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CESAR abre chamada de inovação em cibersegurança para startups e mira soluções de alto impacto

Iniciativa do CISSA busca projetos de PD&I e oferece suporte técnico, infraestrutura e especialistas para desenvolvimento de tecnologias de segurança digital O CESAR, por meio do CISSA, seu Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética, lançou uma chamada de inovação aberta voltada para startups de cibersegurança e soluções cyber driven. A iniciativa busca impulsionar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com foco em resiliência digital, diante do aumento e da sofisticação das ameaças cibernéticas no ambiente corporativo. As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 e contemplam propostas em diferentes níveis de maturidade tecnológica, do TRL 2 ao TRL 6. As startups selecionadas terão acesso à infraestrutura do centro e acompanhamento direto de pesquisadores especializados, com suporte que varia conforme o estágio do projeto, desde a concepção tecnológica até a construção de produtos mínimos viáveis em ambientes relevantes. “A cibersegurança exige respostas ágeis e baseadas em ciência profunda (deep science). Com esta chamada de inovação aberta, queremos unir a velocidade e a criatividade das startups à nossa robusta infraestrutura de pesquisa e excelência técnica. Nosso papel é atuar como um catalisador, transformando desafios complexos em soluções tecnológicas viáveis e escaláveis para o mercado”, destaca Georgia Barbosa, Gerente Executiva do CISSA. A chamada é aberta a diferentes temáticas dentro da segurança digital, mas prioriza projetos alinhados a áreas como gestão de identidade e acesso, proteção e privacidade de dados, inteligência para ameaças cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais. A avaliação também considera o potencial de impacto e a capacidade de articulação com empresas, startups parceiras e entidades representativas. Serviço: Chamada de Inovação Aberta em Cibersegurança do CISSA. Público alvo: startups de cibersegurança e cyber driven. Período de submissões: de 11 de março a 30 de abril de 2026. Dúvidas: cissainovacao@cesar.org.br. Live para esclarecimentos: 25 de março, às 17h30.

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Investimentos em moradia social avançam no Brasil com projetos no Recife e no Rio Grande do Sul

Iniciativas somam recursos milionários e preveem a construção e reforma de 84 casas, beneficiando comunidades vulneráveis em áreas urbanas e afetadas por desastres climáticos Duas iniciativas recentes reforçam o papel de parcerias entre organizações sociais e empresas na ampliação do acesso à moradia digna no Brasil. No Recife, a Habitat para a Humanidade Brasil, em conjunto com a Fundação Salvador Arena, vai restaurar 42 casas na comunidade Vila Sul, em Afogados, zona oeste da cidade. Já no Rio Grande do Sul, a TETO Brasil firmou parceria com a Azul para investir cerca de R$ 2 milhões na construção de outras 42 moradias destinadas a famílias atingidas por enchentes. No caso pernambucano, as obras começam em abril e seguem até outubro de 2026, com investimento médio de R$ 40 mil por residência. O diagnóstico da comunidade identificou problemas estruturais graves, como ausência de banheiros, falta de ventilação e infiltrações, que comprometem diretamente a saúde dos moradores. A intervenção ocorre em uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), território marcado por mobilização comunitária e desafios históricos relacionados à urbanização e ao acesso a serviços básicos. “Intervenções como essa reforçam o papel das ZEIS como instrumentos de garantia do direito à moradia e de ordenamento do território. Estamos falando de um nível de investimento por moradia que permite enfrentar, de forma estruturada, inadequações construtivas, sanitárias e precariedade de iluminação e ventilação naturais que comprometem as condições de habitabilidade. No curto prazo, isso se traduz em casas mais seguras e salubres, com melhor acesso à água, ambientes mais ventilados, sem infiltrações e mais adequados à limpeza, reduzindo riscos no ambiente doméstico, especialmente para crianças e idosos. No médio e longo prazo, contribui para a consolidação urbana da área e a permanência digna das famílias. Em parceria com a Fundação Salvador Arena, a Habitat Brasil avança com soluções técnicas que demonstram que a melhoria habitacional é necessária e financeiramente viável, e que deve integrar o conjunto de soluções de acesso à moradia no país. Quando realizada com qualidade, produz efeitos imediatos, concretos e duradouros na vida das pessoas, “ conta Mohema Rolim, gerente de Programas da Habitat para a Humanidade Brasil. No Sul do país, o projeto liderado pela TETO Brasil com apoio da Azul prevê a construção de moradias resilientes, desenvolvidas para enfrentar eventos climáticos extremos. Com investimento de aproximadamente R$ 1,987 milhão, a iniciativa deve beneficiar cerca de 720 pessoas em 2026, oferecendo casas equipadas com banheiros e projetadas para garantir maior segurança em cenários de crise climática. “A parceria entre a TETO e a Azul representa mais que a construção de moradias, é um compromisso concreto com a dignidade, a segurança e o futuro de famílias que tiveram suas vidas afetadas pelas enchentes. Ao investir em soluções de moradia resiliente, estamos não só respondendo a uma emergência, mas também contribuindo para enfrentar os efeitos da crise climática nos territórios mais vulneráveis do nosso país. Esse trabalho só é possível por meio de parcerias como essa, que fortalecem nosso impacto e ampliam nossa capacidade de transformar cada vez mais realidades” afirma Layanne Paixão, Diretora Geral da TETO Brasil.

