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Aeroportos de Pernambuco com mais voos em julho

Da Secretaria de Turismo de Pernambuco O mês de julho começa trazendo expectativas positivas para o Turismo de Pernambuco. A perspectiva para a malha aérea nos próximos 30 dias consolida o status de crescimento do Aeroporto do Recife, principal porta de entrada para o Estado. Tradicional mês de férias, julho terá 5.950 voos, entre pousos e decolagens, valor que representa um aumento de 19,62% em comparação a junho. O resultado previsto para este mês é o melhor do ano até então. Boas notícias também com relação a outros terminais do Estado: o Arquipélago de Fernando de Noronha ampliou em 14% o volume de pousos e decolagens, chegando a 228 voos; já o Aeroporto de Petrolina atingiu 261 voos, o que é 19% a mais que em junho. Em um panorama comparativo no Nordeste, a capital pernambucana supera Salvador e Fortaleza, que projetam 4.038 e 2.729 voos, respectivamente. Na média diária, o Recife terá 192 operações; Salvador, 130, e Fortaleza, 88. Os dados são da Anac e foram avaliados pelo Setor de Estudos e Pesquisas da Empetur. “A onda de crescimento vista nos últimos meses segue em progressão também em julho, mês impulsionado pelas férias, o que nos leva ao melhor resultado do ano em termos da expectativa da malha aérea. Seguimos trabalhando lado a lado com as companhias aéreas, com a Aena, que administra o terminal do Recife, e com o trade turístico do Estado para seguirmos mantendo este ritmo de crescimento, que é fator crucial para que o nosso turismo recupere o fôlego e volte a gerar empregos”, destaca o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes. Em recente levantamento, feito pelo portal Aeroin, a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a rota Guarulhos-Recife movimentou 537.318 passageiros entre os meses de janeiro e maio deste ano, sendo o voo mais procurado do País no acumulado dos cinco primeiros meses do ano. DESTINOS Para julho, a estimativa é de que o Aeroporto do Recife opere 34 destinos, sendo 33 nacionais e um internacional. Os voos são para as cidades de Aracaju, Aracati, Belém, Brasília, Campina Grande, Caruaru, Confins, Cuiabá, Fernando de Noronha, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Juazeiro do Norte, Maceió, Manaus, Mossoró, Natal, Palmas, Petrolina, Porto Alegre, Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Salvador, São Luís, São Paulo (Campinas, Congonhas, Guarulhos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto), Serra Talhada, Teresina, Uberlândia e Vitória. Fora do Brasil, a operação é para Lisboa. FERNANDO DE NORONHA E PETROLINA Os outros aeroportos do Estado que contam com duas malhas aéreas que também apresentam expectativa bastante positiva para o mês de julho são o Aeroporto Governador Carlos Wilson, de Fernando de Noronha, e o Aeroporto Senador Nilo Coelho, de Petrolina. O primeiro subiu de 200 voos no mês de junho para 228; já o segundo foi de 220 para 261 pousos e decolagens previstas para o período. Com relação aos destinos, o terminal de Petrolina recebe e envia voos diretos para o Recife, Campinas, Guarulhos e Salvador. E Noronha, atualmente, só conta com operações para o Recife.

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6 fotos das faculdades de Pernambuco Antigamente

Hoje, no dia da Ciência, 8 de julho, a homenagem da coluna Pernambuco Antigamente vai para as faculdades e escolas de formação que instruíram os pesquisadores e os demais profissionais no Estado. As imagens são da Fundaj e da Biblioteca do IBGE, destacando algumas das principais instituições de décadas atrás. Escola Agrícola de Pacas, em Vitória de Santo Antão   Faculdade de Medicina   Escola de Engenharia Faculdade de Direito   Fundação de Ensino Superior [de Pernambuco] Este prédio foi doado pelo Governador Paulo Guerra à Fundação do Ensino Superior, para servir a Universidade de Pernambuco (Fesp), como Reitoria.   Escola Normal Oficial de Pernambuco

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Recife registra queda de óbitos de idosos por covid-19

