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Cromossomo do amor: qualidade de vida transforma trajetórias de pessoas com síndrome de Down

No mês de conscientização da síndrome de Down, especialistas destacam nutrição, psicomotricidade e fisioterapia como pilares para autonomia e inclusão desde os primeiros meses de vida, além de outras terapias Há quem diga que o cromossomo 21 carrega mais do que uma alteração genética. Carrega afeto, potência e humanidade. Conhecida como a trissomia do 21, a Síndrome de Down vem sendo ressignificada ao longo das últimas décadas, deixando de ser vista sob o viés da limitação para ocupar um espaço de protagonismo, desenvolvimento e qualidade de vida. No mês dedicado à conscientização sobre essa neurodivergência, o olhar se volta não apenas para o diagnóstico, mas principalmente para as possibilidades. E é nesse território de possibilidades que a qualidade de vida ganha centralidade. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e suporte familiar estruturado são determinantes para que crianças com síndrome de Down desenvolvam autonomia, habilidades funcionais e participação social plena. Entre os pilares desse cuidado estão a nutrição, a psicomotricidade, a fisioterapia, a psicologia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, áreas que, quando integradas, potencializam resultados e ampliam horizontes. O Instituto Maria, iniciativa mantida pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), desenvolve trabalho gratuito para pacientes com síndrome de Down. Nutrição como base para o desenvolvimento  A alimentação é um dos primeiros e mais decisivos fatores na construção da qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down. De acordo com a nutricionista Laryssa Agra, o acompanhamento nutricional vai muito além da escolha dos alimentos. “A nutrição atua diretamente no desenvolvimento global da criança, influenciando desde o crescimento até aspectos cognitivos e imunológicos. No caso da síndrome de Down, precisamos ter um olhar ainda mais atento para o metabolismo e para as particularidades hormonais”, explica. Um dos pontos de atenção é a tendência ao sobrepeso e à obesidade, condição frequente nesse público. “Existe uma predisposição metabólica, associada, entre outros fatores, à taxa basal de hormônios ligados ao metabolismo lipídico, como a leptina. Isso exige monitoramento constante e estratégias nutricionais individualizadas”, detalha. A introdução alimentar também demanda cuidado técnico e sensibilidade familiar. É o que vivencia Íris Miguel, mãe de Ially Miguel, que iniciou acompanhamento no Instituto Maria com apenas 36 dias de vida. Hoje, com um ano e seis meses, Ially apresenta evolução consistente. “Desde o começo, eu aprendi que cada conquista é única. A alimentação dela é acompanhada de perto, e eu observo tudo, a aceitação dos alimentos, a mastigação, o interesse. A gente entende que não é só comer, é desenvolver”, relata. Laryssa Agra reforça que o papel da família é estratégico. “Os responsáveis são parte ativa do processo. A gente orienta, acompanha e ajusta, mas é no dia a dia que a nutrição se concretiza. Quando há esse alinhamento, os resultados aparecem de forma mais consistente”, afirma. Psicomotricidade e a construção da autonomia  Se alimentar bem é essencial, movimentar-se com consciência é igualmente determinante. A psicomotricidade surge como um eixo estruturante no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, trabalhando a integração entre corpo, mente e emoção. Segundo o psicomotricista Wilson Souza, o trabalho é focado na construção da autonomia funcional. “A psicomotricidade atua na base do desenvolvimento humano. A gente trabalha coordenação, equilíbrio, lateralidade, percepção corporal e organização espacial. Tudo isso impacta diretamente na capacidade da criança de interagir com o mundo”, explica. Ele destaca que crianças com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular e atrasos no desenvolvimento motor, o que torna a intervenção ainda mais relevante. “Quando estimulamos de forma adequada, conseguimos ganhos importantes na postura, no controle motor e na independência. Isso se reflete em atividades simples do cotidiano, como sentar, andar, brincar e se comunicar”, afirma. Além dos aspectos físicos, a psicomotricidade também atua na dimensão emocional. “O corpo é a primeira forma de expressão. Quando a criança se reconhece e se apropria do próprio corpo, ela ganha confiança. E confiança é essencial para o desenvolvimento global”, completa Wilson Souza. Fisioterapia e ganho funcional  Complementando esse cuidado, a fisioterapia desempenha papel central na promoção de funcionalidade e prevenção de complicações. A fisioterapeuta Lais Martins destaca que o acompanhamento deve ser contínuo e personalizado. “A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no alinhamento postural e na melhoria da mobilidade. No caso da síndrome de Down, trabalhamos muito para minimizar os efeitos da hipotonia e prevenir alterações ortopédicas”, explica. Entre os principais benefícios estão a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da resistência física. “Quanto mais cedo iniciamos, maiores são as chances de promover independência. O objetivo é que essa criança consiga realizar atividades do dia a dia com o máximo de autonomia possível”, afirma. Lais Martins ressalta que o trabalho é integrado com outras áreas. “Nenhuma intervenção acontece de forma isolada. A fisioterapia conversa com a nutrição, com a psicomotricidade e com outras especialidades. É esse olhar multidisciplinar que garante resultados mais efetivos”, pontua. A atuação integrada de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional amplia o olhar sobre o desenvolvimento, considerando aspectos emocionais, comunicacionais e funcionais que são determinantes para a autonomia e a inclusão social. Psicologia e fortalecimento emocional A psicologia atua como um eixo estruturante tanto para a criança quanto para a família. O acompanhamento envolve o desenvolvimento emocional, o estímulo à socialização e o suporte aos responsáveis, especialmente no processo de adaptação ao diagnóstico. Segundo a psicóloga e coordenadora multidisciplinar do Instituto Maria, Pauline Freitas, o trabalho começa desde os primeiros contatos com a família. “A chegada do diagnóstico mobiliza muitas emoções. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar essa família a compreender que existe um caminho possível, com desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma. No atendimento às crianças, o foco está no estímulo das habilidades socioemocionais. “Trabalhamos aspectos como vínculo, interação, regulação emocional e construção da autonomia. Cada avanço, por menor que pareça, tem um impacto significativo no desenvolvimento global”, explica. Pauline destaca ainda que o suporte contínuo às mães e responsáveis é fundamental. “Quando a família está fortalecida emocionalmente, ela se torna uma aliada potente no processo terapêutico. Isso muda completamente a trajetória da criança”, pontua. Fonoaudiologia e desenvolvimento