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Segurança é apontada como principal problema do Recife por 63% dos moradores, mostra pesquisa sobre qualidade de vida

Levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec revela que saúde e enchentes também estão entre as maiores preocupações; 63% afirmam que deixariam a cidade se pudessem A segurança pública é considerada o principal problema do Recife por 63% dos moradores, segundo a segunda edição da pesquisa “Viver em Recife: Qualidade de Vida”, divulgada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec. O levantamento analisa a percepção da população sobre diferentes aspectos da vida na capital pernambucana, incluindo bem-estar, confiança nas instituições e avaliação da gestão municipal. De acordo com o estudo, a área da saúde aparece como a segunda maior preocupação dos recifenses, mencionada por 26% dos entrevistados. Em terceiro lugar estão as enchentes e inundações, citadas por 24% da população — tema que ganhou mais relevância em relação ao levantamento anterior, com aumento de 14 pontos percentuais. Apesar das críticas a problemas urbanos, parte da população avalia que houve melhora nas condições de vida na cidade. Para 45% dos moradores, a qualidade de vida no Recife “melhorou muito” ou “melhorou um pouco” nos últimos 12 meses. Outros 32% consideram que a situação permaneceu estável, enquanto 20% afirmam que “piorou um pouco” ou “piorou muito”. A pesquisa também aponta percepções sobre a gestão pública local. A administração municipal é avaliada como ótima ou boa por 47% dos entrevistados, enquanto 34% classificam como regular e 17% como ruim ou péssima. Já a Câmara Municipal recebe avaliação positiva de 12% dos recifenses, é considerada regular por 42% e ruim ou péssima por 37%. Outro dado relevante diz respeito à relação da população com a cidade: 63% afirmam que sairiam do Recife se tivessem a oportunidade, percentual ligeiramente menor do que o registrado na edição anterior da pesquisa, quando o índice era de 67%. Além disso, 60% dos entrevistados dizem não ter nenhuma vontade de participar da vida política local. O levantamento ouviu 300 moradores do Recife com 16 anos ou mais, residentes na cidade há pelo menos dois anos. As entrevistas foram realizadas online entre 1º e 27 de dezembro de 2025. O estudo tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em seis pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Recife visto do alto: 7 fotos aéreas mostram como era a cidade antigamente

