Agreste

Tulio Beat 1

Filmes do Agreste são destaque no Circuito Penedo de Cinema

“Azul Marinho” e “Menina Semente”, produções do Agreste pernambucano, representam a nova geração do audiovisual regional em um dos principais festivais do país Dois curtas-metragens produzidos no Agreste de Pernambuco foram selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema, um dos eventos audiovisuais mais importantes do Brasil. As obras “Azul Marinho”, de Paulo Conceição e Stephany Gabrielly, e “Menina Semente”, de Túlio Beat, representam a potência criativa e o crescente reconhecimento do cinema agrestino no cenário nacional. Produções com raízes no Agreste pernambucano Com trajetórias marcadas por participações e prêmios em festivais no Brasil e no exterior, os realizadores simbolizam uma nova fase do audiovisual regional. “Azul Marinho” nasceu das oficinas de audiovisual ministradas pelo professor da rede municipal de Caruaru, Paulo Conceição, criador do FestCine Itaúna. O curta foi desenvolvido na Escola Municipal Maria Félix, no Sítio Juá, e reflete o olhar criativo dos estudantes sobre a preservação do meio ambiente. Já “Menina Semente”, dirigido pelo multipremiado artista visual e cineasta Túlio Beat, referência na produção independente de Caruaru, surgiu no contexto do Desafio Criativo MMA – Moda, Música e Audiovisual, iniciativa com mentoria de Nestor Mádenes e Leopoldo Nóbrega, promovida pelo Armazém da Criatividade/Porto Digital Caruaru. Reconhecimento em festival nacional A seleção dos filmes entre mais de 1.400 produções inscritas reforça o destaque do Agreste pernambucano no mapa do cinema nacional. As duas obras concorrem na Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, categoria dedicada a produções com foco em temas ecológicos e sociais. Valorização da produção independente O reconhecimento dos curtas no festival alagoano reafirma o papel do Agreste como um polo criativo do audiovisual, com artistas e educadores que transformam o cotidiano em narrativa cinematográfica. A presença das obras em um evento de relevância nacional também estimula a formação de novos talentos e a difusão de histórias produzidas fora dos grandes centros. Serviço

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O que fazer com a energia gerada no interior do Estado?

