população em geral. Para marcação e maiores informações, o contato pode ser feito pelo telefone 3312-8268, Whatsapp 9.7335-5602 ou presencial.

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Sebrae e BTG Pactual lançam fundo de R$ 500 milhões para startups no Brasil

Chamado Germina, o novo fundo nasce com aporte inicial de R$ 100 milhões e tem como meta apoiar até 100 startups já em 2025 O Startup Summit 2025 foi palco do anúncio oficial do FIC FIP Sebrae Germina, fundo de investimentos criado em parceria entre o Sebrae e o BTG Pactual Asset Management. Lançado em Florianópolis, o fundo inicia suas operações com R$ 100 milhões aportados pelo Sebrae Nacional, mas deve alcançar R$ 500 milhões até 2026 com a entrada das unidades estaduais. O evento reuniu 10 mil participantes presenciais e outros 24 mil online, consolidando-se como um dos principais encontros de inovação da América Latina. Com gestão profissional do BTG Pactual, o Germina se posiciona como um dos maiores fundos do país voltados exclusivamente para pequenos negócios inovadores. A estratégia é investir em fundos de participação societária (FIPs) especializados, que irão destinar entre R$ 10 milhões e R$ 25 milhões para apoiar de 8 a 10 veículos, beneficiando cerca de 100 startups nos estágios iniciais. O objetivo é enfrentar o gargalo de falta de capital para negócios em fase de pré-seed e seed, ampliando o acesso a investimento de risco. Para Valdir Oliveira, gerente de capitalização e serviços financeiros do Sebrae Nacional, o fundo marca um passo inédito. “Estamos lançando um fundo inovador que vai estimular o Venture Capital no país. O BTG Pactual será o gestor, em parceria com o Sebrae Nacional e as unidades estaduais, começando por São Paulo”, afirma. Já Bernardo Guimarães, sócio do BTG Pactual, reforçou a importância da iniciativa. “É uma honra sermos escolhidos como gestores deste fundo. Foram mais de seis meses de dedicação e construção conjunta, e estamos muito motivados com o potencial de crescimento dessa parceria com o Sebrae.” O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou o impacto estrutural do Germina para as micro e pequenas empresas brasileiras. “Diferente do crédito tradicional, aqui o Sebrae passa a ser sócio do negócio, aportando capital para que empresas possam crescer e escalar”, afirmou. Segundo ele, 88% das pequenas empresas ainda não têm acesso a financiamento, e o novo fundo busca mudar esse cenário, ampliando a cultura de investimento e fortalecendo ecossistemas regionais de inovação.

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Fotografas Ciranda Por FernandoFigueiroa

