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Recife ultrapassa marca de 1 milhão de pessoas imunizadas contra covid-19

Da Prefeitura do Recife O Recife alcançou um importante marco nesta semana: mais de 1 milhão de pessoas estão imunizadas contra covid-19 na capital pernambucana. Do total de 1.003.759 pessoas que já completaram o ciclo vacinal, pelo menos 60.035 foram contemplados com a vacina da Janssen, que tem aplicação única. O restante recebeu duas doses dos imunizantes Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. “Essa é uma marca importante, que nos enche de esperança em relação ao controle da doença na nossa cidade. O número também é reflexo do trabalho sério e comprometido dos profissionais da secretaria de Saúde, que estão trabalhando de domingo a domingo, vacinando a população. E, claro, também é resultado da adesão dos recifenses à campanha”, afirma a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque. Desde o dia 19 de janeiro, quando o Plano Recife Vacina foi iniciado, a cidade não parou de vacinar a sua população em nenhum dia, de domingo a domingo, incluindo feriados. Isso está sendo possível porque o município conta um esquema de vacinação totalmente digital, que permite cadastro e agendamento online, por meio do Conecta Recife. Dessa forma, a capital pernambucana consegue fazer o uso racional das doses e ter controle sobre a quantidade que é aplicada diariamente e do número de agendamentos realizados, evitando o desperdício de vacinas, paralisação do serviço e aglomeração nos 26 pontos de imunização. Para além dos pontos fixos espalhados pela capital, desde agosto a Prefeitura do Recife também começou a levar doses das vacinas para dentro das comunidades, com o objetivo de ampliar o acesso e a cobertura vacinal da campanha contra a covid-19. Os locais são escolhidos a partir de critérios de ocupação, vulnerabilidade e dificuldade de acesso. Durante a ação, que já visitou mais de 100 localidades da capital, as equipes da Secretaria de Saúde fazem o cadastro no Conecta Recife dos recifenses com 12 anos ou mais e aplicam a dose (tanto de primeira quanto de segunda dose ou dose de reforço) no mesmo dia, sem necessidade de agendamento.

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Senac Pernambuco chega aos 75 anos mirando o futuro da educação

