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Entrevista com o peladeiro e médico Oscar Coutinho sobre saúde, vacinas e Fake News

Considerados um dos mais renomados clínicos de Pernambuco, Oscar Coutinho cultiva uma outra atividade que talvez poucos pacientes seus conheçam: é um assíduo jogador de futebol. É tão assíduo que este ano ele e seu grupo de amigos com quem pratica o esporte bretão vão comemorar 60 anos de pelada em maio, um marco que ele já tentou até figurar no Guiness. Criada pela iniciativa de dois ícones da medicina pernambucana, Ciro de Andrade Lima e Rostand Paraíso, que convidaram alguns alunos seus para bater uma bola – entre eles Coutinho – a pelada hoje conta com novos integrantes, mas nunca foi interrompida nestas seis décadas. E talvez seja esse o motivo da boa forma de Oscar Coutinho em plenos 82 anos. Nesta conversa com Cláudia Santos, o clínico conta detalhes dessa longeva pelada, fala da sua vivência como médico durante a fase mais crítica da Covid-19, elogia as vacinas, analisa o aumento dos casos de depressão e insônia e afirma que as fake news talvez sejam pior que o próprio coronavírus e que a teleconsulta veio para ficar. Confira a entrevista a seguir. Como foi sua experiência como clínico ao atender casos de Covid-19? A Covid foi um aprendizado desde o início porque foi uma doença nova. Já tínhamos convivido com o coronavírus, mas o que causa a Covid-19 foi diferente. Não foi só a ignorância do médico em lidar com ele, nem apenas pelos falsos remédios, como a cloroquina e similares, mas nunca a categoria médica do mundo imaginou a violência e a gravidade das primeiras variantes, a Alfa, a Beta, a Delta, que matavam mais e causavam mais complicações. Mas, o vírus vai perdendo a agressividade, porque ele é inteligente: para sobreviver, precisa do hospedeiro que somos nós, humanos, e que estejamos vivos. Então, à medida que ele faz mutações, ele pode continuar a ser contagioso, mas menos mortal. Veja o que aconteceu: no ano passado, pensávamos que estava tudo ótimo, até setembro quando chegou a mutação chamada Ômicron que, em novembro, provocou uma elevação assustadora do número de casos. Porém, era pouco agressiva. Até o fim de dezembro atendi uns 280 doentes afetados pela variante, mas só dois foram hospitalizados, nenhum foi pra UTI ou morreu. Este ano, com o Carnaval, quando eu esperava um repique maior, parece que está tudo calmo, porque há muitas pessoas vacinadas. Além disso, muita gente teve a Covid e não foi relatada, não entrou nas estatísticas. Esse pessoal ficou com alguma imunidade também. O Brasil hoje é considerado um dos melhores perfis do mundo para imunidade da Covid porque vacinou mais de 50% da população. Sou totalmente a favor das vacinas. Quais as características da vacina bivalente? A grande vantagem da bivalente é o fato de ser uma vacina mais moderna, o desenho dela nos protege melhor da Ômicron. E 99% do vírus da Covid-19 que está circulando corresponde a essa variante. Assim como as outras vacinas, a bivalente não evita a doença, mas se tivermos a Covid, estando vacinados, será de uma forma branda. As vacinas contra a Covid-19 podem provocar alguns sintomas, uma dorzinha no local da picada, que demora 24 horas. Eu mesmo tive febre leve, duas vezes em que fui vacinado e um pouquinho de moleza. Agora, num universo de bilhões de pessoas no mundo, a vacina pode provocar, excepcionalmente, alguma complicação, como a síndrome de Guillian-Barré, uma doença neurológica grave, mas que acomete uma em 100 mil pessoas. Se você for comparar o custo benefício em termos de proteção, é seguramente melhor tomar a vacina. Mas, quando acontece um desses raros casos, espalha-se pelas redes sociais aquele terrorismo como se a vacina fosse o mal, quando o mal é a ignorância. Como o senhor enfrentou as fake news? As fake news têm sido talvez um problema maior do que o próprio vírus. Circulam em rede social tratamentos falsos, como a cloroquina e a ivermectina, que são absolutamente ineficazes, além da vitamina D, como se ela aumentasse a imunidade. Vitamina D é bom para o osso, não tem nada a ver com a imunidade. Ao mesmo tempo, surgiram notícias falsas afirmando que as vacinas matavam e aleijavam. As fake news são um tremendo mal que infelizmente veio com essa modernidade dos meios de comunicação. Com a chegada da bivalente agora, voltaram a circular mentiras contra a vacina dizendo que provocaria AVC, trombose. Tive que informar, por WhatsApp, a uma grande quantidade de pacientes e familiares que essas informações eram falsas. Meu exemplo era esse: a vacina é boa, estou me vacinando e toda minha família também. O senhor recorreu à teleconsulta? O Conselho Federal de Medicina, muito antes da pandemia, chegou a liberar a telemedicina, mas a liberação não durou muitos meses, principalmente porque os sindicatos nos diversos Estados acharam que era uma forma prejudicial de fazer medicina, que iria prejudicar os mais pobres que não tinham acesso aos meios de comunicação. Então, o Conselho revogou a legalização. Com a pandemia, novamente ela foi legalizada e eu imediatamente aderi. Fiz muita teleconsulta, a maioria eram casos de Covid. Ainda hoje não há uma semana que eu não tenha, ao menos, uma meia dúzia de teleconsultas que nada tem a ver com a Covid. Agora, a teleconsulta é limitada porque falta o exame físico, mas há muitas situações em que ela é válida. No meu caso, faço clínica médica. Muitas vezes a pessoa é um cliente antigo meu, que eu já conheço e que quer fazer um checkup. Então é basicamente ouvir as queixas básicas, pedir os exames que o paciente manda via WhatsApp. Nesse período, houve um aumento do número de casos de depressão e ansiedade. Esse quadro ainda persiste? O início da pandemia foi o pior momento para o transtorno psicológico porque o mundo estava cheio de incertezas e as fake news contribuíram para o sentimento de insegurança. A própria categoria médica favoreceu muito essa situação, muitos médicos, sem a formação adequada, faziam comentários sinistros sobre a doença, sobre os tratamentos, que geraram insegurança