Da Prefeitura do Recife A proporção de mortes confirmadas para covid-19, de pessoas maiores de 70 anos, na capital pernambucana, caiu cerca de 58% em relação ao total de óbitos, desde o início do ano. Isso significa que, no início de janeiro, o número de óbitos pela doença representava mais da metade do total de mortes por outras causas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife e mostram a relevância da vacinação no enfrentamento da pandemia. Na Semana Epidemiológica (SE) 1, em janeiro, o número de pessoas nessa faixa etária que morria de covid-19 representava 66,7% do total de óbitos registrados. Na Semana Epidemiológica 20, até o dia 22 de maio, essa mesma proporção caiu para 27,8%, ou seja, uma queda de 58,3%. Houve queda também dos números absolutos de óbitos. Na SE 1, em janeiro, por exemplo, ocorreram 38 mortes de pessoas maiores de 70 anos, enquanto 15 pessoas tiveram a morte confirmada para covid, na SE 20. Para a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, o avanço da campanha de vacinação tem papel fundamental nessa redução. “Isso mostra que as vacinas são o principal caminho para a saída da pandemia. Todas as que estão sendo usadas na cidade cumprem o objetivo de reduzir as internações e os óbitos pela doença. Por isso, chamamos atenção das pessoas para completar o esquema vacinal com as duas doses para quem toma Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer”, destacou Luciana. “Além disso, as pessoas precisam seguir com as recomendações sanitárias de higienizar as mãos, evitar aglomerações e usar máscara”, completou a titular da pasta. VACINA – Desde o dia 19 de janeiro, quando teve início a Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Recife, 684.730 pessoas foram vacinadas no município. Desse total, 292.751 já tomaram as duas doses ou receberam a vacina de dose única.

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“Vacinação é o principal fator para destravar a economia”

O economista da Fiepe, Cézar Andrade, aponta os motivos que tem elevado o otimismo com a recuperação econômica do segundo semestre e as ameaças que circulam os setores produtivos. A indústria vive também a expectativa de aumentar a produção neste ano. Há uma expectativa de melhora na economia para o segundo semestre. Quais as perspectivas para a indústria?  É difícil cravarmos de quanto será a melhora da nossa economia, já que a sua recuperação depende de fatores macroeconômicos. Mas alguns indicadores poderão contribuir para que essa melhora chegue no segundo semestre. São eles, a ampliação da vacinação para todos, o aumento da produção industrial e a valorização cambial. O principal fator que pode destravar o crescimento nesse segundo semestre é a vacinação em massa. Com isso, as indústrias poderão voltar a produzir na sua capacidade mais plena possível e atender ao aumento da demanda, que deverá acontecer com a redução das medidas restritivas. A produção industrial já mostrou uma melhora neste início de ano e pode incrementar ainda mais caso se confirme as projeções de recuperação econômica. A valorização cambial reduz o custo com as importações e deve reduzir o custo de produção também, o que pode ajudar o setor produtivo já que a matéria-prima permanece escassa e/ou com preços muito elevados. A tendência é que haja um crescimento do PIB do País e de Pernambucano em relação a 2020, já que tivemos um desempenho muito ruim naquele ano. Para a indústria, segundo a última Sondagem Industrial feita pela FIEPE, há uma perspectiva de que nos próximos seis meses registrem um crescimento na demanda por produtos e por compra de insumos. Isso por si só já eleva a expectativa do aumento no volume de produção, e, possivelmente, haverá um crescimento no índice que mede o número de empregados no setor industrial. Quais os fatores são mais importantes para haver um fortalecimento da atividade industrial neste semestre?  O primeiro grande fator é a ampliação da vacinação, tanto para os colaboradores da indústria quanto para a população. Outro fator seria acelerar a aprovação da Reforma Tributária no Congresso Nacional, pois só assim amenizaria o peso da carga tributária para o setor industrial. Outro ponto seria a redução do custo da matéria-prima, que segue elevado e ainda gera impactos na produção. O que pode atrapalhar a retomada?  A alta da inflação que já supera os 8% no acumulado dos últimos 12 meses e isso deve ser um grande entrave para a recuperação econômica. Os preços elevados inibem o consumo da população, sendo este um dos principais componentes do PIB. Apesar da última reunião do Copom definir um aumento da taxa Selic para conter a inflação, essa medida, no médio prazo, pode afastar os investidores, já que os juros estarão maiores, e afetar a recuperação econômica. Além disso, na última prévia da inflação, divulgada pelo IPCA 15, observou-se que esse aumento da taxa básica de juros ainda não fez efeito, pois se mantém ainda a expectativa de que inflação dos últimos 12 meses ultrapasse os 9%. Outro ponto que pode atrapalhar a retomada seria uma terceira onda da Covid-19, que pode chegar caso o ritmo da vacinação não seja acelerado.