Do Senac Em 75 anos, o mundo experimentou revoluções e extremos: a Guerra Fria começou e acabou, o homem foi à lua, a contracultura moldou costumes e gerações, muros foram erguidos e caíram, ditaduras tiveram início e fim, inclusive no Brasil. Acompanhando todas as mudanças ao longo de quase oito décadas, o Senac Pernambuco formou gerações de profissionais, cumprindo a missão de fazer a diferença na economia e nas realidades locais. Neste mês de outubro, quando completa bodas de brilhante em nosso estado, a instituição vivencia um importante momento de consolidação da sua estrutura e presença regional, bem como a preparação para os desafios do futuro, com uma carteira de investimentos prevista de mais de R$ 123 milhões em estrutura para os próximos anos. “A ideia é continuarmos na vanguarda da Educação Profissional. Completando os 75 anos, estamos atualizando os equipamentos educacionais e readequando as ofertas. Também estamos atentos às novas metodologias de ensino e novos espaços de aprendizagens”, destaca Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. Só nos últimos cinco anos, foram mais de 600 mil atendimentos realizados no estado. A média de alunos qualificados por ano passa dos 30 mil – em 2021, até agosto, foram mais de 23 mil – o que coloca o Senac Pernambuco como um dos principais departamentos regionais do Senac no Brasil. No estado, são 804 funcionários, sendo 330 docentes, que atuam em uma estrutura física que dispõe de 25 unidades educacionais, sendo 12 fixas e 13 móveis, com 192 ambientes pedagógicos à disposição da educação profissional pernambucana. Presente e futuro: soluções para os sistemas produtivos Com a missão de apoiar o comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco, o Senac volta-se a um momento de pensar soluções, a partir da educação profissional, para os problemas enfrentados pela economia local. Entre as ações, estão a formulação de projetos e parcerias estratégicas. “Queremos estar ainda mais próximos das empresas, unir forças, escutar o tempo todo o que o mercado está precisando, para que possamos avaliar continuamente as ofertas e oferecer uma educação profissional com resultado efetivo para o público com quem atuamos”, explica Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. Entre os projetos em andamento, estão o programa Adapta Comércio, que acontece em parceria com o Sebrae, e realizará 375 consultorias gratuitas em gestão e inovação para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte. No âmbito da pandemia, o programa Bolsa Qualificação, parceria com a Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco, contemplará, com investimentos de R$ 10 milhões, cursos de qualificação e aperfeiçoamento a 1,5 mil trabalhadores com contratos de trabalho suspensos. Outra ação importante é o Programa de Qualificação para a Exportação, que capacitará 150 empresas de Pernambuco e 25 de Alagoas, em parceria com a Apex, para a exploração dos mercados internacionais. Atento ao aumento da necessidade por qualificação para a área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o Senac também sintoniza os currículos ao segmento. O âmbito do Ensino Técnico, a instituição antecipou-se ao lançamento do Novo Ensino Médio e lançou, para 2020, o Mediotec Senac, ensino Técnico em Informática integrado ao Médio com foco em uma formação profissional, completa e humana para os adolescentes. Em seu primeiro ano, a iniciativa, disponível no Recife e em Paulista, foi um sucesso, com fila de espera e abertura de turmas extras. Para 2022, o Mediotec será ampliado para Caruaru e Petrolina e ganhará, também, formação técnica em Logística. No âmbito do Ensino Superior, o Senac Pernambuco exalta as parcerias com o Porto Digital, iniciadas em 2020, e que atualmente conta com duas turmas no curso de Análise de Desenvolvimento de Sistemas da FacSenacPE, com quase 70 estudantes contemplados gratuitamente. O convênio propiciará estágio garantido nas empresas embarcadas, com possibilidade de contratação posterior. Atualmente, 53% dos alunos da primeira turma estão empregados ou estagiando nas empresas do parque tecnológico. Ainda na área da Tecnologia, a Faculdade Senac é parceira da Prefeitura do Recife e do Porto Digital no Programa Embarque Digital, que oferece vagas gratuitas em cursos superiores para alunos egressos da rede pública. Nesta ação, foram disponibilizadas duas turmas, que contemplam 75 alunos. Recentemente, a Faculdade Senac também desenvolveu 12 projetos para o Programa de Extensão Tecnológica (PET) do Governo do Estado. Trata-se de iniciativas de transformação digital e implementação de tecnologias em empresas do mercado. Todos os projetos foram aprovados, com a FacSenacPE sendo a IES privada que mais aprovou proposições. Ao todo, 600 alunos da instituição estão envolvidos nas capacitações e projetos. Estrutura e investimentos para mover o futuro Atento às perspectivas e necessidades dos mercados locais e regionais, o Senac Pernambuco realiza investimentos em melhorias, reformas e construção das suas unidades. Entre as principais iniciativas, está a requalificação do edifício José de Anchieta, na capital, onde serão aplicados R$ 20 milhões. A infraestrutura contará com 18 laboratórios de Artes, Ilustração, Design de Interiores, Rádio e TV, Fotografia, Saúde e Tecnologia da Informação, propiciando o atendimento a 2 mil alunos por dia. Quando o assunto é novas unidades, Recife e Serra Talhada serão contemplados. Na capital, o prédio San Diego, na Dantas Barreto, contará com 50 salas de aula, oito laboratórios de informática, call center, recepção de saúde, supermercado modelo e loja modelo, além de auditório com 198 lugares. Os investimentos serão de R$ 40 milhões e o prédio receberá até 4.500 alunos por dia. Já no Sertão do Pajeú, Serra Talhada ganhará, no final de 2023, uma nova unidade de educação profissional com seis salas de aula, laboratórios de Saúde, Beleza, Gestão e Tecnologia e Gastronomia, além de auditório. O novo equipamento terá aporte financeiro de R$ 23 milhões e propiciará o atendimento em cursos de formação inicial, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão em consonância à realidade local. No campo da sustentabilidade, a instituição ainda está realizando investimentos de quase R$ 5 milhões em instalação de energia solar nas unidades de Caruaru e Petrolina. No centro do Recife, em 2019, a instituição inaugurou a nova sede da Faculdade Senac, no bairro de Santo Amaro. O equipamento, que recebeu

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romulo menezes

“Temos que desenvolver atividades socioeconômicas compatíveis com o clima da caatinga”.