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4ª edição do Canadá RoadShow abre inscrições no Recife

Feira de estudo e imigração para o Canadá acontece no dia 1º de abril, no Centro de Eventos da Faculdade Pernambucana de Saúde Encontram-se abertas as inscrições para a 4ª edição do Canadá RoadShow, o mais completo evento sobre estudo, trabalho e imigração para o Canadá. A etapa Recife da feira acontecerá no dia 1º de abril (sábado), das 14h às 19h, no Centro de Eventos da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), na Imbiribeira. Estarão presentes na oportunidade, representantes de mais de 40 instituições de ensino canadense de províncias como Alberta, British Columbia, New Brunswick, Ontario, Quebec, Manitoba e Saskatchewan, além de consultores de visto e imigração e empresas canadenses. Eles levarão informações de qualidade, além de tirar dúvidas a todos os interessados em sair do Brasil para estudar, trabalhar e morar no Canadá. A inscrição para ter acesso ao evento custa R$ 20 e pode ser feita através do site www.canadaroadshow.com.br. A feira de estudo e imigração é promovida pela Hi Bonjour, agência brasileira e canadense especializada em programas de intercâmbio e higher education no Canadá. Em 2023, a empresa completa 10 anos de trajetória e já ajudou mais de 5 mil brasileiros a realizarem o sonho de estudar, trabalhar e morar naquele país. “Nosso grande diferencial é que temos uma equipe de apoio na cidade aonde o estudante vai, acompanhando-o ao longo de todo o processo. Isso faz toda a diferença e traz segurança para ele. Nós entendemos o perfil do candidato para verificar qual é o melhor projeto para ele ir ao Canadá, de acordo com suas limitações, sonhos e oportunidades que melhor se adequam ao seu planejamento. Realizamos uma consultoria personalizada, para entender qual o objetivo do cliente, qual o seu sonho e capacidade financeira e a partir daí, traçamos juntos o planejamento de estudos para o Canadá”, destaca Thais Della Nina, uma das sócias-fundadoras da Hi Bonjour. A programação do evento traz as palestras: “Escolha o Canadá, escolha a Hi Bonjour”, “Estudar no Canadá: tudo o que você precisa saber antes de iniciar o seu #PlanoCanadá”, “Trabalhar no Canadá: mercado de trabalho, oportunidades e profissões em alta”, “Imigrar para o Canadá: motivos e caminhos para conquistar a imigração” e “Vida Real no Canadá, por quem vive a experiência”. A palestra Vida Real no Canadá será apresentada por quatro brasileiras que hoje são residentes permanentes ou têm a cidadania canadense.

