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O Recife sabia como planejar seu futuro desde 1987, mas não fez

Publicação lançada pelo governo de Pernambuco em 1987 antecipou desafios ambientais, urbanos e institucionais da metrópole que seguem sem solução. *Por Romero Maia Precisa-se de tanta energia para desejarquanto para planejar. Eleanor Roosevelt Um ano antes do mestre do urbanismo mundial, Peter Hall, escrever seu clássico livro “Cidades do Amanhã”, o governo de Pernambuco lançava a obra pioneira “A Cidade do Amanhã”, em 1987, com dados, pesquisa histórica e análises prospectivas sobre a Região Metropolitana do Recife (RMR). Esse “amanhã” imaginado na obra é o que permeia o “hoje”, dia de mais um aniversário da cidade que não pode reclamar que não sabia o que fazer do seu futuro. O livro começa com um resgate precioso da obra histórico-geográfica do professor catedrático, referência nacional da UFPE, Manuel Correia de Andrade, dos anos 1970, na qual ele destrincha o processo de florescimento e de espraiamento de toda a metrópole recifense. Para isso, utilizou como base trabalhos de grandes nomes nativos, como Mário Sette e Gilberto Freyre, dos anos 1940 e 1950. E antes mesmo disso, vale frisar, o pioneirismo do Recife no Nordeste registra-se desde os trabalhos de Domingos Ferreira, nos anos 1920, e das teses já metropolitanas do professor Antônio Baltar. É justamente de meados do século XX que se somam os estudos do lendário padre Lebret acerca do desenvolvimento regional e a implantação de indústrias que serviriam ao pensamento metropolitano em Pernambuco. Seus trabalhos foram publicados pela Condepe, comissão instituída pelo governador Agamenon Magalhães. Para se ter uma ideia, uma das principais consequências dos esforços do padre Lebret foi a criação do Porto de Suape, em 1978, comprovando que, havendo ação política continuada, trabalhos intelectuais têm poder transformador e orientador de megainvestimentos estruturais. Entendendo que a forma como a cidade se comportava só podia ser dirigida pensando em termos de rede, ainda nos anos 1950 foram apresentadas as diretrizes de um plano regional para o Recife, com proposta específica de delimitação da área metropolitana, antes mesmo de a Constituição de 1988 descentralizar a gestão metropolitana da União para os estados. O primeiro esboço consta no livro e segue a fotografia abaixo: Esse foi o primeiro passo de aplicação do saber local em territórios de prefeituras que não podiam mais confiar em decisões isoladas, pois já eram parte de um conjunto maior. Olinda e Recife passam a ser vistas não apenas como cidades irmãs, mas como duas faces de uma mesma moeda: uma única rede de decisões partilhadas. Mas foi a criação da Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife (Fidem) que, de fato, gerou o embrião da formação de competências para o processo de gestão metropolitana no estado, a partir de 1975, ainda que já houvesse, em suas bases, estudos realizados pela Sudene no final dos anos 1960. Uma vez sinalizado o que poderia ser considerado a RMR, o documento nos apresenta a política de desenvolvimento metropolitano integrado e, pela primeira vez, registra as linhas do que queremos ser hoje, em 2026. O documento