Registros históricos revelam rios, pontes e bairros do Recife antes da intensa verticalização e da expansão urbana das últimas décadas Do acervo da Biblioteca do IBGE, reunimos uma seleção de sete imagens aéreas que mostram o Recife visto de cima em diferentes décadas do século passado. No ano em que a cidade celebra 489 anos, os registros ajudam a observar como a paisagem urbana da capital pernambucana se transformou ao longo do tempo. Captadas de ângulos elevados, as fotografias revelam uma cidade com menos prédios, maior presença de áreas verdes e uma ocupação urbana mais espaçada. A verticalização ainda era discreta e bairros que hoje são densamente construídos aparecem com grandes áreas abertas e arborizadas. As imagens também destacam a geografia singular do Recife. Vistos do alto, rios, pontes e ilhas ganham protagonismo e mostram como esses elementos estruturam o desenho da cidade e orientam sua expansão urbana. Comparadas com o cenário atual, as fotos sugerem uma dinâmica menos intensa do que a observada hoje. Mais do que registros históricos, os enquadramentos aéreos funcionam como um convite para revisitar o Recife do passado e perceber, de cima, as mudanças que moldaram a capital pernambucana ao longo de quase cinco séculos. Confira abaixo. Clique nelas para ampliar e contemplar com detalhes de cada retrato. 1. Destaque para a Praça da República e para os palácios do Governo e da Justiça   2. Rua da Aurora. Foto tirada do alto do edifício Capelinha, em 1957   3. Rio Capibaribe, em 1957   4. Ponte Buarque de Macedo   5. Bairro da Boa Vista   6. Avenida Guararapes, em 1952. (Foto: Faludi, Stivan; Santos, Lindalvo Bezerra dos) ..7. Vista a partir do Forte das Cinco Pontas   Juntas, as imagens formam um panorama raro do Recife visto do alto em diferentes momentos do século passado. Ao destacar áreas como a Praça da República, a Rua da Aurora, a Avenida Guararapes e o entorno do Rio Capibaribe, os registros ajudam a compreender como a capital pernambucana foi se transformando ao longo do tempo. Em um dia de celebrar o aniversário, olhar a cidade por essas perspectivas aéreas também é uma forma de reconhecer a trajetória urbana que moldou o Recife que conhecemos hoje. *Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Passeios guiados exploram locações de “O Agente Secreto” e o cinema de Kleber Mendonça no centro do Recife

Roteiros turísticos percorrem cenários de filmes e destacam a relação entre cinema pernambucano e patrimônio urbano da cidade O centro do Recife será cenário de duas caminhadas temáticas voltadas ao cinema pernambucano neste sábado (14). Organizados pela La Ursa Tours, em parceria com o Coletivo CineRuaPE, os passeios convidam o público a conhecer locações do filme O Agente Secreto e pontos da cidade associados à filmografia do cineasta recifense Kleber Mendonça Filho. Um dos roteiros percorre os bairros da Boa Vista e de Santo Antônio, onde diversas cenas de O Agente Secreto foram filmadas. O trajeto foi desenvolvido com a contribuição de Isabela Cunha, produtora de locações do longa, e passa por cenários utilizados na produção, conectando o cinema recente com a paisagem histórica do centro da capital pernambucana. A programação inclui também a caminhada “O Cinema de Kleber Mendonça Filho no Centro do Recife”, que revisita espaços ligados à trajetória do diretor e a produções como Aquarius, Retratos Fantasmas e Recife Frio. As duas atividades acontecem no mesmo dia e horário, permitindo que os participantes escolham qual experiência desejam realizar. O passeio pelas locações de O Agente Secreto começa no Parque 13 de Maio e termina no Cinema São Luiz. Já o roteiro dedicado ao cinema de Kleber Mendonça Filho tem início na Praça Joaquim Nabuco, em frente ao Restaurante Leite, e também encerra no Cinema São Luiz. Ambos acontecem das 8h30 às 11h30. A caminhada dedicada ao filme também terá novas edições nos dias 21 e 28 de março. O valor da inscrição é de R$ 40 por pessoa ou R$ 70 para duas pessoas. SERVIÇO Passeios “Locações de O Agente Secreto no Centro do Recife” e “O Cinema de Kleber Mendonça Filho no Centro do Recife”Data: 14 de marçoHorário: das 8h30 às 11h30Valor: R$ 40 por pessoa | R$ 70 para duas pessoasInformações e inscrições: (81) 99649-8843Link: https://www.sympla.com.br/evento/1403—locacoes-o-agente-secreto-no-centro-do-recife/3308046

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Recife promove seminário internacional para fortalecer corredor tecnológico com a Índia

