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Falta de proteína: 10 sinais de alerta que mostram que seu corpo não está recebendo o suficiente

Cansaço constante, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações no humor podem ser indícios de ingestão proteica abaixo do ideal. Especialistas explicam como identificar a deficiência, quanto de proteína você realmente precisa por dia e quando buscar orientação profissional A proteína é um dos macronutrientes essenciais para o funcionamento do corpo. Ela participa da síntese de músculos, hormônios, enzimas, tecidos, transporte de substâncias e atua diretamente no sistema imunológico. Quando o consumo não atende às necessidades do organismo, diversos sinais começam a aparecer, alguns sutis, outros mais evidentes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso corporal por dia — valor considerado o mínimo para prevenir deficiências. Para quem pratica atividade física regular, sobretudo treinos de força ou resistência, as quantidades podem variar entre 1,2 a 2 g/kg/dia, de acordo com o volume, intensidade e metas individuais, segundo o American College of Sports Medicine. Além de garantir o aporte adequado, é importante distribuir o consumo de proteínas ao longo do dia. “Esse cálculo pode ser feito com ajuda de uma calculadora de proteínas, e a orientação profissional é essencial para ajustar a dieta ao estilo de vida”, explica a nutricionista e mestre em Nutrição Ana Cristina Gutiérrez, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. Segundo ela, uma ingestão insuficiente por períodos prolongados pode comprometer funções vitais, prejudicar o desempenho físico e até afetar o equilíbrio mental. “Como muitos dos sinais não são exclusivos da deficiência proteica, é imprescindível buscar avaliação de um nutricionista ou médico. Caso seja necessário, o especialista poderá ajustar o plano alimentar e até indicar suplementos, como whey protein, para equilibrar a ingestão”, completa. A seguir, conheça os principais sinais que podem indicar que sua dieta está com pouca proteína: 1. Perda de massa muscular e fraqueza progressiva Quando falta proteína, o corpo recorre aos próprios músculos para obter aminoácidos necessários a funções vitais. Isso leva à perda de força, redução da massa muscular e dificuldade de recuperação após atividades físicas. 2. Sensação de cansaço crônico Aminoácidos participam de vias metabólicas importantes para a produção de energia. Sem proteína suficiente, a eficiência energética cai, resultando em fadiga que não melhora nem com descanso adequado. 3. Baixa imunidade e infecções frequentes Proteínas são fundamentais para a produção das células de defesa. Uma dieta pobre no nutriente prejudica a cicatrização, aumenta a vulnerabilidade a vírus e bactérias e favorece quadros recorrentes de gripes e resfriados. 4. Alterações em pele, cabelo e unhas Cabelo quebradiço ou queda excessiva (como no quadro de eflúvio telógeno), unhas fracas, pele seca ou descamando podem indicar falta de proteína — essencial para a formação de queratina, colágeno e outros componentes estruturais. 5. Retenção de líquidos e inchaço A deficiência proteica pode reduzir a albumina no sangue, o que diminui a pressão oncótica e facilita o acúmulo de líquido nos tecidos, causando inchaço em pés, pernas e abdômen. 6. Maior risco de fraturas ósseas A proteína participa da formação da matriz orgânica dos ossos e auxilia na absorção de cálcio. Com o tempo, a falta do nutriente pode comprometer a saúde óssea, aumentando o risco de fraturas. 7. Alterações de humor e dificuldade de concentração Neurotransmissores como serotonina e dopamina dependem de aminoácidos como matéria-prima. Quando eles faltam, podem surgir irritabilidade, oscilações de humor e dificuldades cognitivas. 8. Fome excessiva Proteínas promovem saciedade. Dietas muito pobres nesse macronutriente levam a picos de fome e aumento da vontade de consumir carboidratos, devido ao desequilíbrio glicêmico. 9. Anemia e alterações hematológicas A deficiência crônica pode reduzir a produção de hemoglobina e diminuir a quantidade de linfócitos — células essenciais para a defesa do organismo. 10. Comprometimento de órgãos e disfunções metabólicas Nos casos mais graves, o corpo passa a quebrar seus próprios tecidos para obter aminoácidos, o que afeta órgãos como o fígado. “A carência proteica compromete o transporte de lipídios, favorecendo o acúmulo de gordura e levando à esteatose hepática”, explica Gutiérrez. Além disso, há impacto na produção de hormônios, o que pode gerar fadiga intensa, perda muscular e desequilíbrios metabólicos severos. MMA: Recife Xtreme Fight terá três disputas de cinturão em dezembro O Recife recebe no dia 6 de dezembro a 11ª edição do Recife Xtreme Fight (RXF), que será realizada no antigo Clube das Águias, em Boa Viagem, a partir das 18h. O evento contará com 13 lutas, sendo nove de MMA profissional e quatro de MMA amador, além de três disputas de cinturão: Ingrid Silva enfrenta Maristela Alves pelo título do peso-palha; Anderson “Yugi” encara Wellton “Jacaré” Vieira pelo cinturão do peso-leve; e Gustavo “Negromonte” defende o cinturão do peso-pena contra o goianense Flávio Pinho. Reunindo atletas de quatro estados do Nordeste, o RXF segue como uma das principais vitrines da modalidade na região. Os ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital, com preços a partir de R$ 50. Immunológica inaugura unidade no Hospital Santa Joana e amplia atuação em imunização no Recife A Immunológica inaugurou uma nova unidade dentro do Hospital Santa Joana, no Derby, ampliando sua presença na capital e reforçando a oferta de serviços especializados em imunização. A clínica passa a integrar protocolos vacinais em diferentes áreas assistenciais do hospital e a gerir o status vacinal dos médicos, contribuindo para a segurança dos pacientes e para processos de acreditação. Liderada por Leandro Maia Pedrosa e pelos médicos Gustavo Coelho Dantas e Reginaldo Freire, a rede agora conta com três unidades — Shopping ETC, RioMar Trade Center e Santa Joana — além de atendimento domiciliar. Com foco em vacinação infantil, adulta, do viajante, programas corporativos e gestão de calendários vacinais, a Immunológica protege em média quase mil pessoas por mês e reforça sua atuação em saúde preventiva no Recife. XIV Maratona Internacional Maurício de Nassau movimenta Recife em dezembro A XIV Maratona Internacional Maurício de Nassau será realizada no próximo dia 7 de dezembro de 2025, reunindo atletas de várias regiões do Brasil e do exterior em percursos de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km,