*Por Geraldo Eugenio O vento e o sol Há alguns dias estive revendo o que representavam o vento e o sol para o semiárido brasileiro até bem pouco tempo. O primeiro era sinônimo de poeira, lixo e pipas ao ar que naqueles rincões eram conhecidas como arraias. Já o sol simbolizava a seca, o calor, as faces enrugadas, a vegetação de cor marrom, o gado magro e o calor escaldante. Nada melhor pode traduzir o que representa essa estrela para o nordestino do que a música Súplica Cearense, de Gordurinha e Nelinho, imortalizada na versão de Luiz Gonzaga e Fagner, de 1984: “Ó Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água. De ter-lhe pedido cheinho de mágoa. Pro sol inclemente se arretirar”. Voltando no tempo, Éolo era a representação do vento na mitologia grega, aquele por quem Ulysses, ao chegar a ilha de Eólia, foi recebido muito bem, dando-lhe um saco com todos os ventos, menos o vento que sopraria para oeste, aquele que nosso herói mais precisava. O fato é que o vento é o responsável pelo deslocamento de ar na atmosfera, pela sensação confortável da brisa ou, em sua fúria, aquele que se transforma em ventanias, tufões e ciclones. Ainda com os gregos, Hélio, a representação física do sol, filho dos titãs Hiperion e Teia, partia ao amanhecer com sua carruagem puxada por quatro cavalos alados que cuspiam fogo para depois de uma longa jornada repousar ao oeste, quando a noite batia à porta. O certo é que nem Homero, Cervantes, Camões ou Gordurinha e Nelinho previram a importância que teria o vento e o sol para a humanidade, alguns milhares de anos após Ulysses ziguezaguear por 10 anos até retornar à sua Ítaca. Neste instante, esses dínamos representam a redenção de uma humanidade sedenta de energia elétrica e mecânica para prover locomoção, uso de equipamentos, máquinas, computadores e até internet. O pioneirismo Em Pernambuco nunca é demais refazer a trajetória do professor e empresário Everaldo Feitosa, pioneiro em crer na eficácia da energia eólica. Um professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFRPE que, em 2000, há 25 anos, fundou a empresa Eólica Tecnologia, atualmente controladora de vários parques eólicos nos estados da Paraíba, Pernambuco e Bahia, e que, atualizando-se no mundo de negócios corporativos, surgiu em julho de 2025 com a Eólica Energy Bank, uma incorporadora e gestora de investimentos no ambiente de energia renovável. Recentemente, Everaldo nos presenteou com uma palestra em um evento do CREA/CTP, realizado em Serra Talhada, sobre esse tema quando nos informou que, caso considerássemos a região Nordeste como um país, este seria o segundo maior produtor per capita de energia renovável, após a China. Um segundo personagem merecedor de reconhecimento nessa saga é o empresário cearense Mário Araripe. Em 1994, fundou uma empresa automobilística, a Troller, vendida à Ford em 2006, e criou em 2007 a Casa dos Ventos, consolidando-a como referência nacional em energia eólica. A Casa dos Ventos é responsável atualmente, de modo direto ou em associação com outros grupos conglomerados, por uma produção de energia que excede 30 GW, em todo o Brasil, com destaque para o complexo Santa Brígida, entre Caetés e Paranatama, em Pernambuco. Parques de produção Em se tratando de energia eólica, os sítios mais expressivos de produção se encontram no interior do Estado. Destacando-se a Santa Brígida, no Agreste Meridional, o parque instalado em Itacuruba, no Sertão de Itaparica, e a produção na Chapada do Araripe, abrangendo os estados do Piauí, Pernambuco e o Ceará. Quanto à energia solar, o fato mais destacado é o município de São José do Belmonte ter se transformado no principal centro produtor e um dos que têm atraído investimentos na ordem de bilhões de reais para a região. Um outro exemplo de parques com produção e distribuição em escala é o município de Flores, no Sertão do Pajeú. Do ponto de vista da produção difusa, seja empresarial ou familiar, o que se vê é um crescimento exponencial ocorrido nos últimos cinco anos com a operação de centenas de micro e pequenas empresas, o que, além da energia em si, traz milhares de empregos e aquece os negócios em todas as regiões do Agreste e do Sertão. Não é à toa que na região Nordeste a produção de energia eólica e solar soma aproximadamente 30 GW de potência instalada ou o equivalente a mais de duas hidrelétricas de Itaipu que conta com uma capacidade instalada para, quando em total operação, gerar 14 GW de energia. Energia em excesso, algo insano Desde 2024 circulam-se matérias que trazem um fato apresentado como ameaça. O excesso de produção de energia e a pressão sobre a liquidez das empresas que investiram no setor. Há de se considerar que se a discussão girasse em torno de débito de produção, como ocorreu nos dois últimos anos do governo do presidente Fernando Henrique, forçado a criar o “Ministério do Apagão” tudo bem, mas é algo incompreensível dizer que contar com energia, alimento, petróleo, ferro, aço em excesso é fator negativo. Certamente Pernambuco e o Nordeste não pretendem ser o sítio produtor de energia elétrica a ser consumida em outras regiões do País. Logo, cabe a suas lideranças, no âmbito do Programa Nova Política de Industrialização do Brasil, construir mecanismos e atrativos que não sejam uma guerra autofágica tributária entre os estados para atrair indústrias, empregos e prosperidade. Há de se ver que o atrativo para apoiar a isenção fiscal das lojas de apostas, conhecidas como bets (e bancos), talvez seja mais tentador, mas seria racional e decente se a energia dissipada em causas menos nobres fosse transferida para fins mais nobres. Seja em Pernambuco ou qualquer outro estado nordestino.

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Mostra Capibaribe celebra o audiovisual pernambucano no agreste

