Colunistas

Um Jardim Botânico na cidade

Plantas conhecidas da população, como coqueiro e bananeira, vieram do exterior e foram transplantas em terras olindenses Em Olinda, desde os primeiros anos da colonização, os jardins das ordens religiosas serviram para aclimatação de vegetais exóticos, transplantados para o Brasil, do Oriente, da África e da própria Europa. Depois de devidamente adaptados, esses vegetais exóticos, cultivados inicialmente pelos padres jesuítas e frades franciscanos, vieram a dar um novo colorido à paisagem brasileira, a exemplo do coqueiro, da bananeira, da cana-de-açúcar e de tantas outras espécies, que passaram a confundir-se com a própria flora nativa. Mangueiras, coqueiros,/cajueiros em flor,/cajueiros com frutos/já bons de chupar …/Mangabas maduras,/mamões amarelos,/mamões amarelos/que amostram, molengos,/as mamas macias/pra gente mamar… É o colorido da flora pernambucana, nos versos do poeta Ascenso Ferreira, in Trem de Alagoas, onde se misturam vegetais nativos (mangabas e cajus) com o exotismo das espécies aqui aclimatadas (mangas e mamões). O coqueiro (Cocos nucifera), incluído pelo poeta Oscar Brandão no Hino de Pernambuco – “Salve ó terra dos altos coqueiros!” –, é originário do Sudeste Asiático ou das ilhas polinésias. A sua cultura já se encontrava bastante desenvolvida em Pernambuco, no século 16, segundo demonstram as cartas jesuíticas de José de Anchieta e Simão de Vasconcelos ao descreverem os “formosos coqueirais de Olinda” como possuidores de uma amenidade singular. Na primeira metade do século 17 essa monocotiledônea já se encontrava tão disseminada que o conde João Maurício de Nassau, quando da construção de sua Mauritiopolis, chegou a transplantar 700 coqueiros adultos para seu jardim. Segundo depoimentos do Frei Manuel Calado e de George Marcgrave, bem como do relato de Gaspar van Baerle (1584-1648), algumas dessas árvores possuíam caules que alcançavam 50 pés (15,24 metros), sendo transportadas de uma “distância de três ou quatro milhas, em carros de quatro rodas… Já eram septuagenárias e octogenárias e por isso diminuíram a fé do antigo provérbio: árvores velhas não são de mudar”. A partir da segunda metade do século 17, começaram a ser introduzidos em larga escala no Brasil alguns vegetais exóticos transplantados do Oriente. É conhecida a ordem Régia de 1677 determinando ao Vice-Rei da Índia a remessa para o Brasil de plantas, estacas e sementes, de canela, cravo, pimenta, noz-moscada e gengibre dados ao conhecimento ao governador de Pernambuco, Aires de Souza Castro, em 1678. Com esses vegetais vieram mangueiras e jaqueiras, em 1682, seguindo-se de outras plantas hoje integradas à nossa paisagem. Em 1797 e 1798, o Conde de Linhares, D. Rodrigo de Souza Coutinho, ministro português, se empenhava na introdução de novos vegetais, que contribuíssem para o desenvolvimento da agricultura, recomendando estabelecer, com a menor despesa possível, um Jardim Botânico em Olinda, onde se cultivassem plantas “assim indígenas como exóticas”, segundo informação de José Antônio Gonsalves de Mello. Entretanto, somente em 1811 viria esse Jardim Botânico a ser estabelecido em Olinda, no antigo Jardim dos Padres da Companhia de Jesus (século 16). Naquele ano foram para aqui transplantadas uma grande quantidade de vegetais recolhidos