Evento gratuito no Porto Digital debate inovação, inteligência artificial, ESG e oportunidades de investimentos entre os dois países A Prefeitura do Recife abriu inscrições para o Seminário Internacional Conexão Tech Recife-Índia 2026, que será realizado no próximo dia 17, no Porto Digital. A iniciativa busca aproximar empresários, startups, pesquisadores e especialistas em tecnologia para discutir cooperação entre Brasil e Índia, além de apresentar o ecossistema local de inovação como plataforma para novos investimentos. Promovido pelo Programa Investe Recife, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Câmara de Comércio Índia-Brasil, o encontro tem como objetivo fortalecer o corredor tecnológico entre os dois países. A proposta é posicionar o Recife como um hub estratégico de tecnologia, capital humano e serviços globais, ampliando as oportunidades de negócios, parcerias empresariais e cooperação em pesquisa e desenvolvimento. “Em 2025, o Recife firmou o acordo de cooperação técnica com a Câmara de Comércio da Índia – Brasil para o compartilhamento de dados, informações estratégicas, fomento de intercâmbio tecnológico, parcerias, missões, entre outras ações. Com este seminário, fortalecemos a relação entre os dois países, e apresentamos o Recife como porta de entrada para a instalação de empresas indianas na capital pernambucana”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima. A programação inclui painéis sobre sustentabilidade e tecnologia, formação e retenção de talentos, além de inteligência artificial aplicada à indústria. Entre os temas em debate estão ESG no setor tecnológico, outsourcing de alto valor agregado e a cooperação em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) entre startups pernambucanas e indianas. Também serão discutidos o potencial do Recife como exportador de serviços e conhecimento tecnológico e a complementaridade entre o capital humano brasileiro e o modelo de escala da indústria de tecnologia da Índia, com espaço para networking entre participantes e especialistas do setor. ServiçoConexão Tech Recife – ÍndiaData: 17 de março de 2026Horário: 8h30 às 12hLocal: Auditório Pontes, 8º andar – Porto DigitalInscrições gratuitas: forms.office.com/r/htqWgLU2wq

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7 fotos dos lugares da Revolução de 1817 antigamente

A Data Magna de Pernambuco, 6 de março, é uma homenagem à Revolução de 1817. A coluna Pernambuco Antigamente publica hoje uma série de fotos antigas de lugares onde aconteceram fatos importantes do movimento que separou temporariamente o Estado do Brasil. As imagens não são da época, mas do início ou meados do século 20, do acervo da Villa Digital e da Biblioteca do IBGE. A atual Praça da República, local onde está o Palácio do Governo, abrigava em 1817 o Erário Público, que foi tomado pelos revolucionários. Foi nesta praça também onde foram expostos os corpos dos líderes do movimento após a sua queda, como do padre João Ribeiro Pessoa. (Foto do Acervo Josebias Bandeira, Fundaj, datada de 1911) . O Forte das Cinco Pontas é o local onde foram presos 150 homens nos dias da Revolução. De acordo com informações no site do Museu da Cidade do Recife “No ano de 1817, o forte passou a abrigar a sede do quartel General Militar. Na revolução republicana de Pernambuco, 150 homens foram presos no forte e em 1825 ao lado do forte foi arcabuzado por ordem de D. Pedro I, imperador do Brasil, o frade carmelita Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, mártir e herói da Confederação do Equador”.  (Biblioteca do IBGE) . O Forte do Brum foi o local onde o então governador de Pernambuco, Caetano Pinto, se refugiou para resistir à Revolução de 1817. Sem condições de resistir, ele deixou o local e foi forçado a embarcar para o Rio de Janeiro. (Acervo da Biblioteca do IBGE, foto de 1957) . Na foto abaixo o Seminário e Igreja de Nossa Senhora da Graça, o Seminário de Olinda, que foi fundamental para formação dos ideiais da revolução. De acordo com Leonardo Dantas “Em todas as revoluções liberais, particularmente nas de 1817 e 1824, a voz do clero de Olinda se fez presente, como observa Oliveira Lima nos comentários ao livro do monsenhor Muniz Tavares: A revolução de 1817 pode quase dizer-se que foi uma revolução de padres, pelo menos constituíram o seu melhor elemento, o que mais provas deu de sinceridade, de isenção, e de devotamento, aqueles onde se recrutaram com poucas exceções, seus dirigentes”. (Imagem da Biblioteca do IBGE) . O nome da Praça Dezessete é uma homenagem à Revolução de 1817. No local estava o antigo Palácio do Governo em 1817, na época sob o comando de Caetano Pinto.  A Ponte Maurício de Nassau era a única travessia construída em 1817 que ligada o Bairro do Recife ao Bairro de São José. Houve uma tentativa de destruí-la na ocasião para isolar os revolucionários. A Capela de Nossa Senhora da Conceição, na Praça da Jaqueira (Foto da Fundaj), foi o local onde se casou um dos líderes da revolução Domingos Afonso Ferreira com Maria Teodora, filha do comerciante Bento José da Costa. . Confira também um vídeo que a Algomais produziu na ocasião do Bicentenário da Revolução de 1817, sobre uma Caminhada Domingueira temática.   *Por Rafael Dantas é repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