Evento reúne exibições e oficinas entre os dias 21 e 26 de outubro em Poção e comunidades rurais A cidade de Poção, no agreste pernambucano, será o palco da 1ª edição da Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana, que acontece de 21 a 26 de outubro. O evento gratuito levará cinema e formação audiovisual à zona urbana e às comunidades rurais de Sítio Azevém, Sítio Poço dos Cavalos e Sítio Pão de Açúcar. A programação inclui a exibição de 17 curtas-metragens nacionais e uma série de oficinas e rodas de conversa voltadas ao público local. Os filmes estão divididos em quatro programas temáticos — Paisagem Humana, Matrizes, Com os Pés na Terra e Identidades e Desvios. Entre os destaques pernambucanos estão Salam, de Bruna Tavares; Será que as Casas Também Sentem Saudade?, de Leandro Machado; Cicatriz, de Lúcio Vinícius; Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida; e Sustenta a Pisada, de Jéssika Betânia. A curadoria buscou retratar a diversidade e a força criativa do cinema produzido no estado e no país. “A ‘Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana’ tem como objetivo apresentar um panorama da produção audiovisual brasileira e pernambucana a espectadores da cidade de Poção. A curadoria considerou obras que dialogam com o território e a realidade de Poção, abrindo a possibilidade, além de identificação, de reflexão e debate”, destacam as curadoras Carine Rodrigues e Caroline Arcoverde. As ações formativas acontecerão na Escola Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho. Entre as atividades, estão a oficina Brincadeiras Animadas, com Paulo Leonardo (21 a 23/10, das 14h às 17h); o workshop Da Biblioteca ao Cinema, com Djaelton Quirino e Caroline Arcoverde (22/10, às 14h); e a roda de conversa O Interior do Audiovisual, com Carine Rodrigues, Bruna Tavares e Eriko Renan, mediada por Caroline Arcoverde (25/10, às 10h). O nome da mostra é uma homenagem ao Rio Capibaribe, que nasce na Serra do Jacarará, em Poção, e percorre cerca de 248 quilômetros até o Recife. A realização é da Colmeia Cultural, com produção da Toró de Ideias, apoio da Pajeú Filmes, Secretaria de Cultura e Turismo de Poção e Rádio Vale Acaí, e incentivo do Programa Nacional Aldir Blanc. Serviço📅 Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana📍 Poção e comunidades rurais (Sítio Azevém, Sítio Poço dos Cavalos e Sítio Pão de Açúcar)🗓️ De 21 a 26 de outubro📲 Programação completa: @mostracapibaribe PROGRAMAÇÃO  Ações Formativas – Escola Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho De 21 a 23 de outubro, das 14h às 17h – Oficina Brincadeiras Animadas – Com Paulo Leonardo (Camaragibe) Dia 22 de outubro, às 14h – Workshop: Da Biblioteca ao Cinema – com Djaelton Quirino e Caroline Arcoverde (Arcoverde). Dia 25 de outubro, às 10h – Roda de Conversa: O Interior do Audiovisual (Mediação – Caroline Arcoverde) – Com Carine Rodrigues (Poção) ,Bruna Tavares  (Afogados da Ingazeira) e Eriko Renan (Garanhuns). Exibições Dia 23/10, às 19h – Sítio Poço dos Cavalos Paisagem Humana – 58’59”  Salam (Bruna Tavares/PE) – 10’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ À Flor da Pele (Danielle Villanova/RJ/BA) – 20’ Será que as Casas Também Sentem Saudade? (Leandro Machado/PE) – 5’13” Cicatriz (Lúcio Vinícius/PE) – 10’46” A louça do Almoço (Joana Jacobina/RJ) – 13’ Dia 24/10, às 19h – Sítio Azévem  Matrizes – 68’15”  Na Ponta dos Pés (Giovanna Romano/SP) – 23’ Planeta Fome (Édier William/RO) – 15’ Trincheiras (Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida/PE) – 16’15” Quando as Ondas do Mar Desligam (Yasoda Nanda e Assaggi Piá/BA) – 14’ Dia 25/10, às 19h – Sítio Pão de Açúcar Com Os Pés na Terra –  65’23” Sustenta a Pisada (Jéssika Betânia/PE) – 7”23” Boi Brinquedo (Mestre Martonio Holanda/CE) – 23’ O Canto (Isa Magalhães e Izabella Vitório/AL) – 15’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ Dia 26/10, às 20h30 – Poção (Sede)  Identidades e Desvios – 75’13”  Salam (Bruna Tavares/PE) – 10’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ À Flor da Pele (Danielle Villanova/RJ/BA) – 20’ Será que as Casas Também Sentem Saudade? (Leandro Machado/PE) – 5’13” Deságua (Ninna Fachinello/RJ) – 20’

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MBXP 2025 conecta inovação e atacado de moda em Pernambuco