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Corrida da Pele

Corrida alerta para prevenção do câncer de pele

Evento com percursos de 5 km e 10 km une esporte, conscientização e exames preventivos, integrando a campanha Dezembro Laranja O Recife recebe no dia 14 de dezembro de 2025 a Corrida Dezembro Ultra Laranja, iniciativa idealizada pelas médicas da UltraPlenna Ultrassonografia Especializada e da Donna Pelle. Com largada marcada para a Rua da Aurora, na área Central, o evento oferece duas modalidades — corrida e caminhada — com percursos de 5 km e 10 km, voltados à promoção da saúde e à conscientização sobre o câncer de pele. A ação integra o Dezembro Laranja, campanha nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desde 2014, que alerta para os riscos da exposição solar e estimula hábitos de cuidado com a pele durante todo o ano. O período coincide com o início do verão, quando a incidência da radiação ultravioleta é maior. “A sociedade tem se conscientizado cada vez mais sobre a importância da prevenção. Nosso objetivo é unir esporte, cultura de saúde e diagnóstico precoce, para que as pessoas adotem práticas de cuidado diariamente”, explica a Cláudia Fontan, radiologista pioneira no uso da ultrassonografia dermatológica para avaliação de câncer de pele. Segundo ela, a integração entre dermatologistas, oncologistas e radiologistas é essencial para definir planos terapêuticos precisos. “Com o ultrassom, conseguimos orientar o tratamento de forma mais eficaz, garantindo segurança e agilidade no cuidado”, complementa. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que cerca de 33% dos diagnósticos de câncer no Brasil são de pele. O tipo não melanoma é o mais comum, com letalidade baixa, mas alta incidência, enquanto o melanoma, mais raro, é o mais agressivo, registrando cerca de 8,4 mil casos por ano. Para se proteger, especialistas recomendam o uso diário de filtro solar, reaplicação a cada duas horas, evitar o sol intenso entre 10h e 16h, usar chapéus, óculos e roupas protetoras, além de observar a pele regularmente e consultar um dermatologista anualmente. O evento ainda mantém presença digital: interessados podem acompanhar o perfil oficial no Instagram @corridadezembroultralaranja e realizar inscrições pelo link https://www.ticketsports.com.br/e/Corrida%20Dezembro%20Ultra%20Laranja-74696, unindo esporte e conscientização em prol da prevenção ao câncer de pele. Serviço:Corrida Dezembro Ultra LaranjaDia: 14 de dezembro de 2025 – Largada às 6hLocal: Rua da Aurora, em frente à Compesa, Recife, PEInscrições: TicketsportsInstagram: @corridadezembroultralaranja

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Capa Gabriel Coelho

Creatina: muito além da força muscular

Suplemento mais estudado da nutrição, a creatina vai além da performance: melhora o foco, o metabolismo e ajuda a envelhecer com mais energia e saúde Por muito tempo, a creatina foi vista como “coisa de atleta” ou apenas para quem pratica exercício físico. Mas a ciência já comprovou: ela é uma das substâncias mais seguras e estudadas no mundo da nutrição. E vai muito além da força muscular — seus benefícios se estendem ao cérebro, à saúde metabólica e ao envelhecimento saudável. O que é a creatina A creatina é uma substância natural, produzida pelo nosso próprio corpo a partir de aminoácidos e também obtida por meio da alimentação. Sua principal função é fornecer energia rápida para as células, especialmente músculos e cérebro, por meio do sistema de fosfocreatina. Pense nela como uma bateria de reserva: quando o corpo precisa de energia imediata, é a creatina que entra em ação. Muito além da força: os múltiplos benefícios da creatina Performance muscular Sim, a creatina aumenta força, potência e resistência, o que explica seu sucesso no esporte. Segundo o nutricionista Gabriel Coelho, “a creatina é uma aliada segura para quem busca desempenho, mas também para quem quer manter saúde e vitalidade em qualquer fase da vida”. Função cognitiva e humor O cérebro também é um grande consumidor de energia, e a creatina ajuda a suprir essa demanda. Estudos mostram que ela pode melhorar memória, foco e raciocínio, além de auxiliar em situações de estresse mental, privação de sono e até em quadros depressivos, ao otimizar o metabolismo energético cerebral. Envelhecimento e vitalidade Com o passar dos anos, a perda de massa muscular e força é natural. A suplementação de creatina, associada ao treino de resistência, ajuda o idoso a manter autonomia, equilíbrio e qualidade de vida. Também há indícios de que pode proteger a função cognitiva e reduzir o risco de quedas e fragilidade. Controle da glicose e diabetes Em pessoas com diabetes tipo 2, a creatina pode contribuir para o controle glicêmico. Ela melhora a sensibilidade à insulina e favorece o uso da glicose pelos músculos, tornando-se uma aliada no tratamento, quando usada com acompanhamento profissional, alimentação adequada e atividade física. “A creatina não é apenas para atletas. Ela melhora a função muscular, cerebral e metabólica, sendo um investimento real em longevidade e bem-estar.” — Gabriel Coelho Creatina: verdades e mitos Creatina lidera preferência de suplementação no Nordeste, aponta pesquisa Pesquisa Soldiers Insights revela que 63,8% dos nordestinos preferem creatina como principal suplemento, à frente do whey protein e vitaminas A creatina se consolidou como o suplemento mais desejado pelos consumidores do Nordeste. Segundo o Soldiers Insights, levantamento da Soldiers Nutrition sobre hábitos e tendências do mercado de suplementação no Brasil, 63,8% dos nordestinos afirmaram ter a creatina como prioridade de consumo para os próximos 12 meses — índice superior à média nacional, de 57,8%. O whey protein aparece em segundo lugar (23,6%), seguido das vitaminas (6,5%) e dos pré-treinos (2,9%). O estudo, realizado entre 29 de setembro e 10 de outubro de 2025, ouviu 2.735 pessoas em todo o país e mostrou que o Nordeste tem o maior percentual de usuários que consomem suplementos todos os dias (74%) e que treinam cinco vezes ou mais por semana (49%). Além do foco em ganho de massa muscular (39,8%), os consumidores da região destacaram saúde e bem-estar (24,7%) e emagrecimento e definição (21,3%) como principais motivações. O levantamento também revelou que 86% dos nordestinos priorizam qualidade e confiança da marca na hora da compra, e 35% gastaram mais de R$ 500 em suplementos no primeiro semestre de 2025. O crescimento acompanha a expansão do mercado fitness e de saúde preventiva, impulsionado por cidades como Recife, Fortaleza e Salvador, que concentram academias, lojas especializadas e novos consumidores atentos à performance e à longevidade. Saúde como estratégia: encontro no Recife discute novo modelo de RH focado em inovação e bem-estar O Recife recebe, no dia 13 de novembro, a partir das 9h, no auditório do Cais do Sertão, o evento “RH 5.0 – Saúde no Centro da Estratégia”, promovido pela Belz Corretora de Seguros. O encontro marca a primeira vinda da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) ao Nordeste e reunirá CEOs, executivos de RH e lideranças empresariais para debater o papel da saúde e da qualidade de vida como pilares da gestão estratégica nas organizações. O conceito RH 5.0 propõe um modelo de gestão que une tecnologia, inteligência de dados e foco humano, reposicionando o RH como agente de inovação e sustentabilidade. Entre os palestrantes estão Raquel Reis (CEO da SulAmérica), José Antonio Coelho (presidente da ABQV) e Ana Carolina Peuker (PhD em Psicologia e CEO da Bee Touch), além de outras referências nacionais em saúde corporativa e cultura organizacional. ServiçoData: 13 de novembro de 2025Horário: A partir das 9hLocal: Auditório do Cais do Sertão – Recife – PEInscrições: rh50.belzseguros.com.br Diabetes Pernambuco reúne especialistas para discutir doenças metabólicas no Recife O Diabetes & Metabolism Pernambuco in Debate 2025 acontece nos dias 14 e 15 de novembro, no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir diabetes e doenças metabólicas. Considerado o evento mais internacional da endocrinologia brasileira, conta com nove palestrantes dos Estados Unidos, sendo seis da Mayo Clinic. A iniciativa é da Unidade de Endocrinologia e Diabetes do Hospital Agamenon Magalhães, em parceria com a UPE, ASPED e Secretaria Estadual de Saúde. Programação e inscrições em diabetespernambuco.org.br. Colégio Saber Viver promove palestra “Educar sem P!rar” no Teatro RioMar O Colégio Saber Viver realiza, nesta quinta-feira (13), às 19h30, no Teatro RioMar, a palestra “Educar sem P!rar”, com as educadoras Roberta e Thaís Bento, fundadoras do SOS Educação, o maior canal do país dedicado à relação entre família e escola. O encontro propõe reflexões e estratégias práticas sobre como fortalecer o vínculo entre pais, filhos e educadores diante dos desafios contemporâneos da educação. Aberto à comunidade escolar e ao público em geral, o evento reforça o compromisso do colégio com uma formação integral e colaborativa.