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Debate sobre cannabis medicinal avança em Pernambuco com participação da Anvisa e do Estado

Reunião na Alepe reúne especialistas e governo discute regulamentação para oferta de medicamentos no SUS A discussão sobre a regulamentação da cannabis medicinal em Pernambuco ganhou novo impulso com a realização da 8ª reunião da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, especialistas, entidades e integrantes do sistema de Justiça para debater os caminhos para ampliar o acesso a medicamentos à base da planta no estado. Coordenada pelo deputado João Paulo (PT), a reunião contou com a participação de representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que foi apontado como um avanço no diálogo institucional. Durante o encontro, foram apresentados os marcos regulatórios nacionais e as atualizações recentes nas normas que tratam da fabricação, importação, comercialização, prescrição e monitoramento desses produtos no Brasil. No âmbito estadual, duas leis já estabelecem bases para o avanço da política pública. A Lei 18.124/2022 autoriza o cultivo de cannabis para fins medicinais por associações de pacientes, enquanto a Lei 18.757/2024 prevê a oferta gratuita de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a efetivação dessas medidas ainda depende de regulamentação por parte do Poder Executivo. Representando a Secretaria Estadual de Saúde, o secretário executivo Renan Freitas informou que o governo está estudando a regulamentação da política, considerando propostas debatidas na Frente Parlamentar. A expectativa é que um relatório com contribuições técnicas seja consolidado e apresentado até junho, com o objetivo de orientar a implementação das ações. O encontro também destacou o protagonismo social no debate, incluindo a criação da Acarapuá, primeira associação indígena brasileira dedicada à cannabis medicinal e ao cânhamo industrial. A iniciativa foi apontada como um marco no reconhecimento de saberes tradicionais e na ampliação da inclusão em um mercado em expansão.

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Sindhospe promove encontro em Petrolina para discutir IA e judicialização na saúde

Evento reúne especialistas para debater inovação, gestão e impactos regulatórios no setor de saúde privada no Sertão pernambucano O Sindicato dos Hospitais Privados de Pernambuco (Sindhospe) realiza, na próxima quinta-feira (19), o 5º Encontro Regional da Subsede Petrolina, com foco nos desafios e oportunidades do setor de saúde. O evento acontece a partir das 9h, no auditório do Nobile Suites Del Rio, e terá como destaques o uso da Inteligência Artificial nos estabelecimentos de saúde e a crescente judicialização do setor. A programação será dividida em dois turnos. Pela manhã, um painel jurídico aborda o papel do Judiciário na saúde, com foco em mediação e conciliação, mediado pela vice-presidente da OAB Seccional Petrolina, Bárbara Amorim. À tarde, a partir das 14h30, o debate se volta para o uso consciente da Inteligência Artificial, com participação da professora do Senac Pernambuco, Maria Elizabeth da Silva Souza. O encontro também inclui palestras sobre faturamento em saúde, com o gestor Allan Ramgund, e sobre os impactos da Reforma Tributária no setor, conduzida pelo especialista contábil Flávio Cesário. Para o presidente do Sindhospe, George Trigueiro, a expectativa é reunir lideranças estratégicas em um momento de expansão da saúde privada no interior. “O interior de Pernambuco vive um cenário de expansão na saúde privada. E Petrolina é um dos maiores símbolos disso”, afirmou. Com atuação desde 1988, o Sindhospe representa mais de 200 associados e cerca de 4 mil unidades de saúde em Pernambuco. A subsede de Petrolina abrange 24 municípios das regiões do Sertão do São Francisco, Araripe e Itaparica, consolidando-se como um polo estratégico para o desenvolvimento do setor no estado. Serviço5º Encontro Regional dos Sertões do São Francisco, Araripe e Itaparica – Subsede PetrolinaData: 19 de março de 2026Horário: 9h às 17hLocal: Nobile Suites Del Rio – Av. Cardoso de Sá, 215, Orla 2, Petrolina

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Fisioterapeuta Albertina Flavia Divulgacao

Mulheres que sustentam o mundo, mas quem sustenta o corpo delas?