Evento em Santa Cruz do Capibaribe reúne indústria têxtil, varejo e especialistas para debater tendências e negócios Nos dias 5 e 6 de agosto, o Centro de Eventos do Moda Center, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), será palco da segunda edição do MBXP – Moda Business Experience. O encontro, promovido pelo Moda Center e apresentado pela Soul Têxtil, promete movimentar o polo têxtil do Agreste com uma programação voltada à inovação, à qualificação profissional e ao fortalecimento do mercado atacadista de moda. Voltado a confeccionistas, lojistas, fornecedores e especialistas do setor, o MBXP é um dos principais eventos de moda no atacado do país. A programação inclui painéis sobre vendas físicas e digitais, tendências de consumo, mentorias e ativações de marcas, além de experiências que destacam a identidade local. Entre os nomes confirmados estão Rick Chester, Caio Coppola e Jessica Holanda, que trarão reflexões sobre empreendedorismo e gestão no setor. “A Soul Têxtil acredita que moda é mais do que tendência: é estratégia, é conexão, é futuro. Estar à frente de um evento como o MBXP reforça nosso compromisso em impulsionar o setor com inovação, conhecimento e propósito”, afirma Paulo Vasconcellos, um dos idealizadores do evento. A iniciativa reforça a posição de Santa Cruz do Capibaribe como referência nacional em confecções e busca impulsionar a competitividade da moda nordestina. Todas as novidades sobre o evento estão disponíveis no Instagram oficial, @mbxpoficial, e nos canais do Moda Center Santa Cruz. Serviço2ª edição do MBXP – Moda Business Experience📍 Centro de Eventos do Moda Center – Avenida Moda Center, SN, Bela Vista, Santa Cruz do Capibaribe (PE)🗓 Dias 5 e 6 de agosto⏰ Das 13h às 22h

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Agreste se consolida como centro de inovação e tecnologia em Pernambuco

