recife

thor neukranz 3

Thor Neukranz: “O cinema é coletivo, e começar com o que se tem é essencial”

Cineasta pernambucano fala sobre sua trajetória, a importância dos cineclubes e como a produção independente pode alcançar o mundo. O cineasta pernambucano Thor Neukranz, formado há pouco tempo na Graduação em Cinema pela UFPE, está construindo sua jornada no cinema de forma independente, apostando na formação contínua e na força do coletivo. Desde os primeiros experimentos audiovisuais até a criação do cineclube “Encontros do Cinema Pernambucano”, ele tem se dedicado à valorização do cinema local e à ampliação do acesso a produções independentes. Seu documentário Elos da Matriarca (2021), produzido com recursos mínimos, circulou internacionalmente e reforçou sua crença de que o olhar singular do artista é mais importante do que a perfeição técnica. Nessa curta trajetória profissional, o seu documentário Elos da Matriarca fez um percurso de exibições em vários festivais, alcançando reconhecimento dentro e fora do Brasil. A obra foi exibida em eventos internacionais como o Festival Brésil en Mouvements, em Paris, o First Nations Film and Video Festival, em Chicago, e o Squish Movie Camp, em Roterdã, onde Thor Neukranz esteve presente. Além disso, integrou a programação do Lift-Off Global Network, na Inglaterra, e do Paus Premieres Festival, em Manchester. No Brasil, participou do Encontros do Cinema Negro, o mais importante festival dedicado à temática no país. A qualidade do trabalho foi reconhecida com prêmios como Melhor Montagem na III JED – Jornada de Estudos do Documentário, no Recife, além de menções honrosas no MOV Festival, também na capital pernambucana, e no Student World Impact Film Festival, nos Estados Unidos. Nesta entrevista, Neukranz compartilha sua experiência no setor audiovisual, a importância dos cineclubes como espaços de aprendizado e troca, e os desafios de manter um projeto cultural ativo. Ele também reflete sobre as oportunidades que o cinema pernambucano tem conquistado e dá conselhos para quem deseja ingressar na área. Como foi a sua experiência de formação para o setor de cinema aqui no Recife e seus primeiros passos no audiovisual? Ao decidir fazer cinema, em 2014, busquei cursos de formação na área e encontrei muitos gratuitos. Além dos aprendizados nas aulas, a rede de contatos desenvolvida com professores e colegas foi essencial, afinal o cinema é uma arte coletiva. Para quem quer começar na área, é preciso estar atento e buscar as oportunidades dentro e fora da internet. Mas que não aguarde por isso para produzir. O perfeccionismo pode ser o maior inimigo. Com um celular já se pode começar. Talvez no próprio bairro haja um grupo cultural antigo, um ancião histórico ou uma jovem artista talentosa que tem uma história inspiradora. Um documentário assim pode ser uma peça importante na construção da nossa identidade e na preservação da memória, por exemplo. É fundamental também desenvolver o seu próprio olhar e não só reproduzir o que já estamos saturados de ver. Fiz um documentário sobre a minha avó com imagens de arquivo e, durante a pandemia, filmei ela com o meu celular, sem equipe nem acessórios como tripé ou microfone. Não é o ideal, mas funcionou. Elos da Matriarca (2021) foi o meu TCC no curso de Cinema & Audiovisual na UFPE e circulou em diversos países. Há uma cena de um vídeo vertical que meu primo mandou para o grupo do Whatsapp da família. Eu jamais faria isso antes do curso de Cinema, quebrei essa visão dogmática nas aulas. Adorei ver aquele vídeo de baixa resolução – mas essencial na narrativa – nas telas do cinema. Emociona o público e prova que a qualidade técnica não é o que mais importa. Após as exibições conversei com pessoas de outros países e me tocou como o ponto de vista de culturas diferentes me fez ver outras camadas e detalhes que nunca havia pensado sobre meu trabalho, minha vó e até o meu país. A experiência também deixou claro que a nossa arte, mesmo a de baixo orçamento, quando bem feita, é bem-vinda e valorizada pelo mundo. Qual a importância do movimento cineclubista aqui no Estado? O movimento cineclubista existe em Pernambuco desde a década de 1940. Tivemos muitos cineclubes que foram espaços de desenvolvimento para gerações de realizadores, como o “Jurando Vingar” e o “Barra Vento”. Comecei a fazer parte do cineclube “THCine” em 2014 trabalhando na produção e curadoria. Os filmes assistidos e os debates com pesquisadores nas sessões ao longo dos anos foram parte da minha formação. Depois tive a experiência circulando em festivais com meus filmes, sempre observando atentamente aspectos como a recepção aos cineastas, a apresentação e a proposta curatorial de cada um. Foi dessa experiência que nasceu o projeto Encontros do Cinema Pernambucano? Com a bagagem neste cineclube, aumentou o desejo de colocar em prática uma velha ideia: um cineclube focado em curtas independentes e pernambucanos. Toda sessão com a presença dos autores das obras para um debate franco e direto com o público. Com o conceito nasceu o “Encontros do Cinema Pernambucano” em parceria com o Bar Super 8, a casa do projeto independente. Desde 2 de janeiro de 2024 já foram mais de 135 sessões com centenas de obras e convidados como Gabriel Mascaro, Katia Mesel, Cláudio Assis e Adelina Pontual. Apresentei e fiz a curadoria da maioria das sessões, sempre levando em conta a diversidade das pessoas convidadas, abrindo espaço para cineastas sem espaço, seja das periferias, dos quilombos ou das comunidades indígenas, mas também de realizadores de destaque no cinema pernambucano. A equipe, que começou só comigo, Vinícius Costa e Gabriela Esposito, casal sócio do Super 8, hoje conta com outros profissionais que se somaram de forma espontânea. Wandryu Figuerêdo é estudante de Cinema da UFPE e produtor das nossas sessões. JP Seixas participa registrando em fotos e vídeos. O designer Saulo Rodrigues faz nossas artes de divulgação mesmo vivendo em Aracajú-SE. O jornalista Marcus Iglesias conhece o bar desde o início e passou a colaborar como assessor de imprensa no projeto, assim como o projecionista Silas Alexandre, que se tornou parceiro estratético no planejamento da programação e registros. Malu Sá é atriz e vive na Inglaterra,