Livro revela história da fotografia no Recife sob olhar feminino

Obra reúne memórias, desafios e perspectivas de mulheres fotógrafas em quatro décadas de trajetória. Foto: Fernando Figueiroa A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lança no próximo domingo (31), às 15h, o livro Fotógrafas (Uma Ciranda no Recife), de Isabella Valle. A publicação apresenta um panorama inédito sobre a história da fotografia na capital pernambucana a partir da experiência das mulheres, abordando questões como gênero, maternidade, sexualidade, preconceito e redes de solidariedade. Ao longo de 344 páginas, a autora percorre gerações que atuaram do final dos anos 1970 até a década de 2010. Resultado de uma pesquisa acadêmica iniciada no doutorado da autora, a obra é construída como uma grande reportagem e reúne relatos de quase 50 profissionais que atuaram em áreas diversas, como fotojornalismo, cinema, publicidade e artes visuais. “O propósito aqui é mover as mulheres e suas questões enquanto fotógrafas do apagamento e das violências sistêmicas que operam no meio, e reverberar algumas vidas e obras, com a força da levada de uma ciranda”, afirma Isabella Valle. O livro também traz depoimentos marcantes sobre a inserção feminina em um meio historicamente masculino. “Do jornalismo, com certeza, eu fui a primeira fotógrafa mulher no Recife. Era uma profissão para homem. (…) Quando cheguei no Recife, eu fui procurar trabalho no jornal. Tinham dez homens na fotografia. Eu fui a primeira mulher a trabalhar na fotografia no Diario de Pernambuco”, relata Gleide Selma, representante da geração de 1970. A publicação inclui ainda um fotolivro com 52 retratos e autorretratos de 26 fotógrafas, compondo uma ciranda visual. Com edição da jornalista Fabiana Moraes e produção de Olga Wanderley, o projeto tem prefácio da fotógrafa paulista Nair Benedicto e apoio do Funcultura. “Fotógrafas (Uma Ciranda no Recife) tem a importância de rever a história da fotografia na capital pernambucana – e no mundo – a partir de uma perspectiva feminista, observando a participação das mulheres e os desafios, barreiras e preconceitos enfrentados por elas”, afirma Diogo Guedes, editor da Cepe. Serviço📖 O que: Lançamento do livro Fotógrafas (Uma Ciranda no Recife), com bate-papo, performance poética e discotecagem📍 Onde: Instituto Casa Astral – Rua Joaquim Xavier de Andrade, 104, Poço da Panela, Recife📅 Quando: 31 de agosto (domingo), das 15h às 17h💰 Preço: R$ 60 (impresso)

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Monike Batista

A importância do voluntariado corporativo

Por Monike Batista Solidariedade, empatia, comprometimento e altruísmo — esses são apenas alguns dos valores de quem busca fazer a diferença por meio do trabalho voluntário. Além de beneficiar comunidades e promover o bem-estar social, o voluntariado é uma experiência de transformação interna para a pessoa que o pratica. Ele fortalece o sentimento de propósito, melhora a autoestima, desenvolve habilidades transversais e ainda contribui para a ampliação da rede de contatos. No Brasil, mais de 55 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho voluntário, de acordo com dados da última Pesquisa de Voluntariado no Brasil, realizada pelo Desenvolvendo o Investimento Social (Idis) e o Datafolha, em 2021. Apesar desse número expressivo, cerca de 65% dos voluntários atuam sem uma frequência definida. Ou seja, ainda precisamos avançar em direção a um cenário de engajamento contínuo e estruturado com a causa solidária.  Compreendendo a importância desse avanço, a Sicredi Recife tem se empenhado em promover iniciativas que incentivam o voluntariado entre seus colaboradores, associados e a comunidade em geral. O objetivo é criar uma cultura de solidariedade ativa e consistente. Por isso, a Cooperativa celebra, todo ano, o Dia Internacional do Cooperativismo – um conjunto de atividades de responsabilidade social lideradas pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil). Em 2023, mais de 3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelas ações do Dia C, no Brasil desenvolvidas por mais de mil cooperativas em mais de 2.000 municípios. No total, foram 5.586 atividades voluntárias, mobilizando mais de 140 mil voluntários. Em Pernambuco, ao longo de 10 anos, as ações voluntárias da Sicredi Recife já beneficiaram mais de 20 instituições no estado e mais de 1000 pessoas. Além disso, foram entregues mais de 2.000 cestas básicas e 300 kits de higiene, fraldas e leite. Segundo pesquisa realizada pela Escola de Administração da UFRGS, com apoio da organização Parceiros Voluntários, a maioria dos voluntários dá os primeiros passos nesse caminho por meio de empresas e instituições de ensino. Esses ambientes funcionam como verdadeiros catalisadores de transformação social, despertando nos indivíduos o desejo de contribuir com causas maiores. Diante desse cenário, iniciativas corporativas como as da Sicredi ganham ainda mais relevância. Quando o voluntariado é incentivado dentro do ambiente profissional, ele deixa de ser uma ação pontual e se torna parte da identidade institucional. Além disso, contribui para um clima organizacional mais humano, fortalece laços entre equipes e impulsiona o senso de pertencimento. Assim, para que o Brasil avance rumo a um futuro cada vez mais justo e colaborativo, é essencial que as empresas promovam o trabalho voluntário e valorizem cada gesto solidário. *Monike Batista – Coordenadora de Desenvolvimento do Cooperativismo e Comunicação e Marketing da Sicredi Recife

