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Solar Porto de Galinhas completa 40 anos e marca a evolução do turismo no litoral de Pernambuco

Primeiro hotel da antiga vila de pescadores acompanhou e impulsionou a transformação do destino em um dos mais visitados do Brasil Pioneirismo na hotelaria de Porto de Galinhas Inaugurado em fevereiro de 1986, o Solar Porto de Galinhas surgiu como o primeiro hotel da então pequena vila de pescadores localizada no município de Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco. Naquele período, a região ainda recebia principalmente visitantes que chegavam para passeios de um dia e retornavam ao Recife no fim da tarde, já que praticamente não havia estrutura organizada de hospedagem. Ao apostar na permanência dos turistas e na experiência de hospedagem à beira-mar, o empreendimento acabou desempenhando um papel decisivo na formação da atividade turística local. A iniciativa ajudou a estimular o comércio, atrair investimentos e impulsionar a cadeia produtiva do turismo em um momento em que Porto de Galinhas ainda não figurava entre os principais destinos nacionais. Crescimento do destino turístico Quatro décadas depois, o cenário mudou completamente. Porto de Galinhas se consolidou como um dos destinos turísticos mais relevantes do Brasil, reunindo cerca de 20 mil leitos em meios de hospedagem e recebendo aproximadamente 1,2 milhão de visitantes por ano. A permanência média de 5,3 dias reforça a capacidade do balneário de manter os turistas por mais tempo, movimentando a economia local e fortalecendo o setor. Nesse processo de crescimento, o Solar Porto de Galinhas é reconhecido como um dos empreendimentos pioneiros que apostaram no potencial da região quando ainda não havia demanda consolidada nem estrutura turística desenvolvida. “A decisão de investir aqui, nos anos 80, foi vista como ousada, mas o meu pai, Artur Maroja, um veranista da então desconhecida Porto de Galinhas, que nada entendia de turismo, acreditou no potencial do destino. Ao estimular a permanência dos visitantes, ajudamos a movimentar o comércio local e a fortalecer toda a cadeia do turismo”, destaca Otaviano Maroja, diretor comercial do hotel. Ampliação do público e reconhecimento internacional Nos primeiros anos de operação, o público do hotel era formado majoritariamente por moradores do Recife. Com o aumento da visibilidade do destino, o perfil dos visitantes passou a incluir turistas de outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Posteriormente, o fluxo internacional também ganhou força, com visitantes vindos da Argentina, Portugal, Chile, Uruguai e Paraguai. A promoção turística articulada por entidades como a Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas e o Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau contribuiu para consolidar o destino em mercados nacionais e internacionais, ampliando a presença da região no mapa do turismo global. Hotel cresce junto com o destino Ao longo de quatro décadas, o Solar Porto de Galinhas ampliou sua estrutura para acompanhar o crescimento da demanda turística. Atualmente, o hotel possui 140 acomodações distribuídas em um terreno de aproximadamente 8 mil metros quadrados e mantém o perfil de hospedagem voltado ao lazer, com localização estratégica próxima à vila e o conceito “pé na areia”. Para a direção do empreendimento, a comemoração dos 40 anos representa também um marco simbólico na história do destino. “Celebrar 40 anos é celebrar a própria evolução de Porto de Galinhas. Crescemos junto com o destino e continuamos acreditando no seu potencial para as próximas gerações”, conclui Otaviano Maroja.

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Paulo Camara presidente do Banco do Nordeste Foto Fernando Cavalcante fotor 2026030944235