Caruaru, Garanhuns e Belo Jardim se destacam em Desenvolvimento Tecnológico e Econômico O Agreste de Pernambuco, tradicionalmente reconhecido por sua pecuária, agricultura e confecções, está emergindo como um centro de inovação e tecnologia. Municípios como Caruaru, Garanhuns e Belo Jardim estão formando um ecossistema robusto que promove o avanço do setor, alterando a dinâmica econômica da região. O Sebrae/PE desempenha um papel crucial nesse desenvolvimento. Em Caruaru, o Armazém da Criatividade, uma extensão do renomado Porto Digital do Recife, lidera o progresso no setor de tecnologia. A cidade abriga 12 instituições de ensino superior com cursos em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). “Caruaru possui uma grande importância na cadeia tecnológica do interior do estado. Atualmente, a cidade conta com pelo menos 12 instituições de ensino superior que ofertam cursos de graduação nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Entre esses cursos estão: análise e desenvolvimento de sistemas, gestão da tecnologia da informação, sistemas de informação, e ciências da computação e jogos digitais”, diz Pamela Dias, gestora do Armazém da Criatividade. Os setores de serviços digitais, sustentabilidade, inteligência de dados, fintechs e desenvolvimento de software estão se destacando. “Diante desse cenário, a relação entre economia criativa, tecnologia e inovação em Caruaru se fortalece como um motor de desenvolvimento sustentável e competitivo, apontando para um futuro promissor. A crescente digitalização dos negócios, aliada ao avanço de startups e iniciativas tecnológicas voltadas para a cultura e o empreendedorismo, impulsiona a cidade a se consolidar como um polo inovador no Nordeste”, afirma Pamela Dias. Diego Jaques, analista do Sebrae/PE, complementa: “O Agreste realmente vem crescendo bastante em relação à parte de inovação. Quando a gente olha para Caruaru, Garanhuns e outras cidades vizinhas, como Belo Jardim, onde também existe um movimento importante acontecendo, a gente vê que o Agreste realmente está se destacando como um novo polo de inovação. A região está em crescimento nesse setor e com o apoio do Sebrae, que fomenta essa cultura da inovação”. O Sebrae/PE visa fortalecer o ecossistema local, promovendo a autossustentabilidade entre governo, startups, organizações e instituições educacionais. Garanhuns se Destaca em Educação e Inovação Garanhuns, conhecida por seu clima ameno e turismo, também está avançando em tecnologia e inovação. A analista Ana Paula Santos destaca a infraestrutura educacional como vital para o crescimento tecnológico. “Temos aqui universidades e cursos técnicos, como a UPE, com curso de Computação e Engenharia de Software, e mestrado e doutorado em Engenharia da Computação. Temos a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), com curso de Ciência da Computação. Temos o IFPE, com Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e a ETE, com curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas”. O 1º Festival de Inovação e Negócios de Garanhuns (FING) promoveu discussões sobre inovação, reunindo cerca de 1.500 inscritos. O Sebrae/PE mapeou 38 startups na cidade, com forte presença nos setores de agronegócio, educação, saúde e tecnologia da informação. Ana Paula ressalta que Garanhuns apresenta um ambiente propício para novos investimentos em inovação, beneficiando-se de mão de obra qualificada. A Comunidade Sete Colinas, que conecta empreendedores e instituições, também contribui para o avanço tecnológico. Emanoel Rodrigues, um dos líderes da comunidade, menciona a Sauter como um exemplo de sucesso: “A instalação da empresa na cidade já resultou na geração de mais de 60 empregos para jovens da região, fortalecendo a economia local e mostrando como um ecossistema bem estruturado pode atrair e reter negócios de base tecnológica”. Belo Jardim e a Expansão do Setor Tecnológico Belo Jardim se destaca na região do Agreste pernambucano como um polo emergente de inovação e tecnologia, impulsionada pela presença da fábrica de baterias Moura e por instituições educacionais renomadas, como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), que oferece não apenas cursos técnicos, mas também bacharelado em Engenharia de Software; a Escola Técnica Estadual Edson Mororó Moura; e a unidade acadêmica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que disponibiliza cursos nas áreas de Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Hídrica e Engenharia Química. Em novembro, o IFPE, em parceria com a Fundação Bitury e com o apoio do Sebrae e outras instituições, promoveu a segunda edição do Jardim Digital, considerado o maior festival de inovação e empreendedorismo do Agreste, que contou com um espaço dedicado a startups, onde foram mapeadas 21 iniciativas locais, destacando-se as áreas de vendas diretas, com 28%, e soluções por assinatura (SaaS), com 23%, conforme relata Diego Jaques. Participe do Startup Day 2025 No dia 22 de março, o Startup Day 2025 reunirá os principais protagonistas do ecossistema de inovação do Agreste. O evento ocorrerá em 200 cidades do Brasil, incluindo Caruaru e Garanhuns, e espera atrair cerca de três mil participantes em Pernambuco. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site sebrae.com.br/pernambuco. “O Startup Day tem um papel importante na interiorização da inovação e no fortalecimento dos ecossistemas regionais. Além disso, a participação ativa de empreendedores, grandes empresas locais e investidores tem gerado novas parcerias e negócios”, explica Rafael Velôzo, analista do Sebrae/PE. O tema deste ano é “Conectando inovação do Litoral ao Sertão”.

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Pernambuco cria a rota turística do Queijo Artesanal