Thor Neukranz: “O cinema é coletivo, e começar com o que se tem é essencial” Read More »

galeria base

Galeria Base chega ao Recife com exposição Coletiva Eixo

Inauguração marca a ampliação do cenário artístico na capital pernambucana A capital pernambucana celebra a chegada da Galeria Base, que inaugura sua filial em Recife na quinta-feira, 20 de março, com a exposição coletiva Eixo. A mostra reúne obras de artistas como Bruno Rios, Guilherme Almeida, Lucas Länder, Matheus Ribs, Luiz Martins e Rafael Vicente, todos inéditos na cena local. A iniciativa de trazer a galeria para o Recife é de Gabriela Maranhão, que, após anos atuando no setor gastronômico, decidiu se aprofundar no universo artístico. “Minha trajetória profissional foi construída numa área diversa. Agora, com o passar do tempo e o despertar de novos interesses, a arte foi ganhando mais espaço. Assim nasceu a ideia de trazer para o Recife o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Galeria Base em São Paulo”, destaca Gabriela. O fundador da Base, Daniel Maranhão, também pernambucano, expressa entusiasmo com a nova filial. “Eu acho uma ação inovadora e necessária, pois uma cidade tão rica culturalmente não pode se manter refratária ao que acontece fora de seu território. A Base Recife tem como missão ampliar o olhar do público sobre o que é arte, criar novos nichos e formar novos colecionadores”, afirma. Com essa proposta, a galeria busca apresentar artistas que já se destacam nacional e internacionalmente, como Guilherme Almeida, cujas obras estão no acervo do Museu Reina Sofia, em Madri. “Achamos importante começar trazendo nomes que não são conhecidos por aqui, mas que estão em ascensão”, complementa Gabriela. A exposição Eixo não apenas destaca a diversidade artística, mas também promove um diálogo entre obras e público, instigando reflexões sobre arte contemporânea. Lorraine Mendes, que assina o texto crítico da mostra, afirma: “O conceito de ‘eixo’ não se limita à ideia de um centro estático, mas se expande para um fluxo contínuo, onde o movimento, a transitoriedade e as diversas direções se entrelaçam.” Essa abordagem proporciona múltiplas interpretações, questionando as fronteiras entre o visível e o invisível, o físico e o imaterial. Para Gabriela, a abertura da galeria representa uma oportunidade de inserir a Base no circuito artístico recifense, promovendo novas intersecções com a produção local e contribuindo para o crescimento do cenário artístico da cidade. Serviço:

Galeria Base chega ao Recife com exposição Coletiva Eixo Read More »

divida endividamento contas carteira

Endividamento cresce, mas inadimplência recua entre famílias recifenses

Pesquisa da Fecomércio-PE aponta melhora no pagamento de dívidas e reorganização financeira dos consumidores A nova edição da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio-PE, revela que 83,4% das famílias recifenses estavam endividadas em fevereiro de 2025, um leve aumento em relação a períodos anteriores. No entanto, os dados mostram um avanço na regularização financeira: a taxa de contas em atraso caiu para 27%, abaixo dos 29,4% registrados no mesmo período de 2024. Além disso, a parcela de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas no próximo mês também diminuiu, passando de 15% para 12,7%. O cartão de crédito segue como o principal meio de endividamento, utilizado por 91,6% das famílias, seguido pelos carnês (27,7%) e financiamentos de carro (6,5%) e casa (5,7%). Apesar da alta dependência do crédito, os consumidores demonstram maior controle financeiro, com uma média de 29,9% da renda comprometida com o pagamento de dívidas. Para o presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, a redução da inadimplência é um reflexo positivo: “Isso reflete uma recuperação gradual do equilíbrio financeiro dos consumidores. Para o comércio, isso representa um ambiente mais favorável, onde os clientes têm maior capacidade de arcar com seus pagamentos, o que deve contribuir para as vendas e o fortalecimento do setor”. O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, aponta que a melhora nos índices de inadimplência está ligada à recuperação do mercado de trabalho na cidade. “Apesar do aumento leve no índice geral de endividamento, a redução na inadimplência demonstra que os consumidores estão conseguindo administrar melhor seus compromissos, reflexo da retomada do mercado de trabalho no município. Essa evolução é importante para preservar o acesso ao crédito e sustentar o consumo, mesmo num contexto de juros elevados e outros desafios econômicos.”

Endividamento cresce, mas inadimplência recua entre famílias recifenses Read More »

orquestra recife

Orquestra Criança Cidadã inicia turnê nacional com concertos gratuitos em cinco capitais

Projeto social leva a música erudita a Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Brasília entre março e maio A Orquestra de Câmara Jovem Criança Cidadã, grupo formado por talentosos jovens do projeto social recifense Orquestra Criança Cidadã, inicia sua Turnê Nacional 2025 com concertos gratuitos em cinco capitais brasileiras. O circuito, que tem patrocínio da Caixa, acontecerá entre os meses de março e maio nas unidades da Caixa Cultural em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Brasília. O concerto de abertura aconteceu no último sábado, 15 de março, às 16h30, na Caixa Cultural Recife. O repertório inclui obras de grandes compositores como Händel, Bach, Britten, Piazzolla, Villa-Lobos e Cussy de Almeida, apresentadas por doze instrumentistas de cordas sob a regência do maestro José Renato Accioly. Destaques da turnê As apresentações contarão com três jovens solistas de violino: Lara Peures, Jammily Pâmmella e Jéssica do Monte. Jammily, que conquistou o primeiro lugar na seleção interna, assume o papel de spalla da orquestra ao longo de 2025. Parte do repertório também foi executada nos Concertos pela Paz, realizados pelo projeto no Vaticano com a presença do Papa Francisco. A iniciativa reforça o compromisso da Orquestra Criança Cidadã com a disseminação da cultura musical como ferramenta de inclusão e diálogo entre os povos. A iniciativa é incentivada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com realização da Funarte e patrocínio máster da Caixa e do Governo Federal. Agenda dos concertos

Orquestra Criança Cidadã inicia turnê nacional com concertos gratuitos em cinco capitais Read More »