Paulo Câmara retorna à presidência do Banco do Nordeste

O economista Paulo Câmara foi reconduzido à presidência do Banco do Nordeste, após indicação do Ministério da Fazenda referendada pelo Conselho de Administração da instituição nesta quinta-feira (5). Ele volta ao cargo que ocupou entre março de 2023 e outubro de 2025, período em que conduziu uma expansão das contratações de crédito e ampliou a participação dos financiamentos destinados a micro e pequenos empreendedores. O ex-governador de Pernambuco afirmou que a prioridade será ampliar o crédito e apoiar o desenvolvimento econômico da região. Brasil pode ter até 54 GW em novas grandes cargas elétricas até 2038 Durante painel da ExpoRenováveis 2026 sobre o futuro do setor energético, Rafael Mello, consultor técnico na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), afirmou que o Brasil vive um momento paradoxal no sistema elétrico: há excesso de energia em determinados horários e escassez em outros, fenômeno associado à rápida expansão das fontes renováveis. Segundo o especialista, projetos de data centers e produção de hidrogênio verde já somam pedidos que podem alcançar até 54 GW de nova demanda elétrica até 2038, volume expressivo diante da carga atual do país, de cerca de 104 GW. Para lidar com essa transformação, o planejamento energético prevê 6,6 GW de sistemas de armazenamento em baterias até 2035, além da ampliação da infraestrutura de transmissão e da atração de grandes consumidores industriais capazes de aproveitar a abundância de energia limpa no país. Nordeste concentra R$ 60 bilhões em expansão da transmissão elétrica O Nordeste deverá concentrar uma parte relevante dos investimentos em infraestrutura elétrica previstos no planejamento nacional. De acordo com Rafael Mello, estudos recentes recomendam mais de R$ 60 bilhões em novos projetos de transmissão, incluindo 15 mil quilômetros de linhas e 16 subestações, muitos deles com foco na região para escoar a crescente produção de energia renovável. As obras, já licitadas ou em fase de implantação, devem entrar em operação entre 2028 e 2033. Outro projeto estratégico é uma nova interligação entre Nordeste e Sudeste, estimada em R$ 26,5 bilhões, que ampliará a capacidade de transporte de energia gerada principalmente por parques eólicos e solares instalados na região. Grupo Luck cresce 14,2% na alta temporada e executa quase 100 mil serviços no Nordeste O Grupo Luck registrou crescimento de 14,2% no faturamento durante a alta temporada 2025/2026, entre o fim de dezembro e o fim de janeiro, período em que executou 98.932 serviços turísticos no Nordeste. O volume inclui transfers aeroportuários, passeios e operações logísticas em destinos como Recife, Salvador, Maceió, Natal, Aracaju e João Pessoa, além de Fernando de Noronha. O número representa alta de 6,3% no volume de operações, refletindo o aquecimento do turismo de verão na região. Entre os destinos operados pela empresa, o destaque foi a marca Atalaia Noronha, cuja demanda cresceu 25%, impulsionada pela procura por transfers e experiências personalizadas na ilha. Dislub Equador amplia rede de conveniência no Recife O Grupo Dislub Equador inaugura neste sábado (7), em sistema de soft open, a 26ª unidade da rede de lojas de conveniência Convém. A nova operação funciona no Posto Internacional Dislub, no bairro da Benfica, no Recife, e integra a estratégia de expansão da companhia no segmento de serviços e varejo associado ao abastecimento. Atualmente, a rede soma 25 lojas em funcionamento, sendo 16 em Pernambuco. A expectativa do grupo é chegar a 50 unidades até o final de 2026, com expansão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Usina do Seguro aposta em novos formatos de franquia para acelerar expansão A Usina do Seguro chega à Expo Franquias Nordeste, que acontece de 19 a 21 de março no Recife Expo Center, apresentando uma estratégia de expansão baseada em quatro modelos de franquia. A novidade são os formatos Light e Inside, voltados para corretores que já atuam no mercado e desejam operar em regime de colaboração com a marca. A empresa também mantém os modelos Home e Smart, destinados a operações totalmente integradas ao sistema da franqueadora. A marca projeta um novo ciclo de crescimento da rede, com a expansão para novos estados em 2026. Robson Menezes inaugura unidade do seu escritório em São Paulo O advogado pernambucano Robson Menezes inaugurou uma nova filial do seu escritório em São Paulo. A capital paulista torna-se a segunda filial da banca, que já possui atuação nacional e estrutura física no Recife e em Maceió. A unidade paulista mantém as frentes estratégicas do escritório, com atuação nas áreas bancária, autismo e saúde, reforçando o posicionamento especializado que marca a trajetória da banca. BNDES aprova R$ 3,5 bilhões para indústria de Pernambuco desde 2023 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 3,5 bilhões em financiamentos para a indústria de Pernambuco desde 2023, dentro do Plano Mais Produção (P+P), instrumento de crédito da política industrial Nova Indústria Brasil. A maior parte dos recursos foi direcionada à modernização industrial e aumento da produtividade, que concentrou R$ 3,19 bilhões, seguida por inovação (R$ 263,7 milhões) e exportações (R$ 7,9 milhões). Do total liberado no Estado, 36,2% foram destinados a micro, pequenas e médias empresas, somando R$ 1,25 bilhão. No Nordeste, as aprovações do plano já alcançam R$ 24,5 bilhões. Crédito do BNB para indústria de Pernambuco cresce 196% em janeiro As contratações de crédito da indústria pernambucana junto ao Banco do Nordeste somaram mais de R$ 39 milhões em janeiro de 2026, alta de 196% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os recursos financiam principalmente implantação, expansão, modernização e reforma de empreendimentos industriais. Em 2025, o banco já havia registrado R$ 607 milhões em financiamentos à indústria em Pernambuco, crescimento de 16% sobre 2024, impulsionado pelas taxas mais competitivas do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste).