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Biomedicina Cred Divulgacao

I Congresso de Biomedicina debate o olhar biomédico no diagnóstico em Recife

Evento reúne estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde em Recife para discutir inovações, desafios e avanços nas práticas laboratoriais. Entre os dias 11 e 13 de novembro de 2025, a UNIFBV Wyden, no bairro da Imbiribeira, em Recife (PE), sedia o I Congresso de Biomedicina – “Entre o Teste e a Doença: O olhar biomédico no diagnóstico”. O evento reunirá estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde para debater os principais avanços e desafios no diagnóstico laboratorial, com uma programação que inclui palestras, minicursos e apresentações de trabalhos científicos. As atividades abordam temas que vão desde doenças infecciosas até distúrbios hematológicos e práticas laboratoriais inovadoras. Palestras e minicursos com foco em diagnóstico e pesquisa A abertura, no dia 11 de novembro, contará com a palestra da biomédica e doutoranda em Medicina Tropical Maria Eduarda, que discutirá “O papel do biomédico na pesquisa científica e no diagnóstico laboratorial da Esquistossomose”. Em seguida, o especialista em Toxicologia Clínica e Forense André Silva abordará “Intoxicação por Metanol: fisiopatologia e investigação laboratorial”. O primeiro dia ainda trará minicursos conduzidos pela doutora em Medicina Tropical Lilian Alves, sobre identificação de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, e pelos biomédicos João Pedro e Matheus Gomes, com o tema “Dilema do Hematologista: Diferenciando Leucocitose Reacional de Leucemia Mieloide Crônica (LMC)”. Programação científica do segundo e terceiro dia No dia 12 de novembro, a biomédica Jenniffer Mirely abre as atividades com a palestra “Talassemia Beta: interpretação laboratorial e diagnóstico das anemias hemolíticas”. A seguir, a doutora em Biociências Ana Carla Silva apresentará o painel “Streptococcus agalactiae na gestação: implicações clínicas e desafios no diagnóstico”. Os minicursos do segundo dia serão ministrados pela pós-doutora em Biociência Animal Isvânia Lopes, com “Identificação de cristais e cilindros com aplicação em estudo de caso”, e pelo mestre em genética Gustavo Barbosa, sobre “Aplicação prática de VDRL e teste de látex para o diagnóstico da sífilis”. Encerrando o congresso, em 13 de novembro, a doutora em Biociência e Biotecnologia Renata Pêssoa ministrará a palestra “Hepatite B: interpretação dos marcadores e o papel da Biomedicina no diagnóstico”. O último dia também será marcado pela apresentação de trabalhos científicos de estudantes e profissionais. Importância da Biomedicina no diagnóstico e na saúde pública “O congresso reforça o papel do biomédico como agente essencial na prevenção, diagnóstico e promoção da saúde.” Com uma programação diversa e enfoque científico, o I Congresso de Biomedicina se consolida como um espaço de atualização e integração profissional, promovendo o intercâmbio de experiências e a valorização da pesquisa laboratorial no Brasil. Serviço

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Cancer de Prostata 1

Novembro Azul: apenas 3 a cada 10 homens fazem check-up e somente 40% realizam todos os exames pedidos pelo médico