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Recife antecipa prazo de segunda dose da Astrazeneca para 60 dias

Da Prefeitura do Recife Como forma de acelerar o processo de vacinação contra a covid-19 na cidade, a Prefeitura do Recife lançou mão de mais uma estratégia: a antecipação do prazo de aplicação da segunda dose do imunizante da Astrazeneca/Fiocruz. Com isso, os moradores do Recife que já tiverem tomado a primeira dose dessa vacina há, pelo menos, 60 dias terão a possibilidade de completar o seu esquema vacinal em um período mais curto. Na capital pernambucana, aproximadamente 90 mil pessoas já estão aptas a receber a dose de reforço nesse prazo. “Vamos acelerar a imunização, quem tomou Astrazeneca vai poder receber a 2ª dose a partir de 60 dias após a 1ª dose. Dessa forma a gente vai conseguir ter mais recifenses com o esquema vacinal completo antes do prazo previsto”, declarou o prefeito. A sugestão de antecipação desse prazo foi apresentada pela gestão municipal ao Comitê Técnico Estadual de Vacinação de Pernambuco e aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite Estadual de Pernambuco (CIB/PE), em reunião na última segunda-feira (5). De acordo com a Fiocruz, que produz a vacina Astrazeneca no Brasil, a segunda dose do imunizante pode ser administrada em um intervalo de quatro a 12 semanas (entre 30 e 90 dias) após a primeira dose. Sendo assim, a antecipação da dose de reforço para 60 dias não compromete a eficácia da vacina. Atualmente, 88.069 pessoas já podem receber a segunda dose da vacina Astrazeneca. É importante salientar que essa antecipação está condicionada à disponibilidade do imunizante no estoque da Prefeitura. Quem estiver apto a receber a segunda dose do imunizante a partir dos 60 dias, no Recife, receberá uma mensagem de texto ou e-mail com alerta para agendar a dose pelo site ou aplicativo do Conecta Recife. O agendamento já estará aberto 21 dias antes da data que marca os sessenta dias da aplicação da primeira dose, permitindo que os munícipes possam escolher datas e locais com antecedência e tranquilidade. “Tomar essa decisão foi a forma que encontramos para dar agilidade ao processo de vacinação na nossa cidade. Queremos o maior número de pessoas com o esquema vacinal completo o mais rápido possível e de forma segura”, destaca a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque. Para receber a dose de reforço, é preciso realizar o agendamento através do site conectarecife.recife.pe.gov.br ou do app Conecta Recife, que está disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. No dia escolhido para a vacinação, é necessário apresentar o cartão de vacina.

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Aumenta hoje preço da gasolina, do diesel e gás de cozinha

A Petrobras anunciou que vai aumentar os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) a partir de hoje (6). Segundo a estatal, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados. Para a gasolina, o aumento médio será de R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69 nas refinarias da estatal. Já o diesel terá um reajuste médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, que passará custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras. A estatal anunciou ainda que o preço médio de venda do GLP para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por kg, refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg. A Petrobras afirma que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio. Segundo a estatal, tal alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileira”. Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos. “Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.