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Assédio no trabalho atinge 74% das mulheres e expõe falhas na prevenção dentro das empresas

Especialista defende que verificação de antecedentes no processo de contratação pode ajudar a evitar a repetição de casos de assédio no ambiente corporativo No Dia Internacional da Mulher, os dados sobre a realidade feminina no mercado de trabalho revelam um cenário preocupante. Segundo levantamento da plataforma Infojobs, 74% das mulheres já sofreram assédio ou preconceito no ambiente corporativo. A situação é agravada pelo fato de que 49% delas relatam sentir insegurança no trabalho ou até no trajeto até ele, de acordo com informações da Deloitte, evidenciando que o problema ultrapassa cargos ou setores e se repete de forma estrutural nas organizações. Os números também se refletem no aumento das disputas judiciais. Pesquisa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que as denúncias e processos por assédio moral cresceram mais de 20% em 2025, totalizando 142,8 mil novas ações trabalhistas no período. O crescimento reforça que, apesar da ampliação de canais de denúncia e políticas internas, muitas empresas ainda atuam apenas após a ocorrência do problema. Para especialistas, a prevenção precisa começar antes mesmo da contratação. Nesse contexto, a verificação de antecedentes profissionais — conhecida como background check — surge como uma ferramenta para ampliar a segurança no ambiente corporativo. A análise pode incluir consultas a processos trabalhistas anteriores, além da checagem de referências com ex-empregadores, com foco na conduta e no relacionamento profissional do candidato. “As empresas que negligenciam a verificação do histórico de conduta dos seus futuros colaboradores estão, na prática, assumindo o risco de expor suas equipes a agressores em potencial”, afirma Augusto Duarte, CEO da BGC Brasil, empresa especializada em verificação de antecedentes de pessoas, empresas e ativos para gestão de riscos. Segundo o executivo, o processo seletivo também deve refletir os valores da organização. “Quando uma empresa decide verificar o histórico profissional e a conduta ética de um candidato, ela está emitindo um recado claro interno e externo: aqui, o respeito é inegociável”, completa. Ele destaca que iniciativas contínuas, como comitês de ética, treinamentos sobre diversidade e respeito e a promoção de lideranças femininas, também são essenciais para fortalecer uma cultura corporativa mais segura e igualitária.

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Produção industrial brasileira cresce 1,8% em janeiro e registra maior alta desde 2024

Resultado divulgado pelo IBGE mostra recuperação da indústria no início de 2026, com avanço em grande parte dos setores produtivos A produção industrial brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado representa a maior expansão desde junho de 2024, quando a atividade havia avançado 4,4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal. Na comparação com janeiro de 2025, o setor industrial apresentou alta de 0,2%, interrompendo três meses consecutivos de resultados negativos. Nos últimos meses do ano passado, a indústria havia registrado quedas de -0,1% em dezembro, -1,4% em novembro e -0,5% em outubro. Crescimento disseminado entre setores O avanço mensal da indústria teve perfil disseminado, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 25 ramos industriais pesquisados. Entre os destaques positivos estão os segmentos de produtos químicos (6,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,3%) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (2,0%). Outros setores também contribuíram para o resultado, como indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (3,3%). Quedas em alguns ramos da produção Apesar do crescimento geral, seis atividades industriais registraram retração em janeiro. O principal impacto negativo veio do setor de máquinas e equipamentos (-6,7%), que acumula duas quedas consecutivas e perda de 11,8% no período. Também contribuíram para a redução da média da indústria os recuos nos setores de produtos alimentícios (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,9%), entre outras atividades que apresentaram desempenho negativo no mês. Situação frente à pandemia e ao recorde histórico Com o resultado de janeiro, a produção industrial brasileira passou a operar 1,8% acima do nível registrado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Ainda assim, o setor permanece 15,3% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011. Entre as grandes categorias econômicas, o maior crescimento mensal foi registrado em bens de consumo duráveis (6,3%), seguido por bens de capital (2,0%), bens intermediários (1,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,2%), indicando uma recuperação espalhada entre diferentes segmentos da atividade industrial.