Especialista alerta para o risco de negligenciar a volta ao consultório e a contradição com temor em relação ao câncer – sobretudo de próstata A aversão dos homens a cuidar da própria saúde de modo preventivo e regular é uma conduta histórica constatada diariamente do consultório às pesquisas e reflete aspectos culturais baseados na associação equivocada entre virilidade e infalibilidade do organismo – a doença é percebida como fraqueza, um abalo à masculinidade. A distorção tende a atrasar o zelo com corpo, o rastreio recomendado pelos médicos e os tratamentos para doenças identificadas em fase avançada por ausência de exames no tempo correto – como o câncer de próstata, no foco de conscientização do Novembro Azul. O comportamento procrastinador costuma ser interrompido apenas com o surgimento de sintomas e contrasta, de forma contraditória, com o medo de desenvolver problemas graves detectáveis por avaliações de rotina – dois traços alarmantes flagrados em um levantamento recente do Ipsos-Ipec sobre a saúde masculina. Resultados A pesquisa identificou reflexos dessa conduta temerária na negligência com as consultas de retorno aos médicos para apresentar os exames solicitados pelo profissional de saúde – um em cada cinco homens da Região Metropolitana do Recife (RMR) admitiu ter deixado de regressar ao atendimento para mostrar os resultados das avaliações de imagem ou laboratoriais. “É um dado preocupante porque os médicos precisam analisar os exames para saber o real estado de saúde dos pacientes. Essa falta pode agravar um quadro e dificultar a implementação de um tratamento até mais simples, se a doença for descoberta em estágio inicial”, observa o radiologista e presidente da Sociedade Pernambucana de Radiologia, Fernando Gurgel, área determinante para o diagnóstico do câncer de próstata. O levantamento apontou como preocupação prioritária dos homens justamente o receio de ter câncer (49% ), ao lado de sofrer de uma doença limitadora (52%) e, depois, ter um AVC (37%). O temor, no entanto, não se traduz em ação para minimizar os riscos, como identifica a sondagem realizada com quase 2 mil pessoas também nas regiões metropolitanas de Belém, do Rio de Janeiro, do Distrito Federal e em São Paulo. Boa parte dos homens (39%) afirmou só procurar um médico quando apresenta sintomas (32%), contra 34% habituado a fazer check-up pelo menos uma vez ao ano (30% ). A situação abre brecha para um outro indicador preocupante relativo ao câncer da próstata, neste Novembro Azul: 48% dos entrevistados não têm ciência do potencial de malignidade da doença, um dos tipos mais letais dos cânceres entre os homens. Tecnologia A evolução tecnológica tanto no mapeamento quanto na abordagem do câncer de próstata pode ajudar a mudar esse quadro e ampliar uma confiança apontada pela pesquisa em relação à cura do problema – 58% dos homens acreditam na possibilidade de vencer a doença se a identificação ocorrer de forma precoce, uma condição capaz de levar a mais de 90% o patamar de sucesso dos tratamentos. A inteligência artificial, por exemplo, aprimora a capacidade de gerar precisão nos exames e diminuir as intervenções invasivas ou desconfortáveis responsáveis, muitas vezes, por inibir a procura por ajuda pelos pacientes. A biópsia transperineal reduz o risco de infecção porque evita o contato com o canal retal, uma área colonizada por bactérias inevitavelmente introduzidas na próstata durante o procedimento. A técnica proporciona mais segurança e atenua os tabus associados ao receio de sequelas no trato urinário e sexual e à invasibilidade do exame. A conscientização dos pacientes através dos recursos informativos e da popularização de procedimentos aperfeiçoados pelo uso da tecnologia é fundamental, vale frisar, para reduzir a desconfiança e o receio de lidar com essas doenças características típicas do universo masculino. “Quanto mais a conscientização ocorre, maior a busca por cuidados preventivos e, claro, a adoção de tratamentos para debelar situações em estágio inicial. A evolução por conta da negligência pode levar a consequências graves, com sequelas ou mesmo a morte”, observa Fernando Gurgel. Alerta A reversão desse cenário é essencial para ampliar o cuidado, prevenir o agravamento da doença e criar uma compreensão coletiva sobre o verdadeiro impacto do câncer – sobretudo de próstata – e a necessidade de cuidados regulares entre a população masculina. A doença é a segunda causa de morte por câncer entre homens no Brasil e no mundo, com estimativa de mais de 70 mil casos no triênio 2023-2025, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca). A enfermidade se caracteriza pelo crescimento anômalo da glândula da próstata, localizada abaixo da bexiga, e é rastreada através de exames de toque, de sangue (PSA) e por biópsia (a partir de alterações percebidas em outras avaliações). Controle da dor é parte essencial no cuidado ao paciente com câncer de próstata O médico especialista em dor e acupuntura, Helio Pinheiro, diretor da Intrador, no Recife, chama atenção para um aspecto muitas vezes deixado em segundo plano no tratamento do câncer de próstata: o controle da dor. Em estágios mais avançados, especialmente quando há metástases ósseas, a dor se torna um dos sintomas mais incapacitantes, impactando diretamente o bem-estar físico e emocional do paciente. “Tratar o câncer não é apenas combater o tumor, mas cuidar do paciente de forma geral. A dor não pode ser vista como algo inevitável, pois ela precisa ser avaliada e tratada com a mesma atenção dada às outras etapas da doença”, afirma Helio Pinheiro. Para ele, o manejo da dor é fundamental para melhorar o humor, o sono, o apetite e até a resposta do organismo aos tratamentos oncológicos. O especialista explica que abordagens integrativas, como a acupuntura e a neuromodulação periférica, têm apresentado resultados promissores na redução da dor e na melhora da qualidade de vida de pacientes oncológicos. “A acupuntura estimula a liberação de substâncias analgésicas naturais e ajuda a regular a resposta do sistema nervoso, proporcionando alívio mesmo em casos de dor crônica”, observa. Estudos apontam que mais de 60% dos homens com câncer de próstata avançado relatam dor moderada ou intensa, e que o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar — com oncologistas, fisioterapeutas e