Projeto Chão de Queijo incentiva a cadeia produtiva de laticínios e do turismo gastronômico e cultural das cidades da Bacia Leiteira *Por Rafael Dantas / Fotos: Alexandre Albuquerque Para quem busca unir turismo e boa gastronomia, Pernambuco oferece experiências imperdíveis, como as vinícolas de Garanhuns e do Vale do São Francisco, além das tradicionais cachaçarias. Agora, um novo roteiro está sendo estruturado no Estado, destacando uma das grandes referências da culinária local: o queijo. Queijarias artesanais de 10 cidades pernambucanas estão abrindo suas portas para apresentar produtos exclusivos e compartilhar histórias e receitas que preservam a tradição. Algumas delas produzem variedades únicas no Brasil. Pernambuco conta oficialmente com 41 queijarias artesanais registradas na Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado). No entanto, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, vinculada à Adepe (Agência de Desenvolvimento de Pernambuco), estima que o número real seja próximo de 300. Dentro desse universo, um grupo de 13 produtores da Bacia Leiteira do Agreste passa a integrar o Projeto Chão de Queijo, que busca consolidar a Rota do Queijo Artesanal de Pernambuco, uma iniciativa oficial do Funcultura. “O Projeto Chão de Queijo nasce do desejo de valorizar um dos nossos patrimônios gastronômicos que é o queijo artesanal. Mais do que um simples roteiro, queremos contar as histórias por trás de cada produtor, mostrar a riqueza das técnicas tradicionais e conectar esses saberes a uma experiência de turismo com uma identidade forte local. Acreditamos que essa rota vai encantar visitantes e abrir portas para um reconhecimento ainda maior da nossa cultura”, destacou Alexandre Albuquerque, idealizador do Projeto Chão de Queijo. Integram esse roteiro das queijarias artesanais, produções nos municípios de Alagoinha, Bom Conselho, Cachoeirinha, Garanhuns, Sanharó, São Bento do Una, Venturosa, Pedra e Pombos, no Agreste Pernambucano, além de Ribeirão, localizada na Zona da Mata Sul. Algumas dessas cidades já têm vocação turística, que é reforçada com mais um atrativo aos seus visitantes. Outros podem colocar um pé nesse setor da economia pernambucana que é intensivo em mão de obra e que gera oportunidades ligadas à hospedagem, à gastronomia e ao lazer. Os turistas que percorrerem a rota das queijarias artesanais terão a oportunidade de conhecer novos fornecedores e descobrir a origem dos queijos que consomem. “Muitas vezes, as pessoas compram queijo nas capitais, como no Recife, sem saber de onde vem ou quem o produz. Com a rota, poderão conhecer a história dos produtores, acompanhar o processo artesanal e entender o verdadeiro custo do queijo, que é diferente da produção em grande escala. Além disso, terão uma experiência no meio rural, já que muitas queijarias estão localizadas fora dos centros urbanos”, destaca Patrícia Magalhães, Consultora de Turismo e CEO da Avant Turismo PE. DAS COMMODITIES AOS QUEIJOS ARTESANAIS Apesar da tradição na produção de queijos, Pernambuco ainda enfrenta um alto nível de informalidade, especialmente no interior. No entanto, um movimento de valorização tem ganhado força, destacando a identidade e a história de cada produtor, ao mesmo tempo em que aprimora os processos produtivos, agregando sofisticação e reconhecimento ao setor. “O cenário atual de queijos aqui em Pernambuco e no Brasil também, atualmente, se divide em commodities (principalmente muçarela) e os queijos artesanais. Há espaço para ambos, percebemos que o público para queijos artesanais é bem mais seleto e também há ocasiões para cada tipo de queijo”, afirmou Vânia Freire Lemos, coordenadora de operações do CT Laticínios de Garanhuns (Centro Tecnológico Instituto de Laticínios do Agreste) do Itep (Instituto de Tecnologia de Pernambuco). Entre 2020 e 2023, o CT Laticínios, em Garanhuns, desenvolveu um projeto de incubação voltado para empresários da região interessados em atuar no setor de laticínios, por meio de um contrato de gestão assinado entre o Itep e a Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI). Durante esse período, os participantes trabalharam na prospecção, desenvolvimento e produção de queijos finos, especiais e até autorais, aprimorando técnicas e consolidando suas marcas no mercado. Após uma fase experimental, o Laticínio Belamente, de Garanhuns, deu sequência a sua produção própria na sede da Fazenda São José, onde atualmente produz queijos especiais das marcas Sambaiba e Belamente. No local, são fabricados oito tipos diferentes, usando tanto leite de vaca, como de cabra. Apostando na raça indiana Guzerá, conhecida pela rusticidade e pelo leite de alto teor de sólidos (percentual de gordura, proteína e minerais), José Bezerra, proprietário do Laticínio Belamente, decidiu investir em queijos autorais. “Achamos que era uma matéria-prima muito rica para ser vendida apenas como leite fluido, então começamos a experimentar e desenvolver receitas para aproveitar ao máximo seu potencial”, explica o produtor. A fazenda resgatou a tradição familiar na produção de queijos, interrompida por algumas gerações, e hoje se dedica à elaboração de produtos de média e longa maturação, naturalmente sem lactose e livres de conservantes. Além do leite do rebanho Guzerá, a queijaria também utiliza leite de cabra, animal símbolo da resistência da Caatinga. “Queremos explorar ao máximo os recursos do semiárido e produzir em harmonia com o meio ambiente, refletindo isso no produto final”, afirma José Bezerra. A fazenda também está iniciando a recepção de visitantes para roteiros guiados, mediante agendamento pelo Instagram ou por telefone. A coordenadora de operações do Centro Tecnológico Instituto de Laticínios do Agreste destaca que, no caso das queijarias artesanais, diversos protocolos de produção são seguidos até que se atinja o sabor específico de cada produto. “Os diferenciais de raça, alimentação, manejo, tipo de leite e processo produtivo artesanal são, sem dúvida, o conjunto que promove a produção de queijos especiais e sabores característicos. Outro diferencial é que o processo de produção é o mais natural possível”, destacou Vânia. DE PRODUTORES AO ATENDIMENTO AOS TURISTAS Para a maioria dos produtores, a recepção de visitantes na produção não fazia parte da rotina. Uma exceção é a Fazenda Polilac, localizada na entrada de Garanhuns, que já se consolidou como um dos atrativos para quem visita a chamada Suíça Pernambucana. O local atrai muitos visitantes pela venda de produtos artesanais, opções de