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Financiamentos para inovação no Banco do Nordeste crescem 85% em 2025

Empresas ampliam investimentos tecnológicos e contratam R$ 3,26 bilhões em crédito para projetos inovadores na área de atuação da instituição Os financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) para projetos de inovação somaram R$ 3,26 bilhões em 2025, um crescimento de 85% em relação ao volume contratado no ano anterior. Ao todo, foram realizadas 290 operações em toda a área de atuação da instituição, que abrange os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. Em Pernambuco, 33 projetos receberam financiamento, totalizando cerca de R$ 210 milhões em investimentos. Apoio ao ecossistema de inovação De acordo com o gestor do Hub de Inovação Banco do Nordeste (Hubine), Alexandre Silva Cavalcante, o avanço nas contratações está ligado à atuação do banco no fortalecimento do ecossistema de inovação e na aproximação com empresas interessadas em investir em tecnologia e novos processos produtivos. “O Hubine atua tanto na divulgação das linhas de crédito em eventos do ecossistema de inovação quanto no suporte direto às empresas, em articulação com as agências e superintendências do Banco. Esse acompanhamento próximo facilita o acesso ao crédito e a atuação integrada qualifica os projetos e incentiva a ampliação dos investimentos, refletindo no aumento das contratações voltadas para inovação por nossos clientes”, afirma Alexandre. Eventos e orientação ampliam demanda por crédito Além da atuação direta com empresas, as ações de divulgação e orientação também contribuíram para ampliar o interesse pelas linhas de financiamento voltadas à inovação. Segundo o banco, houve um crescimento de 82,95% no número de pessoas que participaram de eventos promovidos pela unidade responsável por estimular iniciativas tecnológicas e empreendedoras na região.

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Programa de Estágio: Um caminho para o futuro sustentável das empresas

