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Março Roxo: uso de medicamentos para emagrecimento exige acompanhamento médico

O mês de março marca a campanha de conscientização sobre a obesidade, conhecida como Março Roxo. A iniciativa visa alertar sobre os impactos dessa doença crônica na saúde e a importância do tratamento adequado. Entre as alternativas terapêuticas, o uso de medicamentos para emagrecimento vem ganhando cada vez mais espaço, mas especialistas reforçam: a automedicação pode trazer riscos e todo o processo deve ser conduzido sob supervisão médica. Confira a reportagem com o médico Rafael Coelho. Um estudo publicado na revista científica The Lancet revelou que a obesidade atingiu níveis alarmantes em todo o mundo, com o número de pessoas obesas mais do que dobrando nas últimas três décadas. A pesquisa destaca que, atualmente, mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade, incluindo adultos e crianças, tornando a condição um dos principais desafios de saúde pública global. O estudo também aponta que a obesidade está associada a um maior risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares, reforçando a necessidade de políticas eficazes de prevenção e tratamento, que vão desde mudanças no estilo de vida até o uso supervisionado de medicamentos e intervenções clínicas. Uso de medicamentos deve ser acompanhado por profissionais O crescimento da oferta de remédios para o controle do peso, especialmente das chamadas "canetas" para emagrecimento, tem levado muitas pessoas a buscar esses tratamentos sem orientação profissional. O médico Rafael Coelho, especialista no tratamento da obesidade, reforça a importância do acompanhamento. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. O tratamento medicamentoso pode ser uma ferramenta importante, mas deve ser individualizado e supervisionado por um profissional de saúde”, alerta. Além da prescrição correta, o acompanhamento médico é essencial para avaliar possíveis interações medicamentosas e contraindicações. “Pacientes com histórico de doenças gastrointestinais ou pancreatite, por exemplo, precisam de uma avaliação criteriosa antes de iniciar o uso dessas medicações”, acrescenta Rafael Coelho. Mudança de hábitos é essencial para resultados duradouros Apesar de eficazes, os medicamentos não são uma solução mágica para o emagrecimento. Segundo Rafael Coelho, o tratamento deve estar aliado a mudanças no estilo de vida. “Sem uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios, os resultados são temporários. A medicação auxilia, mas não substitui a reeducação alimentar e o cuidado com a saúde física e mental”, destaca. Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, aliada à redução do consumo de ultraprocessados, é fundamental. A prática de atividades físicas, mesmo que moderadas, como caminhadas diárias, também contribui para a perda de peso e a melhora da saúde cardiovascular. Quando ligar o alerta? A medicação para emagrecimento pode ser indicada em casos específicos. “Pacientes com IMC acima de 30 ou com IMC superior a 27 e comorbidades, como diabetes ou hipertensão, podem se beneficiar do uso dos medicamentos, desde que avaliados por um médico”, explica Coelho. Outros fatores que podem indicar a necessidade de intervenção medicamentosa incluem: Fases do tratamento O uso de medicamentos para emagrecimento segue um processo estruturado, que inclui: Prevenção e alternativas de tratamento Além do uso de medicamentos, outras estratégias são fundamentais no combate à obesidade: A prevenção é sempre a melhor alternativa. Criar hábitos saudáveis desde cedo melhora a qualidade de vida e reduz os riscos associados à obesidade. Médico Rafael Coelho @rafaelcoelhomed @institutocoelhope Corrida e Yoga O Plaza Shopping recebeu, no último sábado (22), a primeira edição da ação especial de saúde e bem-estar, Movimenta Plaza. Com idealização da assessoria Recife Runners e parceria do Vidya Studio, a iniciativa foi proposta no jardim externo do mall (área próxima ao Jardim Pet Plaza), onde houve a concentração e aquecimento para corrida em diversos percursos como 5km, 8km, 11km, 14km e 16km. Além disso, a iniciativa contou com aula de yoga como relaxamento pós maratona. A proposta reuniu cerca de 200 participantes, que tiveram o suporte da Boali e da Red Bull. @plazacasaforte Nova loja do Grupo Rota do Mar para varejistas O Grupo Rota do Mar inaugurou a sua primeira loja focada no público varejista. A nova unidade fica situada na Rua Cabo Otávio Aragão, 191, no Centro de Santa Cruz do Capibaribe, point do comércio de confecções da capital da moda do Agreste pernambucano. Por lá, as novidades das marcas Rota do Mar, de moda casual, e Hausport, de moda esportiva. De acordo com Arnaldo Xavier, proprietário do grupo, há a expectativa de expansão da comercialização dos produtos para o varejo para fora do Agreste, principalmente dos produtos da Hausport. “Nossa perspectiva é levar a nossa marca de moda esportiva para outros lugares de Pernambuco, como a Região Metropolitana do Recife e a Paraíba”, explicou. No entanto, ainda não há previsão de inauguração de novas unidades. @rotadomar96 Março Azul: campanha alerta para aumento de mortes por câncer colorretal no Brasil Terceiro tipo mais comum no país, doença tem mais de 20 mil vítimas fatais por ano O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é o terceiro tipo mais comum no Brasil, atrás somente dos cânceres de pele não melanoma, de mama e próstata. É um tumor maligno que afeta o cólon e o reto e surge a partir de pólipos intestinais. O câncer de intestino é prevalente nos indivíduos acima de 50 anos. Atualmente registra-se um aumento dos casos em pessoas mais jovens, e os especialistas acreditam que hábitos alimentares inadequados e o consumo exagerado de alimentos processados podem contribuir para esse resultado. Visando aumentar o diagnóstico precoce do câncer de intestino e oferecer maior qualidade de vida e margem de cura, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e a Sociedade Brasileira de Colonoscopia (SBCP) criou, em 2014, a campanha Março Azul. A iniciativa tem o objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce de câncer de colorretal (intestino grosso e reto). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para os anos de 2023 a 2025, estima-se cerca de 45 mil casos novos dessa doença anualmente no país. Isso corresponde a uma incidência de 21/100 mil habitantes. Desses, aproximadamente 21 mil casos em homens