Sobrecarga feminina impacta saúde física e emocional, aumenta dores musculares e reforça a importância do autocuidado e das terapias integrativas na prevenção de quadros crônicos O mês de março tradicionalmente amplia o debate sobre a condição feminina na sociedade. Para além das homenagens, especialistas alertam para um ponto central e ainda pouco discutido com profundidade: o impacto da sobrecarga de responsabilidades na saúde física e emocional das mulheres. Na prática clínica, os reflexos dessa realidade aparecem de forma recorrente. Dores na região do trapézio e da cervical, sensação constante de peso nos ombros, cefaleias frequentes e fadiga persistente são algumas das principais queixas relatadas. Sintomas muitas vezes naturalizados como parte da rotina, mas que podem indicar um estado prolongado de tensão. Albertina Flávia, fisioterapeuta da Clínica 5 Elementos, explica que esses sinais não devem ser ignorados. “A dor constante na região dos ombros e do pescoço não é apenas uma questão postural. Ela pode ser um reflexo direto do acúmulo de tensões emocionais e da sobrecarga que muitas mulheres vivenciam diariamente”. Corpo em estado de alerta permanente A multiplicidade de papéis desempenhados pelas mulheres no trabalho, na família e nas relações sociais mantém o organismo em constante estado de alerta. Do ponto de vista fisiológico, o estresse contínuo favorece a contração muscular sustentada, especialmente na região cervical e escapular. “Quando o corpo permanece por longos períodos em tensão, ocorre uma ativação constante do sistema nervoso simpático. Isso gera contração muscular prolongada, formação de pontos gatilho, dor irradiada e, em alguns casos, limitação de movimento”, afirma Albertina. Albertina Flávia ressalta que o problema não é pontual, mas cumulativo. “Não se trata de um episódio isolado de estresse. Estamos falando de uma rotina marcada por autocobrança, responsabilidade excessiva e dificuldade de estabelecer limites. O corpo responde a esse padrão”. Emoções também adoecem o corpo A especialista reforça que corpo e emoções não atuam de forma dissociada. O acúmulo de responsabilidades e a pressão por desempenho repercutem diretamente na saúde musculoesquelética e no equilíbrio do sistema nervoso. “Muitas mulheres chegam ao consultório relatando dores que persistem há meses. Ao aprofundar a escuta, percebemos que há um contexto emocional importante por trás desses sintomas”, explica. “O organismo não separa o físico do emocional. Ele reage ao que vivemos”. Segundo Albertina Flávia, reconhecer esse vínculo é fundamental para evitar a cronificação dos quadros dolorosos. “Quando a dor é ignorada e o ritmo permanece acelerado, há maior risco de agravamento, com impacto significativo na qualidade de vida.” Terapias integrativas como aliadas Nesse cenário, as terapias integrativas surgem como recursos complementares no cuidado à saúde feminina. Técnicas como Ventosaterapia, Acupuntura e Massoterapia podem contribuir para a redução de tensões e para o reequilíbrio do organismo. “A Ventosaterapia auxilia na liberação de tensões musculares profundas e melhora a circulação local”, afirma Albertina. “A Acupuntura atua na regulação do sistema nervoso, promovendo equilíbrio e reduzindo quadros associados ao estresse. Já a Massoterapia favorece o relaxamento muscular e amplia a percepção corporal”. Ela destaca que essas abordagens não substituem tratamentos médicos quando necessários, mas funcionam como estratégias complementares importantes. “O cuidado precisa ser integrado. A saúde da mulher deve ser vista de forma ampla”. Autocuidado como medida preventiva A adoção de estratégias preventivas é essencial para evitar que sintomas se tornem crônicos. Estabelecer limites, reorganizar prioridades e incluir momentos de descanso e cuidado na rotina são atitudes fundamentais. “Autocuidado não é luxo, nem indulgência. É a manutenção da saúde”, pontua Albertina Flávia. “Reconhecer limites e respeitar o próprio corpo é um ato de responsabilidade consigo mesma”. Para a fisioterapeuta, refletir sobre a saúde da mulher é também refletir sobre a estrutura social que sustenta essa sobrecarga. “As mulheres sustentam famílias, carreiras e relações. Mas é preciso perguntar quem sustenta o corpo delas. A resposta passa pelo reconhecimento, pelo apoio e pela valorização do cuidado”. | Principais sinais de alerta com o corpo • Dor constante na região do trapézio e cervical• Sensação de peso nos ombros• Cefaleias frequentes• Fadiga persistente• Limitação de movimento no pescoço• Irradiação de dor para braços ou cabeça Especialistas orientam que, diante desses sintomas recorrentes, a busca por avaliação profissional é fundamental para diagnóstico adequado e definição de estratégias de cuidado. Em um mês que convida à reflexão sobre o papel feminino na sociedade, olhar para a saúde física e emocional das mulheres é mais do que necessário. É um passo essencial para garantir qualidade de vida àquelas que, diariamente, sustentam múltiplas responsabilidades. Os médicos Gustavo Miranda e Christyanne Rodrigues assumem direção da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica para o biênio 2026-2028 Os médicos Gustavo Miranda (presidente) e Christyanne Rodrigues (vice-presidente) assumem a direção da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica (SPMC) para o biênio 2026-2028. A nova gestão contará ainda com a participação de outros 23 diretores, que irão atuar no fortalecimento da clínica médica no Estado e na ampliação das ações institucionais da entidade. Entre as prioridades da diretoria estão a valorização do médico clínico, a promoção da educação continuada e o estímulo ao debate científico sobre temas relevantes da prática médica. A proposta também inclui o fortalecimento da atuação da sociedade junto à comunidade médica e às instituições de saúde. “Assumimos essa missão com o compromisso de fortalecer a clínica médica, ampliar os espaços de atualização científica e contribuir para a valorização do médico clínico em Pernambuco. Nosso objetivo é aproximar ainda mais a sociedade dos profissionais e estimular a troca de conhecimento que impacte positivamente o cuidado com os pacientes”, afirma Gustavo Miranda. Selfit amplia corrida e lança Circuito Self Run com quatro etapas no Nordeste A rede de academias Selfit Academias anunciou a ampliação da sua corrida oficial, que passa a se chamar Circuito Self Run. O evento terá quatro etapas no Nordeste, com provas em Recife, Natal, São Luís e Teresina, entre maio e novembro. A primeira etapa será realizada no dia 10 de maio, com largada no Forte do Brum, no Recife. A segunda ocorre em 31 de maio, em Natal. No segundo semestre, o circuito segue para São