da Guiana Francesa, quando da ocupação pelo governo português em represália à invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Do jardim daquela possessão, chamada de “La Gabrielle”, veio para Pernambuco e foram plantadas no Horto Del Rei, hoje conhecido como Sítio do Manguinho, variedades de plantas, algumas já aqui existentes, como a caneleira, a pimenteira, o girofleiro, e outras desconhecidas, como a fruta-pão, a caramboleira, o sapotizeiro, a pinheira, a groselheira da Índia, a nogueira de Bancour, a cássia amarga, a jalapa. O Jardim Botânico de Olinda teve importante papel na divulgação desses vegetais e de outros que nele foram sendo introduzidos desde 1811, quando de sua fundação. Em 1817, o viajante francês Louis François de Tollenare viu ali muitas mudas de cacau e cana-de-açúcar de Caiena (ou caiana, como veio a ser conhecida). Sem referência específica de quando foram plantados no Jardim, consta, contudo em 1839 e 1840 que já ali eram distribuídas mudas de palmeira-real, cipreste, Chá-da-índia, fruta-pão, de massa e de caroço (este último difícil hoje de se encontrar), e outras. Dessa distribuição beneficiaram-se muitos sítios recifenses e propriedades rurais diversas de Pernambuco (…) – além das mudas remetidas para outras províncias brasileiras e para fora do Brasil. Nesse Jardim funcionou um curso de Botânica e de Agricultura (1829), do qual era professor o cirurgião pernambucano Joaquim Jerônimo Serpa, no qual se inscreveriam muitos estudantes do Curso Jurídico de Olinda. Em 1845 foi o Jardim Botânico de Olinda extinto, sendo o seu terreno a princípio alugado e mais tarde vendido, pertencendo até recentemente à família Manguinho; daí a denominação popular de Sítio do Manguinho ou o Horto Del Rei. A importância do Jardim Botânico de Olinda foi depois ressaltada por Filipe Mena Calado da Fonseca que, em carta ao Diario de Pernambuco, publicada na edição de 7 de novembro de 1854, chama a atenção para a divulgação entre nós da grama de Angola, popularmente conhecida como capim de planta, que fora transportada das margens do Rio Bango (Angola) para o Brasil em 1811. Além desta, outras espécies foram vulgarizadas entre nós, como a pimenta da Índia, o fruta-pão, a tamareira, o bilimbi, a carambola, o sagu, o sapoti, dentre outras. Ainda sobre a importância dos jardins de aclimatação de Olinda, vale lembrar a publicação do naturalista Manuel Arruda da Câmara (c 1752-1811), Discurso sobre a utilidade de jardins nas principais Províncias do Brasil (Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1810). Na qual apresenta uma “lista das plantas que merecem ser transplantadas e cultivadas”. Da Ásia: árvore do pão, salepo, sagu, chá, sene, ruibarbo, escamônea, batatas do Japão, gota gama, loureiro, cássia, verniz da China, verniz do Japão, Khola buu, peônia, évano, bambu, árvore das camisas, sangue de dragão, santalino, árvore do sebo, laca. Da África: baobá, tamareira, matiboeira, pau escarlate, tacula, canume-nume, imbondeiro, agraiá, grama de Guiné [destinada à alimentação do gado na zona do semiárido]. Da Europa: oliveira, castanheiro, nogueira, pinheiro, pinheiro manso, morangos, ameixeiras, damasqueiro ou abricó, cerejeira, ruiva dos tintureiros, rapa língua, fiadeira, malva, verbasco. Da América Setentrional: falva cássia, magnólia maior,