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Santa Catarina assume 5ª posição no ranking nacional de tecnologia com faturamento de R$ 42,5 bilhões

Estado ultrapassa o Rio Grande do Sul e consolida peso crescente no setor, que já representa 7,75% do PIB catarinense. Estudo foi lançado no Startup Summit, em Florianópolis Santa Catarina alcançou um marco inédito ao se tornar o quinto maior polo de tecnologia do Brasil, com um faturamento de R$ 42,5 bilhões em 2024. O desempenho permitiu que o estado ultrapassasse o Rio Grande do Sul e se aproximasse dos líderes São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O resultado reforça a força do ecossistema catarinense, que nos últimos cinco anos cresceu mais de 40% e hoje responde por 7,75% do PIB estadual, a terceira maior participação do setor entre as unidades da federação. O crescimento catarinense superou a média nacional em 2024. Enquanto o Brasil registrou alta de 7,7% no setor de tecnologia, Santa Catarina avançou 11%, confirmando sua relevância econômica. No indicador de faturamento per capita, o estado também figura entre os primeiros colocados, com R$ 5,2 mil por habitante, atrás apenas de Distrito Federal, São Paulo e Amazonas. “O desempenho demonstra maturidade e competitividade, colocando o estado como protagonista em inovação”, destacou a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). O levantamento mostra ainda que outras regiões também vêm apresentando avanços significativos. Sergipe, Acre, Amapá e Rondônia cresceram mais de 30% no período, enquanto Ceará (+20,5%), Paraná (+18,7%), Bahia (+15,6%), Distrito Federal (+11,8%), Santa Catarina (11%) e Minas Gerais (+10,8%) lideraram entre os dez maiores polos nacionais. O movimento confirma a interiorização do setor e uma dinâmica mais diversificada do mercado tecnológico brasileiro. Os dados fazem parte do Observatório ACATE 2025, divulgado durante o Startup Summit, realizado de 27 a 29 de agosto em Florianópolis. O estudo foi produzido em parceria com a Neoway e reúne informações extraídas de bases públicas, consolidando um panorama do setor de tecnologia em todo o país e um detalhamento específico sobre Santa Catarina. *O repórter Rafael Dantas viajou ao Startup Summit a convite do Sebrae

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Destino Aliança

* Paulo Caldas Armado de versos e rimas, Robson Teles percorre a trilha de Marcus Accioly. Pula cancelas, atravessa quintais e adentra no universo verde-azulado que une o céu da mata aos lençóis da cana, rumo a Aliança e ao canto ouro-anil do guriatã. “Pense num bicho cantadorzinho”. Com tintas e pincéis, traça e colore o destino. De remo e à vela, navega rios e lagos, guiado por um Deus só seu. Em terra firme, sobe ao palco iluminado para a performance final, encena Ave Guriatã, o pássaro, e nos remete a um cordel para menino. O livro – um tributo aos 80 anos de Marcos Accioly, um dos ícones da Geração 65 de poetas pernambucanos – no conteúdo conforme o escritor Wellington Melo, nos reporta à epígrafe do grego Nikos Kazantzákis no posfácio de “Guriatã – um cordel para menino” … ali, o trecho mostra a magia do ser criança de novo “para enxergar o mundo sempre como de uma primeira vez”. Melo observa ainda a solução da dramaturgia de Robson Teles na transmutação para o sonho, para os jogos infantis de recreação, para futuros encenadores e decodifica a fértil poética de Accioly de uma forma que o orgulharia. A publicação tem a orelha escrita por Glória Dalla Nora, capa, ilustrações e projeto gráfico de Rafael Ramos, revisão de Max Almeida e Rosana Teles. A impressão é da Gráfica Editora Liceu. Os exemplares podem ser adquiridos na www.varejao.com.br. *Paulo Caldas é Escritor