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Menos ultraprocessados, mais alimentos naturais: a importância da alimentação na prevenção do câncer de intestino

Durante o Março Azul, especialistas destacam que priorizar alimentos naturais, ricos em fibras e que favorecem o microbioma intestinal é um passo essencial na prevenção do câncer colorretal, um dos mais comuns no Brasil. Entenda na entrevista com a nutricionista Rebeca Pessoa, da Clínica NutriGen O Março Azul reforça o alerta para a prevenção do câncer de intestino, o segundo tipo mais incidente no país quando somados homens e mulheres. Mais do que falar sobre exames e diagnóstico precoce, a campanha amplia o debate sobre um fator decisivo na redução de riscos: a alimentação. Estudos apontam que padrões alimentares baseados em produtos ultraprocessados, pobres em fibras e ricos em gorduras e açúcares estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças inflamatórias intestinais e ao câncer colorretal. Para a nutricionista Rebeca Pessoa, da Clínica NutriGen, a mudança começa pelas escolhas diárias. “Quando priorizamos alimentos in natura e minimamente processados, oferecemos ao intestino os substratos necessários para o equilíbrio da microbiota, que é um dos principais fatores de proteção contra processos inflamatórios e tumorais”, afirma. Fibras alimentares e microbiota intestinal As fibras alimentares desempenham papel central na modulação da microbiota intestinal. Atuam como substrato fermentável para bactérias benéficas do cólon, favorecendo a produção de metabólitos bioativos, especialmente os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como butirato, acetato e propionato, compostos com reconhecida ação anti-inflamatória, imunomoduladora e protetora da mucosa intestinal. Uma alimentação rica em fibras Aumenta o volume fecal e melhora o trânsito intestinal. Reduz o tempo de contato de potenciais carcinógenos com a mucosa colônica. Estimula a produção de butirato, principal fonte energética dos colonócitos. Contribui para a integridade da barreira intestinal Segundo a nutricionista Rebeca Pessoa, a ingestão regular de frutas, verduras, leguminosas, sementes e cereais integrais exerce papel direto na prevenção do câncer colorretal, ao modular a composição e a diversidade da microbiota e reduzir processos inflamatórios crônicos. É importante destacar que os efeitos benéficos das fibras dependem de regularidade e diversidade alimentar. O consumo esporádico não promove adaptações sustentáveis na microbiota. A constância é determinante para o fortalecimento da barreira intestinal e manutenção da eubiose. Ultraprocessados e inflamação Na contramão da alimentação natural estão os produtos ultraprocessados, que devem ser evitados ou consumidos com moderação. “Esses alimentos são pobres em nutrientes protetores e ricos em aditivos químicos, gorduras inflamatórias, sódio e açúcares. O consumo frequente favorece a disbiose intestinal, resistência à insulina, ganho de peso e um ambiente propício ao desenvolvimento de câncer”, alerta. Ela destaca que a mudança não precisa ser radical. “O primeiro passo é reduzir a frequência. Trocar o biscoito recheado por uma fruta com aveia, substituir o embutido por uma proteína fresca e incluir saladas nas principais refeições já gera impacto positivo”. Montando um prato protetor A composição das refeições é outro ponto essencial. “Um prato protetor para o intestino precisa ter cores, variedade e equilíbrio. Metade deve ser composta por vegetais, um quarto por proteínas de boa qualidade e o outro por carboidratos integrais”, orienta. A hidratação também entra como fator indispensável. “Sem água, a fibra não exerce sua função. O consumo adequado de líquidos é fundamental para o bom funcionamento intestinal”. Prevenção começa no dia a dia Além da alimentação, o estilo de vida completo influencia na saúde intestinal. “Praticar atividade física, dormir bem e controlar o estresse são pilares que atuam em conjunto com a nutrição. O intestino responde ao nosso comportamento diário”. Rebeca reforça que a prevenção é uma construção contínua. “Não se trata de dieta restritiva, mas de um padrão alimentar possível e sustentável. Comer comida de verdade é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de câncer de intestino”. Como proteger o intestino por meio da alimentação Alimentos aliadosFrutas com casca e bagaçoVerduras e legumesFeijão, lentilha e