*Por Georgina Santos Início de ano e as oportunidades de estágio tendem a aumentar, seja com a abertura de novas vagas ou a renovação com novas contratações. Essas contratações são acompanhadas de muitas expectativas para ambos os lados – empresa e estagiário. De um lado, as empresas esperam encontrar jovens que se identifiquem com a cultura e o trabalho, que queiram construir uma carreira. Do outro, jovens que buscam um local onde possam mostrar suas competências, se desenvolver e realizar seu projeto profissional.  Entretanto, muitas vezes essas expectativas se transformam em frustrações para os dois lados. Nada saindo como o esperado. E de quem é a culpa? Essa não é bem a questão. Para minimizar os riscos e ter o melhor de uma oportunidade de estágio, vale investir num programa mais estruturado, que é, definitivamente, diferente de contratar um estagiário e colocar para trabalhar na empresa e ir “pegando o jeito” com os veteranos.  O programa de estágio talvez seja a melhor oportunidade para muitos jovens iniciarem suas carreiras profissionais e se inserirem no mercado de trabalho, com menos requisitos de experiências anteriores. Para alguns, é o primeiro contato com o mundo do trabalho, quando podem experienciar as suas áreas de interesse, desenvolver habilidades e se empenharem em seus primeiros projetos nas empresas. Para os estudantes, é a chance de praticar aquilo que aprendem e desenvolverem novos conhecimentos, possibilitando entender como funciona o mundo do trabalho, se identificando com as atividades e traçando suas expectativas. Eles chegam nas empresas com energia para se desenvolverem, “mostrar serviço” e conseguirem efetuar a primeira experiência profissional para dar aquele upgrade no currículo. A ânsia desses jovens é de conseguirem o primeiro passo na vida profissional e conseguir projetar uma expectativa de carreira.  Para as empresas, o programa de estágio é uma grande oportunidade para trazer os jovens estudantes que serão os futuros profissionais. Com menores custos financeiros, a integração dos estagiários, além de auxílio aos efetivos nas atividades, traz novos ares para a equipe: com ideias inovadoras, conhecimentos teóricos recentes e apurados e a avidez de quem inicia. Os estudantes, quando bem estimulados, podem ser de grande incremento na solução dos problemas da empresa e para o avanço tecnológico dos processos, contando com aqueles mais antenados nas novas ferramentas para ganhar vantagem competitiva, o que acaba gerando certa inquietação e desconforto de quem muda e vê a mudança acontecer.  Dessa forma, o investimento no programa deve ser integral, cientes de que a equipe e os líderes precisam orientar e acompanhar cada etapa de forma a “lapidar” o jovem profissional, tanto nas atividades desenvolvidas, quanto nos comportamentos apropriados ao ambiente corporativo. Sem plano de trabalho, atividades definidas previamente ou supervisão, por exemplo, o estágio perde sua potência de desenvolvimento, podendo levar a desmotivação, sendo mais proveitoso quando bem impulsionado e monitorado, com avaliações de desempenho sistemáticas e feedbacks voltados para o desenvolvimento desses estudantes.    Fábio Menezes, sócio da TGI Consultoria há mais de 20 anos, iniciou sua trajetória profissional como estagiário, ao ser questionado sobre a eficiência do programa, ele diz “o Programa de Estágio é um projeto estratégico, essencial para a formação de profissionais alinhados à cultura e aos valores da empresa, com alto potencial de construção de vínculos duradouros (…) É preciso compreender que se trata de um processo de construção (…) Pensar o Programa de Estágio, é antes de tudo, pensar no futuro da empresa”.  