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Crea-PE leva a Serra Talhada debate sobre desenvolvimento do Semiárido

Seminário em 4 de setembro discutirá logística, energias renováveis, agricultura e educação como vetores para a economia do interior pernambucano O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) promove, no dia 4 de setembro, em Serra Talhada, o seminário “Desenvolvimento do Semiárido Pernambucano – Áreas Estratégicas. O encontro, organizado pelo Comitê Tecnológico Permanente (CTP), vai reunir autoridades públicas, especialistas e lideranças locais para discutir caminhos de fortalecimento da região em áreas-chave como logística, desenvolvimento sustentável, energias renováveis e o papel da educação nas Engenharias, Agronomia e Geociências. A iniciativa marca a primeira vez que o seminário chega ao interior, em um movimento de interiorização do Conselho. “O Crea vem discutindo a interiorização do desenvolvimento pernambucano. Sai dos limites do Recife e da RMR e leva o Conselho para o interior. O desafio é ampliar o crescimento estadual, agregando e discutindo projetos que levam emprego, desenvolvimento e receita para os municípios”, afirma Adriano Lucena, presidente do Crea-PE. Serra Talhada foi escolhida por sua localização estratégica, que conecta Pernambuco a outros estados. Ao longo do dia, o público terá acesso a quatro palestras, com nomes ligados à gestão pública, ao setor privado e à academia. Entre os temas, estão os impactos da duplicação da BR-232 e da Transnordestina na economia do Agreste e do Sertão, os desafios das novas fronteiras agrícolas no estado, a presença das escolas de Engenharia e Agronomia no Semiárido e o papel das energias renováveis na matriz energética regional. “Este seminário traz uma discussão muito rica, que transcende a questão governamental. Serra Talhada é uma cidade que vem num ritmo de crescimento importante ao longo dos últimos 20 anos, com grandes empresas que respiram engenharia”, observa o engenheiro agrônomo Geraldo Eugênio, coordenador técnico do evento. O seminário acontece no auditório do Senac, das 8h às 18h, com participação gratuita mediante inscrição online.

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Sem tabu: falar de bem-estar deve ocupar os fóruns de discussão dos altos executivos