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Prefeitura do Recife anuncia concurso para Secretaria da Mulher e projeto de microcrédito

Com o tema “Além das Flores, a Importância da Luta das Mulheres”, a Prefeitura do Recife anunciou nesta semana um conjunto de ações para marcar o Dia Internacional da Mulher. Entre as atividades estão o encaminhamento do Projeto de Lei à Câmara Municipal para a criação do primeiro concurso público para a Secretaria da Mulher do Recife e o lançamento do projeto Tá com Elas – o Crédito é da Mulher, que visa estimular a autonomia financeira de mulheres recifenses. Com o objetivo de fortalecer a prestação do serviço público voltado para as mulheres, o Prefeito João Campos assinou o Projeto de Lei para a criação do primeiro concurso público para compor o quadro de pessoal da Secretaria da Mulher do Recife. Ao todo, são 81 vagas para as áreas de assistência social, psicologia, jurídica, pedagogia, ciências sociais, educação social e arte educação (nível superior). O Projeto será enviado à Câmara Municipal e avaliado pelos vereadores para, assim, poder ser executado. “Pela primeira vez na história, teremos um concurso público para Secretaria da Mulher e, com isso, a gente garante perenidade. Independente do gestor, a gente garante que haverá a permanência dessas políticas públicas. Então, verdadeiramente, como a primeira capital do Brasil a ter paridade de gênero nos seus cargos de liderança, hoje eu fico feliz de compartilhar essa luta. Temos um time grande de mulheres que está liderando o Recife e eu acredito que a nossa cidade está melhor a cada dia”, disse o prefeito. A Secretaria da Mulher lança também o projeto “Tá com Elas – o Crédito é da Mulher”, que pretende ofertar um mix de serviços para as mulheres empreendedoras e tomadoras de crédito do programa de microcrédito da Prefeitura, o Crédito Popular do Recife. O programa vai possibilitar às mulheres tomadoras de microcrédito desde conteúdos sobre empreendedorismo em linguagem leve e simples, as mentorias individuais que visam apoiar as empreendedoras com a construção de planos de negócios, além de dúvidas sobre precificação, fluxo de caixa e marketing digital. Também faz parte das ações, a regulamentação do Fundo Municipal de Política para a Mulher. Recife é a primeira cidade do Brasil a criar um fundo voltado para o gênero, que possibilita à Secretaria da Mulher do Recife captar recursos nacionais, internacionais e de iniciativa privada, voltados para o desenvolvimento das suas ações, como o Centro de Referência Clarice Lispector, Maria da Penha vai à Escola, capacitação profissional, entre outros. Dos recursos captados, 50% serão destinados para as ações de gênero, 40% para custeio da secretaria e 10% para financiar iniciativas da sociedade civil.

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Grupo Ampliar inicia atividades no Recife

O Grupo Ampliar Intervenção Comportamental iniciou as atividades no Recife, no bairro do Pina, Zona Sul da cidade. A clínica multidisciplinar, que gerou 200 postos de trabalho, é especializada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para crianças e adolescentes com atraso no desenvolvimento e oferece serviços integrados que envolvem psicologia, psicomotricidade, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicopedagogia. A unidade conta com área total de 1.500 m² e 940 m² de área construída, fruto de investimentos de R$ 4,5 milhões. Uma das principais novidades da clínica é a sua casa simulada, um ambiente que replica de maneira real o ambiente doméstico, especialmente preparado para estimular e desenvolver habilidades socioemocionais em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No espaço, os pacientes podem praticar atividades diárias, como cozinhar, arrumar a cama, receber visitas e outras ações que ajudam no seu desenvolvimento. “A casa simulada é um ambiente onde eles podem praticar habilidades socioemocionais de forma segura e tranquila, além de ser um espaço lúdico e agradável”, explica Dr. Rodrigo Nery, psicólogo e diretor clínico do Grupo Ampliar. A unidade fica localizada na Avenida Antônio de Goes, número 617, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife.