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Fabiano Ferraz: “Estamos incentivando a utilização das bicicletas e as caminhadas”

Presidente da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade da Câmara do Recife, Fabiano Ferraz fala nesta entrevista concedida ao repórter Rafael Dantas, da Revista Algomais, sobre os trabalhos do legislativo municipal, comenta o impacto da pandemia nos transportes do município e destaca o incentivo aos deslocamentos a pé e por bicicletas.  No último mês, a Algomais publicou uma Sondagem sobre Mobilidade Urbana, realizada com os vereadores da Câmara Municipal do Recife. Confira também os resultados dessa pesquisa exclusiva.  Sondagem: vereadores defendem mobilidade ativa e transporte público . Quais as principais pautas da comissão de mobilidade da Câmara do Recife em 2021? FABIANO FERRAZ – Iniciamos os trabalhos da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade da Câmara do Recife buscando, principalmente, entender quais iniciativas estavam sendo tomadas e quais poderiam aparecer como alternativas para os recifenses dentro desta pandemia do novo Coronavírus. Para isso, realizamos reuniões com representantes do Consórcio Grande Recife e visitamos dois Terminais de Integração de Transporte Público, onde realizamos vistorias e sugestões de melhorias na prevenção à Covid-19. O incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte também é uma das nossas pautas. Criamos a campanha “Bora de Bike”, que começou incentivando os funcionários da própria Câmara ao uso da bicicleta no deslocamento até o trabalho, mas que também tem o objetivo de conscientizar e influenciar todos os recifenses no uso desse meio de transporte mais sustentável. Em uma reunião com a CTTU, discutimos sobre os Planos de Mobilidade e Cicloviário da Cidade. Recebemos em reuniões representantes do Sintespe e Unitrans/PE, além de um debate sobre a Segurança Viária da capital pernambucana, uma parceria da Prefeitura do Recife com a Iniciativa Bloomberg. Especificamente sobre mobilidade ativa, quais as preocupações do legislativo municipal e o que é possível ser feito para incentivar os deslocamentos a pé e por bicicletas? FABIANO FERRAZ – Uma das pautas que estão sendo discutidas dentro do legislativo municipal tem relação com a segurança destes usuários, principalmente dos pedestres que, segundo dados, entre 2017 e 2019, foram as principais vítimas dos acidentes de trânsito (46%). Os ciclistas são 9% destas vítimas. Uma percentagem menor, mas também muito preocupante. Estamos pedindo o aumento no número de vias com ciclofaixas e ciclovias, além da melhora na infraestrutura das calçadas, para tornar os caminhos mais seguros e atrativos, servindo também como incentivo à caminhada. Na sua opinião, como a pandemia impactou essa temática da mobilidade urbana? FABIANO FERRAZ – Com a diminuição das frotas de ônibus, mas com a necessidade de muitos recifenses continuarem trabalhando, a falta de veículos nas integrações acabou levando superlotação para o transporte público. Mesmo com todo o cuidado tomado pelo Grande Consórcio Recife com a limpeza dos terminais, estes são locais propícios para a contaminação. Muitas pessoas também optaram pelo uso mais constante do veículo próprio, buscando se defender do Coronavírus, por causa da própria indicação de distanciamento social. Então temos mais carros nas ruas, circulando pela cidade, o que também influi na necessidade de melhorias das vias. Estamos em constante conversa com o Grande Recife Consórcio, buscando alternativas para diminuir a grande quantidade de pessoas nestes terminais. Também por isso estamos sempre buscando incentivar a utilização das bicicletas e as caminhadas, para aqueles que conseguem chegar aos seus destinos andando, sendo eles mais próximos. O transporte coletivo público no Recife é integrado com os demais municípios (seja o ônibus ou o metrô). Nesse cenário que extrapola os limites do município, é possível que a Câmara Municipal aprove leis que incentivem o transporte público? Caso, sim, que medidas estão em discussão? FABIANO FERRAZ – A Câmara Municipal aprova leis relacionadas à cidade do Recife, cabendo incentivar melhorias dentro do seu município. Entretanto, algumas ações já foram propostas pela Câmara Municipal do Recife, que ultrapassam os limites municipais da RMR, com o intuito de melhorar as condições de transporte coletivo público de toda a população. Foi o caso, por exemplo, da legislação sobre ar-condicionado nos coletivos que se originam no município do Recife, mas adentram outros municípios da RMR, interferindo, dessa forma, na autonomia dos municípios afetados pela proposta. Ainda neste semestre, se discutiu e foi proposto reforçar o transporte público com o apoio das estruturas (veículos e pessoal de operação) dos transportes de turismo e escolar, porém os tipos de veículos disponíveis nestas categorias, além de questões jurídicas complicadas, estão travando a continuidade desta iniciativa. Estamos sempre buscando alternativas que melhorem a qualidade e o serviço oferecido no nosso transporte público. Há alguns meses foi debatido no Recife o escalonamento das atividades econômicas para reduzir a pressão sobre o transporte público nos horários de pico. Qual a sua opinião sobre essa temática? FABIANO FERRAZ – Esta é uma medida que poderia trazer um benefício significativo à redução das aglomerações em terminais e nos veículos, mas sua implementação enfrenta grandes dificuldades, haja vista a intricada relação entre as múltiplas atividades econômicas exercidas na Região Metropolitana do Recife, os variados interesses pessoais dos usuários do sistema de coletivos e as limitações e premissas estabelecidas, política, institucional e administrativamente por cada município integrante da RMR. Por isso que nenhuma das iniciativas já tentadas em cidades brasileiras de diversos portes, surtiu um efeito que pudesse ser considerado um sucesso permanente. Evidentemente, a Comissão de Mobilidade da Câmara do Recife estará atenta à promoção de ideias e sugestões que possam contornar as dificuldades apontadas e propiciem situações de efetivo ganho para a população, no que se refere à redução das aglomerações e a consequente diminuição dos índices de contaminação no transporte coletivo. . LEIA TAMBÉM Sondagem: vereadores defendem mobilidade ativa e transporte público Estudo aponta maior risco de infecção de Covid-19 em terminais de ônibus Datafolha: 55% dos recifenses considera a mobilidade urbana ruim ou péssima