*Por Nathália Grizzi Os dados do Ministério da Previdência Social são alarmantes: quase 500 mil afastamentos por saúde mental no Brasil em 2024; crescimento de 134% para esse tipo de afastamento em apenas dois anos; impacto estimado de R$ 3 bilhões na economia por causa desses afastamentos. Diante desses números, a resposta do Governo veio com a modificação da Norma Regulamentadora nº 1, editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A NR-1 estabelece as disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho e exige a implantação do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). A sua modificação mais recente, que entrou em vigor em maio deste ano, obriga as empresas a incluírem em seus gerenciamentos os fatores de riscos psicossociais. Mas, para além do cumprimento da norma, o mais importante para a alta liderança é primeiro quebrar o tabu e falar verdadeiramente sobre bem-estar e saúde mental e, depois, entender como aplicar métodos para implantação de uma cultura de produtividade consciente. Segundo dados de uma pesquisa realizada no Reino Unido com 1.989 empregados em tempo integral, o tempo médio de produtividade desses trabalhadores é de apenas 2h53min por dia. Não é coincidência que o Brasil registre recordes de adoecimento mental no mesmo momento em que dados globais revelam níveis históricos de improdutividade. Ambientes tóxicos geram pseudoprodutividade, que gera sobrecarga, que gera adoecimento, que gera mais custos e menos resultados. É um ciclo vicioso que está custando bilhões às organizações brasileiras. E qual é a origem desse problema e, mais importante do que isso, como resolvê-lo? Embora o mundo tenha evoluído drasticamente, nossa relação com o trabalho permanece fundamentalmente disfuncional. Criamos organizações que operam como máquinas de estresse, onde a ideia de “estar ocupado” é confundida com “ser produtivo”, recompensando aquelas pessoas que operam dentro dessa lógica. Quantas vezes você se viu obrigado a participar de reuniões improdutivas, a suportar uma sobrecarga constante sem resultados proporcionais ou mesmo diante de comunicações ineficientes, sejam institucionais ou com a liderança direta? Esses são apenas alguns sintomas organizacionais que demonstram a crise da pseudoprodutividade. Como então operar a transformação do paradigma da pseudoprodutividade para um ambiente de produtividade consciente? Primeiro e o mais importante: é fundamental entender que isso passa por uma mudança de cultura organizacional e que, necessariamente, tem que ser abraçada pela liderança, afinal, o exemplo arrasta! Segundo, é preciso ter método. Dentro de um framework de produtividade consciente, pode-se dividir as ações estratégicas em 5 pilares: 1) Redesenho do Tempo; 2) Recuperação Estratégica do Estresse; 3) Redesenho da Forma de Trabalho; 4) Redesenho das Comunicações; e 5) Segurança Psicológica e Pertencimento. Pilar 1 – Redesenho do Tempo. Frases que resumem esse pilar: “quando tudo é urgente, nada é urgente” e “nada realmente grandioso nasce do tempo que sobra”. É preciso implantar métodos para redução de reuniões, fazendo apenas aquelas que sejam realmente necessárias, com pauta clara e para tomada de decisões. Além disso, ferramentas simples como a aplicação da Matriz de Eisenhower e a criação de blocos de trabalho e concentração profunda precisam ser aplicadas no dia a dia para gestão de demandas e maior produtividade. Nesse bloco, também é fundamental usar estrategicamente a inteligência artificial como mecanismo de expansão de inteligência humana e de uso eficiente do tempo. Pilar 2 – Recuperação Estratégica do Estresse. Pausas são fundamentais. Não é bobagem investir em espaços de descompressão, em locais onde as pessoas possam parar, respirar e se conectar com outras pessoas. Pilar 3 – Redesenho da Forma de Trabalho. É urgente acabar com a cultura de super-herói dentro das organizações. Uma pessoa só não pode e não vai dar conta de tudo. As pessoas são diferentes e têm talentos diferentes. Reconhecer essas diferenças e alocar esses talentos estrategicamente em equipes multidisciplinares com objetivos e resultados-chave (OKRs) claros de curto, médio e longo prazo é simples e eficiente. Ter acompanhamentos estratégicos com reuniões focadas em evolução e não em problemas é outro mecanismo poderoso. Pilar 4 – Redesenho das Comunicações. Ter regras claras para comunicações facilita a dinâmica dos blocos de trabalho e concentração profunda. Essas regras incluem, necessariamente, uma clareza sobre prioridades, urgências e os canais de comunicação adequados para cada uma delas. Quando existe clareza estratégica, o “não” desempenha um papel fundamental na absorção de novas demandas e na alocação de tempo. Pilar 5 – Segurança Psicológica e Pertencimento. É preciso criar espaços seguros e de trocas verdadeiras. Isso só se constrói com diálogos e feedbacks radicalmente honestos e respeitosos e com vulnerabilidade, nos quais líderes admitem erros e limitações – seus e dos seus liderados – e fazem disso um material potente para a melhoria contínua da organização. No fim, o recado é simples: é preciso entender que a cultura de bem-estar não é antagonista aos resultados. Ao contrário: ela é a aliada mais poderosa, pois, no final das contas, tudo ainda é sobre pessoas. Sustentabilidade humana garante sustentabilidade e perenidade dos negócios. *Nathália Grizzi é advogada e sócia das áreas especializadas de Martorelli Advogados