“Na plenitude das secas (os sertões) são positivamente o deserto. Ao sobrevir das chuvas, a terra (…) transfigura-se em mutações fantásticas, contrastando com a desolação anterior. Os vales secos fazem-se rios. (…) E o sertão é um vale fértil. É um pomar vastíssimo, sem dono. Depois tudo isso se acaba. Voltam os dias torturantes (…), o empedramento do solo, a nudez da flora; e nas ocasiões em que os estios se ligam sem a intermitência das chuvas – o espamo assombrador da seca.” O relato de Euclides da Cunha em Os Sertões já destacava, no início do século passado, o quanto são variáveis o clima, a vegetação e o solo da caatinga ao longo do ano. O engenheiro agrônomo e professor da UFPE, Rômulo Simões Cézar Menezes, defende ser fundamental entender essa variabilidade da região para desenvolver atividades econômicas adaptáveis às suas condições. Nesta entrevista a Cláudia Santos, ele ressalta que a estratégia é ainda mais essencial diante das mudanças climáticas que podem tornar o Nordeste mais seco e mais quente, diminuindo a produtividade das culturas agrícolas no semiárido, com menor disponibilidade de água, podendo causar a extinção de algumas espécies. Rômulo Menezes comenta ainda algumas iniciativas de sucesso, como o projeto das cisternas, e o OndaCBC, uma rede de pesquisa da qual é vice-coordenador, que visa a estudar a variabilidade desse bioma e identificar práticas agropecuárias mais sustentáveis, que possam trazer mais emprego e renda à população do semiárido. A caatinga está associada a um imaginário de uma terra de solo rachado e sem vida. Qual a real importância desse bioma para o planeta? Esse imaginário está construído numa imagem incompleta. A caatinga não é solo rachado e sem vida, ela é isso em boa parte do ano, mas quando chove, é um ecossistema riquíssimo em biodiversidade, em várias espécies endêmicas, que só existem no nosso País, e produz uma enormidade de riquezas, de vegetais, de fauna e que é a base do sustento para milhões de pessoas. Por ser muito grande, uma das maiores regiões de vegetação tropical florestal seca ainda remanescente no mundo, isso tem um impacto sobre o funcionamento dos ecossistemas do Brasil e do globo. Por isso, é um bioma que precisa ser preservado, pois tem muito a contribuir tanto do ponto de vista de suas espécies, do suporte da população local, do seu impacto no clima regional e eventualmente global. Por que a caatinga é assolada pela seca durante séculos? As secas são um fenômeno natural associado ao clima da caatinga. As chuvas que ocorrem na região semiárida do Nordeste do Brasil são influenciadas por, digamos assim, frentes climáticas que vêm de diversas direções, tanto da Amazônia, do Oceano Atlântico, como da parte norte da América do Sul. Muitas vezes a movimentação dessas condições climáticas funcionam de forma um pouco diferente, de maneira que as chuvas não chegam na mesma intensidade de outras regiões. É realmente fora do comum como o normal da variação do clima na caatinga é algo extremamente anormal e variável comparado a outras regiões onde chove mais e de forma mais regular. Faz parte do ecossistema essa variação climática de chover tanto de forma desordenada durante o ano quanto, de vez em quando, passar alguns anos chovendo muito pouco. É daí que vem a expressão de que devemos conviver com a seca e não combatê-la, por ser um fenômeno natural da região. Temos que desenvolver atividades socioeconômicas compatíveis com essa condição do clima, que nós não vamos conseguir mudar. Qual o impacto das mudanças climáticas na caatinga? Estudos conduzidos por diversos grupos no Brasil e por instituições internacionais mostram que a maior probabilidade é de termos um clima no futuro mais seco e mais quente no Nordeste, incluindo também a caatinga. E os estudos que temos feito indicam que, caso isso aconteça, haverá diminuição da produtividade das culturas agrícolas, um menor crescimento da própria caatinga e empobrecimento do solo, levando à degradação dos ecossistemas em alguns locais, com vegetação menor e menor disponibilidade de água, causando a extinção de algumas espécies ou, pelo menos, a diminuição da ocorrência dessas espécies. Isso é um efeito significativo, mas potencial, não se tem certeza de como vai acontecer ainda. Isso tudo vai impactar a economia e a população do semiárido, visto que muita gente ainda depende das atividades agropecuárias e florestais na região. É possível que no futuro haja uma diminuição da dependência da população à agropecuária e ao extrativismo e um aumento de nível de educação, de oportunidades em outros setores, como o comércio, e desenvolvimento de outras cadeias produtivas na região. Como a energia solar pode beneficiar a região? A incidência de energia solar na região semiárida do Nordeste do Brasil é excelente e se destaca do resto do País e até no mundo como uma área com grande abundância de disponibilidade de energia de radiação solar. Isso precisa ser aproveitado, como já vem sendo. A tendência é de que, cada vez mais, ela se torne mais viável com a contínua queda do preço dos módulos de geração fotovoltaica e com a diminuição do custo das outras formas de aproveitamento de energia solar como a energia solar térmica. Muito provavelmente veremos cada vez mais oportunidades de geração de emprego e renda na região semiárida advindas do aproveitamento de energia solar. Esperamos que isso possa se complementar com outras atividades que contribuam para sustentar e dar dignidade de vida à população local e mais oportunidades para que ela possa permanecer na região com empregos de boa remuneração e que isso traga desenvolvimento. A energia solar, assim como a eólica, tem trazido muitos dividendos para a região. Importante destacar que isso possa também acontecer de forma mais descentralizada e mais distribuída entre os diferentes extratos da população no futuro. Leia a entrevista completa na Edição 187.4 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Começa hoje a Semana Municipal de Ciência e Tecnologia no Recife