entendeu a tendência de afluência populacional durante a década de 1990 para a RMR, mas que logo em seguida apresentou um leve refluxo que persiste até o censo mais recente, como pode ser visto pelos percentuais da população pernambucana residente em cada uma das delimitações de territórios metropolitanos: A política proposta já começava de maneira visionária ao tratar, logo de partida, da questão ambiental, referida como controle da poluição, especialmente no cuidado com os rios que marcam profundamente a identidade e a geografia das cidades da região e são especialmente sensíveis à concentração populacional. O que requer também reforma no sistema de esgotamento sanitário, item que também foi sublinhado pela publicação. Além disso, as diretrizes previam aspectos institucionais e a criação de sistemas de administração especializados para a gestão do desenvolvimento humano, da sustentabilidade e da mobilidade muito antes de esses termos serem amplificados pela mídia. Tudo isso consta nessa publicação de indiscutível pioneirismo e valor histórico. Vale salientar que o Estatuto da Metrópole no país como um todo só foi sancionado em 2015. A publicação foi resultado de uma ação visionária e surgiu de um esforço da antiga Fidem, incentivada pelo governador Gustavo Krause e levada adiante pelo urbanista Paulo Roberto de Barros e Silva, à frente de uma equipe de pesquisadores nordestinos de referência, como Ermelinda Gonçalves, Cláudio Porto, Humberto Magalhães, Pedro Motta, entre outros. Trinta e nove anos se passaram, e a comemoração de aniversário poderia ser feita tendo esse documento como base para uma nova estratégia metropolitana. Só que dessa vez com a coordenação do ente estatal e monitoramento orçamentário integrado, com suporte técnico da Secretaria de Planejamento e Gestão. Uma ação de Estado, e não dependente de candidaturas. Isso requer exclusivamente burocracia concursada e trabalho com gestão de projetos de longo prazo, dos quais novos eleitos aos cargos majoritários são somente informados que terão que dar continuidade orçamentária. Como foi dito, a decisão governamental não pode mais ignorar a rede urbana e a condição metropolitana. Chegamos até aqui, por outro lado, sem que nenhuma das questões centrais previstas em 1987 tivesse seus encaminhamentos estratégicos realizados a contento. Evidências presentes disso neste aniversário são o metrô extremamente limitado, perigoso e sucateado, e a cobertura de saneamento que apenas atinge cerca de 40% da população da RMR. E isso se deve mais à falta de coordenação entre as lideranças políticas dos anos 1990, que esqueceram de tirar o futuro do papel, do que ao legado do planejamento da gestão pública que estava lá ao lado o tempo todo à disposição. Um presente de aniversário para o hoje poderia ser retomar e atualizar iniciativas que aumentem as chances de outros aniversários fazerem mais jus ao nosso passado. Especialmente em 2037, quando o Recife fará 500 anos, e Olinda já terá seus 502. Mas para envelhecer com dignidade é preciso saber se as elites metropolitanas já entenderam o que devem fazer conjuntamente sobre um planejamento de longo prazo baseado em evidências, ou se ainda vão protelar pôr em prática “A cidade do