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“A literatura é a arte do incômodo”. Ney Anderson lança Apocalipse Todo Dia

Novo livro do autor pernambucano retrata fissuras emocionais e sociais do Recife contemporâneo e já recebeu elogios de grandes nomes da literatura brasileira O escritor pernambucano Ney Anderson apresenta ao público Apocalipse Todo Dia (Editora Patuá), uma antologia de contos curtos que mergulha nas tensões invisíveis — e sempre à espreita — da vida urbana. Ambientada principalmente em um Recife caótico, solar e brutal, a obra revela personagens marcados por traumas, fé, desejo e violência cotidiana. Após o lançamento na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o autor prepara sessão especial em Olinda, na Casa Estação da Luz, amanhã, dia 29 de agosto, às 19h. Com apresentação de Marcelino Freire, que define os textos como “contos curtinhos repletos de assassinatos, almas penadas e vizinhos suspeitos”, o livro reafirma a força literária de Anderson. O autor radicaliza o estilo que já havia mostrado em O Espetáculo da Ausência, também da Patuá, apostando em narrativas enxutas, tensas e carregadas de silêncios. “Tudo é matar ou morrer”, resume Freire. “Ney pinta e borda. Sem dó. Com graça (e desgraça).” A recepção crítica confirma o impacto da obra. Para Ana Paula Maia, trata-se de “um memorial para se lembrar de que o amor é eterno”. Raimundo Carrero enxerga “um amadurecimento radical de estilo”, enquanto Paulo Scott considera o livro “uma obra que merece ser relida, aplaudida, que nos prende e pede revisitas”. Santiago Nazarian destaca o humor ácido do autor; Marcela Dantés vê “uma notável coleção de personagens com aquilo que têm de mais humano”; já Tito Leite afirma que Anderson “abre os pulmões de uma Recife, e quem respira são os leitores”. Mais do que cenário, Recife é quase um personagem da coletânea, com suas ruas históricas, casarões em ruínas e dramas urbanos. Mas os contos ultrapassam fronteiras e poderiam se passar em qualquer capital brasileira. Violento, intenso e visceral, Apocalipse Todo Dia é um retrato fragmentado do presente — uma arqueologia emocional que expõe as contradições do nosso cotidiano. CONFIRA ABAIXO NOSSA CONVERSA COM O AUTOR “A literatura é a arte do incômodo” O que te inspirou a escrever “Apocalipse todo dia”? O meu trabalho é muito focado na observação diária do cotidiano. Gosto de anotar ideias, frases, situações que eu vejo no dia a dia, diálogos etc. Mas sempre com a cabeça do autor. O que me interessa é tentar captar algo ficcional por trás das coisas reais. Explico. Eu não copio a realidade e transponho para os meus contos. Não. Não sou um cronista no termo técnico da palavra. Ou um repórter escrevendo matérias. É outro universo. Quando eu observo alguma situação interessante, tento fabular algo maior, um drama, uma história que sirva à literatura. Algo que não existe nessa “realidade” que observo. Isso a partir das coisas mais simples, do corriqueiro, do que ninguém parece ver. Eu gosto de determinados climas e sensações. Agora, a minha criação não é cem por cento assim. Necessariamente, sinto a necessidade de estar sempre escrevendo, criando, pensando, tentando resolver questões. E vem tudo junto. “Apocalipse Todo Dia” nasceu dessa forma. Eu quis escrever um livro com contos curtos e cortantes, alguns chocantes. Não apenas para assustar ou causar repulsa, mas para fazer o leitor sair do lugar comum, tirá-lo da zona de conforto. Nesse sentido, Apocalipse Todo Dia é feito dos assombros cotidianos. Muito deles podem até passar despercebidos, pois quase sempre a urgência dos dias é tão frenética, que parece nos envolver numa espécie de armadura. A impressão é que ninguém se choca com mais nada, tudo caminha com uma certa normalidade, mesmo quando alguma coisa grotesca acontece. O exemplo clássico é a morte de alguém num estabelecimento, onde as pessoas nem ligam e seguem a soa rotina com tranquilidade, quase passando por cima do corpo da pessoa estendida esperando o carro do IML.   Quando está no seu momento criativo ou na edição do material, você pensa nos efeitos que ele vai ter nos leitores? O primeiro leitor que tento agradar sou eu mesmo. Se não prestar para mim, não vai prestar para mais ninguém. Eu sou a primeira pessoa que precisa ficar satisfeita com o texto que acabou de ser escrito. Embora, para o texto ficar pronto mesmo, demora bastante. Às vezes dias, semanas, meses e até anos. Pode ser o menor dos contos. Agora, eu sempre faço um exercício após a conclusão. Ler determinado texto para pessoas com gostos variados. Faço isso para ver a reação delas. Dos leitores/ouvintes beta. Se a pessoa ouve e não esboça nenhuma reação, o objetivo não foi atingido. Agora, se eu conseguir incomodá-los de alguma forma, aí, sim, consegui o que queria. Não um incômodo gratuito, mas aquele que faz o leitor parar para refletir sobre tantas camadas que existem nas entrelinhas dos contos. O sorriso nervoso. A literatura é a arte do incômodo. Não um simples passatempo. No entanto, mesmo com certos temas aparentemente pesados, existe um “divertimento” na leitura. Pois o leitor compreende que está lendo uma história de ficção. Todo leitor buscar se entreter. Ele procura, no final das contas, um livro bem escrito e que prenda a sua atenção.  Você disse que o Recife é esse lugar onde suas obras são ambientadas e é quase um personagem do texto. Mas a cidade é feita por muitas. Como é a sua relação com o Recife e qual é a cidade que você convive, te inspira e está presente nas suas obras? A minha lupa vai sempre para os dramas humanos. Dessa rotina estafante que as pessoas e os personagens precisam conviver diariamente. Gosto das coisas inconclusas, das lutas, da sobrevivência. Não a cidade cartão-postal das propagandas turísticas. Eu sou um ficcionista que pensa o Recife, de fato, como uma personagem dentro das histórias. Os seus becos, as suas figuras sombrias, as conversas nas mesas de bar, os ônibus lotados, a euforia do carnaval etc. Os meus textos mostram esses pedacinhos do Recife que se complementam como um enorme quebra-cabeça. Tem até, aqui e ali, algo mais solar, claro. Porque o