Acontece a partir de hoje a “Semana Municipal de Ciência e Tecnologia”. O evento é realizado no Recife, a partir da sinergia entre a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Regional de Pernambuco (SBPC-PE), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI-PCR). Com o tema “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”, a programação segue até o dia 29. O objetivo do evento é visibilizar pesquisas e atividades científicas a fim de mobilizar as instituições e a sociedade em geral sobre temas que abordem Ciência e Tecnologia numa troca de saberes em diálogos que fomente a defesa da ciência para o desenvolvimento do país. A operacionalização do evento conta com o apoio dos Canais: Pró Reitoria de Extensão, Cidadania e Cultura– UFRPE, NEI -UFRPE, Secretaria da Mulher do Recife-PCR, Ciência Popular e @spiarevista – UFPE. Esta cooperação interinstitucional possibilitou a organização de um momento de abertura e 7 mesas que serão realizadas às 16h30 e às 19h no período de 25 a 29/10/2021. “Esperamos que a reunião das instituições SBPC, UFRPE e SDECTI-PCR e de docentes da UPE, da UFPE, da UNIVASF, do CETENE, da Academia Pernambucana de Ciência, apoio da Secretaria da Mulher do Recife, entre outras pessoas, entre elas discentes da UFRPE e da UPE, que contribuíram no planejamento para a realização da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia em Recife-PE, possa impactar na prática e formação discursiva que defende a concepção de que a importância dos avanços científicos beneficia toda a sociedade”, afirmou a professora da UFRPE Maria do Rosário Andrade Leitão, secretária da SBPC em Pernambuco. A SBPC Regional de Pernambuco com o apoio do Canal Ciência Popular, inicia nesta semana também o programa “Ciências às 7”, cujo objetivo é conversar quinzenalmente sobre ciência numa abordagem acessível a todos e todas. O evento tem a pretensão de fomentar a consciência do papel decisivo que a ciência tem na vida cotidiana e no desenvolvimento do país. As lives ocorrerão ao vivo, diariamente, fomentando debates técnico-científicos e serão transmitidas nos canais acima citados. Confira abaixo a programação. Mesa de Abertura 25/10 às 16h30 SBPC e as Semanas de C&T: histórico, evolução, e situação atual com os cortes orçamentários Palestrantes: Ildeu Moreira (IF – UFRJ) e Sergio Rezende (DF – UFPE) Debatedor:  Rafael Dubeux SDECTI – PCR (Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação) Participação:  Rosário Andrade (SBPC – UFRPE) A mesa de abertura objetiva contribuir no resgate das Semanas de C&T, a partir do histórico e sua evolução em diálogo com a situação atual diante do contingenciamento do FNDCT. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é um evento criado em 2004, com objetivo de destacar a importância da ciência e tecnologia para a vida das pessoas e para a melhoria da qualidade da educação científica no Brasil. Mesa 1 25/10 às 19h Dialogando com as Tecnologias na Telessaúde Palestrantes: Edison Albuquerque (POLI-UPE) e Claudinalle Farias Queiroz de Souza (CISAM – UPE) Participação:  Rosário Andrade (Secretária da SBPC Regional de Pernambuco) As tecnologias são alvo de estudo em todas as áreas e na Saúde não é diferente. A telessaúde é uma ferramenta pela qual os profissionais de saúde por meio das tecnologias podem realizar de forma remota, assistência e educação, além de prestar outros serviços diversos em diferentes especialidades. Mesa 2      26/10 às 16h30 A Produção de Podcast durante a Pandemia Palestrantes: Giovana Mesquita (UFPE- CAA) e Sheila Borges (UFPE- CAA) Participação:  Rosário Andrade (UFRPE-SEDE) e Amanda Mansur (UFPE- CAA) Secretária e Adjunta da SBPC Regional de Pernambuco  A produção de conteúdo para as mídias sonoras nas universidades públicas durante a pandemia da Covid-19: reflexões sobre a condição de professores e estudantes nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Mesa 3      26/10 às 19h Impactos na Educação das Tecnologias da Informação Palestrantes: Ernandes Rodrigues (Professor Substituto na FCAP/UPE) e Marcelo Carneiro Leão (Reitor UFRPE) Debatedor: Anísio Brasileiro (APC) Participação:  Rosário Andrade (SBPC-UFRPE) O ensino híbrido, muito mais que momentos online e presencial, é uma abordagem metodológica que, por meio da tecnologia, proporciona ao docente a personalização das suas estratégias de ensino com foco nas necessidades individuais de aprendizagem dos/as estudantes. Mesa 4      27/10 às 19h Esgoto e saneamento em Recife, e soluções tecnológicas   Palestrante: Fernando Porto (UFRPE-SEDE) Debatedora: Marília Castro (IFPE) Participação:  Rosário Andrade (SBPC –UFRPE) A cidade do Recife apresenta aspectos preocupantes em relação aos esgotos e dejetos, que poluem rios e outros cursos de água na região metropolitana. Iremos abordar alguns desses aspectos, ilustrando problemas e a questão social envolvida nesta problemática, discutindo soluções tecnológicas para tornar a cidade mais habitável e segura em face ao saneamento urbano. Mesa 5 dia 28/10 às 16h30 Diálogos: mulher e ciência Palestrantes: Cida Pedrosa (Vereadora e Poetisa) e Giovanna Machado (CETENE) Participação: Glauce Medeiros (Secretária da Mulher do Recife) e Rosário Andrade (Secretária da SBPC Regional de Pernambuco) Um diálogo sobre mulher e ciência, a partir de histórias de vida, relatos de projetos: Futuras Cientistas e Compartilhando Saberes. Mesa 6 28/10 às 19h Covid-19 Panorama atual Palestrante: Sergio Rezende (DF – UFPE) e Jonas Albuquerque (IRRD-UFRPE e LIKA-UFPE) Participação: Helinando Oliveira UNIVASF O programa Ciência às Sete passa a integrar a programação do Canal Ciência Popular e contará a partir de 28 de outubro com lives quinzenais que acontecerão todas as quintas às sete da noite e tratarão de temas da ciência que afetam nossa vida, apresentados de um modo acessível para toda a população, contando com um rol de grandes especialistas que serão entrevistados pelo prof. Helinando Oliveira. Para a estreia receberemos os profs. Sergio Rezende e Jones Albuquerque que farão um diagnóstico sobre a covid-19 e responderão às perguntas do público. Mesa 7 29/10 às 16h30 Narrativa popular e Ciência (escrita): um diálogo a descodificar Palestrante: Luís Martins (IELT – FCSH / UNL) Debatedor: Gilmar Furtado (IFAL) Participação: Rosário Andrade (Secretária da SBPC Regional de Pernambuco) O reconhecimento e estudo do saber popular deve ser separado do que é a informação científica: não só por aquele ser um exercício diário e baseada em heranças culturais e esta ser uma prática de laboratório assente em métodos que são (deverão ser) testados em todas as ocasiões.