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Meia Maratona do Recife entra na reta final e reúne 4,5 mil inscritos

Evento Prova acontece no próximo domingo, dia 8 de março, no Recife Antigo; entrega de kits será nos dias 6 e 7 A Meia Maratona do Recife 2026, que será realizada no próximo domingo, 8 de março, com largada e chegada no Cais da Alfândega, no Recife Antigo. A prova já contabiliza cerca de 4,5 mil atletas confirmados, vindos de quase todos os estados brasileiros, e entra na reta final com as últimas inscrições disponíveis. Com percursos de 5 km, 10 km e 21 km, o evento reunirá corredores profissionais e amadores. O trajeto à beira do Rio Capibaribe e o conjunto arquitetônico histórico do bairro compõem o pano de fundo da competição. A expectativa da organização é consolidar a Meia Maratona do Recife como um dos principais eventos de corrida de rua do Nordeste, integrando esporte, turismo e experiência urbana em um único circuito. As inscrições seguem abertas pela plataforma Ticket Sports. Entrega de kits acontece nos dias 6 e 7 de março A retirada dos kits será realizada no Armazém 14, também no Recife Antigo, espaço localizado às margens do Rio Capibaribe e próximo à arena oficial da prova. Na sexta-feira, 6 de março, a entrega ocorre das 10h às 20h. No sábado, 7 de março, das 10h às 18h. A organização diz que não haverá entrega de kits no dia da corrida. Para retirada, é obrigatório apresentar o comprovante de inscrição com QR Code e documento oficial com foto, em formato digital ou impresso. A retirada por terceiros será permitida mediante apresentação de cópia impressa do comprovante de inscrição e cópia impressa do documento oficial com foto do titular. Os documentos impressos ficarão retidos pela Comissão Organizadora. Esporte, turismo e impacto econômico Além da competição, a Meia Maratona do Recife deve gerar impacto positivo na rede hoteleira, bares, restaurantes e no comércio do entorno, reforçando o Recife como destino para grandes eventos esportivos. A arena será montada no Cais da Alfândega, com estrutura de largada e chegada, pódio oficial e área de convivência para atletas e familiares. Realizada no Dia Internacional da Mulher, a prova contará com categorias feminina, masculina e cadeirante, além de premiação oficial nas três distâncias disputadas. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial e no Instagram @meiamaratonadorecife. Evento Meia Maratona do Recife 2026Data: 08 de março de 2026Local: Cais da Alfândega – Recife AntigoDistâncias: 5 km, 10 km e 21 kmInformações e inscrições: www.meiamaratonadorecife.com Serviço – Entrega de Kits Local: Armazém 14 – Av. Alfredo Lisboa, s/n – Recife (PE)Datas e horários:06/03 (sexta-feira): 10h às 20h07/03 (sábado): 10h às 18h

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Carnaval do Recife reúne mais de 3,7 milhões de foliões e movimenta R$ 2,8 bilhões