grão-de-bicoAveia, chia e linhaçaArroz integral e outros cereais integrais Alimentos para reduzirEmbutidosRefrigerantes e bebidas açucaradasMacarrão instantâneoSalgadinhos de pacoteBiscoitos recheados e produtos com aditivos químicos Quantidade diária de fibras Entre 25 g e 38 g por dia para adultos Hábitos que fazem diferençaBeber água ao longo do diaManter horários regulares para as refeiçõesPraticar atividade físicaEvitar longos períodos sentado Com informação, escolhas conscientes e acompanhamento profissional, o Março Azul reforça que a prevenção do câncer de intestino começa antes mesmo dos exames, dentro da rotina alimentar e do cuidado diário com a saúde. Inteligência artificial amplia precisão da colonoscopia na prevenção do câncer colorretal O avanço da inteligência artificial aplicada à colonoscopia, exame padrão-ouro para o rastreio do câncer de intestino, tem elevado a qualidade diagnóstica e a segurança do procedimento. De acordo com a diretora médica da Endogastro e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Pernambuco, Leliane Alencar, a tecnologia atua como um sistema de apoio em tempo real durante o exame, aumentando a taxa de detecção de pólipos e reduzindo a possibilidade de falhas diagnósticas. A médica ressalta que a doença pode permanecer por anos sem apresentar sintomas e que a realização da colonoscopia na faixa etária recomendada, a partir dos 45 anos para indivíduos de risco habitual, é fundamental para o diagnóstico precoce, permitindo alcançar índices de cura que podem chegar a 90 por cento. No Norte e Nordeste, a Clínica Endogastro é a única a utilizar o recurso de inteligência artificial nos exames de colonoscopia, ampliando o acesso regional a essa tecnologia. Expansão hospitalar em Oncologia O Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, inaugura nesta quarta-feira (4), a primeira etapa da sua nova área de Oncologia, em um movimento estratégico que reforça o posicionamento da instituição como referência em alta complexidade no Nordeste. A ampliação total contempla novos consultórios, unidades de internação e áreas ainda mais modernas para infusão de quimioterápicos e outras terapias, dobrando a capacidade de atendimento até o fim do primeiro semestre. ABRH-PE realiza discussão prática com foco na NR1 Nesta quarta-feira (04), acontece o Esquenta RH 5.0: Saúde no Centro da Estratégia. Um encontro estratégico promovido pelo Grupo Belz em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos, ABRH-PE, com foco na

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Romã alia tradição cultural e alto valor nutricional, destaca especialista

Fruta é rica em antioxidantes e pode contribuir para a prevenção de doenças e a promoção da saúde Muito associada à sorte, prosperidade e fertilidade na cultura popular brasileira, a romã também se destaca pelo seu perfil nutricional e pelo potencial de benefícios à saúde. De acordo com a nutricionista e professora da Wyden, Profa. Dra. Tâmara Oliveira dos Reis, a fruta reúne vitaminas, minerais, fibras alimentares e compostos bioativos essenciais ao bom funcionamento do organismo. Segundo a especialista, o consumo regular de frutas e vegetais é um fator decisivo na prevenção de doenças crônicas. “A ingestão adequada de frutas e vegetais pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, oncológicas, obesidade e diabetes. Além disso, ajuda a regular a microbiota intestinal, reforça o sistema imunológico e promove a hidratação e a saúde geral”, afirma. A romã se diferencia pela presença de fitoquímicos como licopeno, ácido elágico e flavonoides, responsáveis pela proteção das células contra danos oxidativos. “Os compostos fenólicos presentes na romã, como antocianinas, quercetina, ácidos fenólicos e taninos, conferem à fruta um potencial antioxidante cerca de três vezes superior ao do vinho tinto e do chá verde”, explica Tâmara. Pesquisas no campo da medicina integrativa também apontam o potencial terapêutico da fruta. Além de preservar uma tradição cultural, a inclusão da romã na alimentação pode representar uma estratégia simples para fortalecer a saúde ao longo do ano. “A romã tem uma composição rica em polifenóis, flavonoides, taninos e antocianinas está associada a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas e até anticancerígenas, atuando na prevenção de doenças cardiovasculares e na melhoria da memória”, ressalta. Principais benefícios da romã para a saúde:

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21.01.2026

Cuidado com otites e doenças respiratórias no verão

Especialista alerta sobre os cuidados que devem ser adotados após o banho de mar ou piscina e durante o uso do ventilador ou ar-condicionado Dias mais longos, calor e sol marcam a temporada de verão, estação considerada a mais feliz do ano por cerca de 60% dos brasileiros, de acordo com diversas pesquisas comportamentais. Com celebrações e férias escolares, o período é associado a atividades ao ar livre, viagens, renovação e bem-estar. Um dos benefícios é a maior exposição à luz natural, o que contribui para o aumento da serotonina. A substância conecta o cérebro ao corpo e é conhecida como o “hormônio da felicidade” por promover sentimentos de prazer e satisfação, proporcionando mais qualidade de vida. A médica Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE, dá algumas recomendações importantes para quem quer aproveitar a estação com segurança e sem contratempos. De acordo com a médica, “a maioria das pessoas sabe que neste período é importante se hidratar e proteger a pele dos raios solares, mas também é preciso lembrar que os ouvidos são órgãos muito sensíveis, além de cuidar das mucosas do nariz e da garganta” “Uma medida essencial é secar muito bem as orelhas após o banho de mar ou de piscina. A água acumulada pode tornar o canal auditivo um ambiente propício para micro-organismos, como bactérias e fungos, que se proliferam causando inflamação ou infecção, as chamadas otites”, alerta a otorrinolaringologista.  Dicas para prevenir otites:  Incline um pouco a cabeça para o lado, sacudindo suavemente para ajudar a água a sair do ouvido; Seque com uma toalha macia ou lenço de papel; Se preferir, utilize um secador no modo frio e em velocidade baixa, mantendo dois palmos de distância; Não introduza cotonetes ou outros objetos no canal auditivo, pois há risco de machucar ou de empurrar a cera para dentro; Tampões de ouvido de silicone ou protetores auriculares personalizados podem ser utilizados para evitar a entrada de água; Outra opção são os secadores de ouvido portáteis, desenvolvidos especificamente para proteger a pele sensível do canal auditivo e o tímpano, que estão disponíveis em compras online internacionais.  A otite pode causar dor ou coceira no ouvido, sensação de que está tampado ou com pressão, saída de secreção e perda temporária da audição. Nos casos mais severos, o paciente pode apresentar febre, tontura e zumbido. A consulta com o otorrinolaringologista é fundamental para o diagnóstico e o tratamento correto, que poderá incluir analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos ou antifúngicos. Já as pessoas que costumam ter rinite, sinusite ou inflamações de garganta, devem ter cuidado com o uso do ventilador. “Nunca aponte o equipamento diretamente para o rosto ou corpo, principalmente durante o sono. O ventilador pode ressecar as mucosas do nariz e da garganta, por isso o ideal é que seja direcionado para uma parede ou para cima, fazendo o ar circular indiretamente. Outro cuidado é mantê-lo sempre limpo, a fim de evitar que espalhe ácaros e poeira”, recomenda a médica. A utilização de ar-condicionado também exige cautela, pois o ar frio e seco pode agravar quadros de irritações nas vias aéreas, tosse e chiados. De acordo com Raquel Rodrigues, “é importante evitar temperaturas muito baixas ou grandes variações de temperatura, assim como garantir a troca periódica do filtro do equipamento”. A especialista reforça ainda que o ideal é nunca passar de um ambiente muito frio para outro muito quente, e vice-versa. Se você quer aproveitar o verão de forma saudável, beba bastante líquido, prefira peças de roupas leves e claras, evite refeições pesadas e priorize os horários em que o sol está menos intenso para sair de casa. Em caso de sintomas de alergia, resfriado, dor de garganta ou de ouvido, marque uma consulta com o especialista e siga todas as orientações para poder curtir este período com mais saúde e disposição.