Um Jardim Botânico na cidade Read More »

Lebret e o Recife

O padre dominicano Louis Joseph Lebret realizou um Estudo sobre Desenvolvimento e Implantação de Indústrias Interessando a Pernambuco e ao Nordeste, que foi publicado sobre a forma de livro, em 1955, pela então Comissão de Desenvolvimento de Pernambuco (Codepe). Um dos líderes do movimento Economia e Humanismo, Lebret lançava um olhar humano e cristão sobre o debate político-ideológico entre os adeptos do capitalismo e os do socialismo, muito presente na década dos 50 como reflexo da Guerra Fria e dos rumos do desenvolvimento econômico no mundo que emergiu após o final da Segunda Guerra Mundial. A concepção de Lebret repousava na noção de organização do espaço ou de gestão do território dentro da tradição francesa de Aménagement Territoire. A sugestão de Lebret era fortalecer uma rede de cidades tanto no entorno mais próximo quanto longínquo do Recife para filtrar ou mitigar as migrações para a capital de forma a evitar que a cidade atingisse a “monstruosidade de um milhão de habitantes” (p.94). Para o Recife em si Lebret tinha propostas para a economia e para a organização urbana e colocava o porto como estratégico para o desenvolvimento da cidade. Lebret argumentava que o Porto do Recife teria que se expandir para o sul, limitado que estava a leste pela cidade e ao norte pela Marinha de Guerra (Escola de Aprendizes Marinheiros). O porto seria de cabotagem, pois não teria condições de receber grandes navios e deveria se expandir ao sul, na direção da bacia do Pina, onde proximamente existia um terreno favorável para acolher um estaleiro naval, tanques de combustíveis e possivelmente uma refinaria. Essa área identificada por Lebret no mapa que acompanha o estudo se situaria hoje por trás do Cais José Estelita, incluindo o Cabanga, território objeto de conflitos de interesse e de polêmicas urbanísticas que tem envolvido amplos setores da opinião pública recifense. Lebret concebia Recife então como uma cidade que deveria se industrializar, inclusive acolhendo empreendimentos pesados como uma refinaria. Essa concepção, por certo, seria hoje objeto de grande questionamento e de severas críticas por planejadores urbanos. Lebret também tinha uma preocupação com a mobilidade pois queria evitar que os trabalhadores se deslocassem grandes distâncias para chegarem ao local de trabalho e, por isso, recomendava que as áreas industriais deveriam ser construídas próximas das residenciais, constatando que no Recife “a descontinuidade é muito grande entre os locais de habitação e de trabalho da população operária” (p.95). A questão da mobilidade já era, portanto, abordada por ele. Sugere assim construir grandes anéis circulares estendendo-os até Olinda até encontrar “a grande estrada” que vai para o norte e que se conecta com a que “vai para o sul”, via de grande densidade de tráfego pela qual rodariam rápidos “trolley-bus” em faixas de 40 metros de largura. Essa era a antevisão de uma Agamenon Magalhães. Assim, Lebret argumenta que a cidade seria descongestionada “porque, de outro modo, se chegaria a uma circulação impossível com tais engarrafamentos por toda parte, que qualquer movimento seria inviável” (p.97). Se Lebret voltasse ao Recife 60 anos depois descobriria que a cidade se tornou monstruosa com 1,6 milhão de habitantes, que se desindustrializou, que sua sugestão para o Cais José Estelita e entorno seria muito polêmica, se não recusada, e que a mobilidade da cidade piorou muito apesar de terem surgido avenidas tipo Agamenon Magalhães. Descobriria também que a refinaria e o estaleiro estariam em Suape onde, de forma visionária, apontou que na “altura do Cabo existe um grande terreno para ser integrado ao Grande Recife” (p. 89). Isso se tornou realidade!

Lebret e o Recife Read More »

Por que mudar os nomes das ruas?

Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância”…, confidenciava o poeta Manuel Bandeira, enquanto o poeta e compositor Antônio Maria, numa de suas crises de banzo da terra pernambucana, cantava: “Rua antiga da Harmonia, da Amizade, da Saudade, da União… são lembranças noite e dia…”. Os nomes das ruas e demais logradouros de uma cidade por vezes se perpetuam através dos séculos, como acontece com cidades portuguesas, de Lisboa, Porto ou Évora… Mas entre nós, só para atender a modismos e aos políticos de plantão, estão sempre a mudar designações tradicionais: Cais do Apolo, para Avenida Martin Luther King; Estrada da Imbiribeira, para General Mascarenhas de Morais; Estrada do Brejo, para Vereador Otacílio Azevedo; Travessa do Gasômetro, para Rua Lambari; Rua Formosa, para Conde da Boa Vista; Rua dos Sete Pecados Mortais, para Tobias Barreto; Rua do Crespo, para Primeiro de Março; Rua Lírica, para Visconde de Uruguai; Travessa João Francisco, para Cassimiro de Abreu; Beco do Quiabo, para Eurico Chaves; Beco da Facada, para Guimarães Peixoto, numa sucessão de contínuas mudanças. Nesta cidade de Santo Antônio do Recife – “Ingrata para os da terra, boa para os que não são”–, ainda conserva algumas ruas que, como nos engenhos de Ascenso Ferreira, só os nomes nos fazem sonhar: da Concórdia, da União, da Saudade, do Sossego, da Amizade, Nova, da Hora, do Progresso, Imperial, Real da Torre, Real do Poço, Flor de Santana, Direita, Velha, da Glória, da Alegria, dos Prazeres, dos Aflitos, das Graças, das Flores, da Praia, das Calçadas, do Padre Muniz, do Dique, do Porão, dos Pescadores, da Carioca, do Marroquim, do Rangel, do Observatório, do Arsenal de Guerra, da Praia, da Congregação, da Matriz, do Hospício, do Aragão, do Veras, Estreita e Larga do Rosário, do Livramento, do Fogo, das Águas Verdes, do Chora Menino, da Aurora, do Sol, da Fundição, do Futuro, das Ninfas, do Veiga, da Matriz, dos Artistas, do Lima, do Pombal, do Padre Inglês, do Cupim, do Encanamento, das Ubaias, numa sequência de nomes que a voragem do “progresso” ainda não corrompeu. Nos dias atuais, eis que um forte movimento se faz presente em favor de acrescer nomes de certas figuras às tradicionais denominações de nossas ruas e avenidas. Neste sentido, a Lei Orgânica do Município, que em seu artigo 164, estabelece que seja obrigatoriamente ouvido o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano quando da mudança de qualquer nome de rua, praça ou avenida da cidade do Recife, vem sendo atropelada pelos “Senhores Vereadores”. Fazendo ista grossa para tal dispositivo, contrariando formalmente o que determina a Lei Orgânica do Município do Recife, os chamados “representantes do povo” ensaiam agora o expediente de acrescer aos nomes tradicionais, novas denominações que nada têm a ver com a consagrada toponímia da cidade do Recife. Tal expediente teve início com a mudança da denominação do Aeroporto dos Guararapes, que, como num passe de mágica, recebeu o adendo de Gilberto Freyre, seguindo-se da Avenida Norte, hoje acrescida com o nome do Governador Miguel Arraes, e, mais recentemente, a antiga Estrada de Beberibe que veio a ser Avenida Beberibe Santa Cruz Futebol Clube! E o expediente não parou por aí… Já se encontra em pauta a mudança da Praça do Arsenal da Marinha agora acrescentada com o nome do passista amazonense Nascimento do Passo; a mudança do tradicional Largo dos Coelhos, com o nome acrescido do cantor Reginaldo Rossi… De quebra, teremos a Estrada Velha do Bongi que já tem o seu nome encomendado (!) Com tais mudanças propostas pelos nossos vereadores, logo mais teremos dezenas de tradicionais nomes de ruas e avenidas do nosso Recife, consagrados por séculos pela toponímia popular, mudados para “doutor ou vereador fulano de tal”… Tudo como previra o poeta Manuel Bandeira em 1925! Pelo andar da carruagem, a canção de Alceu Valença e Vicente Barreto, não mais contará em seus versos com o tempo presente, mas no tempo passado, por obra e graça daqueles que hoje se intitulam “fiéis representantes do Povo do Recife”. Na Madalena revi teu nome/Na Boa Vista quis te encontrar/Rua do Sol, da Boa Hora/Rua da Aurora, vou caminhar /Rua das Ninfas, Matriz, Saudade/Na Soledade de quem passou/Rua Benfica, Boa Viagem/Na Piedade, tanta dor/Pelas ruas que andei, procurei/Procurei, procurei… te encontrar/Pelas ruas que andei, procurei/Procurei, procurei te encontrar.