Bendita Dica 2 credito Saulo Nobrega

Espetáculo premiado “Bendita Dica” chega ao Recife com sessão gratuita

Peça da Cia Burlesca (DF) mistura teatro, bonecos e música para contar a história de Santa Dica. Foto: Saulo Nóbrega O Recife recebe, no dia 21 de março, a premiada peça “Bendita Dica”, da Cia Burlesca, de Brasília. Com uma combinação envolvente de teatro, bonecos e música ao vivo, o espetáculo será apresentado no Teatro André Filho, no Espaço Fiandeiros, com entrada gratuita. Os ingressos estarão disponíveis uma hora antes da sessão, na bilheteria do teatro. A montagem retrata a trajetória de Benedita Cipriano Gomes, conhecida como Santa Dica, uma líder comunitária que, entre as décadas de 1920 e 1930, criou uma sociedade igualitária em Lagolândia (GO), baseada na solidariedade e na divisão justa da terra. A peça já percorreu diversas regiões do Brasil e venceu o Prêmio Sesc do Teatro Candango como Melhor Espetáculo Infantil em 2018. A apresentação integra o projeto “Circulá – Dica Daqui Pracolá”, que leva o espetáculo e oficinas de teatro ao Nordeste, incluindo sessões especiais para trabalhadores rurais. No Recife, além da exibição aberta ao público, haverá uma sessão exclusiva para a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) no dia 20 de março, acompanhada de uma oficina teatral. Serviço 📅 Quando: 21 de março (sexta-feira), às 19h30📍 Onde: Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros (Rua da Saudade, 240, Boa Vista, Recife)🎟 Entrada gratuita – retirada de ingressos uma hora antes da sessão🔹 Classificação: Livre | Duração: 50 minutos📞 Informações: (61) 99208-9573 | @ciaburlesca

Espetáculo premiado “Bendita Dica” chega ao Recife com sessão gratuita Read More »

RecifesemRacismo

Futebol contra o racismo: campanha Recife sem Racismo estreia nos estádios

Iniciativa da Prefeitura do Recife mobiliza jogadores e torcedores no clássico entre Santa Cruz e Sport A campanha Recife sem Racismo, promovida pela Prefeitura do Recife, chegou pela primeira vez aos estádios de futebol. Neste sábado (15), no clássico entre Santa Cruz e Sport, a ação da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude vai reforçou o combate à discriminação no esporte, promovendo um encontro entre atletas das duas equipes e ativistas da causa antirracista. Durante a mobilização, os jogadores posaram para uma foto segurando a faixa da campanha, marcando o compromisso com o respeito e a igualdade. A capivara Méry Cristina, mascote da Prefeitura, também participou do evento. O secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho, destacou a importância da iniciativa, lembrando o caso recente do atacante Luighi, do Palmeiras Sub-20, vítima de ataques racistas. “De forma pioneira, estamos levando a campanha Recife sem Racismo para o estádio”, afirmou. O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, reforçou a necessidade de um ambiente seguro para todos: “O futebol deve unir, não dividir. Vamos seguir trabalhando para que nossos torcedores e atletas se sintam seguros e respeitados”. Além da conscientização nos estádios, a campanha incentiva o uso da plataforma de denúncias disponível no Conecta Recife ou pelo site https://semracismo.recife.pe.gov.br, garantindo um canal seguro para o registro e a apuração de casos de racismo.

Futebol contra o racismo: campanha Recife sem Racismo estreia nos estádios Read More »

Sérgio Xavier defende transição socioecológica e modelos regenerativos na Exporenováveis