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Pernambuco se despede de Cármen Cardoso, fundadora da TGI

Especialista em desenvolvimento gerencial e gestão de pessoas, ela marcou gerações de líderes e profissionais; velório será às 14h no Morada da Paz, com sepultamento às 17h. O meio empresarial e de gestão em Pernambuco se despede de Cármen Cardoso, psicóloga e consultora especializada em desenvolvimento gerencial e de equipes. Ela faleceu nesta segunda-feira, deixando um legado marcante na área de gestão de pessoas e formação de lideranças. O velório será realizado a partir das 14h, na capela central do Cemitério Morada da Paz, com sepultamento previsto para as 17h. Cármen foi uma das fundadoras da TGI Consultoria em Gestão, onde contribuiu por décadas para o desenvolvimento de organizações e profissionais em diferentes setores. Também era sócia da Algomais, participando de um projeto dedicado à reflexão sobre economia, gestão e desenvolvimento no Nordeste. Reconhecida pela dedicação ao fortalecimento de equipes e à formação de lideranças, ela influenciou gerações de gestores e profissionais. Cármen também era esposa do consultor Francisco Cunha. Cármen Cardoso também foi uma incentivadora da Algomais desde a criação da revista. Como sócia do projeto, acompanhou de perto seu desenvolvimento e sempre estimulou a produção de conteúdos voltados ao debate qualificado sobre economia, gestão e desenvolvimento em Pernambuco e no Nordeste, contribuindo com ideias, apoio e visão estratégica para a consolidação da publicação. A editora da Algomais, Cláudia Santos, lembrou da convivência com Cármen e da influência que ela exerceu no desenvolvimento da revista e na sua atuação como gestora. “Cármen era uma pessoa dotada de uma inteligência perspicaz, e possuía um olhar muito peculiar sobre gestão, porque valia-se dos seus conhecimentos sobre psicanálise. Esse seu talento foi muito importante para o aprimoramento da Algomais. Particularmente, tenho um carinho muito especial por ela, que me ajudou muito na minha atuação como gestora. Era também uma pessoa com muita energia, que tinha uma presença muito marcante. É uma perda muito grande e vai fazer muita falta.” O jornalista Rafael Dantas, da Algomais, lembrou o apoio e a confiança de Cármen no projeto da revista ao longo dos últimos anos. “Temos um imenso respeito e carinho por Cármen. Ela sempre foi uma pessoa de grande sabedoria e conhecimento, marcada também pela seriedade e pelo compromisso em tudo o que fazia. Nos últimos anos, ela se aproximou muito da equipe da Algomais, nos apoiou e nos incentivou a seguir adiante. Com generosidade, colocou sua experiência, visão e sensibilidade a serviço da revista, com muito respeito, contribuindo com reflexões e orientações que ajudaram a fortalecer nosso trabalho. Cármen deixa um legado de inteligência, ética e dedicação às pessoas e às organizações. Para nós, fica também a gratidão por todo o apoio, confiança e amizade ao longo dessa caminhada”, afirmou o repórter. Já o designer e diretor comercial da Algomais, Rivaldo Neto, ressaltou a importância de Cármen em sua trajetória profissional e na consolidação da revista. “Cármen foi uma pessoa extremamente importante no meu crescimento profissional como designer da revista. Aprendi muito com ela, tanto pela motivação, quanto o olhar estratégico para o desenvolvimento das edições. Ela teve um papel fundamental também no processo de minha adaptação durante as mudanças de estrutura da revista, especialmente a partir do momento em que passamos a trabalhar na sede da TGI. Foi um momento de muitos desafios, e a orientação, a confiança e a forma como ela conduzia o trabalho fizeram toda a diferença para que eu pudesse me adaptar e crescer profissionalmente. Levo comigo os aprendizados, os ensinamentos e a inspiração que ela deixou. Sou muito grato por tudo que tive a oportunidade de aprender com Cármen ao longo de nosso tempo de convivência”, declarou o designer. Cármen Cardoso deixa um legado de dedicação ao desenvolvimento das pessoas e das organizações, além de uma trajetória marcada pela inteligência, sensibilidade e compromisso com o conhecimento. Sua contribuição para a gestão, para a TGI Consultoria em Gestão e para a Algomais permanecerá como referência para todos que tiveram a oportunidade de conviver e aprender com ela. Entre familiares, amigos e colegas, ficam a saudade e a gratidão por sua presença generosa e inspiradora.

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Mulheres passam a liderar acesso ao microcrédito rural no Agroamigo