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Curso de Empilhadeira para Mulheres

Grupo Trino oferta 20 vagas para curso gratuito de Operadora de Empilhadeira

Formação celebra o Dia Internacional da Mulher, com foco na inserção feminina no mercado de trabalho; saiba como se inscrever Para homenagear o mês da mulher, o Grupo Trino promoverá, gratuitamente, a primeira edição do curso de Operadora de Empilhadeira, com 20 vagas disponíveis. As aulas acontecerão na Unidade Grupo Trino – Trino Frio, na área do Distrito Industrial Santo Estevão, no Cabo de Santo Agostinho, nos dias 25 de março e 1° de abril, dois sábados, somando uma carga horária de 20h. Para participar, é preciso ser mulher, ter a partir 21 anos de idade, o ensino médio completo, possuir habilitação CNH definitiva e em validade e residir nas cidades de Jaboatão dos Guararapes ou Cabo de Santo Agostinho. As inscrições, assim como o curso, são gratuitas e devem ser feitas até 17 de março através do e-mail selecao@grupotrino.com.br, anexando os documentos comprobatórios dos requisitos. “As alunas aprenderão a operar um equipamento de força motriz, chamado de empilhadeira, e, ao final, estarão aptas a atuar no segmento de logística”, detalha Wilson Leite, coordenador de segurança do trabalho do Grupo Trino e instrutor responsável pelas aulas do curso. Ele acrescenta a relevância de articular ações que promovam ainda mais a especialização de mulheres para o mercado. “[Trabalhadoras mulheres] trazem aos ambientes profissionais o olhar de mais detalhe nas pequenas oportunidades de correção nos processos e a sensibilidade do zelo e de cuidado. A mulher é, sem dúvida, uma mão de obra importante nas operações”. Diretora do Grupo Trino, Cláudia Dowsley celebra o significado social de formações do tipo. “A inserção da mulher no mercado formal de trabalho é muitas vezes inviabilizada por barreiras socioculturais. É responsabilidade dos governos, das organizações e da sociedade pensar sobre esses empecilhos e propor soluções para que os ultrapassemos. Uma dessas barreiras é a capacitação feminina frente aos trabalhos, que até então eram laborados quase que exclusivamente por homens”, diz. “A fim de atravessar essa barreira, ofereceremos o treinamento de operacionalização de empilhadeira, este veículo utilizado para movimentação de mercadorias dentro de armazéns, para mulheres. Assim, viabilizaremos o aumento da diversidade em nossa organização com a contratação de mulheres capacitadas e com espírito de coragem e crescimento. Essa é uma forma de contribuirmos com a mulher, com sua família e com nossa sociedade”. SERVIÇO: Curso de Operadora de Empilhadeira com o Grupo TrinoQuando: 25/03 e 1°/04 de 2023 (sábados)Onde: Trino Frio – Rod. BR 101 Sul Km 96,4, Nº 3791, Bloco D, Distrito Industrial Santo Estevão – Cabo de Santo Agostinho/PEInscrições: gratuitas, até 17/03, pelo e-mail selecao@grupotrino.com.br

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Auto Parvi conta com crescimento na venda de seminovos

Braço do Grupo Parvi voltado ao comércio de veículos seminovos, a Auto Parvi tem grande expectativa de crescimento no número de vendas da categoria nestes primeiros meses do ano. Isto por causa do recente decreto do Governo do Estado, que modifica as regras do pagamento do IPVA para as vendas de usados realizadas antes do vencimento do imposto em 2023. Com a mudança, os compradores poderão optar pelo parcelamento do IPVA 2023 em três vezes. “Assim, o cliente não precisa pagar o valor total do IPVA no ato da compra, pode ir quitando de forma parcelada conforme o calendário do Detran. Sem dúvidas, vai atrair mais interessados em fechar negócio. Estamos bem otimistas”, analisa Carolina Griz, gerente da Auto Parvi Afogados, do Recife. A avaliação do Grupo Parvi está alinhada aos dados recentemente divulgados Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) de que, nos dois primeiros meses deste ano, houve um aumento de 22,2% nas vendas de carros seminovos e usados em comparação ao mesmo período de 2022.