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Como será o retorno de grávidas ao trabalho presencial?

O Projeto de Lei 2058/21, que autoriza grávidas imunizadas (ou que se recusaram a tomar a vacina) a retornarem ao trabalho presencial, foi encaminhado para o Senado na última semana. O PL vem como atualização de lei aprovada em 2020, que determinava o afastamento das gestantes por conta da pandemia, por serem considerada de risco. O advogado trabalhista João Galamba explica, porém, que o empregador pode escolher onde a funcionária irá exercer sua função. “A grande questão desse projeto de lei é que ele dá faculdade ao empregador caso queira manter sua funcionária no teletrabalho ou pode determinar o retorno, desde que ela esteja imunizada. Muitos empregados foram afastados e receberam um decréscimo salarial. Outros recebem horas-extras e comissões. O projeto vem para acabar com esse problema, tanto na questão salarial quanto a imposição do empregador de ter que bancar com o salário integral no afastamento das gestantes”, destaca Galamba, sócio do escritório Galamba Félix Advogados. De acordo com o advogado trabalhista Bruno Félix, caso o projeto seja aprovado, a gestante poderá voltar ao trabalho presencial se encerrado o estado de emergência ou após 15 dias da segunda dose. Porém, há um ponto importante para as gestantes que se recusarem a tomar a vacina. “Ela terá que assinar um termo de responsabilidade retornando ao trabalho”, disse Félix, também sócio do Galamba Félix Advogados.

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“As universidades se tornaram escolas de cursos superiores profissionalizantes”