Número de contratos femininos no programa quase dobrou em dez anos e participação supera a dos homens nas operações e no volume financiado O acesso ao crédito rural pelas mulheres tem ganhado cada vez mais espaço no Nordeste. Dados do programa Agroamigo, do Banco do Nordeste, mostram que o público feminino ampliou significativamente sua presença nas operações de microcrédito rural ao longo da última década. Em 2015, as mulheres contrataram cerca de 221 mil operações. Em 2025, o número chegou a aproximadamente 403 mil contratos, um crescimento de 82% no período. Participação feminina cresce no crédito rural Com esse avanço, as mulheres passaram a representar 54% do total de operações do programa, superando a participação masculina, que era majoritária anos atrás. Em 2015, o público feminino respondia por 49% das contratações. A mudança indica uma transformação no perfil do financiamento rural e reforça o protagonismo feminino nas atividades produtivas no campo. Além do aumento no número de contratos, o volume financeiro das operações também cresceu. As contratações realizadas por mulheres passaram de R$ 878 milhões em 2015 para R$ 5,2 bilhões em 2025. Com isso, a participação feminina no valor total contratado subiu de 47,7% para 54,6% ao longo da década. Novas atividades impulsionam o empreendedorismo feminino Para o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Farias Machado, o avanço está relacionado à diversificação das atividades no meio rural. “A ampliação do crédito para mulheres está diretamente relacionada ao fortalecimento de iniciativas não agropecuárias, como artesanato, turismo rural e pequenos empreendimentos conduzidos por mulheres, que diversificam a renda e impulsionam o empreendedorismo feminino no campo”, afirma. Agroamigo Mulher fortalece acesso ao financiamento Entre as iniciativas voltadas ao público feminino está o Agroamigo Mulher, linha de financiamento criada para ampliar a equidade de gênero no acesso ao crédito rural. A modalidade apoia projetos de interesse direto da agricultora integrante da unidade familiar, incluindo implantação, ampliação e modernização de atividades agropecuárias e não agropecuárias. Em 2025, o Agroamigo Mulher registrou mais de 400 mil operações, que somaram R$ 5,2 bilhões. Em Pernambuco, foram realizados 47 mil contratos, totalizando R$ 575 milhões em financiamentos. Quintais produtivos ampliam renda e segurança alimentar Entre as operações da linha voltada às mulheres, destaca-se o financiamento aos Quintais Produtivos, iniciativa do Governo Federal voltada à diversificação da produção e da renda familiar. No ano passado, a linha registrou cerca de 22 mil contratos, somando R$ 429 milhões na área de atuação do Banco do Nordeste. Em Pernambuco, foram aproximadamente 1,2 mil operações, totalizando R$ 23 milhões. “Nessa modalidade, o Banco financia atividades como horticultura, fruticultura, criação de animais de pequeno porte, sistemas agroecológicos e beneficiamento artesanal de alimentos, incentivando a diversificação da renda e a segurança alimentar das famílias rurais”, ressalta o diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias. Serviço As operações do Agroamigo Mulher oferecem limite de financiamento de até R$ 20 mil por operação, taxa efetiva de 0,5% ao ano, bônus de adimplência e dispensa de garantias reais. Os prazos podem chegar a 36 meses para investimento, com até 12 meses de carência, e até 24 meses para custeio.

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Crítica: Vidas Passadas

In-Yun é uma palavra em coreano que significa “providência”, “destino”. Ligada à filosofia budista da reencarnação, diz respeito ao vínculo permanente entre duas pessoas, que se perpetua em outras possíveis vidas. Esse vínculo pode ser confirmado desde o encostar acidental de roupas ao se esbarrar na rua, até o compromisso de um casamento. In-Yun é a alma de Vidas Passadas, filme da cineasta sul-coreana Celine Song. O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original em 2024. A história acompanha Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo yoo), dois amigos de infância profundamente conectados, separados após a mudança definitiva da família de Nora para o Canadá. Anos depois, os dois se reconectam via redes sociais, mas as obrigações e objetivos pessoais os separam outra vez. Após doze anos, um novo encontro acontece, agora, presencialmente em Nova York. Nora, então casada com Arthur (John Magaro), é confrontada pelo confuso despertar de sentimentos até então estancados na infância. Celine Song tece de forma delicada cada detalhe desse reencontro. Greta Lee e Hae Sung estão muito bem como Nora e Hae, transmitindo paixão sem exagero, nos pequenos detalhes, nos olhares sutis, nas falas e, principalmente, nos longos silêncios.  Vai e volta, o filme retoma a ideia de destino. Se Nora não tivesse ido embora, estaria no presente em uma relação amorosa com Hae? Arthur seria um acidente temporário de percurso que retardou por um tempo o romance entre Nora e Hae? Se planejada ou não pelo destino, é inegável a conexão entre os dois amigos de infância. Desde os primeiros instantes do reencontro, marcado por olhares que retomam a paixão do primeiro amor e sorrisos infantis encarnados de um “não estou acreditando que é você”, até a longa e melancólica pausa de frente para o outro na hora da despedida.  “Vidas Passadas” bem que poderia seguir o clichê do “e foram felizes para sempre” para o Nora e Hae. No entanto, segue por outro caminho: é clara a conexão entre os protagonistas, retomando o In-Yun lá do início do texto. Porém, essa conexão não garante que seguirão juntos, talvez isso nunca mais aconteça. Celine Song nos leva a refletir que uma história de amor não necessariamente precisa concluir o ciclo de uma vida inteira. Alguns ciclos terminam, outros recomeçam. Assim também são as relações. “Vidas Passadas” está disponível no Telecine. Entrará no catálogo da Netflix em 20 de março.