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Pesquisa revela que 74% dos brasileiros apoiam a isenção do Imposto de Renda

Uma enquete realizada pelo Instituto de Pesquisa Realtime Big Data revelou que 74% dos brasileiros são favoráveis à proposta de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais, além de um desconto parcial para rendimentos de até R$ 7 mil. Embora a proposta, apresentada pelo presidente Lula e enviada ao Senado, tenha recebido ampla aceitação, menos de 50% dos entrevista dos acreditam que essa medida poderá ajudar a economia do País. Apesar de popular, a medida sofre resistência no mercado e no Congresso Nacional, onde o Governo Lula tem minoria. A redução dos impostos proposta pelo Governo Federal para a base de menor renda da população deve ser o principal embate da política econômica em 2025. O assunto já é conhecido por 63% da população. UFPE INAUGURA CURSO DE GRADUAÇÃO EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA IMPULSIONAR CARREIRAS NO SETOR TECNOLÓGICO A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) dá um passo significativo na formação de profissionais na área de tecnologia com o lançamento do curso de bacharelado em Inteligência Artificial. O curso marca a continuidade do perfil de pioneirismo do CIn (Centro de Informática da UFPE) na pesquisa em IA no Brasil, iniciado na década de 1970. Com 50 vagas disponíveis para o ano letivo de 2025, os interessados poderão utilizar suas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dos últimos três anos para se inscrever. INVESTIMENTO DE R$ 13,2 MILHÕES FORTALECE A PESQUISA ONCOLÓGICA EM PERNAMBUCO A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou um investimento de R$ 13,2 milhões para o Hospital do Câncer de Pernambuco, com recursos do ministério, por meio da Finep. O aporte permitirá a criação do Centro Integrado de Pesquisa Clínica e Translacional em Oncologia, o primeiro do tipo no Estado. Este novo centro será fundamental para o armazenamento de amostras de pacientes com alta qualidade, possibilitando estudos genômicos e o desenvolvimento de novos biomarcadores de diagnóstico e alvos terapêuticos. Além disso, com a liberação inicial de R$ 9,3 milhões, o HCP ampliará seu Centro de Pesquisa Clínica, aumentando sua capa cidade de realizar estudos em parceria com a indústria farmacêutica e proporcionando acesso a tratamentos mais eficazes para os pacientes. GRUPO DISLUB EQUADOR FORTALECE SUA GOVERNANÇA CORPORATIVA COM NOVA LIDERANÇA Marcelo Magalhães (à esquerda) novo CEO do Grupo Dislub Equador, com Sérgio Lins que passa a integrar o Conselho do Grupo. O Grupo Dislub Equador inicia uma nova fase em sua governança corporativa com a nomeação de Marcelo Magalhães como CEO, substituindo Sérgio Lins, que agora faz par te do Conselho do grupo. Com mais de 40 anos de experiência no setor de energia, Magalhães liderou a PetroReconcavo por 16 anos, onde foi fundamental na estruturação da empresa. Essa transição visa fortalecer a governança do grupo, que possui mais de 500 revendedores no Nordeste e presença em 15 estados do Brasil, além de operações no Norte e Centro-Oeste do Equador. “Nosso compromisso é continuar inovando e expandindo nossa presença de forma estratégica, sempre alinhados às necessidades do mercado e de nossos clientes”, conclui Magalhães. PERNAMBUCANOS ADOTAM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM SUAS ROTINAS, APONTA PESQUISA DA TIM Uma pesquisa realizada pela TIM, por meio da plataforma TIM Ads, revelou que os pernambucanos estão cada vez mais incorporando a IA (Inteligência Artificial) em suas rotinas diárias. Com 1.384 respostas coletadas, o estudo mostra que 76% dos entrevistados já ouviram falar sobre IA, e 57% afirmam ter utilizado alguma ferramenta, com 73% utilizando com frequência. As assistentes virtuais lideram a preferência (33%), seguidas por tradutores automáticos (26%) e IAs para vídeos e música (27%). O levantamento também indica que 30% dos entrevistados usam ferramentas pagas de IA e 24% demonstram interesse, desde que os preços sejam acessíveis. Reconhecendo a crescente demanda por capacitação, a TIM oferece o curso gratuito “ChatGPT para Aumentar sua Produtividade” em parceria com o Descomplica, que já registrou 180 mil inscrições.