Festa contou com 50 polos, mais de três mil atrações e alcançou 99% de aprovação do público, segundo balanço da Prefeitura Balanço geral da festaO Carnaval do Recife 2026 reuniu mais de 3,7 milhões de pessoas em seis dias de programação e injetou R$ 2,8 bilhões na economia local, segundo dados divulgados pela Prefeitura. A festa contou com 50 polos espalhados pela cidade, mais de três mil atrações e gerou cerca de 60 mil empregos temporários. Mais de 10 mil servidores municipais atuaram na organização do evento, que alcançou 99% de aprovação entre os foliões. Recordes de público e economiaDurante coletiva realizada na Quarta-feira de Cinzas (18), o prefeito João Campos apresentou o balanço oficial do Carnaval, acompanhado do vice-prefeito Victor Marques e de secretários municipais. “O Carnaval do Recife nunca decepciona, mas sempre surpreende. Tivemos recorde de público, recorde de movimentação econômica, recorde de ocupação hoteleira. Foram 3,7 milhões de foliões ao longo dos dias de festa e mais de R$ 2,8 bilhões injetados na economia”, afirmou. Segundo o prefeito, pesquisas apontaram que 99% dos foliões aprovaram a festa e mais de 98% pretendem retornar no próximo ano. Turismo e ocupação hoteleiraA rede hoteleira do Recife registrou 97% de ocupação durante o período carnavalesco. O Aeroporto Internacional do Recife contabilizou mais de 150 voos extras e um total estimado de 502.205 passageiros, considerando embarques e desembarques no pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval. A estadia média dos visitantes foi de 5,15 dias, e cerca de 51% dos turistas participaram do Carnaval do Recife pela primeira vez, indicando renovação do público e ampliação do alcance turístico da festa. Cultura popular e atraçõesAs manifestações culturais pernambucanas representaram 98% das mais de três mil atrações do Carnaval. Mais de 250 blocos, troças, bois, caboclinhos, afoxés e maracatus participaram dos cortejos. O evento também contou com o Circuito Leda Alves da Cultura Popular e com o maior palco já montado no Marco Zero, com 70 metros de largura e 18,5 metros de altura. Artistas e agremiações tradicionais desfilaram por diversos polos, reforçando o protagonismo da cultura popular no Carnaval do Recife.

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Laboratório urbano: O Carnaval como ensaio de uma cidade mais humana