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Mercado financeiro prevê PIB de 5,18% e inflação de 6,7%

Da Agência Brasil As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram novamente a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,05% para 5,18%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,10%, percentual ligeiramente menor do que o projetado na semana passada (2,11%). O mercado financeiro manteve a projeção de expansão do PIB para 2023 e 2024, em 2,5%. As estimativas estão no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos. Inflação A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,97% para 6,7%. O IPCA é a inflação oficial do país. A estimativa supera o limite superior da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022, a estimativa de inflação permanece em 3,77%. Já a projeção do índice relativo a 2023 e 2024 é de 3,25%. Taxa de juros A expectativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) é de que encerre o ano em 6,50%. Para 2022, a previsão é de uma Selic em 6,75%. Há uma semana, a previsão para o mesmo ano era de 6,5% – mesmo percentual projetado para 2023 e 2024. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Câmbio A expectativa para a cotação do dólar caiu para R$ 5,04 ante os R$ 5,10 projetados há uma semana. Para o fim de 2022, 2023 e 2024, a previsão do valor do dólar para o final do período permanece estável em R$ 5,20; R$ 5,05; e R$ 5,00, respectivamente.

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Governo prorroga auxílio emergencial por mais três meses

Da Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que prorroga por três meses o pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda afetada pela pandemia da covid-19. Com isso, o benefício, que terminaria agora em julho, será estendido até outubro. Também foi editada uma medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário para custear o pagamento complementar do auxílio. No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões. O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada. Neste ano, a nova rodada de pagamentos prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil. As famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150. Regras Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

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“Precisamos de um grande processo de inclusão digital do idoso.”