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Famílias no Recife mantêm consumo moderado em fevereiro

Intenção de Consumo das Famílias registra 104,7 pontos, refletindo otimismo cauteloso em meio a desafios econômicos. Em fevereiro, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Recife alcançou 104,7 pontos, de acordo com dados da CNC e análise local da Fecomércio-PE. Esse índice indica uma leve percepção otimista sobre o poder de compra e os hábitos de consumo das famílias, com melhorias significativas nos componentes de Emprego Atual e Renda Atual, que cresceram 1,5% e 1,8%, respectivamente. No entanto, a queda de 2,5% na Perspectiva de Consumo e um recuo de 2,9% no Momento para Duráveis revelam uma cautela crescente na intenção de adquirir produtos de maior valor. Esse cenário econômico desafiador é caracterizado pela recuperação do emprego, mas com um otimismo contido em relação ao consumo. A estabilidade do consumo das famílias, mesmo frente a pressões econômicas internas e externas, demonstra que a confiança está diretamente relacionada ao emprego e ao acesso ao crédito. Essa situação sugere que, apesar das dificuldades, as famílias recifenses continuam priorizando itens essenciais, adotando uma postura mais criteriosa nas compras. Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE, observa que “o recuo na intenção de compra de bens duráveis reforça a necessidade de estratégias que atraiam o consumidor e ofereçam condições mais acessíveis de pagamento”. Ele acrescenta que a estabilidade no consumo, mesmo em tempos adversos, é um sinal positivo para o setor comercial, que deve se adaptar às novas dinâmicas do mercado. De acordo com Rafael Lima, economista da Fecomércio-PE, “os dados do ICF mostram que, mesmo com uma queda no consumo e na intenção de adquirir bens duráveis, as famílias em Recife conseguem preservar seu poder de compra por meio do acesso ao crédito”. Essa estabilidade da renda, intimamente ligada ao emprego, é crucial para sustentar a demanda no mercado, mesmo em períodos de incerteza.

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Energia solar atinge 55 GW e já abastece 5 milhões de imóveis no Brasil

Setor enfrenta desafios regulatórios que limitam crescimento e impacto sustentável. Foto: Freepik O Brasil acaba de alcançar a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada em energia solar, somando a geração distribuída em telhados e terrenos à capacidade das grandes usinas solares conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), essa fonte já abastece 5 milhões de imóveis e representa 22,2% da matriz elétrica brasileira, consolidando-se como a segunda maior do país. Apesar do avanço, desafios como cancelamentos de projetos pelas distribuidoras e falta de ressarcimento pelos cortes de geração renovável limitam o potencial do setor. “Com a queda de mais de 50% no preço dos painéis solares nos últimos dois anos, vivemos o melhor momento para investir em sistemas fotovoltaicos”, destaca Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. O segmento também impulsiona a economia: desde 2012, foram R$ 251,1 bilhões em investimentos, 1,6 milhão de empregos verdes e R$ 78 bilhões arrecadados para os cofres públicos. Para garantir o crescimento sustentável da energia solar no Brasil, a ABSOLAR defende a aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que institui o Programa Renda Básica Energética (REBE) e corrige restrições que dificultam a conexão de novos sistemas. Além de fomentar a geração própria, a medida beneficiaria famílias em situação de pobreza energética e ampliaria o acesso à tecnologia fotovoltaica. Nos primeiros dois meses de 2025, período marcado por recordes de calor e alta demanda por eletricidade, a energia solar desempenhou um papel crucial, com mais de 147 mil novos sistemas instalados e 1,6 GW adicionados à rede. A tecnologia segue como um dos pilares da transição energética e do desenvolvimento sustentável no Brasil.

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O dilema do uso da água no Semiárido