Por que mudar os nomes das ruas? Read More »

CADÊ OS OVOS DO BRIGADEIRO?

O brigadeiro Eduardo Gomes foi um brilhante cidadão brasileiro. Entrou na Segunda Guerra Mundial, saiu herói e depois foi por duas vezes candidato a presidente do Brasil. Perdeu primeiro para Eurico Gaspar Dutra e depois para Getúlio Vargas. Mesmo sendo reconhecido por todos como do bem, de grande espírito público, combatente das mazelas sociais e amante da liberdade, não fez sucesso na política. Bem diferente da carreira militar, onde está inclusive carimbado como Patrono da Aeronáutica. Viveu tomando conta da mãe viúva e morreu aos 84 anos. Um metro e 75 de altura, pesando menos de 70 quilos, musculoso, nariz afilado, boca pequena, cabelo arrumado, ele era daquele tipo que nos anos 70 as moças chamavam de “pão”. Muito criticado como orador, mas tão festejado pela beleza, que a mulherada cantava: “Vote no brigadeiro. Ele é bonito e solteiro.” E cadê os ovos? Ou colhões, como dizem os desbocados? Ninguém nunca abriu as pernas dele para confirmar, mas o Brasil inteiro dizia que não tinha: havia perdido na explosão de uma granada. Restou ao nosso herói a homenagem feita com o famoso doce “brigadeiro”. O doce ganhou esse nome porque, como o brigadeiro Eduardo Gomes, não contém ovos. LIGADO EM PERNAMBUCO Quando o estudante de direito Demócrito de Souza Filho foi assassinado por motivação política, na Praça do Diário, a família dele recebeu um telegrama do brigadeiro Eduardo Gomes com a frase de Victor Hugo: “Quem morre pela liberdade renasce para a eternidade.” O BOI VIRA BIFE Ele está pronto para o abate quando pesa 450 quilos. Para não morrer estressado, o bicho é levado por um caminho arborizado num pasto de vacas lésbicas. O boi come e bebe água até ficar bem relaxado. Depois leva choques elétricos e um disparo na nuca. É morte de gado! FELICIDADE APRENDIDA A pesquisa durou 15 anos. Depois de 1.600 estudos, uma universidade francesa está soltando o resultado: você pensa na felicidade, afugenta tudo que de ruim vier pra sua cabeça e pode partir para o abraço. Felicidade é uma questão de prática: exercite e seja feliz.

CADÊ OS OVOS DO BRIGADEIRO? Read More »