A experiência urbana da folia em Recife e Olinda revela caminhos para uma mobilidade mais ativa, inclusão social e valorização do espaço público *Por Rafael Dantas As ruas do Recife e de Olinda são radicalmente transformadas nos dias de folia. O movimento dos blocos, as cores do Carnaval e as multidões fantasiadas ao som do frevo, do maracatu e de outros tantos ritmos formam, como num passe de mágica, por alguns dias, um espaço urbano mais humanizado, com mais arte e com uma população que se desloca de transporte público. No ano passado, o Carnaval do Recife levou cerca de 3,5 milhões de pessoas às ruas. Dias de festa que trazem algumas lições urbanas para o restante do ano. A pesquisa Cultura nas Capitais, encomendada pelo Ministério da Cultura, mostra que 43% dos moradores da capital pernambucana frequentam festas populares e, desse grupo, 71% são foliões no Carnaval. Esse é o maior percentual do País. Durante esses dias, a cidade é tomada por quem celebra a folia, o tráfego de veículos motorizados é interrompido e as ruas passam a ser dominadas por pedestres e ciclistas. Até o Galo da Madrugada gigante, ícone da festa, surge multicolorido sob a ponte Duarte Coelho que, nesse período, só pode ser atravessada a pé ou de bicicleta. A dinâmica do Carnaval traz importantes lições urbanísticas, na análise do arquiteto e professor da UFPE, Roberto Montezuma. “A infraestrutura passa a ser muito mais operativa. Na mobilidade, por exemplo, as pessoas deixam o carro, usam mais transporte público, compartilham transporte privado, usam Uber, andam mais a pé. O Centro Histórico vira praticamente um grande teatro ao ar livre. As pessoas acessam os polos a pé, por ônibus ou metrô”. Em outras palavras, sob a lógica do Carnaval, a mobilidade urbana se reorganiza em uma hierarquia distinta dos dias habituais. O pedestre passa a ocupar o primeiro plano e o transporte público assume papel central, enquanto o uso do automóvel individual é deslocado para uma posição secundária, como opção residual dentro do sistema de deslocamento da cidade. Além de atender essa necessidade de adotar a mobilidade ativa e o transporte público, a população local e os turistas não se concentram apenas nos bairros centrais ou em Boa Viagem, onde está a maioria dos hotéis. “Os polos se pulverizam pela cidade, especialmente nos bairros populares. Isso é uma ação em que a cidade começa a se tornar mais democrática. Ela é mais exercitada como cidade. Esse laboratório vivo já é uma cidade-parque”, ressalta Montezuma. A noção de “cidade-parque” se refere a um modelo urbano em que o espaço público é organizado prioritariamente para as pessoas, e não para os automóveis, com valorização da circulação a pé, das áreas abertas e da convivência. É uma cidade pensada como lugar de permanência e encontro, e não apenas de passagem. Ideias presentes no Parque Capibaribe e no Recife Cidade-Parque, projetos da parceria entre a UFPE e a Prefeitura do Recife. Essa reorganização temporária do espaço urbano também produz efeitos sociais. Durante o Carnaval, não é apenas a mobilidade que muda: as formas de convivência na cidade também se transformam. Além do aspecto da ocupação urbana, muitos muros socioeconômicos são baixados circunstancialmente no Carnaval. Sem os cordões que caracterizam outros festejos, no Recife e em Olinda, cidades marcadas por forte desigualdade social, o espaço é compartilhado entre diferentes classes, conforme observa a pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco, Rita de Cássia Araújo. Para ela, o Carnaval pernambucano, especialmente no Recife e em Olinda, se caracteriza por ser uma festa pública, gratuita, plural e culturalmente diversa, apesar das tentativas históricas de elitização, embranquecimento e higienização das manifestações de rua. Ao longo do tempo, também houve iniciativas de apagamento de práticas culturais ligadas às classes trabalhadoras urbanas e às culturas afrodescendentes, afroindígenas e periféricas. Nesse sentido, a pesquisadora destaca que a festa fornece elementos importantes para pensar a própria cidade. “O Carnaval oferece dados e experiências concretas para refletir sobre a vida urbana e subsidiar políticas públicas nas áreas de cultura, meio ambiente, segurança, economia criativa, direitos humanos e fortalecimento da cidadania”, afirma. Esse ritmo da cidade é uma quebra de paradigma com o processo histórico de urbanização do Brasil. Rita de Cássia relembra que nos Séculos 20 e 21, essas mesmas cidades brincantes “têm favorecido a segregação sociocultural e espacial, estimulado o uso do automóvel individual e a privatização do espaço viário, gerando processos de exclusão e discriminação social e racial e de violência urbana, que atingem principalmente os segmentos sociais mais vulneráveis”. A pesquisadora refere-se à população negra e periférica, as mulheres, os idosos, a comunidade LGBTQIA+. UMA CIDADE EM FESTA QUE REVERENCIA SUAS ÁGUAS E O SEU CENTRO Se essa transformação temporária revela uma cidade mais inclusiva e caminhável, ela também reativa simbolicamente territórios que, fora do período carnavalesco, vivem processos de esvaziamento e degradação. O Centro do Recife, abandonado nas últimas décadas, e o Rio Capibaribe, transformado em um destino para o esgoto, deixam de ser apenas cenários urbanos e voltam a ocupar um lugar central na experiência cotidiana da população. Entre as máscaras, fantasias e passos que acontecem nos dias de Carnaval há uma reconciliação da população com esses dois símbolos do Recife. O Centro é o palco do maior bloco carnavalesco, o Marco Zero se transforma no coração dos principais shows e as águas que serpenteiam entre os Bairros do Recife, de São José, de Santo Antônio e de tantos outros do município são a paisagem dos foliões e o local de outras manifestações culturais também. É importante lembrar que o principal cartão-postal desse Carnaval, o monumento do Galo da Madrugada, é erguido sobre a ponte. Se ele olha frontalmente para a Avenida Guararapes ou para o Cinema São Luiz, é cercado pelas águas do Capibaribe. Já teve edição, inclusive, que ele foi construído no próprio rio. Há entre as iniciativas carnavalescas, por exemplo, a prévia Bloco de Rio, promovida pelo Catamarã Tours pelas águas do Capibaribe ao som do frevo. E no sábado de Carnaval, um dos

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