*Por Geraldo Eugênio VALE A PENA PLANEJAR... É sabido que o estado que melhor se dedicou ao planejamento dos recursos hídricos na região Nordeste é o Ceará. Um estado basicamente tomado por terras semiáridas, do Cariri ao litoral, com problemas crônicos de disponibilidade de água para população, durante muito tempo símbolo de escassez, das migrações e das descrições do que representa uma seca em seus aspectos mais drásticos. Entre 1991 e 1995, quando Ciro Gomes governou esse estado, coincidindo com um período longo de seca, o grande temor era o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, o que se configuraria um caos total. Em um esforço louvável, a gestão estadual focou nesse problema, acelerando a construção de canais e adutoras de modo que a população da capital deixasse de ter o colapso de suprimento de água como um fantasma que a per seguia sem trégua. Há de se reconhecer que antes desse episódio, o governador Tasso Jereissati, quando assumiu a gestão do estado pela primeira vez em 1987, com seu time de gestores, havia colocado a questão hídrica como um dos principais desafios para o Ceará que, sem a segurança de contar com recursos hídricos, não haveria como atrair novos empreendimentos e crescer com sua economia. Ele tornou esse desafio um tema que sombreava qualquer diferença política, uma vez que mesmo seus adversários sabiam que ir de encontro a esse movimento seria assinar o atestado de óbito político. Hoje o Ceará é considerado como aquele que conta com o mais eficiente sistema de recursos hídricos em todo o País, capitaneado pelo louvável trabalho que realiza a Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), fundada em 1974. …BEM COMO USAR O QUE SE TEM Pernambuco, há de se reconhecer, tem conseguido assegurar as linhas mestras de um plano de recursos hídricos para o Estado, por vários mandatos de governantes de linhas políticas distintas. Exemplos notórios são as barragens concluídas ou em construção em torno da região metropolitana, as barragens de por te médio no interior, e aproveitando da melhor forma possível o programa de Transposição das Águas do Rio São Francisco, uma iniciativa do Governo Federal. Destaque-se a finalização da Adutora do Agreste, o que resolve, ao menos em médio prazo, a de manda hídrica das principais cidades do Agreste e de dezenas de municípios e comunidades da região. Por falar na magnitude do que representa o funcionamento pleno dos canais da transposição, é importante lembrar que asseguram o abastecimento do açude Castanhão no Ceará e a presença da água nas torneiras de municípios como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco. Em se tratando de Pernambuco, chama a atenção o fato de uma de suas cadeias produtivas mais robustas, a avicultura, seja de corte ou de ovos, espera ansiosamente pela finalização das obras de modo que um município como São Bento do Una, um dos mais importantes locais de produção de ovos do País, deixe de ver suas granjas e processadoras serem abastecidas por carros pipas. INDÍCIOS DE UM GRANDE TESTE À FRENTE Este início de 2025 tem acendido o sinal de alerta. Chegando a segunda quinzena de março com poucas roças estabelecidas do Sertão do Araripe ao Agreste. Neste estágio do ano já deveriam estar ocorrendo colheita de feijão de corda e o milho entrar no estágio reprodutivo com o surgimento dos pendões e espigas. Mesmo que, ao chegar em julho, consiga-se constatar que a quantidade hídrica foi um pouco abaixo da média histórica, o desafio a partir de agora é de como poder armazenar água suficiente que garanta a sobrevivência e o manejo adequado dos rebanhos de caprino, ovinos e bovinos, principal atividade econômica do semiárido dependente de chuvas. Em 21 de janeiro deste ano, a governadora Raquel Lyra publicou um decreto de emergência cuja ação abrangia 118 municípios com risco de seca hidrológica que afeta diretamente a toma da de água pelos principais reservatórios e a distribuição nesse conjunto de cidades. Há de se considerar que foi uma atitude de acerto ímpar, uma vez que o desenrolar do período chuvoso comprovou a precisão da medida. Reconheça-se a ação da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, comandada por José Almir Cirilo e da APAC (Agência Pernambucana de Água e Clima) sob a liderança de Suzana Montenegro. Considerando-se que entre 2019 e 2024, um período de seis anos na região semiárida como um todo, ocorreram chuvas entre a média histórica ou um pouco acima desta, não se falando em secas regionalizadas, pode ser que a região tenha que se preparar para encarar um novo período de instabilidade aguda de disponibilidade de água. Repetindo o que vem sendo comentado, há algum tempo na coluna, a seca é a irmã que nem sempre será bem-vinda, mas fazendo parte da família, é essencial que se conviva bem com ela. Prever é se antecipar ao problema e quem melhor estiver preparado para enfrentar o desafio conta com maiores chances de solução para a equação que se põe à frente. TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO NO USO DOS RECURSOS HÍDRICOS O enfrentamento de uma seca, quando ocorrer, não é um atributo apenas dos governos. É fundamental a participação da sociedade civil e nesse aspecto algumas lições devem ser lembradas: 1ª. Situação das cisternas: Vale ressaltar que foi realizado um esforço e investimentos marcantes para dotar o semiárido com mais de um milhão de cisternas. Quantas estão funcionando? Quantas contam com calhas de coleta de água? Qual o uso que tem sido dado à água armazenada e àquela que chega por meio de carros pipas? Qual a responsabilidade para quem não manteve esse reservatório em funcionamento? 2ª. Aproveitamento das águas pluviais e subterrâneas para irrigação: Que se foque no uso racional e eficiente da água disponível para uso agrícola ou pecuário. Recomenda-se investir no uso do que existe de mais moderno na pequena e média propriedade. 3ª. Gestão de secas: Um fenômeno cíclico e, portanto, previsto, não se pode levar pelo acaso. O Brasil continua pecando em não dar a devida atenção aos mecanismos de

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Angelo Just: "Na Tecomat, temos um pé na academia e outro na obra"