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HCP 80 anos

80 anos do Hospital de Câncer de PE: transformando dor em esperança

Responsável por atender mais de 50% dos pacientes oncológicos do SUS no Estado, o HCP comemora oito décadas de fundação ao se consolidar como um centro de tratamento, de pesquisa e de ensino de qualidade, e faz planos de expandir a atuação para o interior. *Por Rafael Dantas Há 80 anos um grupo de 13 senhoras decidiu criar uma instituição para atender os pacientes indigentes no Recife. Esse grupo se constituiu inicialmente na Sociedade de Assistência aos Indigentes Hospitalizados de Pernambuco que, alguns anos depois, se constituiu na SPCC (Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer), entidade que fundou o HCP (Hospital de Câncer de Pernambuco). “Elas transformaram compaixão em ação. São verdadeiras heroínas da saúde pública”, resume Ricardo de Almeida, atual presidente do Conselho de Administração da SPCC. Mais que prestar assistência à saúde, a instituição atua também na formação de profissionais no setor – com programas de residência e até doutorado – e contribui com importantes esforços na pesquisa do tratamento e diagnóstico da doença. Muita gente pode imaginar que o HCP é um hospital estatal. No entanto, apesar de todos os seus atendimentos serem de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), trata-se de uma entidade privada filantrópica. Ou seja, todos os meses luta para fechar as contas e garantir o atendimento de milhares de pacientes, com tecnologias avançadas e medicações de referência. Nos cálculos da instituição, passam por dia 2,3 mil pessoas pelos corredores do hospital, seja para fazer exames, consultas ou internamentos. Uma das pernambucanas que recebeu atendimento no HCP foi Andréa Mota da Silva, de 58 anos. Em 2018, ela começou a perceber sinais de que algo não ia bem: um incômodo na mama, aparentemente inofensivo, mas que despertava uma sensação persistente de alerta. Determinada a entender o que estava acontecendo, Andrea insistiu na investigação – e só em 2019, após realizar uma ultrassonografia em uma clínica popular, veio o diagnóstico: um câncer de mama agressivo. “Foi um soco no estômago. Muito forte”, recorda. Entre o medo e a incerteza, ela enfrentou o início do tratamento em busca de respostas e do apoio da família. O tumor, de crescimento rápido, exigiu um tratamento rigoroso: 16 sessões de quimioterapia, seguidas de cirurgia em março de 2020, durante o início da pandemia. Ela relata que tinha apenas 30% de chances de sobrevivência, mas decidiu não baixar a cabeça. “Encarei o câncer como vida, não como morte”, relembra. No HCP, além de todo o tratamento e da cirurgia, ela ainda participou de uma pesquisa clínica, com medicação experimental para o pós-operatório, ajudando a desenvolver alternativas no tratamento do câncer. Ela fez também fisioterapia e recebeu atendimento psicológico. Ainda hoje participa de consultas periódicas, de forma semestral. Encontrou no hospital um segundo lar no momento mais difícil da sua vida. Além do tratamento, Andréa tornou-se voluntária no Hospital de Câncer de Pernambuco no projeto Mulheres de Rosa. Feliz com sua história de superação e grata aos médicos, familiares e a Deus, ela distribui abraços, informações e apoio emocional, compondo uma rede forte de acolhimento de pacientes em tratamento. “Salvar vidas é minha maior alegria. Se eu puder ajudar alguém, estarei à disposição”, afirma. A trajetória dela sintetiza um pouco as diferentes áreas de atuação do HCP e exemplifica a história de muitos pacientes que passam pelos corredores do hospital. Com o crescimento do número de diagnósticos de câncer no mundo, muitos brasileiros e pernambucanos vivem dramas semelhantes e precisam de tratamento e apoio.  De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), apenas os casos de mama devem superar os 73 mil novos diagnósticos no Brasil em 2025. O número total deve ultrapassar a marca dos 700 mil casos. Números que têm levado a uma expectativa entre os especialistas de que a doença se torne a principal causa de morte no Brasil em 2030. EXPANSÃO E INVESTIMENTOS TECNOLÓGICOS Para atender à crescente demanda, o HCP tem investido para crescer. Novos equipamentos e reformas vêm sendo realizadas para aumentar a eficiência dos tratamentos. A entidade atende 56% dos pacientes de câncer de Pernambuco que dependem do SUS. Ao todo, são mais de 22 mil consultas por mês em 15 especialidades médicas. “Uma cidade inteira passa aqui por dia. O Hospital de Câncer de Pernambuco é um dos quatro únicos do País que são filantrópicos, 100% SUS e 100% oncológicos. Mesmo com todas as dificuldades, não tenho um paciente internado que não tenha um antibiótico ou qualquer material”, ressaltou o superintendente Sidney Neves. A modernização da infraestrutura tem sido uma prioridade. Nos últimos anos, o HCP instalou um novo acelerador linear (equipamento de radioterapia), reestruturou laboratórios e unificou o serviço de imagem que passou a funcionar até mais tarde e agora oferece tomografia 24 horas. “São mudanças com impactos grandes, com resultados mais rápidos para os pacientes. Melhoramos muito a assistência”, comemora o gestor. Essas melhorias ampliaram a capacidade de atendimento e reduziram o tempo de espera dos pacientes. Para 2026, estão previstos novos investimentos como a chegada de um segundo tomógrafo, e a substituição do antigo equipamento de cobalto por mais um acelerador linear.  Cada nova máquina que chega e cada setor modernizado são celebrados na instituição, pois o tratamento de câncer é caro e conta sempre com novas tecnologias. O recém-chegado Acelerador Linear Halcyon custou R$ 6,5 milhões, sendo adquirido a partir de emenda parlamentar do deputado Eduardo da Fonte. Com inauguração prevista para novembro, o novo equipamento ampliará a capacidade da radioterapia do hospital em 50%, com a realização de até 100 atendimentos adicionais por dia. Além de novas estruturas e a garantia das medicações para os tratamentos, Sidney destaca entre os avanços o trabalho de manutenção preventiva adequada dos equipamentos. “Não podemos deixar esse parque hospitalar velho e muito menos sem segurança para o paciente. No nosso centro cirúrgico todos os equipamentos têm a manutenção em dia e estão calibrados. Isso garante uma segurança fantástica para a assistência do paciente”. DESAFIO DO CUSTEIO Todos os meses, o HCP tem uma conta entre R$ 18 milhões e