Ex-secretário de Meio Ambiente de Pernambuco alerta para crise ambiental e necessidade de inovação inclusiva Na Exporenováveis, o coordenador Fórum Brasileiro de Mudança do Clima e ex-secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Sérgio Xavier, destacou a urgência de uma transição socioecológica da economia, aliando inovação e inclusão social. Ele alertou que os modelos atuais são excludentes e concentradores de renda, além de agravarem o colapso ambiental. “A economia hoje é linear por natureza, vai para o lixo, e ela precisa ser circular e regenerativa. Precisamos de processos em que as empresas garantam que o ambiente fique melhor com a presença delas”, afirmou. Ele participou do painel Nossa oportunidade de salvar o planeta: As oportunidades da COP 30 no Brasil, ao lado de Adriano Lucena, presidente do CREA-PE, e de Alexandrina Sobreira, pesquisadora da Fundaj, tendo mediação de Ronaldo Cavalcanti, especialista em gestão socioambiental. Xavier ressaltou que a crise ambiental já compromete setores essenciais, como a geração de energia e o abastecimento de água. Ele citou o Rio São Francisco como exemplo do impacto das mudanças climáticas, destacando sua vazão reduzida e a contaminação da água. Para ele, projetos de energia renovável devem ser planejados com responsabilidade ambiental. “Em vez de desmatar, precisamos procurar áreas que já estão em desertificação, onde tem mais sol, então não há justificativa para abrir novas áreas”, defendeu. Outro ponto abordado pelo ambientalista foi a necessidade de uma governança sistêmica para enfrentar desafios globais. Xavier criticou o modelo atual de planejamento, que considera segmentado e hierárquico, e defendeu uma abordagem integrada entre diferentes setores e escalas de governo. “Não dá para resolver os problemas com os instrumentos de planejamento analógico e segmentado de hoje. Precisamos de modelos sistêmicos de gestão que envolvam governança local, estadual, regional, nacional e global”, explicou. Por fim, o ex-secretário enfatizou o potencial do Brasil em liderar essa transformação, aproveitando seus biomas e conhecimentos tradicionais para desenvolver uma economia sustentável. Ele citou o aproveitamento dos ativos naturais das florestas como uma grande oportunidade. “A Caatinga, com certeza, deve ter o melhor protetor solar do planeta. Suas plantas aguentam anos sob o sol e, ao menor contato com a água, se regeneram. Esse é o tipo de inovação que precisamos buscar”, concluiu. Vários desafios que estarão colocados na COP 30, que acontecerá neste ano no Brasil. Adriano Lucena defende engenharia inclusiva e sustentável para o desenvolvimento de Pernambuco O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), Adriano Lucena, reforçou a importância de um desenvolvimento que coloque as pessoas no centro das decisões. Para ele, não basta investir em infraestrutura sem garantir inclusão social e respeito ao meio ambiente. “Nós não podemos mais ter um falso desenvolvimento quando a gente não insere as pessoas. A engenharia tem que estar a serviço do cidadão”, afirmou. Ele destacou que a ciência e a engenharia possuem ferramentas para transformar a vida da população e que o CREA-PE está comprometido em promover debates e qualificação profissional para garantir essa evolução. Lucena ressaltou a necessidade de planejamento sustentável, especialmente em projetos estratégicos para Pernambuco. Segundo ele, é fundamental escutar as comunidades afetadas e garantir que as obras sejam feitas com segurança, qualidade e respeito às pessoas e ao meio ambiente. “A riqueza das energias renováveis deve ser compartilhada por todos, gerando oportunidades e reduzindo desigualdades”, afirmou. O presidente do CREA-PE também destacou a importância da formação continuada dos profissionais da engenharia, com investimentos em qualificação e inovação para enfrentar os desafios de um mundo globalizado. Alexandrina Sobreira ressalta desafios e avanços da agenda socioambiental global A pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco Alexandrina Sobreira destacou a importância da articulação entre diferentes esferas para a construção de políticas públicas eficazes no campo socioambiental. Com vasta experiência em conferências internacionais, ela relembrou sua participação na Conferência da ONU sobre Mulheres, em 1995, e no Habitat II, em 1996, ressaltando que a questão ambiental sempre esteve interligada a temas como pobreza e urbanização. “Os processos da ONU são lentos, mas fundamentais para garantir que diferentes realidades culturais e sociais sejam consideradas”, afirmou. Para ela, a COP 30, que será realizada no Pará, representa uma oportunidade única para o Brasil reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, especialmente diante do fato de que 87% da população brasileira vive em áreas urbanas. Alexandrina também apontou desafios na implementação dos acordos ambientais, mencionando a falta de sinergia entre as convenções globais e a necessidade de garantir financiamento para ações concretas. Segundo ela, o Brasil tem avançado, mas ainda enfrenta um descompasso entre suas diferentes agendas ambientais e sociais. “O meio de implementação é essencial, porque sem recursos, tudo fica apenas no discurso”, alertou. Além disso, destacou a importância da participação da sociedade civil na construção dessas políticas e mencionou iniciativas como o programa de cisternas no semiárido, um exemplo de como compromissos internacionais podem gerar impacto real na vida das pessoas. A ExpoRenováveis 2025, um dos principais eventos do setor energético no Brasil, foi promovida pela Associação Pernambucana de Energias Sustentáveis (Aperenováveis).