Diretor técnico da empresa conta como ela conquistou uma trajetória de sucesso ao realizar consultoria para construtoras e seguir a atuação do seu fundador, o professor de engenharia Joaquim Correia. Umas das suas marcas era apoiar a formação de profissionais e manter-se próximo da universidade. Unir o conhecimento acadêmico com a prática de uma atividade é o ideal de muitos profissionais e empresas, mas, em geral, essa comunhão dificilmente é observada no mundo real. A Tecomat é uma das exceções, talvez por ter sido fundada por um acadêmico, o engenheiro civil e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Joaquim Correia de Andrade, que formou várias gerações na área de engenharia no Recife.  Falecido em 2018, sua maneira de atuar deixou marcas no DNA da empresa que hoje possui uma equipe formada por muitos mestres, doutores e profissionais certificados e especializados. Com o uso de tecnologia, a empresa, assim como um laboratório, realiza ensaios para construtoras sobre a adequação de materiais usados na obra. Também oferece um levantamento preciso sobre a quantidade de material a ser utilizado na construção, o que torna o orçamento do empreendimento mais acurado. Seu mais recente serviço, é voltado para a pessoa física que vai construir uma grande obra, mas não tem expertise em construção. “Ela nos contrata e contratamos o projeto da arquitetura e de infraestrutura, contratamos ainda a construtora, ela executa a obra e nós acompanhamos”, resume Angelo Just, diretor técnico que mantém o perfil da empresa: é mestre, doutor e professor da UPE e da Unicap.  Com tantos professores no seu corpo de funcionários, não foi de estranhar a criação do Instituto Engenheiro Joaquim Correia, cuja principal atividade é a formação de profissionais, como pedreiro, servente, carpinteiro e pintor, além de capacitar engenheiros recém-formados. Mão de obra que está escassa, o que compromete a indústria de construção civil. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Angelo Just fala da trajetória da Tecomat, da influência de Joaquim Correia e os desafios desse mercado. A cultura empresarial da Tecomat tem forte influência do seu fundador, Joaquim Correia. Fale um pouco sobre ele e a história da empresa.  A Tecomat vai fazer 33 anos este ano e foi fundada pelo professor Joaquim Correia, junto com um sócio e seu filho Tibério, que atua conosco até hoje. Inicialmente, ele tinha uma participação como consultor de empresas na Odebrecht. Na década de 80, chegou a obra do Metrô do Recife, e a Odebrecht não precisava mais dele como consultor independente e, sim, com uma empresa. Então, ele fundou a Tecomat, inicialmente fazendo ensaios com uma prensa, depois ampliou os serviços para consultoria no mercado imobiliário.  A Tecomat hoje atua em quase todas as capitais do Nordeste, conta com 250 colaboradores, entre eles cerca de 50 engenheiros. Ela não executa obras mas presta consultoria para construtoras e faz ensaios na área de engenharia e material de construção.  O que são esses ensaios? Para a construção de uma coluna num prédio, por exemplo, é preciso saber se o concreto usado tem a resistência correta, então esse material tem que ser ensaiado para confirmar se o material está ok. O professor Joaquim faleceu em 2018, deu aula na UFPE por muitos anos, era muito generoso. Hoje, somos quatro sócios: eu, que cuido da gerência técnica, Sandra Carneiro Leão, que é a gestora financeira, José Maria da Cruz Neto, que é gestor comercial e operacional, e Tibério Wanderley Correia, que é consultor técnico. Detalhe, nenhum desses quatro veio do mercado, eu entrei na Tecomat assim que me formei, Sandra também e Neto foi estagiário. O professor Joaquim tinha essa característica, ele foi professor de muitos, inclusive meu.  É raro um engenheiro civil que trabalhe no mercado imobiliário em Pernambuco que não tenha sido aluno de alguma pessoa que faz parte da Tecomat, seja o professor Joaquim, Tibério, eu ou outros colaboradores nossos que são professores em outras faculdades. Tibério dá aula na UFPE, eu dou aula na UPE e na Unicap. Na Tecomat, formamos nossos craques em casa. A grande maioria dos nossos times foi formada na empresa. Se eu vejo uma pessoa com potencial, chamo para trabalhar, daqui a pouco ela está assumindo um cargo de coordenação e começa a dar aula também.  É muito marcante essa questão da docência pois muitos colaboradores seguem essa mesma linha, dando aulas em faculdades porque nos veem como espelhos. Na Tecomat, temos pilares como simplicidade, conhecimento, resiliência, conceitos que o professor Joaquim trazia consigo.  Além de muito generoso, ele sempre estava de porta aberta para conversar. Isso gera empatia, por isso o pessoal gosta da Tecomat. A gente carrega esse DNA dele, de ser legal com todo mundo, esse é nosso lema. Ter um time tão preparado e ligado à academia traz vantagens para a empresa, especialmente na questão da inovação? As vantagens são várias, uma delas é enxergar os talentos de maneira precoce, pois, quando estamos lecionando, conseguimos ver o perfil da pessoa pelo seu comportamento na sala de aula. Conseguimos enxergar esses potenciais e trazer para a empresa. Além dessa questão de recrutamento de equipe, a vantagem de sermos professores é que, na Tecomat, temos um pé na academia e outro na obra. Esse é o diferencial dos engenheiros da empresa, esse perfil é raríssimo em qualquer lugar no Brasil.  Além disso, ao participarmos de congressos, conseguimos lidar com a “nata” técnica do negócio, transitar com essa turma com maior facilidade, isso ajuda muito e proporciona respeito. Participar de congressos e palestras também facilita a busca por soluções e inovação. Esse é um dos papéis da diretoria técnica, buscar soluções inovadoras para que nossa equipe possa aplicar aos laudos, por exemplo.  Que tipo de tecnologias a Tecomat utiliza? São softwares, inteligência artificial? Utilizamos nos projetos uma tecnologia chamada BIM (Building Information Modeling). É a construção virtual, em que modelamos o projeto no software e conseguimos enxergar, com riqueza de detalhes, como a obra vai ficar depois de pronta. Basicamente é colocar todos os projetos num mesmo software com uma leitura que permite