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 67% da população com 60 anos ou mais no Brasil tem apenas o ensino fundamental incompleto. Uma situação desafiadora, como ressalta o economista João Cavalcanti, diante de uma sociedade que demanda cada vez mais capacitação das pessoas, não só para o trabalho, mas também para viver neste mundo tão digital. Por isso Cavalcanti, que é professor da disciplina de Análise de Conjuntura e Cenários Econômicos da Católica Business School, defende a necessidade de ampliar a inclusão digital do idoso. Nesta conversa com Cláudia Santos, o economista, que também é sócio-fundador do GrupoSALTE, ressalta que 20% dos lares brasileiros têm como renda principal a do familiar idoso. “Essa populaçãopassa a ser estratégica não só para as políticas públicas, como para as empresas”, salienta Cavalcanti que atua há 25 anos na área de empreendedorismo. A chamada economia prateada, composta por essas pessoas de cabelos grisalhos, é promissora e desconhecida pelas empresas. “O comportamento do consumidor idoso é diferente, aquele impulso por acumular bens é bem menor. Isso pode provocar uma grande mudança no mercado que ainda é muito baseado no consumo excessivo e no acúmulo de bens”, adverte. Cavalcanti salienta que a população idosa também é composta em sua maioria por mulheres que desejam expandir seus horizontes, em contraposição à repressão que viveram na juventude. “Enquanto parte dos homens idosos tendem à procrastinação, as mulheres idosas tendem à experimentação”, diferencia o economista que também fornece algumas dicas para os jovens sobre como se planejarem para a velhice. Qual o impacto do envelhecimento da população na economia brasileira? Estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que dos 71 milhões de lares brasileiros, cerca de 20% deles têm como renda principal a do idoso. Numa outra perspectiva, o consumo de cerca de 30,6 milhões de brasileiros dependem da renda do idoso. Boa parte dessa renda vem das aposentadorias mas a participação dos idosos no mercado de trabalho também tem crescido, passou de 5,9% em 2012 para 7,2% em 2020. Essa população passa a ser estratégica não só para as políticas públicas, como para as empresas. Além do envelhecimento cada vez maior, por causa da base populacional, temos sistematicamente queda na taxa de natalidade. Estimativas indicam que a partir de 2060 a população brasileira começará a diminuir. Segundo o IBGE, em 2060, os idosos representarão 25% da população brasileira. Quais os desafios para a saúde pública e para a previdência? Os desafios vão além da saúde e da previdência, pois, por exemplo, 67% das pessoas com 60 anos ou mais, têm apenas o ensino fundamental incompleto, numa sociedade que demanda cada vez mais capacitação das pessoas, não só para o trabalho mas, também, para viver neste mundo tão digital. Mas, sem dúvida, a saúde e a previdência são as mais impactadas. No âmbito da previdência, a base que gera a poupança que financiará as aposentadorias está diminuindo de maneira relativa, enquanto a parcela da população que irá usar essa poupança só aumenta. Isso inevitavelmente levará a ciclos de revisão do sistema previdenciário, aumentando sempre a idade mínima de aposentadoria e aumentando o tempo de contribuição. Também teremos necessariamente um aumento da demanda global por serviços de saúde. Mas, além disso, é necessária uma requalificação da matriz desses serviços que melhor atenda as necessidades do idoso. Então, teremos uma mudança quantitativa e qualitativa nos investimentos em saúde. A pandemia de alguma forma afetou esse cenário? Mais de 70% das mortes pela Covid-19 recaíram sobre as pessoas de 60 anos ou mais. O efeito, além da perda devastadora emocionalmente, leva a uma grande crise financeira nas famílias que dependiam desses idosos. Essa grande mortalidade, além da dor, também representa uma perda permanente da principal fonte de renda de milhares de famílias. Além disso, a perda de renda das famílias, agravada pela pandemia, levará a um aumento da precarização dos meios dos idosos, pois uma parte maior da sua renda terá que suprir as necessidades da família com uma renda menor, devido ao desemprego. Essa precarização, a médio prazo, pode levar a um aumento das demandas por serviços de saúde. Os idosos estão permanecendo mais tempo no mercado de trabalho, cada vez mais disruptivo, com transformações constantes. Como eles podem acompanhar essa evolução? Você acredita serem necessárias políticas públicas para a atualização de suas habilidades? Não tenho a menor dúvida de que precisamos ter um grande processo de inclusão digital do idoso para, não só ampliar sua trajetória de aprendizagem em geral mas, também, para sua interação social. Por outro lado, fazendo isso de forma ampla e adequada ao idoso, aumentaremos bastante a autonomia deles nos serviços do dia a dia. Outro grande desafio será o desenvolvimento de segurança digital, visando a esse público que já é a maior vítima de crimes cibernéticos. Assine a Algomais e leia a entrevista completa na edição 184.1: assine.algomais.com

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