Jones Albuquerque é professor da UFRPE e pesquisador do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA-UFRPE) e do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Rafael Dantas para a reportagem de capa da edição 187.3 da Revista Algomais, o pesquisador sugere que as universidades estejam mais focadas em “investigar o desconhecido” e fala sobre as conexões necessárias com os problemas reais da sociedade. Em um depoimento, o Sr afirmou que precisamos “decidir se somos uma universidade ou uma escola de cursos superiores”. Qual a crítica que está inserida nesta provocação? Por que o Sr acha que as universidades se tornaram apenas escolas com cursos superiores? As nossas universidades no País e em muitos outros Países, por demanda social, sempre priorizaram empregabilidade, claro. E assim, se tornaram muito mais “escolas de cursos superiores profissionalizantes” que ambientes investigativos antecipativos aos problemas da sociedade categorizando todos seus integrantes escolarmente inclusive: disciplinas compartimentalizadas, cadernetas, matrículas, frequência de aulas, conteúdo programático, “grades”curriculares com conhecimentos que parecem mais “aprisionar” que libertar… todos itens de uma escola mas desnecessários numa universidade. Com o surgimento de Institutos de cursos superiores como IFs (antigas escolas técnicas), Faculdades SENAI de cursos superiores, etc… esta lacuna social parece estar no caminho de ser devidamente preenchida e, obviamente, que ainda precisa ser bastante escalada para que todos no País tenham acesso a seus cursos, a uma profissão e a uma melhor qualidade de vida por consequência. Assim, as universidades, pela primeira vez, poderiam reservar parte de seu esforço e verdadeiramente assumir seu papel secular de investigar o desconhecido. Parece que generalizamos demais e quase que obrigamos todos a serem tudo nas atuais “Escolas de Cursos Superiores”, principalmente no Brasil. Em muitos centros no mundo os “Institutos de Pesquisa Científica” têm se tornado cada vez mais evidenciados e dissociados da “escola de cursos superiores”, vide The Alan Turing Institute, The Francis Crick Institute, IRDR-UCL e tantos outros, esses citados conheço mais de perto. As contribuições acadêmicas que ultrapassaram os muros da universidade, como as realizadas próprio IRRD e o LIKA, ganharam uma grande notoriedade na pandemia. Como essa experiência, em que parte dos serviços de extensão e pesquisa da universidade ganhou holofotes da sociedade, deve influenciar os próximos passos das instituições de ensino superior no País? Podemos esperar uma universidade mais conectada com a resolução de problemas reais da população? Exatamente, universidades não são dissociadas dos problemas da sociedade, pelo contrário, a pesquisa científica deve estar sempre associada e tentar estar à frente, se antecipando às demandas da sociedade para quando ela precise e não “correndo” atrás delas como parecem estar agora. Foi assim com o LIKA-UFPE e IRRD-UFRPE, ambos operam como “Institutos de Pesquisa Científica” voltados a demandas científicas específicas tentando se antecipar às da sociedade desde suas concepções. Tanto que, em 2019, já tínhamos feito o mesmo que fizemos em COVID-19, só que para UNICEF-Malawi na África, em resposta à emergência pelo Ciclone IDAI e um surto de cólera no País. E no começo de março de 2020 já tínhamos colocado no ar toda a nossa plataforma de resposta à emergência a COVID, a mesma da África, só que voltada a COVID-19. Temos vários Institutos assim como LIKA e IRRD no País já há décadas. Mas, pelo que parece, alguns têm se tornado cada vez mais “escolas de cursos superiores” para atender demandas sociais, num caminho inverso, pelo que parece, aos institutos assim mundo a fora. Aqui segue uma discussão iniciada em 2016, sem revisão por pares, sobre pesquisa e ciência com o viés em Computação por formação minha, mas que pode se aplicar a outras áreas: (http://jonesalbuquerque.blogspot.com/2016/05/reflexoes-sobre-ciencia-e-pesquisa-no.html) Quais as principais lições que esse período pandêmico deixa para as universidades e faculdades no País? Parece que para a universidade foi muito bom, a pandemia. E para a escola de cursos superiores, terrível. Pois como todos os muros caíram, percebemos, de fato, que o conhecimento pode estar em quaisquer lugares do mundo e acessível a todos e por todos. Mas a prática profissionalizante, não. A exemplo do que a The Economist noticiou, estamos diante de novos tempos e precisamos de novas estratégias para “formar” nossos profissionais. E, por exemplo, a UFRPE, numa estratégia brilhante, deu um passo muito importante na direção de uma universidade e possibilitou a todos os estudantes desde o 1º momento de pandemia acesso a cursos das melhores instituições do mundo via plataforma Coursera e continua até hoje. Experimentalmete eu mesmo com meus estudantes, desde o 1º momento da pandemia, fomos para a plataforma Coursera e eles se apropriaram disso e cursaram disciplinas nos melhores lugares do mundo. As minhas mesmo foram assim desde o 1º semestre de 2020 e seguiu pelos semestres seguintes 2020-2, 2021-1 e segue agora também assim. Para uma Escola de Cursos Superiores Profissionalizantes disciplinas assim podem não caracterizar a real demanda do estudante. Parece que seremos assim, de agora em diante, se quisermos ser uma universidade para todos os que quiserem, em todo lugar do mundo e nos melhores locais! Que planos futuros o IRRD possui? Como tem sido a experiência do IRRD nessa pandemia? O IRRD seguirá estudando todos os problemas que podem causar desastres à sociedade para tentar mitigá-los e ajudar a sociedade quando precisar. A Defesa Civil do Estado tem por definição esta função, a nossa ajudá-los a estarem prontos quando isso ocorrer. Para isso, além das áreas de desastres ambientais como o Derramamento do Óleo no Litoral (https://www.irrd.org/oilspillbr/) e Saúde como com Cholera na África (https://healthdrones.tech/malawi) e COVID-19 (https://www.irrd.org/covid-19/) estas atuações já conhecidas da População Pernambucana por matérias em mídia, áreas como desertificação, seca, incêndios, desastres (ambientais, urbanos, nucleares, eólicos), escoamento de populações, trânsito… são áreas de pesquisa científica que o IRRD-PE continuará a atuar e a tentar estar à frente das demandas da sociedade com sua rede de parceiros internacionais.

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Primeiros detentos concluem cursos superiores no sistema prisional de Pernambuco

Da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco Pela primeira vez, Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs), em Pernambuco, concluem cursos superiores estudando de dentro de uma unidade prisional. Na última quarta-feira (20.10) foi realizada a solenidade de entrega dos certificados de conclusão dos alunos do Presídio de Igarassu (PIG), localizado no município de mesmo nome. O ato contou com a presença do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. Os cursos superiores tecnólogos concluídos foram os de Gestão de Recursos Humanos e Empreendedorismo, ambos no sistema de Educação a Distância (EAD), com duração de dois anos, cada curso. “Trazer essa oportunidade para os estudantes privados de liberdade mostra a preocupação do Governo de Pernambuco em ressocializar por meio da ampliação da aprendizagem. Tornando-os, assim, protagonistas do conhecimento”, explica o secretário. Atualmente, mais de 29 detentos estão fazendo cursos superiores dentro da unidade prisional. Na oportunidade, também foram entregues 14 certificados de cursos profissionalizantes, todos concluídos pelo sistema EAD. As aulas são realizadas no laboratório de informática e acompanhadas por um monitor. Para que os cursos aconteçam a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, através da sua Executiva de Ressocialização (Seres), mantém parcerias com a Unopar, o Sistema S, a Teleport e a 26ª Vara da Justiça Federal. Também acompanharam a cerimônia de entrega dos certificados a superintendente de Capacitação e Ressocialização da Seres, Valéria Fernandes, e o diretor do PIG, Charles Belarmino.