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Natascha

Obesidade na gestação traz inúmeros riscos para a saúde da mãe e do bebê

Obstetra Natascha Fox diz que a prevenção deve começar antes da gestação A obesidade e o sobrepeso são problemas de saúde pública, sendo considerados uma “pandemia” pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, dados do Ministério da Saúde e outras fontes atestam que a prevalência da obesidade entre adultos, no país, mais que dobrou, passando de 11,9% em 2006 para 22,4% em 2021. No mesmo período, a taxa de sobrepeso subiu de 37,3% para 58,8%. “São números alarmantes que afetam especialmente mulheres em idade reprodutiva, com a gestação entre os fatores de risco”, alerta a ginecologista e obstetra do Grupo MaterCore, Natascha Fox. Considerada uma doença crônica e multifatorial, a obesidade não tem cura definitiva. Por isso, o controle de peso antes e durante a gestação é essencial, trazendo efeitos benéficos na própria gravidez e na saúde do bebê. Os riscos da obesidade gestacional são diversos. Dentre eles, está o aumento de complicações antenatais, intraparto, pós-parto e neonatais. “Esses problemas elevam as chances de doenças como diabetes gestacional, hipertensão e pré-eclâmpsia, além dos riscos de indução do trabalho de parto, cesarianas, hemorragia puerperal e crescimento intrauterino restrito”, explica Natascha. A obesidade materna também pode gerar recém-nascidos grandes ou pequenos demais para a idade gestacional. A criança também pode ter complicações como dislipidemia, hipoglicemia neonatal, trauma fetal, defeitos do tubo neural, sofrimento fetal, prematuridade e até risco aumentado de aspiração de mecônio. “Sem falar que a taxa de malformações fetais é maior em mulheres obesas”, comenta a obstetra. PREVENÇÃO – Segundo a médica, para prevenir a obesidade é indispensável cuidar da alimentação antes da gestação. A tentante deve manter hábitos alimentares saudáveis, seguindo ingestão calórica apropriada e praticar atividades físicas. “Para controlar o peso durante a gestação, é importante ter um plano alimentar saudável, seguindo as instruções do obstetra e do nutricionista”, orienta. Para Natascha, a gestante deve monitorar o ganho de peso por meio de intervenções nutricionais e orientação individualizada. Assim, aumentam as chances de um resultado mais favorável e se reduz a morbidade materna e fetal. Quanto à fase de puerpério e amamentação, os cuidados são basicamente os mesmos com uma alimentação rica em produtos in natura. “A paciente deve priorizar pratos à base de legumes, verduras, arroz, feijão e frutas, bem como alimentos ricos em cálcio, carnes, ovos e cereais”, recomenda.  Serviço: Fala que Alimenta oferece formação gratuita para jovens do Recife sobre comunicação e alimentação saudável A Prefeitura do Recife, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Umane e a Angola Comunicação, está com inscrições abertas até 9 de novembro para o Fala que Alimenta. O projeto oferece formação gratuita para jovens de 18 a 29 anos interessados em aprender sobre comunicação, nutrição e alimentação saudável. A iniciativa disponibiliza 60 vagas, priorizando mulheres (cis e trans), pessoas negras, com deficiência, LGBTQIAPN+ e jovens em situação de vulnerabilidade. A formação acontece entre dezembro de 2025 e abril de 2026, com seis módulos presenciais e online. Os participantes terão acesso a temas como segurança alimentar, produção de conteúdo digital, inteligência artificial e comunicação comunitária, além de receber ajuda de custo para transporte, alimentação e recarga de celular. Para se inscrever, é necessário preencher o formulário disponível em bit.ly/inscricoes_falaquealimenta até o dia 9 de novembro. A lista de selecionados será divulgada no dia 17 de novembro no Instagram do projeto (@falaquealimenta) e da Secretaria de Assistência Social do Recife (@sas.recife). Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato.falaquealimenta@gmail.com ou pelo WhatsApp (81) 9201-3466. Que tipo de pão pode ser incluindo em uma vida saudável e equilibrada? Especialista explica como incluir o pão nas refeições e o que observar na hora da escolha Um dos alimentos mais amados pelos brasileiros, o pão é também um dos mais malcompreendidos quando o assunto é dieta ou adoção de hábitos mais saudáveis. Mas segundo a Doutora em Ciência dos Alimentos e coordenadora de qualidade/P&D da Ultra Pão Alimentos, Ana Caroline, o problema não está no pão em si, mas no tipo que se consome. Para a especialista, o pão pode fazer parte de uma alimentação equilibrada e estar presente em até duas refeições do dia, como no café da manhã e no lanche da tarde, desde que seja preparado com ingredientes naturais, tenha boa qualidade nutricional e seja consumido em porções adequadas. “O ideal é que o pão tenha farinha integral ou fermentação natural, e que o número de ingredientes seja reduzido. A ausência de conservantes e açúcares adicionados faz toda a diferença no impacto que ele tem na dieta”, explica. Ainda de acordo com a profissional, o segredo está em saber ler o rótulo e entender a diferença entre um pão ultraprocessado e um de fermentação natural. Pães saudáveis X pães vilões da dieta Pães ultraprocessados, com açúcar, gordura vegetal, conservantes e aditivos químicos, costumam ter baixo valor nutricional e alto índice glicêmico, o que causa picos de glicose e sensação de fome pouco tempo após o consumo. Além disso, são produtos que costumam depender de aditivos artificiais para manter textura e durabilidade, o que os torna menos interessantes para quem busca bem-estar e equilíbrio alimentar. Existem no mercado alternativas criadas justamente para transformar essa relação do consumidor com o pão. Produzidos com apenas cinco ingredientes naturais farinha, água, sal, massa madre e fermento natural , esses pães não contêm conservantes, nem gorduras e açúcar adicionados. O resultado é um produto artesanal que cabe em uma rotina equilibrada. De acordo com Ana Caroline, antes de colocar o pão no carrinho, vale observar: Seguindo esses critérios, é possível manter o pão dentro de uma alimentação saudável e balanceada. Ana Caroline é coordenadora de qualidade/P&D da Ultra Pão Alimentos – Leviassa

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Diagnóstico tardio agrava desemprego entre adultos neurodivergentes

Estudo revela que a falta de apoio e desconhecimento sobre neurodiversidade dificultam inserção profissional e vida independente no Brasil Uma pesquisa realizada pela Consultoria Maya em parceria com a Universidade Corporativa Korú revelou um cenário preocupante sobre a inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho. Segundo o levantamento “Neurodiversidade no Mercado de Trabalho”, quase metade dos entrevistados nunca trabalhou com pessoas neurodivergentes; 21,4% relataram experiências desafiadoras; e apenas 30% tiveram vivências positivas. Embora 75% dos brasileiros afirmem conhecer o termo “neurodiversidade”, que abrange o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições, 48,6% demonstraram conhecimento limitado e 25% nunca haviam ouvido a expressão. A psicóloga Geórgia Menezes, mestre e doutoranda em Psicologia pela UFPE e sócia do Instituto Harmonia e Neurodiversidade (IAN), explica que a dificuldade de inserção profissional ainda é um dos principais desafios enfrentados por adultos neurodivergentes. “Esses adultos têm taxas de emprego muito inferiores à população geral e até mesmo a outros grupos com deficiência”, destaca. “Apesar do desejo de trabalhar e do impacto positivo do emprego na qualidade de vida, muitos enfrentam obstáculos desde o processo seletivo até a progressão na carreira”, acrescenta. De acordo com estudos recentes publicados na revista Neuropsychiatry pelos pesquisadores Nancy B. Brown e David B. Nicholas, as dificuldades dessa população vão além do ambiente de trabalho. A psicóloga Geórgia Menezes reforça que “a transição para a vida independente pode ser marcada por desafios em tarefas cotidianas, como organização do tempo, planejamento financeiro, gestão da casa e autocuidado”. Esses aspectos demonstram que o apoio à neurodiversidade precisa ultrapassar o campo profissional e alcançar a vida prática e emocional dos indivíduos. Os obstáculos enfrentados por adultos neurodivergentes não estão ligados à falta de inteligência, mas a diferenças cognitivas e sensoriais que afetam habilidades como planejamento, memória e flexibilidade cognitiva. “Muitos adultos acabam relatando frustração, dependência familiar prolongada e barreiras para alcançar seus objetivos pessoais, o que reforça ciclos de baixa autoestima e isolamento social”, observa Menezes. Essa realidade reforça a necessidade de políticas públicas e estratégias corporativas voltadas à inclusão efetiva e ao respeito às diferenças neurológicas. Para superar essas barreiras, Geórgia Menezes defende o investimento em estratégias práticas e apoio especializado. Ferramentas tecnológicas como aplicativos de organização, planilhas adaptadas e lembretes digitais podem auxiliar na rotina, assim como o treino de habilidades de vida diária e o acompanhamento psicoterapêutico. “O cuidado precisa ser multiprofissional e personalizado. Psicólogos, terapeutas ocupacionais, psiquiatras e educadores podem, juntos, construir ferramentas que favoreçam a autonomia, sempre em parceria com a própria pessoa atendida”, conclui.