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Ana Catarina Dourado Oftalmologista Canva

Maquiagem, glitter e pomadas para cabelo no Carnaval exigem cuidados para não comprometer a saúde dos olhos

Uso consciente de produtos de beleza durante a folia ajuda a evitar irritações, lesões oculares e até casos graves, alerta especialista Ana Catarina Delgado Maquiagem colorida, glitter espalhado pelo corpo e cabelos bem modelados fazem parte do visual de muitos foliões nas prévias e durante o Carnaval. Embora esses itens ajudem a compor looks criativos e cheios de personalidade, o uso inadequado pode trazer riscos à saúde, especialmente para os olhos, e acabar comprometendo a diversão. Segundo a oftalmologista Ana Catarina Delgado, do grupo Oftalmo Zona Sul, o aumento no uso de maquiagens, glitters, sprays fixadores e pomadas modeladoras nesta época do ano exige atenção redobrada. “Esses produtos costumam ser usados para criar visuais diferentes, mas, quando não são adequados ou aplicados corretamente, podem oferecer riscos importantes, sobretudo para a região dos olhos”, alerta. Itens como glitter e maquiagens que não são aprovados para uso próximo aos olhos podem causar irritações, inflamações e até ferimentos na córnea. Já as pomadas modeladoras para cabelo, bastante utilizadas para fixar penteados durante longas horas de festa, representam um risco ainda maior. Com o suor e o calor, esses produtos podem escorrer para os olhos e já foram associados a casos de queimaduras oculares graves, conjuntivite química e até perda da visão. Por isso, os oftalmologistas desaconselham o uso dessas pomadas e orientam que, quando necessário, elas sejam substituídas por géis específicos para cabelo, de boa procedência e aprovados pela Anvisa, que possuem formulações mais leves e menos tóxicas. Diante de qualquer sinal de irritação ocular, como ardência, sensação de areia nos olhos ou lacrimejamento intenso, a recomendação é lavar os olhos imediatamente e de forma abundante com água mineral, utilizando cerca de dois litros. Caso os sintomas persistam, é fundamental procurar atendimento oftalmológico o mais rápido possível. Quem utiliza lentes de contato também deve redobrar os cuidados durante o Carnaval. A orientação é priorizar lentes de uso único, que devem ser descartadas ao chegar em casa, além de manter uma higiene rigorosa no manuseio. A especialista reforça a importância de evitar maquiagens com glitters grossos, que podem se soltar e cair nos olhos, e lembra que as lentes devem ser colocadas antes da maquiagem, reduzindo o risco de contaminação. Independentemente do uso de lentes de contato, todos os foliões devem retirar completamente a maquiagem antes de descansar. Esse cuidado simples ajuda a preservar a saúde dos olhos para o dia seguinte, garantindo que a folia continue com segurança, afinal, o Carnaval não dura apenas um dia. | Cuidados essenciais com os olhos no Carnaval • Evite glitter grosso e maquiagens sem indicação para uso na região dos olhos• Não utilize pomadas modeladoras para cabelo; prefira gel capilar aprovado pela Anvisa• Em caso de ardência ou irritação, lave os olhos com água mineral em abundância• Usuários de lentes de contato devem optar por lentes descartáveis de uso único• Coloque as lentes antes da maquiagem e redobre a higiene ao manuseá-las• Retire toda a maquiagem antes de dormir para evitar infecções e inflamações Radiologista recifense é premiada no maior congresso de radiologia do mundo, em Chicago A médica radiologista Cecília Vieira Leite, recifense e atualmente atuando em Santiago de Compostela, na Espanha, acaba de conquistar um prêmio no Congresso Americano de Radiologia, realizado em Chicago. Considerado o maior evento de radiologia do mundo, com cerca de 38 mil participantes, o congresso reconheceu o trabalho da especialista sobre radiologia de precisão no manejo dos tumores neuroendócrinos, selecionado entre mais de dois mil projetos apresentados. Os tumores neuroendócrinos, embora raros, vêm apresentando crescimento significativo na incidência e ocorrem principalmente no pâncreas, intestino delgado e pulmão. Esses tumores exigem acompanhamento individualizado, com diferentes estudos de imagem diagnóstica e o uso de técnicas específicas tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento. | Uso recreativo de tadalafila no Carnaval acende alerta para riscos à saúde sexual e cardiovascular Automedicação com remédios para ereção cresce durante a folia e pode causar efeitos adversos graves, especialmente quando associada ao consumo de álcool e à falta de orientação médica Com a chegada do Carnaval, época de maior consumo de álcool e aumento das relações ocasionais, a atenção à saúde sexual ganha destaque. Além da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, especialistas alertam para um comportamento que vem se tornando comum nessa época do ano: o uso recreativo da tadalafila, medicamento indicado para disfunção erétil, consumido sem prescrição médica por pessoas jovens e saudáveis. A tadalafila atua no aumento do fluxo sanguíneo para o pênis, facilitando a ereção apenas na presença de estímulo sexual. Apesar da eficácia comprovada em pacientes com indicação clínica, o uso sem necessidade médica envolve riscos importantes. Segundo o urologista Eugênio Lustosa, existe a falsa percepção de que o medicamento é inofensivo ou funciona como um estimulante sexual. “A tadalafila interfere diretamente no sistema cardiovascular e não deve ser utilizada sem avaliação médica”, explica. A automedicação pode provocar efeitos colaterais como dor de cabeça intensa, tontura, queda da pressão arterial, rubor facial e congestão nasal. Em situações mais graves, principalmente quando associada ao consumo excessivo de álcool ou a outras substâncias, o uso da tadalafila pode desencadear eventos cardiovasculares, como arritmias, infarto e acidente vascular cerebral, especialmente em pessoas com doenças cardíacas ainda não diagnosticadas. Outro risco relevante é o priapismo, caracterizado por ereção prolongada e dolorosa, que pode causar danos permanentes ao tecido peniano se não houver atendimento médico imediato. O uso frequente sem indicação também pode levar à dependência psicológica, com impacto negativo na saúde sexual e aumento da ansiedade de desempenho. O médico chama atenção ainda para o risco de medicamentos falsificados, comuns no mercado informal e em vendas online irregulares, que podem conter doses inadequadas ou substâncias desconhecidas, elevando o risco de efeitos adversos. Em um período em que a saúde sexual costuma estar em pauta, o alerta vai além do uso do preservativo. O consumo consciente de medicamentos é parte essencial do autocuidado. A orientação médica é fundamental para garantir segurança, prevenir complicações e preservar a saúde durante e após o Carnaval.