Sérgio Xavier defende transição socioecológica e modelos regenerativos na Exporenováveis Read More »

arte plural

Mostra na Arte Plural Galeria reúne obras de Petronio Cunha e Antonio Paes, explorando colagens e azulejaria

Arte e Afeto: A conexão entre pai e filho na exposição “Recortes Gráficos” A relação entre arte e memória ganha um novo capítulo na exposição “Recortes Gráficos”, que abre no dia 18 de março na Arte Plural Galeria (APG), no Recife. A mostra destaca o diálogo visual entre Petronio Cunha e Antonio Paes, pai e filho, que compartilham não apenas laços familiares, mas também uma trajetória criativa singular. Com cerca de 40 obras, a exposição traz colagens, painéis em azulejos, esculturas e técnicas gráficas, reforçando a influência mútua e a individualidade de cada artista. Com mais de 50 anos de carreira, Petronio Cunha se consolidou como um nome icônico da arte pernambucana, com trabalhos que marcaram o design gráfico e a cenografia cultural da região. Sua produção mescla referências arquitetônicas e experimentações visuais, explorando o uso de adesivo vinílico recortado, além de composições murais em azulejos. Segundo a curadora Joana D’Arc Lima, “Petronio Cunha é uma espécie de artista patrimônio no nosso meio”, destacando sua capacidade de transitar entre figuração e abstração com um olhar inovador. Já Antonio Paes segue seu próprio percurso, ampliando o diálogo com as artes visuais por meio da técnica do “Pochoir”, semelhante ao estêncil. Sua produção carrega influências da gravura, do jazz e da paisagem natural, refletindo uma abordagem interdisciplinar que complementa a herança criativa paterna. Para ele, esta exposição é um momento de reconhecimento e partilha: “Uma oportunidade para mostrarmos a imensa conexão que temos por meio da arte”. Além das obras principais, a exposição reserva um espaço especial para os cadernos de desenho de Petronio, oferecendo ao público uma visão íntima de seu processo criativo. Outro destaque são as esculturas em arame, que representam a leveza e a fluidez da experimentação artística dos dois artistas, reafirmando a arte como elo entre gerações. Serviço 📍 Exposição “Recortes Gráficos”📅 Abertura: 18 de março de 2025, das 18h às 21h (para convidados)👀 Visitação: A partir de 19 de março, de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 14h às 18h📍 Local: Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140 – Recife Antigo)🎟 Entrada franca📲 Instagram: @arte_plural_galeria

Mostra na Arte Plural Galeria reúne obras de Petronio Cunha e Antonio Paes, explorando colagens e azulejaria Read More »