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Agreste Tex 2020 está com todos os espaços vendidos

A 5ª edição da Agreste Tex promete movimentar como nunca a rede de confecções e os empresários da indústria têxtil do Agreste pernambucano. Faltando pouco menos de um mês para a realização do evento, nos dias 24, 25, 26 e 27 de março, os organizadores da feira, o Febratex Group e a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), celebram a comercialização de todos os espaços oferecidos no pavilhão do Polo Caruaru. A edição 2020 contará com 80 expositores, incluindo startups especializadas no segmento. Para Hélvio Madeira Júnior, diretor de Comunicação do Febratex Group, os números já são motivo para celebrar a chegada da feira, considerada a maior Agreste Tex de todas as edições já realizadas. “Cada ano sempre temos novidades, lançamentos, tecidos inovadores, máquinas, aviamentos e tudo que o profissional precisa para tocar a sua empresa. A nossa expectativa para esta edição é a melhor possível. A nosso favor temos o incremento da produção nacional. Muitos varejistas que importavam roupas prontas estão mudando de estratégia e começando a produzir no Brasil, o que faz gerar empregos em toda a cadeia têxtil, que é verticalizada, temos matéria prima, fiação, tecelagem, malharia, beneficiamento e confecções”, pontua. O diretor da Avil, Veryson Ferreira, reforça a importância da Agreste Tex para a região. Segundo ele, desde a primeira edição, a feira ajudou a modificar a visão dos empresários locais e a desenvolver a forma de produção do setor. A Avil é patrocinadora e expositora do evento. “A feira tornou-se fundamental no calendário empresarial, só trouxe desenvolvimento e tecnologia para Caruaru e região. A moda está veloz e o evento proporciona acompanhar esse momento de crescimento. Estamos dispostos a caminhar juntos e a valorizar a produção e o desenvolvimento do setor no País”, destaca Ferreira. O presidente da Acic, Luverson Ferreira, destaca o aumento da qualidade e da competitividade após a chegada da Agreste Tex ao interior. “Ela proporciona aos produtores locais contato com tecnologia e conteúdos que agregam valor à produção e à gestão dos negócios. Consegue-se misturar máquinas, serviços e tecnologia em um mesmo espaço, fazendo com que as pessoas entendam a urgência de pensar globalmente e agir localmente”, afirma. Entre as novidades mais celebradas na edição de 2020, está a estreia do espaço Startup Corner, reunindo iniciativas e projetos voltados para a indústria têxtil. Serão 12 startups oferecendo soluções inovadoras para a indústria têxtil em um ambiente de 5.100m².

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Agreste Tex 2020 terá espaço para startups do setor têxtil e de confecção