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Fernando Freyre e as memórias de seu avô, Gilberto Freyre

Neto do sociólogo e atual presidente da Fundação Gilberto Freyre relembra a convivência familiar e a descoberta de seu legado intelectual. Na semana dos 125 anos do Mestre de Apipucos, conheça um pouco dessa história de afeto com o vovô Concon. Na foto, o atual presidente da fundação está no colo da avó Magdalena Freyre A relação entre avô e neto costuma ser marcada por gestos de carinho, aprendizados e convivência familiar. Assim foi a experiência de Fernando Freyre Filho com Gilberto Freyre, um dos mais importantes pensadores brasileiros. Ele tinha 9 anos quando o Mestre de Apipucos faleceu, mas guarda boas memórias do convívio familiar. Gilberto Freyre, o primeiro brasileiro a receber o título de "Sir" da Rainha Elizabeth II da Inglaterra,  era conhecido por Fernando e pelos demais netos o "Concon", apelido carinhoso em família. A convivência acontecia principalmente com encontros semanais nos almoços de sábado na casa do avô. Nessas ocasiões, a casa se dividia entre a esfera familiar e os compromissos profissionais de Gilberto. “Nós entrávamos na biblioteca e, em poucos minutos, já havíamos bagunçado tudo”, relembra Fernando, destacando a paciência e o carinho do avô, que interrompia suas anotações e chamava os netos para a sala de estar. Mas os almoços nem sempre eram apenas encontros familiares descontraídos. Muitas vezes, a presença de personalidades políticas, pesquisadores internacionais e autoridades fazia com que as reuniões ganhassem um tom mais solene. “Acordávamos e já sabíamos que teríamos que vestir paletó e gravata, porque o almoço era especial”, conta Fernando, relembrando como a rotina entrelaçava o doméstico e o público quando o sociólogo recebia visitantes. Fernando relembra algumas premiações e entrevistas da vida pública de seu avô, mas a consciência sobre sua importância como intelectual reconhecido surgiu gradualmente. “A ficha caiu no dia da morte dele”, diz, ao recordar o impacto do velório no Recife e a presença de figuras ilustres naquele momento de despedida. Para entender melhor o legado do avô, ele decidiu ler suas obras, o que lhe permitiu perceber a complexidade e a genialidade por trás do mito que conhecia nas brincadeiras e almoços solenes. Com o passar dos anos, Fernando Freyre não apenas preservou as lembranças do avô, mas também aprofundou sua compreensão sobre o impacto de sua obra. O convívio afetuoso da infância deu lugar a uma admiração consciente pelo intelectual que redefiniu a maneira como o Brasil enxerga sua própria identidade. Entre a intimidade e o legado, ele carrega a herança de Gilberto Freyre não apenas como neto, mas como alguém que reconhece a importância de manter viva a memória e o pensamento do Mestre de Apipucos.

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Brasil acelerou o crescimento do PIB em 2024 e começou 2025 acima da expectativa