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“O Agente Secreto” vence prêmios no Satellite Awards e ultrapassa 2,5 milhões de espectadores no Brasil

Filme de Kleber Mendonça Filho conquista Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura e já soma mais de 70 prêmios no circuito mundial O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, segue ampliando seu alcance no Brasil e no exterior. A produção pernambucana já foi vista por 2,5 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros e continua em cartaz mesmo após 19 semanas de exibição, ocupando atualmente cerca de 330 salas no país. De acordo com dados do Filme B, entre os longas indicados ao Oscar de Melhor Filme, é o título com maior bilheteria no Brasil, apesar de ter o menor orçamento entre os concorrentes. A trajetória internacional também ganhou novo destaque nesta semana. O filme foi premiado no Satellite Awards, organizado pela International Press Academy, nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator de Drama, concedido a Wagner Moura. Com esse reconhecimento, a produção já acumula mais de 70 prêmios ao redor do mundo, consolidando-se como um dos títulos brasileiros mais celebrados da atual temporada de premiações. Nos próximos dias, o público terá a oportunidade de assistir ao longa em sessões especiais em 35mm realizadas em diferentes cidades do Brasil. A iniciativa oferece uma experiência diferenciada ao recuperar a exibição em película, formato tradicional do cinema que valoriza a fotografia e a atmosfera da obra. Ambientado em 1977, o filme acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna ao Recife tentando deixar para trás um passado misterioso. No entanto, ao chegar à cidade em busca de tranquilidade, descobre que o lugar está longe de ser o refúgio que imaginava. A produção é uma coprodução internacional liderada pela Cinemascópio, com participação das empresas MK2 Films, One Two Films e Lemming. No Brasil, a distribuição é realizada pela Vitrine Filmes, com patrocínio da Petrobras. O longa segue em campanha para o Oscar 2026, onde concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco. Serviço“O Agente Secreto” segue em exibição em cinemas do Brasil e em sessões especiais em 35mm. O filme também já está disponível em plataformas de streaming.

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Recife visto do alto: 7 fotos aéreas mostram como era a cidade antigamente

Registros históricos revelam rios, pontes e bairros do Recife antes da intensa verticalização e da expansão urbana das últimas décadas Do acervo da Biblioteca do IBGE, reunimos uma seleção de sete imagens aéreas que mostram o Recife visto de cima em diferentes décadas do século passado. No ano em que a cidade celebra 489 anos, os registros ajudam a observar como a paisagem urbana da capital pernambucana se transformou ao longo do tempo. Captadas de ângulos elevados, as fotografias revelam uma cidade com menos prédios, maior presença de áreas verdes e uma ocupação urbana mais espaçada. A verticalização ainda era discreta e bairros que hoje são densamente construídos aparecem com grandes áreas abertas e arborizadas. As imagens também destacam a geografia singular do Recife. Vistos do alto, rios, pontes e ilhas ganham protagonismo e mostram como esses elementos estruturam o desenho da cidade e orientam sua expansão urbana. Comparadas com o cenário atual, as fotos sugerem uma dinâmica menos intensa do que a observada hoje. Mais do que registros históricos, os enquadramentos aéreos funcionam como um convite para revisitar o Recife do passado e perceber, de cima, as mudanças que moldaram a capital pernambucana ao longo de quase cinco séculos. Confira abaixo. Clique nelas para ampliar e contemplar com detalhes de cada retrato. 1. Destaque para a Praça da República e para os palácios do Governo e da Justiça   2. Rua da Aurora. Foto tirada do alto do edifício Capelinha, em 1957   3. Rio Capibaribe, em 1957   4. Ponte Buarque de Macedo   5. Bairro da Boa Vista   6. Avenida Guararapes, em 1952. (Foto: Faludi, Stivan; Santos, Lindalvo Bezerra dos) ..7. Vista a partir do Forte das Cinco Pontas   Juntas, as imagens formam um panorama raro do Recife visto do alto em diferentes momentos do século passado. Ao destacar áreas como a Praça da República, a Rua da Aurora, a Avenida Guararapes e o entorno do Rio Capibaribe, os registros ajudam a compreender como a capital pernambucana foi se transformando ao longo do tempo. Em um dia de celebrar o aniversário, olhar a cidade por essas perspectivas aéreas também é uma forma de reconhecer a trajetória urbana que moldou o Recife que conhecemos hoje. *Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Recife celebra 489 anos com entregas de obras, ações sociais e programação gratuita