No caminho da evolução dos novos modelos de negócios, o Febratex Group inclui na programação da Agreste Tex 2020, feira voltada para a indústria de confecção e têxtil, em Caruaru, um espaço exclusivo para startups. Com realização dos dias 24 a 27 de março, no Polo Caruaru, o evento apresenta o Startup Corner, voltado a conectar pessoas e empresas que realizam negócios e promovem o crescimento do segmento. Oito empresas já foram escolhidas para ocupar o espaço, mas ainda é possível inscrever-se para a seleção pelo site www.agrestetex.com.br até 22 de fevereiro. De acordo com a diretora-executiva do Febratex Group, Giordana Madeira, a proposta é apresentar aos visitantes da Agreste Tex as soluções em serviços para a indústria têxtil, de confecção e varejo, desenvolvidas pelas startups de todo o Brasil. “A gente acredita que as startups são novos modelos de ideias e formas de gestão. Queremos promover essa interação entre visitantes e expositores. Acreditamos que é algo muito positivo e deve ser conhecido e servir de exemplo a todo o mercado em sua reinvenção”, diz a executiva. Serão selecionadas para participar da Agreste Tex até 12 startups. Já garantiram vaga: Etiqueta Certa, Vende Moda, Coleção.Moda, Molde.me, Line Ateliê Criativo, Tá na Sulanca, Topti e a Encontre o Fabricante. As quatro primeiras estiveram presentes na primeira edição do Febratex Summit, ocorrida em agosto do ano passado, em Blumenau, Santa Catarina. Alcines Neto e Edrio Carvalho, sócios da Vende Moda, levam para a Agreste Tex uma plataforma desenvolvida para a venda de roupas no atacado. Por meio do aplicativo, o lojista pode atender os clientes em um chat, receber os pedidos e gerenciar indicadores. Já os clientes podem realizar suas compras de forma mais organizada nessa ferramenta, que já conta com 14 marcas vinculadas. Edrio Carvalho comemora a oportunidade de participar da Agreste Tex como uma grande janela de visibilidade para a empresa, que está no mercado há pouco mais de dois anos. “Nossa meta é ser a principal plataforma de vendas de roupas no atacado do Brasil. A Agreste Tex é uma das feiras mais importantes do País e a visibilidade que ela oferece ajuda as melhores empresas do mercado a se posicionarem como líderes”, afirma. Outra pré-selecionada do Startup Corner, a Molde.me, tem entre as criadoras Tyane Nascimento. A desenvolvedora criou a ferramenta para auxiliar modelistas e confecções a criarem melhor os seus moldes, fazer parte do encaixe automático e economizar tecido e tempo dentro da confecção. “A ideia surgiu através da necessidade desses profissionais, que precisavam contar com um auxílio. Trabalho há 13 anos na área têxtil e presenciei de perto a dificuldade em achar um software de modelagem que trouxesse solução para as micro e pequenas empresas e que fosse fácil de usar”, explica Tyane. AGRESTE TEX 2020 Voltada a atender as necessidades do Polo de Confecções do Agreste, o evento tem a expectativa de gerar mais de R$ 300 milhões em negócios, um acréscimo de 20% em comparação com a edição anterior. Em relação à visitação, os organizadores estimam que a próxima edição irá superar as mais de cinco mil pessoas registradas em 2019. A feira tem a promoção do Febratex Group e realização da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru – Acic.

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Reativação do Aeroporto de Caruaru na pauta de 2020

O secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, assumiu nesta semana, a coordenação do Grupo de Trabalho que está tratando da reativação para voos comerciais do Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O grupo é formado pela secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, pelo secretário do Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Bruno e com apoio do secretário do Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes . Segundo o secretário Alberes Lopes, o convite para assumir a coordenação do GT, veio através de conversas com o governador Paulo Câmara, com o intuito de movimentar a geração de emprego e renda em Caruaru e toda região do Agreste. “ Levantei a bandeira do aeroporto há muito tempo e por demonstrar bastante interesse, ele me deu essa missão. A previsão é de que em agosto de 2020, o aeroporto volte a funcionar”, ressaltou. O planejamento para o aeroporto funcionar, conta também, com a aquisição de equipamentos, como é o caso da estação meteorológica que, recebeu uma emenda de R$1,9 milhão do deputado federal Wolney Queiroz junto ao deputado Zé Queiroz. O equipamento tem como função mandar informações climáticas precisas, em tempo real, para que o piloto decole e pouse a aeronave com segurança. As certificações para o aeroporto já estão sendo solicitadas à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com a finalidade de executar alguns reparos e instalações necessárias para o aeroporto voltar a funcionar. Até o momento, duas empresas estão interessadas em fazer voos comerciais, são elas: Azul e Passaredo. Para o secretário Alberes, o impacto da reativação será enorme. “Quando um aeroporto está funcionando com voos comerciais, a cidade desenvolve no mínimo 20% a mais, o que vai movimentar não só Caruaru, mais toda região. Principalmente por ter um grande pólo industrial e ser o segundo maior pólo de confecções do Brasil”, afirmou o secretário. (Do blog do Governo de PE)

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