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Encontro gratuito sobre benefícios e malefícios das telas para crianças típicas e atípicas

Encontro gratuito acontece nesta sexta (17), no Teatro RioMar Recife, com o pediatra Daniel Becker O pediatra e sanitarista Daniel Becker participa de um bate-papo sobre “Como enfrentar os desafios atuais da infância?”, com foco nos benefícios e malefícios das telas para crianças típicas e atípicas. A palestra, promovida pelo alergologista Waldemir Antunes Neto, à frente da Rede Ális, acontece nesta sexta-feira (17), às 19h, no Teatro RioMar Recife. A entrada é gratuita, com vagas limitadas. Becker, referência nacional em saúde da infância, vai discutir como educadores, pais e profissionais podem contribuir para uma infância mais equilibrada, com brincadeiras, natureza e menos tempo de tela. Segundo ele, o aumento do tempo em dispositivos digitais — tanto por parte das crianças quanto dos pais — tem refletido em mais casos de ansiedade, depressão, dificuldades de linguagem e vínculos familiares fragilizados. “No consultório, passaram a chegar muito mais alterações como ansiedade, depressão, dificuldades de linguagem e até problemas de vínculo familiar”, alerta o pediatra, que também ressalta que, com orientação e limites claros, a tecnologia pode se tornar uma aliada no desenvolvimento infantil. A palestra terá a participação especial da contadora de histórias Carol Levy, que tornará o encontro mais leve e interativo. Ela também reforça a importância de ler com os filhos, incentivar o contato com livros e criar momentos de conexão fora das telas. Becker destaca ainda que o excesso de exposição digital pode afetar o desenvolvimento cerebral e cognitivo. “O excesso de telas vai estimular áreas que não são tão primordiais e pode levar à perda de habilidades, como foco, atenção, memória e resolução de problemas. São gerações que estão tendo mais dificuldade na comunicação e na aprendizagem”, afirma. O pediatra lembra que algumas crianças com autismo podem se beneficiar de vídeos estruturados, previsíveis e educativos, desde que haja acompanhamento profissional. Ele orienta pais e cuidadores a usarem as telas de forma consciente e personalizada, respeitando o ritmo de desenvolvimento de cada criança. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda os seguintes limites de tempo de tela: A Integrális, empresa da Rede Ális, é responsável pela realização do encontro. A iniciativa busca promover conhecimento, acolhimento e trocas de experiências entre profissionais e famílias, incentivando reflexões sobre o uso equilibrado das tecnologias na infância. SERVIÇOO quê: Palestra de Daniel Becker – “Como enfrentar os desafios atuais da infância?”Tema: Benefícios e malefícios das telas para crianças típicas e atípicasLocal: Teatro RioMar RecifeData: 17 de outubro de 2025Hora: 19hEntrada: Gratuita (vagas limit Academia Treno incentiva mulheres a realizarem a mamografia com ação especial no Outubro Rosa Durante o mês de outubro, a Academia Treno, localizada no bairro das Graças, reforça a importância da prevenção do câncer de mama por meio de uma ação voltada às suas alunas. A iniciativa integra as atividades do Outubro Rosa e tem como objetivo incentivar o autocuidado e a realização regular da mamografia. A promoção é válida para todas as alunas já matriculadas ou que venham a se matricular em outubro. Quem apresentar o exame de mamografia realizado entre 1º de outubro de 2024 e 31 de outubro de 2025 receberá um brinde especial.  Segundo Edgar Guadagnamo, diretor da Academia Treno, a ação é uma forma delicada de lembrar que a prevenção deve ser parte da rotina feminina. “É um ato singelo, mas que carrega uma mensagem importante. Queremos chamar a atenção das mulheres para o exame anual e para a necessidade de priorizar o autocuidado. A mamografia salva vidas, e o nosso objetivo é reforçar essa consciência dentro e fora da academia”, destacou. Com a iniciativa, a Treno soma-se às diversas empresas que, em outubro, abraçam a causa do Outubro Rosa e estimulam a prevenção por meio de informação, incentivo e empatia. Recife recebe III Congresso Autismo na Vida Adulta O III Congresso Autismo na Vida Adulta será realizado nos dias 18 e 19 de outubro de 2025, no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, Recife. Promovido pelo Instituto Dimitri Andrade, o evento discute saúde, bem-estar e independência da pessoa autista após a infância e é voltado a profissionais, estudantes, pessoas autistas e familiares. Mais de 15 especialistas abordarão temas como autonomia, moradia independente, comunicação, socialização, direitos da pessoa autista e experiências de autistas adultos. Durante o congresso, será lançado o livro “Autismo na Vida Adulta – Guia Interdisciplinar” e haverá o minicurso de Implementação do Emprego Apoiado, com certificação dupla. O evento também contará com apresentações culturais, exposição de trabalhos científicos, relatos de autistas e momentos de networking, com transmissão online disponível. As inscrições estão abertas pelo site institutointegrarte.com.br/congresso-autismo-na-vida-adulta. Lesões de joelho ameaçam “atletas de fim de semana” durante esportes recreativos O futebol de pelada, a corrida improvisada no parque ou o torneio de vôlei na praia fazem parte da rotina de milhares de brasileiros. São momentos de lazer, mas também de risco para quem não mantém um preparo físico regular. Entre as lesões mais comuns nesses cenários está o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA), estrutura fundamental para a estabilidade do joelho. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cerca de 150 mil brasileiros sofrem lesões ligamentares no joelho todos os anos, grande parte delas em atividades recreativas. O problema é que muitos dos chamados “atletas de fim de semana” não realizam aquecimento, não contam com acompanhamento físico adequado e acabam exigindo do corpo mais do que ele está preparado para suportar. O ortopedista Dilamar Pinto, especialista em joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), alerta que esse comportamento aumenta significativamente o risco de lesões graves. “O ligamento cruzado anterior é um dos principais estabilizadores do joelho. Quando ele se rompe, o paciente sente o joelho falsear e perde a segurança até para andar. O retorno às atividades depende quase sempre de cirurgia e de uma reabilitação prolongada, que pode levar de seis a nove meses”, explica. Andorinha lança azeites 100% brasileiros O Azeite Andorinha, marca do Grupo Sovena, apresenta dois novos rótulos da linha Criações do Brasil, elaborados exclusivamente com olivas cultivadas em solo nacional.