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Tubarão ataca de novo. E o poder público?

*Antonio Ribeiro Júnior Estamos acompanhado, nos últimos dias, uma sequência de ataques de tubarões em praias do litoral pernambucano. Principalmente, em pontos já conhecidos e que são identificados como impróprios para o uso de banhistas, em razão do risco de ataques, com base em estatísticas e casos anteriores. Como medida educativa, o poder público inseriu sinalização, orientando e recomendando à população a não entrar nessas faixas de mar, sob o risco de ataques. Entretanto, o que se observa é a total desconsideração dos alertas e uso frequente dos espaços, apesar de todos os esforços dos profissionais salva-vidas. O cenário atual não é novidade no Estado. Em anos anteriores, também por causa de ataques de tubarões, trechos de praias foram interditados para uso da população e realização de estudos sobre os motivos e possíveis soluções. Interdição? Agora, mais uma vez, a situação se mostra necessária. A interdição de acesso da população ao mar, em determinados locais, é solução adequada e necessária para evitar a nova reincidência de uma estatística que tem o seu tempo de vacância, regredindo a cada novo ataque. Se, antes, entre um ataque e outro, passavam-se 15 ou 30 dias, hoje, acontecem com 24 horas. Do coronavírus ao tubarão A pandemia do coronavírus veio para mostrar que nem sempre as medidas de Estado para o bem da população são as mais populares. Porém, mesmo assim, devem ser tomadas. Inclusive, a omissão do poder público em agir pode resultar em processos judiciais e sanções. Dever de resguardar a vida A ausência de posição do poder público, neste momento, não é só uma omissão grave contra o impacto do desenvolvimento econômico no ecossistema marítimo. Mas, sobretudo, no papel de guardião da integridade física e o dever de resguardar a vida do cidadão. *Antonio Ribeiro Júnior é consultor jurídico, advogado na área de Direito Público, especialista em direito eleitoral, além de professor, autor de artigos jurídicos, sócio do escritório Herculano & Ribeiro Advocacia e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP).

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“Você tem que respeitar o consumidor, porque ele não pode ser substituído”