especialistas

Recife e Olinda: cidades excelentes para o treino ao ar livre

Conexão com a natureza, sensação de liberdade, melhora da saúde mental e socialização, além de mais qualidade de vida e bem-estar. Essas são algumas das principais vantagens relatadas por quem aderiu à prática de exercícios ao ar livre. Seja na praia, em academias ao ar livre espalhadas pelo Recife, em parques ou até mesmo em estacionamentos, o treino em espaços abertos tornou-se uma opção mais prazerosa para aqueles que desejam fugir do ambiente fechado das academias ou conciliar ambas as modalidades. Em Olinda, existem as opções na praia, nas praças e corrida nas ladeiras históricas. Recife e Olinda, cidades irmãs, têm lugares incríveis para movimentar o corpo. A analista de marketing Gabriella Travassos foi uma das pessoas que optou por equilibrar o treino em academia convencional com a prática de exercícios ao ar livre. “Quando corro ou faço exercícios na rua, sinto-me livre. Minha motivação para treinar aumenta e, ao colocar os fones de ouvido, parece que estou em outro mundo. É uma sensação de prazer e relaxamento enorme. A corrida, por exemplo, me ensina sobre a capacidade de enfrentar desafios diários, e isso me fortalece, principalmente quando estou ao ar livre”, afirmou Gabriella. O profissional de Educação Física do Instituto de Terapias Integradas, Expedito Magalhães, ressaltou um benefício importante do treino ao ar livre: a variedade de estímulos proporcionados pelos diferentes ambientes. Ao contrário das esteiras e dos pisos uniformes das academias, parques e praças oferecem uma diversidade de estímulos para o sistema nervoso. Bem como, o conceito de aterramento, ou grounding, demonstra que o contato com a natureza — especialmente com a terra — promove uma sensação de liberdade, reduz o estresse e renova as energias. Expedito também alertou para a importância de adotar cuidados específicos, apesar dos inúmeros benefícios dessa prática. “A prática de exercícios ao ar livre exige precauções em relação à segurança e à proteção. Desde o uso de protetor solar adequado, considerando principalmente o clima quente de nossa capital pernambucana, até a escolha de calçados apropriados para cada atividade. Além disso, antes de iniciar uma rotina de atividades físicas, é essencial contar com a avaliação de profissionais da área da saúde para evitar lesões e complicações”, recomendou. A fisioterapeuta do ITI Wellness, Anna Maria Rocha, reforçou a importância de considerar o condicionamento físico de cada indivíduo. “Treinar sem acompanhamento profissional pode gerar sérios problemas à saúde, incluindo lesões musculares, sobrecarga nas articulações e complicações cardiovasculares. Por isso, é fundamental que a prática seja realizada com cautela, pois muitas vezes a pessoa não conhece seus limites ou não consegue avaliar se sua postura está correta, por exemplo”, frisou. Ela ainda recomendou associar a prática a outras modalidades, como o pilates e a fisioterapia preventiva. “Quem opta por exercícios ao ar livre deve complementar seu desempenho com outras atividades, como o pilates, que fortalece a musculatura, ou a fisioterapia preventiva, que ajuda a aumentar a resistência e a performance”, acrescentou Anna. Já a nutricionista do Instituto de Terapias Integradas, Ione Danielle Fernandes, também destacou outros benefícios do treino ao ar livre e alertou para alguns cuidados. “Praticar exercícios ao ar livre aumenta os níveis de serotonina e endorfina, hormônios que auxiliam no combate ao estresse e à ansiedade. Além disso, a exposição ao sol favorece a absorção da vitamina D, essencial para a saúde óssea e imunológica”, afirmou. Ela ainda reforçou a necessidade de algumas precauções: “Para treinar com segurança, recomenda-se o uso de roupas leves, a ingestão regular de água e uma alimentação saudável e balanceada”, finalizou. Onde treinar Recife conta com diversas opções para quem deseja praticar atividades físicas ao ar livre, incluindo as ciclovias disponibilizadas nos finais de semana e feriados. O Parque da Jaqueira, no bairro de Casa Forte, é um dos espaços mais procurados, oferecendo pistas para caminhada, equipamentos de ginástica e áreas para alongamento. Já a Orla de Boa Viagem é ideal para quem prefere correr ou pedalar à beira-mar, dispondo também de espaços para exercícios funcionais. O Parque Treze de Maio, no Centro do Recife, é outra excelente opção para corrida e caminhada, pois conta com uma ampla pista de cooper. O mesmo ocorre na Beira Rio, no bairro das Graças. Para quem deseja treinar musculação, há diversas Academias da Cidade espalhadas pelo Recife, como na Rua da Aurora e nos bairros do Totó, Água Fria, Torre, entre outros. A cidade de Olinda oferece diversos espaços ideais para a prática de exercícios ao ar livre, unindo saúde, lazer e cultura. O calçadão da orla, que se estende da Praia do Bairro Novo até Rio Doce, é um dos pontos mais frequentados por corredores, ciclistas e praticantes de caminhada, proporcionando uma bela vista para o mar. O Parque Memorial Arcoverde, próximo ao Centro de Convenções, também se destaca, com ampla área verde e equipamentos de ginástica. Para quem busca um desafio extra, as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda são um convite para uma corrida entre amigos, passando por cenários repletos de história e cultura, como a Igreja da Sé e o Alto da Misericórdia. Além do ganho físico, o treino nas ladeiras proporciona uma experiência única, misturando esforço e contemplação, com a brisa do mar e o colorido das casas coloniais tornando cada passo ainda mais especial. Caminhada Caminhadas Domingueiras: passeios a pé contemplam a história e a arquitetura da cidade do Recife e também promovem saúde física e mental As Caminhadas Domingueiras, coordenadas pelo arquiteto e urbanista Francisco Cunha, têm se destacado como uma iniciativa que convida os recifenses a redescobrir sua cidade por meio de passeios temáticos aos domingos. Neste dia 12 de março, quando Recife celebra seu aniversário, a caminhada reforça ainda mais sua conexão com a cidade, resgatando sua história e incentivando a valorização do patrimônio urbano. Esses passeios exploram diversos estilos arquitetônicos presentes no Recife, como o colonial, barroco, neoclássico, de ferro e eclético. Além de uma experiência cultural, as Caminhadas Domingueiras são um momento inspirador para o bem-estar físico e mental dos participantes. “É uma oportunidade de conhecer o Recife de uma