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Tia Ilana Ventura Divulgacao

Dia C no Parque da Jaqueira promove lazer e inclusão com atividades gratuitas

Evento celebra o Dia Internacional do Cooperativismo com programação para toda a família, incluindo público neurodivergente O Parque da Jaqueira, no Recife, será palco de uma manhã repleta de atividades gratuitas no próximo sábado, 30 de agosto, em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo. O evento Dia C, promovido pela Sicredi Recife em parceria com a Clínica Mundos, acontece das 8h30 às 13h e promete atrair famílias com atrações que unem diversão, bem-estar e inclusão. A programação inclui corrida da família, sessões de yoga para adultos e crianças, oficinas de pintura, música e blocos de montar, além de contação de histórias com Tia Ilana Ventura, garantindo momentos lúdicos para os pequenos. Também haverá oficina de educação financeira com a Turma da Mônica, reforçando a importância da aprendizagem divertida. O evento é acessível e pensado para atender diferentes públicos, incluindo pessoas neurodivergentes, reforçando o caráter inclusivo da iniciativa. A expectativa é reunir pelo menos 500 pessoas em uma manhã voltada para a convivência e a cooperação. Serviço:📌 Evento: Dia C – Dia Internacional do Cooperativismo📍 Local: Parque da Jaqueira, Recife📅 Data: 30 de agosto🕗 Horário: 8h30 às 13h🎟 Entrada gratuita🔗 Inscrições: via Instagram @sicredirecife

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