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Arco-Mix realiza nova edição da campanha Pão Solidário

A campanha Pão Solidário, promovida pela rede Arco-Mix, em parceria com a Pan Cristal, beneficiará mais uma vez as crianças com câncer do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP), no Recife. Este ano, a ação acontecerá no dia 26 de outubro, e a meta é arrecadar R$ 130 mil com a venda do pão francês que será destinado para aquisição de um Painel de Elisa e um Nanodrop, tecnologias que analisam o quanto de quimioterapia o organismo da criança está absorvendo, possibilitando um tratamento mais preciso e eficiente. A ação é realizada anualmente, no mês de outubro, em todas as lojas da rede Arco-Mix e Arco-Vita com a venda do pão francês. Os clientes podem comprar o Vale Pão Solidário de forma antecipada nas lojas físicas, no site arcomix.com.br ou pelo Whatsapp (81)98107-5273, cada Vale possui o valor de R$ 8, o equivalente a 1kg de pão francês. O pagamento pode ser feito no cartão de crédito, débito ou espécie e todo valor arrecadado é destinado integralmente para o IMIP. Cada doador recebe, em seu cupom fiscal, a informação de que o pão só deverá ser retirado no dia da campanha, 26 de outubro. Neste dia, é possível fazer a retirada dos pães na loja em que se realizou a compra, mediante apresentação do cupom fiscal no caixa destinado exclusivamente para a troca. A campanha do Pão Solidário é realizada desde 2016 pelo grupo Arco-Mix e já arrecadou mais de R$ 374 mil, que foi destinado para mais de oito hospitais, tendo como principal beneficiado o IMIP. Em 2020, o valor arrecadado ultrapassou R$ 158 mil que foi doado integralmente ao IMIP para aquisição de um sistema avançado de diagnóstico do câncer infantil. “O engajamento de todos os colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores é fundamental para conquistar o propósito que é salvar vidas”, afirma o presidente do Arco-Mix, Edivaldo Guilherme.

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Bernardinho dá lições sobre liderança em palestra gratuita do IFL Brasil

O Núcleo Recife do Instituto de Formação de Líderes (IFL Brasil) promove nesta quarta-feira (20), a partir das 19h30, palestra gratuita sobre liderança com o técnico da seleção francesa de vôlei (e ex-técnico da seleção brasileira) Bernardinho. O encontro virtual ocorrerá pelo YouTube e integra uma série de eventos promovidos pela entidade, que na região Nordeste é apoiada pelo movimento Atitude Pernambuco. Após uma trajetória de sucesso nas quadras, o também economista e empresário Bernardo Rezende iniciou sua jornada no mundo empresarial, onde atua com a mesma dedicação dos tempos de atleta e treinador. Entre as empresas da qual é sócio está a BodyTech, maior rede de academias da América Latina. Durante o evento-debate, Bernardinho vai abordar o sucesso de seus empreendimentos baseados em conceitos como liderança, perseverança, motivação, comprometimento e superação, temas cada vez mais onipresentes em suas palestras dirigidas ao mundo corporativo. “Bernardinho tem uma trajetória de vida repleta de experiências do exercício real de liderança em ambientes de altíssima competitividade. Ele teve também um papel fundamental, que foi o de transformar, ao longo do tempo, a realidade do voleibol no Brasil. Como poucos, ele consegue traduzir para o setor empresarial as experiências de exercício de liderança obtidas no mundo dos esportes. Com certeza, uma oportunidade de ouro entrar em contato com toda a experiência que ele tem para compartilhar”, destaca Guilherme Cavalcanti, diretor-executivo do Atitude Pernambuco. A mediação do evento ficará por conta de Thiago Kalab, engenheiro, empresário e presidente do IFL Belo Horizonte. Já as inscrições para a palestra virtual com Bernardinho são gratuitas, mas com vagas limitadas, e podem ser realizadas pelo Sympla, no endereço https://www.sympla.com.br/. Após a confirmação da inscrição, o IFL Brasil enviará o link de acesso. Outras informações podem ser conferidas no site do IFL Brasil ou pelo telefone (31) 97169-5294.

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“O ensino híbrido já é uma realidade na graduação brasileira”