O IBGE anunciou nesta semana que o PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024. O aumento é maior que o já surpreendente avanço de 3,2% da economia em 2023. O desempenho do biênio é muito superior às previsões que se arrastavam entre 1% e 1,5% no início de cada ano. Os números de 2024 são ainda mais surpreendentes quando consideramos que o PIB do setor agropecuário foi negativo (-3,2%), devido aos efeitos das mudanças climáticas. O avanço foi concentrado na indústria, no comércio e no setor de serviços. A surpresa ficou para as leituras estranhas de desaceleração da economia do País. Vários analistas fizeram um verdadeiro malabarismo dos números, cruzando as expectativas do último trimestre com o resultado, para sinalizar um balanço negativo do ano passado. O Brasil enfrenta problemas reais de inflação e relacionados ao déficit fiscal, mas está longe de um cenário amplo de desequilíbrio. A atividade econômica brasileira iniciou 2025 com crescimento, registrando alta de 0,9% em janeiro, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Na comparação com janeiro do ano anterior, o crescimento foi de 3,6%, enquanto no acumulado de 12 meses, o indicador aponta um avanço de 3,8%. EXPORENOVÁVEIS 2025 DEBATEU HIDROGÊNIO VERDE E COP30 NO RECIFE A segunda edição da ExpoRenováveis ocorreu no Museu Cais do Sertão, no Recife, com sucesso de público, incluindo especialistas, empresários e investidores. O evento, promovido pela Aperenováveis (Associação Pernambucana de Energias Renováveis), destacou-se como um dos maiores do Brasil no setor de energias renováveis, com uma programação que incluiu palestras, um congresso multidisciplinar, uma feira de inovações tecnológicas e um Salão de Mobilidade Elétrica. Entre os anúncios feitos, esteve a produção da primeira molécula de hidrogênio verde de Pernambuco, prevista para abril, na planta de hidrogênio verde dentro do parque tecnológico TecHub, no Porto de Suape. A ExpoRenováveis também se posicionou como um espaço estratégico para discutir o futuro da energia sustentável no Brasil, especialmente com a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) programada para novembro no Pará. O evento contou com painéis que abordaram temas como descarbonização, sustentabilidade e oportunidades de investimento em energias renováveis, bem como destacou os desafios locais de atração de empreendimentos para Pernambuco, devido à falta de linhas de transmissão. Pernambuco em Perspectiva traz Tadeu Alencar para discutir empreendedorismo dinâmico No dia 25 de março, Tadeu Alencar, Secretário Executivo do Ministério do Empreendedorismo, será o palestrante do projeto Pernambuco em Perspectiva – Estratégia de Longo Prazo, que ocorrerá no auditório do novo Empresarial RioMar 5, às 19h, com entrada franca e vagas limitadas. Durante sua palestra, Alencar abordará O Papel vital do empreendedorismo dinâmico para o desenvolvimento de Pernambuco. O projeto, patrocinado pelo Banco do Nordeste e pelo Governo Federal, visa discutir temas relevantes para o novo modelo de desenvolvimento do Estado, contando com a participação de especialistas em economia e desenvolvimento, sob a coordenação de Ricardo de Almeida e Francisco Cunha. Os interessados poderão se inscrever previamente e solicitar a assinatura gratuita da Revista Algomais no dia do evento. Construtora Carrilho lança empreendimento em Boa Viagem Fernando e Carlos Carrilho, nomes à frente da Construtora Carrilho, destacam o mais novo empreendimento da empresa. O Pátio Solare, localizado na Imbiribeira e com lançamento realizado no dia 14 de março, contará com 268 apartamentos compactos distribuídos em duas torres, além de uma área de lazer completa e uma localização estratégica. Ideal para quem busca modernidade e praticidade, o Pátio Solare destaca-se pela proximidade a escolas, shoppings, supermercados, estação de Metrô e a praia de Boa Viagem. Nova liderança reforça estratégia comercial da Vivix   A Vivix Vidros Planos anuncia Romulo Avellar como seu novo diretor comercial e de marketing a partir de março. Com uma trajetória consolidada no Grupo Cornélio Brennand desde 2017, o executivo esteve à frente da presidência da Cimento Bravo – CIMAR antes de assumir o novo desafio. Administrador com pós-graduação em gestão empresarial, Romulo traz uma vasta experiência em liderança no setor industrial, com forte atuação nas áreas comercial, trade marketing e operações. Sua chegada reforça a estratégia da Vivix para ampliar sua presença no mercado e fortalecer suas frentes de negócios. Cimed entra no futebol pernambucano com patrocínio ao Náutico A Cimed, terceira maior farmacêutica do Brasil em volume de vendas, anuncia seu primeiro patrocínio no futebol pernambucano ao firmar parceria com o Clube Náutico Capibaribe. O contrato, válido até dezembro, inclui exposição da marca no uniforme do time, placas no estádio e centro de treinamento, além de ações digitais. O investimento faz parte da estratégia da empresa de expansão no marketing esportivo, que já conta com patrocínios à CBF e ao Cruzeiro. Para o Náutico, a parceria fortalece o caixa do clube em um ano decisivo, no qual busca o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Sebrae lança plano estratégico para impulsionar a economia da Mata Sul O Sebrae Pernambuco apresenta, no dia 19 de março, a Agenda de Desenvolvimento Regional da Mata Sul, um plano estratégico construído por 32 lideranças de nove municípios para orientar o crescimento econômico sustentável da região nos próximos cinco anos. O documento, resultado do Programa Lider, estabelece diretrizes para setores como indústria, comércio, agronegócio e turismo, visando transformar a região em um polo de oportunidades. Além de definir metas de médio e longo prazo, a iniciativa prevê a criação de uma governança regional para articular o setor público e privado na execução das ações. O evento de lançamento do plano acontecerá no Sesc Guadalupe. Santander oferece 20 mil bolsas para curso de Excel com IA O Santander Universidades, em parceria com a DIO, disponibiliza 20 mil bolsas gratuitas para o programa Excel para Dados com Inteligência Artificial. O curso inclui dashboards interativos, fórmulas avançadas, automação de dados e integração com Microsoft Copilot. Com 26 horas de aprendizado, desafios práticos e certificação oficial, a capacitação está aberta a qualquer interessado, sem necessidade de experiência prévia ou vínculo com o banco. Inscrições até 20 de abril pelo Santander Open Academy (https://app.santanderopenacademy.com/pt-BR/program/excel-com-inteligencia-artificial).