O que as empresas estão compreendendo, é que ao investirem em um Programa de Estágio, estão investindo no desenvolvimento de novos talentos, que podem ser profissionais-chave no futuro de suas equipes, e, consequentemente, no crescimento de um futuro sustentável. Ao que indicam os dados, as empresas conseguem efetivar cerca de 58% de seus estagiários (NACE). Ao integrar o estagiário, abre-se uma janela de oportunidade para os dois lados: para o estudante que tem a chance de se desenvolver profissionalmente; e para a empresa que pode aprimorar um profissional dentro de suas necessidades e cultura organizacional, sendo um projeto estratégico de sucessão e fortalecimento cultural. A retenção de profissionais também aumenta com os estagiários, que tendem a passar mais tempo nas empresas que aqueles que já vieram do mercado. Ao dar a oportunidade de desenvolverem suas potências, os jovens profissionais querem trilhar uma carreira na empresa, escalando em projetos e tornando-se os novos líderes, especialmente quando visualizam que há espaço e estímulo para crescimento. Portanto, investir no programa de estágio é também investir, a longo prazo, no desenvolvimento de novos profissionais estratégicos para o futuro da organização.  Empresas que enxergam o estágio apenas como apoio operacional contratam para o presente, aquelas que o estruturam como estratégia constroem o próprio futuro. Por isso, na TGI Consultoria, acredita-se que o futuro das empresas começa muito antes das posições de liderança, ele começa na primeira oportunidade. Estruturar um Programa de Estágio com intencionalidade é plantar as sementes da cultura, da inovação e da sucessão organizacional. É formar profissionais que não apenas executam, mas que compreendem, pertencem e evoluem junto com o negócio. *Georgina Santos é consultora e sócia da TGI

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ExpoRenováveis 2026 abre debates sobre integração e futuro do setor elétrico

Painel de abertura realizado ontem marcou o início da programação desta semana, reunindo lideranças para discutir mercado livre, geração distribuída e os desafios da infraestrutura energética O painel de abertura da ExpoRenováveis 2026, realizado ontem, deu início à programação que movimenta o setor ao longo desta semana. O encontro reuniu especialistas e lideranças para discutir os rumos da transição energética no Brasil. Presidente da Aperenováveis, Rudinei Miranda destacou a necessidade de maior integração entre geração distribuída, geração centralizada e mercado livre como estratégia para garantir estabilidade e eficiência ao sistema. Integração como caminho para o setor Durante sua participação, Miranda ressaltou que o crescimento acelerado das energias renováveis trouxe maturidade ao mercado, mas também desafios de coordenação. Segundo ele, os diferentes modelos evoluíram de forma fragmentada e agora precisam operar de forma mais convergente para sustentar o avanço do setor. Mercado livre em expansão Vice-presidente com foco em Mercado Livre e Autoprodução, João Lins afirmou que a abertura do mercado é um processo irreversível, mas que ainda demanda ajustes regulatórios. Ele destacou que a ampliação para consumidores de menor porte exige segurança jurídica e previsibilidade para atrair investimentos e evitar distorções. Novo momento da geração distribuída Já Apôlonio Lima, vice-presidente de Geração Distribuída, apontou que o segmento passa por uma fase de transição após um ciclo de forte crescimento. Ele defendeu que a GD precisa se adaptar a um ambiente mais competitivo, buscando integração com o mercado livre e novas estratégias para manter a atratividade diante das mudanças regulatórias. Infraestrutura como desafio central O debate também evidenciou os gargalos da infraestrutura elétrica, como limitações na transmissão e restrições de geração. Os participantes alertaram que o avanço das renováveis depende de planejamento e investimentos que assegurem o equilíbrio do sistema e a segurança energética no país ao longo dos próximos anos. O evento continua hoje e amanhã com uma agenda voltada aos principais desafios do setor elétrico. Entre os destaques do segundo dia estão painéis sobre expansão da infraestrutura de transmissão, soluções para armazenamento de energia, avanços regulatórios e oportunidades no mercado livre, reunindo especialistas, executivos e representantes institucionais em debates sobre inovação e segurança energética.