Nesta edição de aniversário da Algomais, estreamos a seção História de Sucesso, ao trazer a trajetória de Eraldo Barbosa dos Santos, conhecido como Lau. Aos 13 anos ele vendida copos nas feiras livres de Timbaúba e hoje é um bem-sucedido empresário do setor de revenda de automóveis. Em cima de uma carroceria de caminhão, Lau com apenas 13 anos, saía do sítio onde morava com a família, na zona rural de Timbaúba, para vender copos na feira livre da cidade. Sacolejando em meio às mercadorias pelas estradas esburacadas da Zona da Mata, nos anos 1960, ele também comercializava nas feiras de São Vicente Férrer, em Itambé e em Itabaiana (PB). Logo passou a vender também tecidos e roupas e com os ganhos realizou o sonho de alugar uma casa na área urbana de Timbaúba e transferir para lá a família. “Aí, passamos a ter água encanada e energia, privilégios que a gente não tinha no sítio”, conta Lau que, depois dessa primeira conquista, passou a acumular outras tantas até se tornar um empresário de sucesso do setor de revenda de veículos. Batizado Eraldo Barbosa dos Santos – “mas só me conhecem como Lau, o Eraldo, às vezes, até eu acho estranho” – ele hoje é dono da Disnove, concessionária da Volkswagen, com 110 funcionários e um volume médio de venda de 200 carros por mês. Ano passado, ele e sua equipe de funcionários comemoraram 50 anos de atuação no mercado. Nesta conversa com Cláudia Santos, Lau contou como conseguiu, com seu tino comercial, ousadia e uma incondicional prioridade ao cliente, erguer a empresa que já recebeu vários prêmios de melhor concessionária do Brasil e foi reconhecida pela Assobrav (Associação Brasileira dos Revendedores Volkswagen) como a 14ª concessionária em faturamento entre as de cerca de 600 revendas espalhadas no País. Aos 74 anos, Lau acompanha a segunda geração da empresa com os filhos Eraldo Júnior e Evandro, mantém hábitos simples e ainda encontra tempo para ser conselheiro do time do coração, o Náutico. Como começou a sua carreira empresarial? Sou timbaubense. Saí de Timbaúba e vim para o Recife já bem estruturado. O início mesmo foi bem difícil. Morava em um sítio. Comecei a trabalhar com 13 anos de idade, por necessidade. Foi quando dei uma “fugida” e fui para a cidade. Um tio me deu um apoio e comecei a trabalhar nas feiras livres, vendendo copo americano. Depois, passei a vender também tecidos e roupas prontas. Eu vendia na feira de Timbaúba no sábado, no domingo na feira em São Vicente Férrer, na segunda em Itambé e na terça em Itabaiana. Eu era uma criança e fazia esse trabalho sozinho. Como o senhor se transportava de uma cidade para a outra? Viajava na carroceria de caminhão, com as mercadorias. Naquela época as estradas eram péssimas. Várias outras pessoas também viajavam e com a carga alta. Era muito difícil. Aos 15 anos realizei o meu primeiro sonho que foi alugar uma casa na cidade com dinheiro que eu ganhava na feira e transferir a minha família para morar lá. A nossa origem é bem humilde, somos 10 irmãos, meus pais sofriam muita dificuldade para dar alimentação aos filhos. Aí, passamos a ter água encanada e energia, privilégios que a gente não tinha no sítio. Continuei vendendo, foi aumentando o negócio e a quantidade das vendas. Depois, abandonei os copos e fiquei só com tecidos e roupas feitas nessas feiras. Aos 18 anos me casei com minha esposa Edilene. Tenho 55 anos de casado, cinco filhos, 14 netos, dois bisnetos. Depois desisti das feiras e comprei um carro, uma rural, para colocar na praça. Passei um ano e pouco, mas não me adaptei. Percebi que tinha motoristas com 20 anos, 30 anos nesse trabalho e só conseguiam ter aquele carrinho velho. Então voltei para o comércio. Mas ao invés de ser no varejo, consegui comprar peças de tecido fechadas e vendia por atacado àqueles ex-colegas meus que faziam feira. Deu certo, foi ótimo. Depois, inventei de comprar carro e vender. Saía de Timbaúba, vinha para o Recife, pegava um ônibus e ia para São Paulo. Comprava um carro novo, vinha dirigindo de lá para cá. A primeira viagem que fiz foi em 1968. Imagino em que estado estavam as estradas… Eram muito ruins. Eram quatro dias de ônibus daqui para lá. E de lá para cá, eu saía de São Paulo, dormia em Vitória da Conquista (na Bahia) sozinho, dentro do carro, porque eu não podia ter custo. Saía de Vitória da Conquista e ia dormir em Timbaúba. Geralmente fazia três viagens para São Paulo por mês. Continuei lutando com muita vontade, com muita disciplina, com despesas altas, porque depois que casei fiquei com despesas de duas famílias. Até que apareceu uma oportunidade de trabalhar na Disnove que já era revenda autorizada da Volkswagen em Timbaúba. O então o proprietário me chamou para trabalhar para ele, disse que não tinha nenhum conhecimento em automóveis, era fazendeiro e não estava satisfeito com o negócio. Eu disse a ele que não queria, porque nunca tinha sido empregado, sempre fui independente. Então, ele me fez uma proposta irrecusável para sócio, sem entrar com o dinheiro. Como foi seu desempenho? Para você ter uma ideia, a Disnove em nove meses, de janeiro até o dia 4 de outubro de 1972, vendeu oito carros, menos de um carro por mês. A situação era complicada. Eu entrei em 4 de outubro e até o final do ano, vendi 57 automóveis. Aí começaram a dizer: “esse cara não pode sair da empresa”. E qual foi esse segredo dessa performance? Nessa época eu era aquele garoto muito bem aceito na cidade, trabalhava na área. Sempre digo que temos que respeitar nosso maior patrimônio: “sua excelência, o cliente.” Sem ele não existe mercado. Depois, em segundo lugar, vêm os nossos colaboradores. Do servente até o diretor, para mim era o mesmo tratamento. Em 1977 o sócio faleceu e ficou a revenda com os herdeiros que me convidaram a continuar sócio.