Agenda do aniversário inclui aula inaugural do CNH Social, inauguração de Centro TEA, ordem de serviço de nova ponte e mutirão de serviços no Compaz O aniversário de 489 anos do Recife, comemorado nesta quinta-feira (12), será marcado por uma série de entregas, anúncios e atividades voltadas à população em diferentes áreas da gestão pública. A programação organizada pela Prefeitura do Recife inclui iniciativas nas áreas de mobilidade, assistência social, saúde e cidadania, além de eventos gratuitos que seguem até o dia 29 de março. A agenda tem início às 9h, com a aula inaugural do programa CNH Social Recife, realizada no Teatro de Santa Isabel. O encontro reúne os 300 beneficiários contemplados na primeira edição da iniciativa e também marcará o anúncio da ampliação do programa, com mais 300 novas vagas. Durante o evento, será apresentada ainda uma parceria com a plataforma 99 para beneficiar 500 motoristas já habilitados com a regularização do registro de Exerce Atividade Remunerada (EAR), medida voltada à ampliação das oportunidades de geração de renda. Na sequência, às 10h, a gestão municipal entrega o Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI) Fisioterapeuta Antônio Nogueira de Amorim, na Boa Vista. A unidade foi requalificada e ampliada e passa a contar com um Centro TEA — o sétimo da rede municipal e o maior já implantado pela cidade. O espaço terá capacidade para mais de 6 mil atendimentos mensais e oferecerá atendimento multiprofissional em reabilitação física e intelectual para diferentes ciclos de vida. Ainda pela manhã, às 11h, será assinada a ordem de serviço para a construção da ponte que ligará os bairros do Cordeiro e Casa Forte. Com 380 metros de extensão, a estrutura vai conectar a Avenida Caxangá à Avenida 17 de Agosto e integra intervenções do complexo viário da III Perimetral. O projeto prevê quatro faixas de rolamento, ciclovia e calçadas acessíveis, com estimativa de redução de até 57% das distâncias e até 63% do tempo de deslocamento em alguns trajetos da região. A programação inclui também o tradicional corte simbólico do bolo de aniversário, às 12h30, no Centro Integrado de Atenção à População em Situação de Rua (Cinpop), em Santo Amaro. Além do bolo de 20 quilos servido no local, serão distribuídas mais de 1.400 fatias de 100 gramas nos restaurantes populares da cidade. Ao longo da tarde, a agenda segue com a entrega de recursos arrecadados no Baile Municipal para cinco entidades sociais e com um mutirão de serviços gratuitos no Compaz Governador Eduardo Campos, na Linha do Tiro, que também celebra 10 anos de atuação. Serviço Aniversário de 489 anos do Recife – Programação desta quinta-feira (12) • 9h – Aula inaugural do CNH Social RecifeLocal: Teatro de Santa Isabel – Praça da República, Santo Antônio • 10h – Entrega do Centro TEA Antônio NogueiraLocal: Rua do Riachuelo, 251 – Boa Vista • 11h – Ordem de serviço da ponte Cordeiro / Casa ForteLocal: Rua Luiz Carlos Guilherme, 169 – Cordeiro • 12h30 – Corte do bolo de aniversárioLocal: Cinpop Santo Amaro – Rua Coelho Leite, s/nº • 15h15 – Entrega de recursos do Baile MunicipalLocal: Abrigo Jesus Menino – Rua da Esperança, 376 – Barro • 16h – Programação especial 10 anos do CompazLocal: Compaz Governador Eduardo Campos – Av. Aníbal Benévolo, s/nº – Linha do Tiro