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Menos ultraprocessados, mais alimentos naturais: a importância da alimentação na prevenção do câncer de intestino

Durante o Março Azul, especialistas destacam que priorizar alimentos naturais, ricos em fibras e que favorecem o microbioma intestinal é um passo essencial na prevenção do câncer colorretal, um dos mais comuns no Brasil. Entenda na entrevista com a nutricionista Rebeca Pessoa, da Clínica NutriGen O Março Azul reforça o alerta para a prevenção do câncer de intestino, o segundo tipo mais incidente no país quando somados homens e mulheres. Mais do que falar sobre exames e diagnóstico precoce, a campanha amplia o debate sobre um fator decisivo na redução de riscos: a alimentação. Estudos apontam que padrões alimentares baseados em produtos ultraprocessados, pobres em fibras e ricos em gorduras e açúcares estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças inflamatórias intestinais e ao câncer colorretal. Para a nutricionista Rebeca Pessoa, da Clínica NutriGen, a mudança começa pelas escolhas diárias. “Quando priorizamos alimentos in natura e minimamente processados, oferecemos ao intestino os substratos necessários para o equilíbrio da microbiota, que é um dos principais fatores de proteção contra processos inflamatórios e tumorais”, afirma. Fibras alimentares e microbiota intestinal As fibras alimentares desempenham papel central na modulação da microbiota intestinal. Atuam como substrato fermentável para bactérias benéficas do cólon, favorecendo a produção de metabólitos bioativos, especialmente os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como butirato, acetato e propionato, compostos com reconhecida ação anti-inflamatória, imunomoduladora e protetora da mucosa intestinal. Uma alimentação rica em fibras Aumenta o volume fecal e melhora o trânsito intestinal. Reduz o tempo de contato de potenciais carcinógenos com a mucosa colônica. Estimula a produção de butirato, principal fonte energética dos colonócitos. Contribui para a integridade da barreira intestinal Segundo a nutricionista Rebeca Pessoa, a ingestão regular de frutas, verduras, leguminosas, sementes e cereais integrais exerce papel direto na prevenção do câncer colorretal, ao modular a composição e a diversidade da microbiota e reduzir processos inflamatórios crônicos. É importante destacar que os efeitos benéficos das fibras dependem de regularidade e diversidade alimentar. O consumo esporádico não promove adaptações sustentáveis na microbiota. A constância é determinante para o fortalecimento da barreira intestinal e manutenção da eubiose. Ultraprocessados e inflamação Na contramão da alimentação natural estão os produtos ultraprocessados, que devem ser evitados ou consumidos com moderação. “Esses alimentos são pobres em nutrientes protetores e ricos em aditivos químicos, gorduras inflamatórias, sódio e açúcares. O consumo frequente favorece a disbiose intestinal, resistência à insulina, ganho de peso e um ambiente propício ao desenvolvimento de câncer”, alerta. Ela destaca que a mudança não precisa ser radical. “O primeiro passo é reduzir a frequência. Trocar o biscoito recheado por uma fruta com aveia, substituir o embutido por uma proteína fresca e incluir saladas nas principais refeições já gera impacto positivo”. Montando um prato protetor A composição das refeições é outro ponto essencial. “Um prato protetor para o intestino precisa ter cores, variedade e equilíbrio. Metade deve ser composta por vegetais, um quarto por proteínas de boa qualidade e o outro por carboidratos integrais”, orienta. A hidratação também entra como fator indispensável. “Sem água, a fibra não exerce sua função. O consumo adequado de líquidos é fundamental para o bom funcionamento intestinal”. Prevenção começa no dia a dia Além da alimentação, o estilo de vida completo influencia na saúde intestinal. “Praticar atividade física, dormir bem e controlar o estresse são pilares que atuam em conjunto com a nutrição. O intestino responde ao nosso comportamento diário”. Rebeca reforça que a prevenção é uma construção contínua. “Não se trata de dieta restritiva, mas de um padrão alimentar possível e sustentável. Comer comida de verdade é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de câncer de intestino”. Como proteger o intestino por meio da alimentação Alimentos aliadosFrutas com casca e bagaçoVerduras e legumesFeijão, lentilha e grão-de-bicoAveia, chia e linhaçaArroz integral e outros cereais integrais Alimentos para reduzirEmbutidosRefrigerantes e bebidas açucaradasMacarrão instantâneoSalgadinhos de pacoteBiscoitos recheados e produtos com aditivos químicos Quantidade diária de fibras Entre 25 g e 38 g por dia para adultos Hábitos que fazem diferençaBeber água ao longo do diaManter horários regulares para as refeiçõesPraticar atividade físicaEvitar longos períodos sentado Com informação, escolhas conscientes e acompanhamento profissional, o Março Azul reforça que a prevenção do câncer de intestino começa antes mesmo dos exames, dentro da rotina alimentar e do cuidado diário com a saúde. Inteligência artificial amplia precisão da colonoscopia na prevenção do câncer colorretal O avanço da inteligência artificial aplicada à colonoscopia, exame padrão-ouro para o rastreio do câncer de intestino, tem elevado a qualidade diagnóstica e a segurança do procedimento. De acordo com a diretora médica da Endogastro e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Pernambuco, Leliane Alencar, a tecnologia atua como um sistema de apoio em tempo real durante o exame, aumentando a taxa de detecção de pólipos e reduzindo a possibilidade de falhas diagnósticas. A médica ressalta que a doença pode permanecer por anos sem apresentar sintomas e que a realização da colonoscopia na faixa etária recomendada, a partir dos 45 anos para indivíduos de risco habitual, é fundamental para o diagnóstico precoce, permitindo alcançar índices de cura que podem chegar a 90 por cento. No Norte e Nordeste, a Clínica Endogastro é a única a utilizar o recurso de inteligência artificial nos exames de colonoscopia, ampliando o acesso regional a essa tecnologia. Expansão hospitalar em Oncologia O Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, inaugura nesta quarta-feira (4), a primeira etapa da sua nova área de Oncologia, em um movimento estratégico que reforça o posicionamento da instituição como referência em alta complexidade no Nordeste. A ampliação total contempla novos consultórios, unidades de internação e áreas ainda mais modernas para infusão de quimioterápicos e outras terapias, dobrando a capacidade de atendimento até o fim do primeiro semestre. ABRH-PE realiza discussão prática com foco na NR1 Nesta quarta-feira (04), acontece o Esquenta RH 5.0: Saúde no Centro da Estratégia. Um encontro estratégico promovido pelo Grupo Belz em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos, ABRH-PE, com foco na