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Capoeira Kids: arte, esporte e movimento

Mais do que uma atividade física, a capoeira infantil desenvolve corpo, mente e identidade. Oficina do Sítio Dourado mostra como a prática transforma crianças com ritmo, disciplina e alegria Luta ou dança? Brincadeira ou esporte? A capoeira há muito tempo ultrapassou os rótulos e hoje é reconhecida como uma manifestação cultural brasileira de extrema riqueza, onde se entrelaçam história, resistência, musicalidade e movimento. Para as crianças, a prática da capoeira representa tudo isso e mais: é uma ferramenta de desenvolvimento físico, emocional e social. No Sítio Dourado, espaço de desenvolvimento infantil que aposta em metodologias ativas também  na valorização da cultura brasileira, sendo que a Oficina de Capoeira Kids já faz parte da rotina dos pequenos. Conduzida pelo Professor Renato Alexandre — o “Professor Timão”, que atua com capoeira desde 2001 e dá aulas desde 2008, a atividade vem ganhando espaço, respeito e muitos sorrisos. “A capoeira para crianças é uma das formas mais completas de trabalhar o corpo e a mente ao mesmo tempo. É ritmo, disciplina, expressão corporal, história e autoestima em uma só roda”, afirma o professor. Para quem é, e como funciona a capoeira infantil A capoeira é uma prática altamente inclusiva, podendo ser iniciada por crianças a partir dos 3 ou 4 anos, respeitando sempre o estágio de desenvolvimento de cada uma. Ao contrário do que muitos imaginam, não se trata apenas de golpes ou acrobacias. Na infância, a capoeira é vivida como jogo corporal, musicalidade e expressão lúdica, com movimentos adaptados, sem confronto físico direto, e sempre mediada por cantigas, palmas e instrumentos como berimbau e atabaque. “Nosso foco com os pequenos não é o combate, mas a construção de um corpo mais consciente, mais ágil e mais seguro. A roda é um espaço de aprendizado coletivo, onde a criança aprende a se expressar, a respeitar o outro, a escutar o ritmo e a ocupar seu espaço com alegria e responsabilidade”, explica o Professor Timão. A oficina acontece em grupo, e cada aula é construída com base na repetição de movimentos básicos, atividades rítmicas, rodas de música e, gradualmente, desafios que estimulam o equilíbrio, a coordenação motora e a atenção. A prática também promove o conhecimento da história da capoeira, sua origem africana e seu papel na resistência cultural brasileira. Movimento que empodera: autoestima e pertencimento Além dos ganhos motores, a capoeira infantil é especialmente potente para o desenvolvimento emocional e social das crianças. Por ser uma prática coletiva e expressiva, ela ajuda a vencer a timidez, desenvolve o senso de pertencimento, e fortalece a autoestima desde cedo. Cada criança é convidada a se colocar no centro da roda — simbolicamente e literalmente — e a experimentar a força de sua própria expressão corporal. “Quando uma criança percebe que pode cantar, bater palmas, gingar, se equilibrar e interagir com outras através do corpo, ela descobre um universo inteiro dentro de si. A capoeira ensina muito mais do que movimentos. Ela ensina escuta, empatia e coragem”, resume Renato Alexandre. Para a diretora do Sítio Dourado, Ana Maria Maciel, a inserção da oficina no currículo do espaço de desenvolvimento foi uma decisão natural, alinhada ao propósito de proporcionar uma educação integral e culturalmente conectada com as raízes brasileiras. “Criamos a Oficina de Capoeira Kids porque acreditamos no poder da cultura como ferramenta educativa. A capoeira tem corpo, tem voz, tem ancestralidade. Ela acolhe a criança em sua potência e a ensina com alegria e presença. É uma forma de educar com movimento, com afeto e com identidade”, defende Ana Maria. E quem não pode praticar? Há contraindicações? A capoeira é uma prática democrática, acessível e geralmente sem contraindicações para crianças. Em casos específicos, como limitações físicas, motoras ou condições médicas específicas, a participação deve ser orientada pelo pediatra ou equipe multidisciplinar. Mas, de modo geral, a capoeira pode ser adaptada para diferentes perfis, inclusive crianças neurodivergentes, com acompanhamento adequado. “A capoeira respeita o ritmo de cada criança. A roda é inclusiva por essência. Temos crianças mais tímidas, outras mais expansivas, e todas encontram seu lugar. O importante é que se sintam acolhidas e motivadas a explorar seus corpos de forma positiva”, reforça o mestre Benefícios da Capoeira Infantil Físicos Emocionais e sociais Cognitivos e pedagógicos Capoeira é corpo, cultura, história e alegria Quando a capoeira entra na vida de uma criança, ela leva junto o som do berimbau, o canto ancestral, o jogo de corpo, a força dos movimentos, a beleza da coletividade. Mais do que um esporte, a capoeira é arte viva, é cultura em movimento, é educação com gingado. A prática não ensina apenas a ginga — ensina a ouvir o outro, a se respeitar, a brincar com o corpo e a se reconhecer como parte de algo maior. Como resume o Professor Timão, com a sabedoria de quem vive a roda há mais de duas décadas: “A capoeira transforma. E quando começa na infância, transforma para a vida inteira”, finaliza o mestre Timão. Na roda de capoeira, onde cada movimento exige ritmo, consciência e equilíbrio, o cuidado com a saúde também pede presença e harmonia. No fim, viver bem é encontrar o compasso certo entre corpo, mente e propósito. Festival de Raquetes e Picnic Dia das Crianças agitam Porto de Galinhas No dia 11 de outubro, a Cia do Lazer, em Porto de Galinhas, recebe o Festival de Raquetes, em parceria com o Picnic Dia das Crianças, oferecendo momento de esporte, lazer e convivência para toda a família. A partir das 9h, as quadras estarão abertas para Pickleball, Frescobol, Beach Tennis, Badminton e Tênis de Mesa, com categorias infantil, adulto e master, além de modalidades feminino, masculino e mista. Enquanto isso, o Picnic Dia das Crianças garante brincadeiras e momentos de lazer ao ar livre, proporcionando um ambiente acolhedor em meio à natureza. “Eventos como esse fortalecem vínculos familiares, promovem bem-estar e estimulam a prática esportiva”, destaca Rose Jarocki, CEO da Cia do Lazer. A participação é mediante inscrição paga, a partir de R$ 70 por pessoa. Alimentação será vendida no local,

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