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Igreja de São Lourenço, em Tejucupapo, recebe tombamento federal do Iphan

Templo do século XVI passa a contar com proteção nacional e amplia reconhecimento cultural e histórico do município pernambucano de Goiana A Igreja de São Lourenço, localizada no distrito de Tejucupapo, em Goiana, foi oficialmente reconhecida como patrimônio nacional após a aprovação do tombamento federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A decisão foi tomada durante a 112ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro, e garante proteção especial ao templo construído por volta de 1555, no século XVI. Com a medida, a igreja e sua área de entorno passam a contar com salvaguardas que asseguram a preservação do imóvel e de sua ambiência histórica. O reconhecimento amplia a área de preservação cultural do município e reforça o papel de Goiana na conservação da memória histórica de Pernambuco e do Brasil, além de contribuir para o fortalecimento do turismo histórico e religioso na região. O processo que resultou no tombamento teve início em 1987, após solicitação do então deputado federal Harlan Gadelha Filho. Desde então, o Iphan em Pernambuco conduziu pesquisas técnicas, levantamentos arquitetônicos e estudos históricos que confirmaram o valor cultural, social e arquitetônico do templo. “Fiz o pedido em 1987, por entender a importância histórica da Igreja de São Lourenço de Tejucupapo, a primeira Igreja de Goiana , de 1555, de origem Jesuíta. A Igreja de São Lourenço da Povoação de Tejucupapo, representa um marco histórico ainda da época da Capitania de Itamaracá. O tombamento representa um reconhecimento constitucional.” De origem jesuítica, a Igreja de São Lourenço é considerada um exemplar relevante da arquitetura maneirista, estilo que marca a transição entre o Renascimento e o Barroco. A construção se destaca pela sobriedade e simplicidade características das edificações da Companhia de Jesus no período colonial e chegou aos dias atuais preservando elevado grau de integridade histórica. Durante a instrução do processo, o Iphan também definiu a chamada poligonal de entorno, área destinada à proteção do monumento, além de estabelecer parâmetros urbanísticos para novas construções nas proximidades e diretrizes de manutenção preventiva. Administrada atualmente pela Diocese de Nazaré, a igreja integra um território historicamente simbólico, já que Tejucupapo é conhecido nacionalmente pela Batalha das Heroínas de Tejucupapo, episódio de resistência contra invasores holandeses ocorrido em 1646.

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Rede de academias Corpo e Saúde mira Recife em estratégia de expansão para o Nordeste

Grupo do Centro-Oeste busca investidores na região e aposta no crescimento do mercado fitness e de bem-estar A rede de academias Corpo e Saúde, fundada em Brasília, iniciou um movimento de expansão para o Nordeste com foco inicial em Recife e também na cidade de Aracaju. A marca, que acumula 28 anos de atuação no mercado fitness, participa da Expo Franquias Nordeste para apresentar seu modelo de franquia e captar investidores interessados em abrir unidades na capital pernambucana e também em Aracaju. Mercado fitness em crescimento A aposta no Nordeste acompanha o desempenho do setor de Saúde, Beleza e Bem-Estar dentro do sistema de franquias. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento registrou crescimento de 13,1% em 2025 em relação a 2024, impulsionado pela expansão urbana, pela busca por qualidade de vida e pela consolidação do franchising como modelo de negócios. De acordo com o CEO da Corpo e Saúde, Roberto Oliveira, a escolha por Recife e Aracaju se baseia em análises sobre potencial econômico, crescimento populacional e aumento da demanda por serviços ligados à saúde e ao bem-estar. Modelo de franquia Com mais de 35 unidades no Distrito Federal e em Goiás, a rede oferece estrutura voltada a diferentes perfis de público, incluindo piscinas para atividades como natação e hidroginástica e aulas coletivas como dança e pilates. Entre os diferenciais está o chamado Espaço Mulher, área exclusiva destinada a treinos de pernas e glúteos. No modelo de franquia, o investimento inicial parte de R$ 1,8 milhão. O retorno estimado ocorre entre 24 e 36 meses, enquanto o faturamento médio anual das unidades é de aproximadamente R$ 2,7 milhões.