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ExpoRenováveis 2026 começa hoje com debates sobre renováveis, políticas públicas e armazenamento de energia

Programação desta segunda-feira (3), no Cais do Sertão, reúne dirigentes do setor, representantes do poder público e especialistas para discutir estabilidade do sistema e novos modelos de negócio na transição energética A ExpoRenováveis 2026 tem início nesta segunda-feira (3), no Recife, com uma agenda dedicada às estratégias para o avanço das fontes renováveis no sistema elétrico. O primeiro painel, sobre o novo horizonte do setor, reúne Rudinei Miranda, João Lins e Apôlonio Lima, em discussão sobre estabilidade, geração distribuída e autoprodução como vetores de crescimento da matriz limpa. Políticas públicas e agenda nacional Na sequência, o foco se volta às diretrizes governamentais para o mercado de energia. O painel sobre a agenda nacional conta com a participação de Fabrício Mourinho (ONS), Guilherme Sá (Governo de Pernambuco), Rafael Melo (EPE) e Rudinei Miranda, que analisam o papel do planejamento estatal e da regulação para sustentar a expansão das renováveis no país. Armazenamento como nova fronteira de receita O encerramento do primeiro dia é dedicado ao tema do energy storage, tratado como nova oportunidade de monetização da flexibilidade elétrica. O debate reúne Adalberto Moura, Andreia Magalhães (HDT), Osvaldo Foroni (Siemens) e Phillip Mendonça (SENAI-FIEPE), que abordam o uso de baterias e sistemas de armazenamento como instrumentos para aumentar a eficiência e a segurança da operação energética. Programação segue até quarta-feira Nos dias 4 e 5 de março, a ExpoRenováveis 2026 amplia a pauta para temas como tecnologias disruptivas, novos combustíveis, logística energética, mobilidade elétrica, financiamento, marco legal das energias renováveis e licenciamento ambiental, além de debates sobre o papel dos municípios e a integração entre geração, mobilidade e consumo. ServiçoEvento: ExpoRenováveis 2026Data: 3 a 5 de março de 2026Local: Cais do Sertão – Bairro do Recife (PE)Programação: Congresso, exposição comercial, salão do carro elétrico e ações digitaisInscrições: https://www.sympla.com.br/evento/exporenovaveis-2026/3289922

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Recife lidera valorização do aluguel e está entre os metros quadrados mais caros do Brasil

Capital pernambucana aparece entre as três com maior preço médio de aluguel do país e se destaca pela alta rentabilidade dos imóveis residenciais A capital pernambucana consolida posição de destaque no mercado imobiliário nacional ao figurar entre os metros quadrados mais valorizados do país. Segundo o mais recente levantamento do Índice FipeZAP de Locação Residencial, Recife ocupa o terceiro lugar no ranking entre as capitais brasileiras, com preço médio de R$ 60,89 por metro quadrado, atrás apenas de Belém e São Paulo. O resultado representa alta acumulada de 9,82%, indicando valorização real e contínua do setor. O desempenho reflete fatores estruturais e conjunturais, como localização estratégica, adensamento urbano, retomada da economia e aumento da procura por imóveis em áreas consolidadas. Além do preço do aluguel, a cidade também se sobressai na rentabilidade dos investimentos: o indicador Rental Yield aponta retorno médio anual de 8,37%, o segundo melhor entre as capitais, reforçando o apelo de Recife como destino para investidores em imóveis residenciais. Bairros como Madalena e Imbiribeira concentram parte desse movimento de valorização. Na Madalena, região central e tradicionalmente disputada, a Construtora Carrilho aposta em projetos alinhados à tendência de moradias compactas, como o Madá Studios, com unidades de 26 m² distribuídas em 29 pavimentos. No mesmo bairro, o Paço Decó, na Real da Torre, próximo ao Mercado da Madalena, oferece plantas flexíveis e áreas comuns projetadas por profissionais especializados. Na Imbiribeira, que acompanha o processo de expansão da Zona Sul, o destaque é o empreendimento Pátio Solare, voltado a quem busca morar perto de Boa Viagem com custo mais acessível. O projeto adota o conceito de condomínio-clube, com estrutura de lazer e segurança, características cada vez mais valorizadas por moradores e investidores. Para o diretor comercial da Construtora Carrilho, Roberto Rios, os lançamentos seguem as novas demandas do mercado. “Os projetos incorporam tendências como plantas funcionais, áreas comuns otimizadas e foco em qualidade construtiva, atendendo diferentes propostas de moradia e investimento, de acordo com o perfil de cada região e público-alvo. Ainda ressalto que os valores médios de locação e rentabilidade incluem apartamentos de 1 a 4 dormitórios. Se olharmos apenas pra 1 dormitório e studio, esta rentabilidade e preço de locação por m² aumentam sensivelmente”, afirma. Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a queda da inadimplência nos contratos de aluguel. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, o percentual de atrasos caiu para 3,44% em dezembro de 2025, o menor nível dos últimos sete meses. A melhora é atribuída à maior organização financeira das famílias, ao uso de tecnologia pelas imobiliárias e à estabilidade do mercado de trabalho. Para a economista Amanda Aires, professora do Centro Universitário UniFBV Wyden, “O mercado de locação de alta renda segue em um crescimento sustentado, especialmente quando falamos em investimentos em opções reais, como é o caso dos imóveis. Os resultados mostram que essa é uma alternativa sólida de investimento, principalmente em um cenário em que a taxa Selic deve apresentar uma trajetória de queda”.

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