Recife e Olinda: cidades excelentes para o treino ao ar livre Read More »

simposio metropole

II Simpósio de Estudos sobre o Recife: Dinâmicas Urbanas Ontem e Hoje

Evento promove debates sobre a história, cultura e urbanização da capital pernambucana em sua região metropolitana. Foto: Renaldo Segundo Em comemoração ao aniversário do Recife, o II Simpósio de Estudos sobre o Recife já começou e acontece até o dia 13 de março, promovido pelo Laboratório de Estudos e Ensino sobre o Recife (RecLab), vinculado ao Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Com o tema central “Dinâmicas Urbanas Ontem e Hoje”, o evento busca criar um espaço para debate e troca de conhecimentos sobre a cidade e sua região metropolitana, além de promover conexões com outras metrópoles. O simpósio é estruturado em quatro eixos temáticos: Histórias do Recife e seus arrabaldes; Dinâmicas contemporâneas metropolitanas; Espaço, cultura e patrimônio; e Diálogos Urbanos. O caráter multidisciplinar do evento reunirá pesquisadores de diversas áreas, como história, geografia, ciências sociais, museologia, arquitetura, urbanismo e arqueologia, que compartilharão seus estudos sobre o Recife e suas articulações com outras metrópoles. Os participantes poderão refletir sobre as temáticas sociais, culturais, paisagísticas, históricas e territoriais da cidade, por meio de diálogos, reflexões e debates. O objetivo é criar um espaço contínuo para o compartilhamento de pesquisas e experiências relacionadas às dinâmicas urbanas, analisando criticamente os dilemas enfrentados pelo Recife e sua região metropolitana. Dentre as palestras programadas, destacam-se temas relevantes como “O Recife e Maconha: Proibicionismo e Controle sobre Espaços e Sociabilidades da Cidade (1970-1974)”, “Carnaval e Modernidade: Transformações Urbanas e Culturais no Recife (1880-1930)”, e “O Papel da Malha Cicloviaría na Mobilidade Urbana do Recife: Desafios e Perspectivas”. Além disso, discussões sobre a condição socioespacial das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) e a urbanização de João Pessoa (PB) em contracorrente às demais capitais litorâneas brasileiras também fazem parte da programação. O II Simpósio de Estudos sobre o Recife visa, ainda, promover o intercâmbio de saberes entre diversos agentes que moldam as dinâmicas urbanas, incluindo pesquisadores, educadores, movimentos sociais e a sociedade civil. Ao analisar o Recife sob diferentes perspectivas, o evento se propõe a contribuir para a superação das desigualdades e injustiças territoriais, refletindo sobre a cidade tanto no passado quanto no presente. O Laboratório de Estudos e Ensino sobre o Recife (RecLab), vinculado ao Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), é especializado em pesquisa, ensino e extensão sobre Recife e seu território metropolitano. Apresenta uma perspectiva interdisciplinar, com bases na Geografia, que se articula com História, Ciências Sociais, Arqueologia, Educação, Ciências, Arquitetura e Urbanismo, entre tantas outras áreas que venham a colaborar com a proposta de pensar o Recife, suas potencialidades, processos, conflitos e desafios. O RecLab visa a consolidação de uma rede de pesquisadores e colaboradores para pensar seu território, com o intuito de difusão e divulgação do conhecimento produzido, ampliando a articulação entre universidade e sociedade. Mais informações no site oficial do evento: https://doity.com.br/ii-simposio-de-estudos-sobre-o-recife

II Simpósio de Estudos sobre o Recife: Dinâmicas Urbanas Ontem e Hoje Read More »