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Raquel Lyra determina funcionamento das delegacias da mulher em regime de plantão 24h

(Do Governo de Pernambuco) As seis unidades distribuídas na capital, RMR, Agreste e Sertão já estão em funcionamento 24h por dia, 7 dias por semana. A governadora Raquel Lyra determinou o funcionamento em regime de plantão 24 horas, das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher localizadas no Recife, em Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, no Sertão, e Caruaru, no Agreste do estado. Em um compromisso assumido desde o início do governo, seis delegacias da mulher passam a atender de forma ininterrupta a partir deste mês de março. O decreto, publicado no Diário Oficial do último sábado (3), já começou a valer e faz parte das ações que o Governo de Pernambuco tem preparado em alusão ao mês da Mulher. “Finalizamos a semana com uma boa notícia no início de março, o mês da mulher. Várias delegacias do nosso estado, delegacias de combate à violência contra a mulher, funcionando 7 dias por semana, 24 horas por dia. É um compromisso nosso sendo entregue às mulheres de Pernambuco, garantindo a elas um estado mais seguro para viver”, destacou Raquel Lyra. Até então, apenas a unidade de Santo Amaro, no Recife, oferecia esse serviço. “As delegacias de Paulista, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru e Centro do Recife vão funcionar de forma ininterrupta para garantir maior segurança para as nossas mulheres. A ampliação no funcionamento é um reforço na segurança da mulher, já que o período da noite e nos fins de semana são os momentos em que mais ocorrem os casos de violência”, afirmou a secretária de Defesa Social, Carla Patrícia Cunha. Essas mesmas delegacias já haviam funcionado neste regime de 24h durante o período de Carnaval e receberam um retorno positivo da população. Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) Recife (1° DEAM)Praça do Campo Santo, s/n, Santo Amato – RecifeTel. (81) 3184.3352 Jaboatão dos Guararapes (2° DEAM)Estrada da Batalha, s/n, Prazeres – Jaboatão dos GuararapesTel. (81) 3184-3445 Petrolina (3° DEAM)Rua Castro Alves, 57, Centro – PetrolinaTel. (87) 3866-6625 Caruaru (4° DEAM)Av. Portugal, n° 155, Universitário – Caruaru(81) 3719-9106 Paulista (5° DEAM)Rua do Cajueiro, s/n, Praça Frederico Lundgren, Centro – Paulista(81) 3184-7072 OlindaAvenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, 2405, Casa Caiada – Olinda

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Fake News: Avança o combate à desinformação nas redes sociais