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A Cidade-Mãe do Polo de Confecções e o Porto Digital: setores distintos com faturamentos semelhantes

*Por Bruno Bezerra / Foto: Freepik Dizer que Santa Cruz do Capibaribe possui uma economia forte e consolidada no setor têxtil e de confecções pode parecer repetitivo, praticamente um clichê. No entanto, no início do ano me propus um desafio: encontrar novas formas de evidenciar a força e a grandiosidade desse setor na cidade-mãe do Polo de Confecções do Agreste Pernambucano. Recentemente me deparei com uma notícia impressionante: as empresas que atuam no Porto Digital, um dos principais polos de tecnologia e inovação da América Latina, localizado no Recife, registraram um faturamento expressivo de R$ 6,2 bilhões em 2024. Um resultado notável, que comprova a vitalidade do ambiente de negócios do Porto Digital, um dos grandes impulsionadores da nova economia de Pernambuco. Ao me deparar com essa notícia, imediatamente me veio à mente um insight: o cérebro humano adora comparações porque elas geram mais clareza e facilitam o entendimento. Foi então que surgiu a pergunta: qual será o faturamento das empresas do setor têxtil e de confecções de Santa Cruz do Capibaribe? No mesmo instante, comecei o levantamento das informações para chegar ao faturamento das empresas do segmento na cidade em 2024. Levantei dados oficiais pesquisando informações da Secretaria da Fazenda de Pernambuco, e o resultado foi surpreendente. Com os números consolidados em mãos, cheguei a um dado que tornaria a comparação ainda mais instigante: em 2024, as empresas do setor têxtil e de confecções de Santa Cruz do Capibaribe também faturaram R$ 6,2 bilhões. Sim, o mesmo valor impressionante do Porto Digital. Diante desse dado surpreendente, decidi ampliar a análise e levantar o faturamento das empresas do setor em Caruaru e Toritama, cidades que, junto com Santa Cruz, formam a espinha dorsal do Polo de Confecções. Caruaru registrou um faturamento de R$ 6 bilhões, enquanto Toritama alcançou R$ 3,4 bilhões. Somando os resultados das três cidades, chegamos a um total de R$ 15,6 bilhões. Para dimensionar a relevância do mercado de moda para a arrecadação de impostos em Pernambuco, a indústria e o comércio de tecidos e confecções registraram, em janeiro de 2025, a maior arrecadação de ICMS da história do setor no Estado: R$ 126,6 milhões. O montante superou segmentos como supermercados (R$ 104,4 milhões) e medicamentos (R$ 92,6 milhões), evidenciando o peso econômico e estratégico do setor têxtil e de confecções. Um cenário que mostra a robustez de um ecossistema de negócios baseado na micro e pequena empresa e na cultura empreendedora de um povo que vem fazendo uma verdadeira revolução em uma das regiões mais afetadas pela escassez hídrica no Brasil e que enfrenta desafios comparáveis aos de algumas das áreas mais secas do mundo. Esses números não apenas confirmam a força desse ecossistema de negócios mas, também, mostram como a capacidade de adaptação, a criatividade e a cultura empreendedora da região transformam desafios em oportunidades, consolidando o Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco como um dos mais dinâmicos do Brasil. *Bruno Bezerra é administrador de empresas e atual presidente da CDL Santa Cruz do Capibaribe-PE

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Indústria de transformação cresce 3,3% em janeiro, mas emprego segue estável

Setor registra alta de 12,8% no faturamento anual, mas impacto no mercado de trabalho ainda é tímido. Foto: José Paulo Lacerda/CNI A indústria de transformação brasileira começou 2025 em expansão, com crescimento de 3,3% no faturamento real em janeiro. No acumulado de 12 meses, o avanço foi ainda mais expressivo, chegando a 12,8%. Os dados são da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O número de horas trabalhadas na produção também cresceu 1,9% em janeiro, revertendo quedas dos meses anteriores. A utilização da capacidade instalada (UCI) manteve-se em 78,2%, sem variação significativa. Apesar da alta na atividade industrial, o impacto no mercado de trabalho ainda é modesto. O emprego no setor avançou apenas 0,1% no mês, enquanto a massa salarial recuou 0,3% e o rendimento médio caiu 0,8%. Segundo a CNI, o aumento dos juros pode frear o ritmo de contratações nos próximos meses. 📊 Destaques do setor em janeiro:✔️ +3,3% no faturamento mensal✔️ +12,8% no faturamento anual✔️ +1,9% nas horas trabalhadas✔️ Emprego estável (+0,1%)✔️ Capacidade instalada: 78,2% A pesquisa Indicadores Industriais acompanha mensalmente o desempenho da indústria de transformação desde 1992, cobrindo mais de 90% da produção nacional.

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