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beijo no carnaval fotor

Beijo no Carnaval eleva risco de doenças infecciosas, alerta especialista

Troca de saliva, baixa imunidade e aglomerações favorecem transmissão de mononucleose, herpes, gripe e outras infecções durante a folia O Carnaval é marcado por festas, multidões e intensa interação social, cenário que amplia o risco de circulação de agentes infecciosos. A troca de saliva por meio do beijo, somada à proximidade física em ambientes lotados e pouco ventilados, cria condições favoráveis para a transmissão de doenças, segundo especialistas da área da saúde. Entre as enfermidades mais associadas a esse tipo de contato estão a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, além de herpes labial, gripe, resfriado e outras infecções virais. O contato direto com secreções é apontado como uma das principais formas de disseminação desses agentes durante o período carnavalesco. O risco é potencializado por fatores comuns na folia, como consumo excessivo de bebidas alcoólicas, noites mal dormidas e exposição prolongada ao sol. Essas condições contribuem para a queda da imunidade, tornando o organismo mais vulnerável a infecções e aumentando a probabilidade de adoecimento após o fim das festas. “A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), cuja transmissão ocorre principalmente pela saliva, por meio do beijo, podendo o vírus permanecer incubado por até seis semanas antes do início dos sintomas”, explica Nely Cristina Medeiros Caires, coordenadora do curso de Odontologia da Wyden. “Entre os sintomas mais frequentes estão febres, dor de garganta, cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Atualmente, não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. A orientação é procurar atendimento médico e odontológico e evitar o contato íntimo até a confirmação do diagnóstico”, completa a especialista. Como forma de prevenção, a recomendação é evitar beijar pessoas com lesões visíveis na boca e não compartilhar copos, garrafas, talheres ou objetos de uso pessoal. Caso surjam sintomas após o Carnaval, a orientação é buscar atendimento médico e odontológico, já que o diagnóstico precoce ajuda a reduzir complicações, aliviar os sintomas e impedir a transmissão para outras pessoas.

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28.01.2026 Capa FW

Tecnologia: Internet das Coisas amplia eficiência e inovação na saúde

A Internet das Coisas avança no setor de saúde no Brasil, impulsionando as healthtechs com monitoramento remoto, cuidado preventivo e gestão baseada em dados, ao mesmo tempo em que exige atenção à segurança e à LGPD. A Internet das Coisas, tecnologia que conecta dispositivos físicos, sensores e plataformas digitais para troca contínua de dados, vem se consolidando como uma das principais alavancas de inovação no setor de saúde no Brasil. No ecossistema das healthtechs, esse avanço cria novas possibilidades. “A Internet das Coisas viabiliza a coleta e análise contínua de dados em tempo real, criando um novo paradigma para o cuidado assistencial, a gestão de serviços e a tomada de decisão baseada em evidências”, afirma Sormane Britto, médico ortopedista, especialista em healthtech e inovação. No cuidado direto ao paciente, a tecnologia amplia a capacidade de monitoramento clínico e operacional. Segundo Sormane, o modelo de cuidado mais preventivo e contínuo, é especialmente relevante em um país de dimensões continentais como o Brasil. “Dispositivos vestíveis, sensores biométricos e equipamentos médicos conectados possibilitam o acompanhamento remoto de pacientes crônicos, idosos e pós-operatórios, reduzindo internações evitáveis e promovendo um modelo de cuidado mais preventivo e contínuo”, destaca. O especialista lembra que é preciso também ter outro cuidado. A adoção dessas soluções exige atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais e sensíveis, como as informações de saúde. “O sucesso dessa transformação dependerá da integração entre tecnologia, governança, regulação e visão estratégica de longo prazo”, conclui Sormane Britto.

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