O reitor Pedro Falcão fala sobre os desafios encarados pela Universidade de Pernambuco durante a pandemia e sobre os aprendizados que as instituições de ensino superior tiveram neste período. Ele foi um dos entrevistados na edição 187.3 da Revista Algomais e hoje publicamos na íntegra a entrevista concedida ao jornalista Rafael Dantas, em que ele tratou também sobre o futuro do ensino híbrido e acerca da importância das pesquisas e da aproximação da universidade com a sociedade. Quais os principais desafios e aprendizados da UPE nessa travessia da pandemia?  O maior desafio foi manter todas as atividades da Universidade, em todas as dimensões (ensino, pesquisa, extensão e gestão), com qualidade e equidade em cenários e contextos tão diversos. Somos uma instituição com estrutura multicampi (10 campi, 15 unidades de ensino, 3 hospitais universitários e 4 escolas de aplicação), espalhada em todas as macrorregiões do estado. Em cada região a pandemia se comportou de maneira diferente e isso precisou ser levado em conta na definição de nossas ações e atividades. O mais complexo, nesta nova configuração, foi realizar as atividades de ensino de graduação de forma remota, com caráter emergencial e com equidade em nossos 54 cursos de graduação presencial, tendo em vista que somos muito diversos e o nosso país é constituído por uma grande desigualdade socioeconômica, que também está presente na Universidade. Era preciso motivar os nosso quase 14 mil estudantes a não desistirem de suas formações em andamento e fazer com que o ensino chegasse com qualidade e de forma igualitária a todos eles. Foi preciso muito estudo, muito diálogo (dentro e fora da Universidade) e busca de recursos financeiros. Avançamos muito no uso de novas tecnologias na educação? Era preciso formar, capacitar os professores e os estudantes que não estavam habituados ao ensino na perspectiva tecnológica ou em ambientes virtuais. Para isso, desenvolvemos o ambiente http://www.upedigital.upe.br/ que foi o pontapé inicial nesta direção. Mas conseguimos, na medida do possível, retomar o ensino com a participação da maioria dos estudantes tanto no semestre suplementar não obrigatório (com adesão de 86% do corpo discente) como nos semestres de 2020 e de 2021 em curso. O maior aprendizado que temos tirado disso tudo é que a resiliência e a adaptabilidade, mais que nunca, estão presentes no contexto universitário. Essas características da atividade acadêmica nos instigaram a buscar alternativas e repensar modos de pesquisar, de ensinar e prestar serviços à sociedade. Uma prova disso são os registros no endereço eletrônico http://www.novocoronavirus.upe.br/ que reúne um conjunto de ações da universidade, principalmente no ano de 2020, desenvolvidas no contexto da pandemia da covid-19. Lógico que houve um avanço significativo, algo já comum em países desenvolvidos, no uso de tecnologias em cenários de educação. O Brasil estava, de certa forma, cristalizado em algo que ele já conhecia e fazia pouco uso, galgando nesta perspectiva. A impossibilidade da vivência presencial neste período fez com que as coisas caminhassem mais rápido, num curto espaço de tempo. Não é que não soubéssemos que ferramentas utilizar e como utilizá-las em cenários educacionais. Mas, não era algo massificado, presente em vários ambientes e formações distintas. A experiência radical do ensino remoto deve influenciar a universidade a adotar ao menos um modelo híbrido no futuro? Apesar dos impactos que essa experiência trouxe para todas as instituições, que vantagens o Sr. apontaria que podem ficar como um legado desse período? Primeiro é preciso entender a legislação que rege a formação no ensino superior no país, a partir. Coforme a política da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), só há duas possibilidades de um curso de graduação no Brasil: presencial ou à distância. Em cada uma dessas modalidades, já é previsto um percentual de 20% a 40% de atividades à distância nos cursos presenciais (dependendo da área e do curso, considerando-se as peculiaridades de cada formação) e isso também se aplicada nos cursos à distância, só que de forma presencial. Então o ensino híbrido já existe, já é uma realidade na graduação brasileira. Apenas isso não é massificado. Talvez seja algo que precisemos repensar em algumas disciplinas ou componentes curriculares de formação mais geral, presentes na maioria das graduações. Mas isso é papel que compete ao Núcleo Docente Estruturante – NDE de cada curso. A UPE já vem avançando nesta perspectiva. Já temos, por exemplos, cursos de graduação presencial que permitem aulas e atividades com disciplinas à distância dentro do percentual estabelecido. O que precisa ficar claro são as metodologias adotadas. São perspectivas atuação com metodológicas e de formação diferentes nas atividades presenciais e à distância. O ensino remoto emergencial não é ensino à distância! Uma das vantagens que vemos nesse processo é a diminuição das distâncias. Como dito antes, somo uma Universidade com estrutura Multicampi. O remoto possibilitou diminuir estas distâncias. Acredito, por exemplo, que há uma forte tendência que as reuniões de colegiado de curso, de conselhos, por exemplo, assim como muitos eventos acadêmicos, passem agora a ser realizados a partir desta perspectiva. A pandemia expôs a importância do papel social das universidades? Como a ampla exposição do avanço da ciência e até mesmo dos trabalhos de extensão pode influenciar a atuação da universidade nos próximos anos? Como a vacina, o uso de medicação e qualquer medida de profilaxia com relação à covid-19 dependeram e dependem da ciência, das pesquisas em andamento, claro que a universidade (que vinha sendo atacada maciçamente nos últimos tempos) ganhou destaque. A ciência se faz com base em evidências e isso foi, inclusive, um dos caminhos para enfrentarmos às fake news, por exemplo, que são montadas com base no “achismo”. A universidade caminha em várias direções e numa sociedade moderna e da informação, as respostas aos anseios são cada vez mais emergentes num curto espaço de tempo. Nesta direção, na Universidade, seja através da pesquisa ou da extensão, destaca-se a ciência, a pesquisa e a prestação de serviços como caminhos para enfrentamento da crise atual e das perspectivas de enfrentamentos futuros, que apresenta múltiplas faces e afligem o campo da saúde, sobretudo,

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