*Por Rafael Dantas Quando a Algomais foi criada, em março de 2006, o passarinho azul do Twitter ainda estava começando a voar. O Facebook e o Youtube tinham bem menos adeptos, e estavam muito distantes da popularização que conhecemos. Sem o WhatsApp, as trocas de mensagens de textos eram feitas ainda pelo SMS. Na onda do avanço dessas plataformas e da forma como nos comunicamos, no entanto, surfaram as fake news, os discursos de ódio e os ataques mais duros à democracia. O que parecia ser um problema de informação jornalística, passou para a saúde pública e até mesmo contra as eleições. Vacinar o mundo contra a rede de desinformações se tornou um desafio tão global como a pandemia e a crise econômica. As redes de desinformação usadas para destruir reputações, especialmente no debate político, e confundir a população em temas como a eficácia das vacinas ou a segurança das urnas eletrônicas, ganharam bastante visibilidade no 8 de janeiro. Como os ataques à Praça dos Três Poderes foram agendados e planejados por meio desses canais, a reação à tentativa de golpe atingiu diversos grupos nas redes sociais, com bloqueios determinados pelo Supremo Tribunal Federal, e deve acelerar no Brasil alguns processos legislativos. Os problemas, no entanto, estão longe de serem apenas relacionados à realidade tupiniquim, basta recordar a invasão ao Capitólio em 2021. A onda de desinformação atinge o planeta e tem levado os governos e organismos internacionais a tratarem com mais atenção o tema. “A própria expressão fake news, adotada em contexto brasileiro, aponta para uma realidade e preocupação internacional, que vem sendo discutida pela União Europeia, por exemplo, desde 2015, tendo a Alemanha aprovado o ato para cumprimento da Lei nas Redes Sociais, o qual determina que provedores de redes sociais devem remover ou bloquear conteúdo manifestamente ilegal ou falso dentro do prazo de 24h, a contar da reclamação ou determinação judicial”, explica o advogado criminalista Yuri Herculano, que é sócio do escritório Herculano & Ribeiro Advocacia. Essa regulação das big techs que controlam as redes sociais foi um dos focos de um fórum mundial realizado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Internet for Trust. O evento debateu diretrizes para regular as plataformas digitais, com a meta de melhorar o ambiente de confiabilidade das informações, protegendo a liberdade de expressão e os direitos humanos. “É um problema totalmente conectado e totalmente global. A tecnologia é a mesma. A forma de comunicação é exatamente igual. Algumas fake news são apenas tradução de um idioma para o outro. As mensagens no Brasil, nos Estados Unidos, na França, 90% são as mesmas. O pai de toda essa lógica, não só no conteúdo, mas na articulação, é o facismo italiano das décadas de 20 e 30”, explica o economista Paulo Dalla Nora, que integrou nos últimos anos diversos fóruns de discussões sobre a democracia. Apesar de terem a mesma origem e integrarem uma movimentação que está além das fronteiras, a força dessas redes de desinformação ganha contornos diferentes, a depender do País. Dalla Nora explica que enquanto nos Estados Unidos esse movimento capturou o Partido Republicano e conseguiu eleger um presidente, em Portugal, por exemplo, seu equivalente não alcança a casa dos 10% de votos. Para reverter o cenário atual de força das redes de desinformação, Dalla Nora defende a responsabilização das plataformas pelo conteúdo que nelas circula. “A plataforma não é um telefone, que não tem responsabilidade. Ela também não é uma emissora, que tem 100% de responsabilidade pelo conteúdo. Mas a plataforma não é só o carregador da mensagem. Eles sabem o que está sendo dito, têm como monitorar. Eles conhecem os modos de disseminação de fake news. Esse é um ponto fundamental na geração de receita de muitos canais de desinformação no Twitter, Facebook e Youtube”. O economista considera que os produtores de materiais de desinformação não são retirados dessas plataformas por serem importantes geradores de tráfego para as redes, por serem vídeos ou mensagens que chegam a milhões de usuários. “Esses grandes canais possuem a maior responsabilidade pelas notícias falsas. Mas hoje só com ação judicial elas são paradas. As plataformas sabem quem são os canais pelos seus sistemas de moderação. Se quisessem, tiravam do ar, pois esses canais quebram várias condições de uso, como na disseminação de conteúdos falsos da Covid-19, das vacinas, das eleições, mas são geradores de fluxo pela confusão que criam. Por isso é necessária a responsabilização das plataformas pela circulação desses conteúdos”. Como as plataformas atuam num panorama internacional, ele defende que essas ações tenham também esse caráter além fronteiras dos países. “Isso tem que ser transnacional para serem processadas onde estiverem. No dia que isso acontecer, rapidamente as plataformas vão agir preventivamente. O negócio é uma ação nos produtores do material e a responsabilização das plataformas. Na hora que tiverem responsabilidade, o mercado se regula”. LEI OU MP DAS FAKE NEWS? Em 2020 foi protocolado no Senado Federal o Projeto de Lei nº 2630/2020, popularmente conhecido como “PL das Fake News”. A advogada e pesquisadora do Grupo Asa Branca de Criminologia, Victória Galvão de Andrade Lima, que é advogada, pós-graduanda em Processo Penal, considera que ao longo do processo legislativo de debates sobre o tema e aprovação do respectivo Projeto de Lei (que, neste momento, encontra-se na Câmara dos Deputados), ultrapassou o tema das fake news, consolidando-se enquanto uma lei mais ampla de regulação das plataformas virtuais denominada Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. O objetivo descrito na lei é o fortalecimento do processo democrático por meio do combate à desinformação e do fomento à diversidade de informações na internet no Brasil; a busca por maior transparência sobre conteúdos pagos disponibilizados para o usuário; e desencorajar o uso de contas inautênticas para disseminar desinformação nas aplicações de internet. “O Projeto de Lei busca estabelecer normas relativas à transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privadas, sobretudo no tocante à responsabilidade dos provedores pelo combate à desinformação e

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