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Solar Porto de Galinhas completa 40 anos e marca a evolução do turismo no litoral de Pernambuco

Primeiro hotel da antiga vila de pescadores acompanhou e impulsionou a transformação do destino em um dos mais visitados do Brasil Pioneirismo na hotelaria de Porto de Galinhas Inaugurado em fevereiro de 1986, o Solar Porto de Galinhas surgiu como o primeiro hotel da então pequena vila de pescadores localizada no município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. Naquele período, a região ainda recebia principalmente visitantes que chegavam para passeios de um dia e retornavam ao Recife no fim da tarde, já que praticamente não havia estrutura organizada de hospedagem. Ao apostar na permanência dos turistas e na experiência de hospedagem à beira-mar, o empreendimento acabou desempenhando um papel decisivo na formação da atividade turística local. A iniciativa ajudou a estimular o comércio, atrair investimentos e impulsionar a cadeia produtiva do turismo em um momento em que Porto de Galinhas ainda não figurava entre os principais destinos nacionais. Crescimento do destino turístico Quatro décadas depois, o cenário mudou completamente. Porto de Galinhas se consolidou como um dos destinos turísticos mais relevantes do Brasil, reunindo cerca de 20 mil leitos em meios de hospedagem e recebendo aproximadamente 1,2 milhão de visitantes por ano. A permanência média de 5,3 dias reforça a capacidade do balneário de manter os turistas por mais tempo, movimentando a economia local e fortalecendo o setor. Nesse processo de crescimento, o Solar Porto de Galinhas é reconhecido como um dos empreendimentos pioneiros que apostaram no potencial da região quando ainda não havia demanda consolidada nem estrutura turística desenvolvida. “A decisão de investir aqui, nos anos 80, foi vista como ousada, mas o meu pai, Artur Maroja, um veranista da então desconhecida Porto de Galinhas, que nada entendia de turismo, acreditou no potencial do destino. Ao estimular a permanência dos visitantes, ajudamos a movimentar o comércio local e a fortalecer toda a cadeia do turismo”, destaca Otaviano Maroja, diretor comercial do hotel. Ampliação do público e reconhecimento internacional Nos primeiros anos de operação, o público do hotel era formado majoritariamente por moradores do Recife. Com o aumento da visibilidade do destino, o perfil dos visitantes passou a incluir turistas de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Posteriormente, o fluxo internacional também ganhou força, com visitantes vindos da Argentina, Portugal, Chile, Uruguai e Paraguai. A promoção turística articulada por entidades como a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas e o Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau contribuiu para consolidar o destino em mercados nacionais e internacionais, ampliando a presença da região no mapa do turismo global. Hotel cresce junto com o destino Ao longo de quatro décadas, o Solar Porto de Galinhas ampliou sua estrutura para acompanhar o crescimento da demanda turística. Atualmente, o hotel possui 140 acomodações distribuídas em um terreno de aproximadamente 8 mil metros quadrados e mantém o perfil de hospedagem voltado ao lazer, com localização estratégica próxima à vila e o conceito “pé na areia”. Para a direção do empreendimento, a comemoração dos 40 anos representa também um marco simbólico na história do destino. “Celebrar 40 anos é celebrar a própria evolução de Porto de Galinhas. Crescemos junto com o destino e continuamos acreditando no seu potencial para as próximas gerações”, conclui Otaviano Maroja.

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