Minhas fotos do Recife e a esperança

Sempre gostei de tirar fotos. No início, usava uma máquina não sofisticada em viagens. Já na era digital, troquei por uma pequena sem filme mas me via invariavelmente entediado e, não raro, exasperado, às voltas com negativos, revelações e álbuns, e, depois, com os terríveis arquivos digitais, sempre desaparecidos em disquetes, HDs, CDs, pen drives e nuvens ermas… Até que, às vésperas de uma viagem ao oriente, recebi um iPhone 4 e viajei com ele e minha câmera digital. A partir dessa viagem, a câmera convencional foi definitivamente aposentada. Mais ou menos na mesma época, o amigo Bruno Queiroz, praticamente me forçou a entrar nas redes sociais alegando, diante da minha desconfiança, que eu tinha muito o que dizer nelas… Primeiro o Twitter, depois o Facebook e, por fim, o Instagram. Isso, aliado ao meu gosto pelas caminhadas na cidade, terminou produzindo o composto que levaria a uma inusitada ousadia: iPhone, fotos de locais e coisas do Recife visto a pé, filtros e publicação no Instagram e no Facebook e amigos virtuais elogiando as fotos postadas e pedindo uma exposição… Até que o amigo de infância, companheiro das Caminhadas Domingueiras e dos livros sobre o Recife, doutor em Física e artista plástico, Plinio Santos Filho, me convida a fazer uma exposição no seu Espaço Vitruvio no Poço da Panela. Com ele como curador e outro amigo de infância, Paulo Gustavo, poeta, mestre em Literatura e recém acadêmico pernambucano de letras, como apresentador, e vou eu fazer uma exposição fotográfica patrocinada pela TGI Consultoria em comemoração aos seus 25 anos de vida. Um alinhamento improvável de eventos e lá está um não fotógrafo (para me autorizar a sê-lo, seriam necessárias dedicação e aplicação que nem de longe tenho), fazendo uma exposição fotográfica… Penso que a principal contribuição da exposição é trazer à luz (não por acaso o título dela é “O Recife Tomado à Luz – Fotografias de um Caminhante”) um Recife habitualmente não visto e concordo plenamente com as palavras de Paulo Gustavo: “O resultado é um diálogo com a poesia silenciosa da cidade. Uma agenda de esperança”. Sim, esperança de uma cidade melhor, cuidada por pessoas que gostem dela, estimuladas por uma beleza incomum que ousei tentar revelar com um iPhone 5S pelas redes sociais. Reconheço que meu mérito é esse: continuar tentando.

Minhas fotos do Recife e a esperança Read More »

destaque bullying games

Bullying nos games: o que fazer?

É ‘corriqueiro’ as pessoas pensarem que no mundo dos jogos tudo é uma maravilha, todo mundo se divertindo, tudo numa boa, bom, em partes. Mas tu não sabe de nada: é que até nos games existe um tal de Bullying. Pense numa ‘desgrama’!!! Não bastassem os desafios dos próprios jogos, seja jogando contra o computador, ou até mesmo nas partidas multiplayers para definir quem é melhor ou mais ‘desenrolados’, ai vem uns ‘cablocos’ para ficar falando besteria, intimidando e até mesmo tirando a autoestima dos gamers, principalmente das minas e de jogadores LGBTQ+. Mas essa situação não ocorre com jogadores ruins ou amadores, mas até com jogadores profissionais, pois além da questão competitiva, a necessidade de melhorar cada vez mais a performance, de atingir as metas, e se o gamer ‘vacila’ em uma partida, pronto, deu margem para o bullying, seja por parte do público ou até por agentes do time. E isso tem levado esse público a ter problemas emocionais, isso existe? Repare, existe até o termo jogadores tóxicos, ‘misericórdia’, que realizam esses comportamentos lastimáveis no mundo digital, seja dentro de uma partida ou noas redes sociais. A coisa é tão séria que algumas plataformas de jogos online aplicam algum tipo de punição, que pode ser uma advertência ou até o banimento, em casos de reincidência ou por causa do nível de toxicidade de suas ações. Segundo um estudo de 2019 da ONG Anti-Defamation League, 74% dos jogadores norte-americanos sofreram bullying durante uma partida, já pensasse. E tem mais, 65% dos entrevistados falaram ter sofrido um assédio da gota serena, como ameaças físicas e perseguição. Tu imaginava isso meu ‘véi’, minha ‘véia’? Gente assim eu quero é distância, né verdade!!! Esse tema não é de hoje, tanto que o estúdio Rockstar Vancouver desenvolveu o game Bully, lançado em outubro de 2006 para PlayStation 2 pela Rockstar Games. O jogo apresentava o personagem Jimmy Hopkins, um metido um valentão da escola, mais conhecido por amedrontar ou estudantes. O game dá a opção de você escolher ser um ‘cabloco’ desgramado ou um herói que protege os mais fracos, e ai, meu véi, minha veia, você escolheria o quê? Mas voltando a questão do bullying, como fiquei ‘encasquetado’ com essa situação, principalmente, por estarmos ainda nessa triste pandemia da Covid-19, que não acabou ainda né mesmo, o que tem levado jogadores e jogadoras a ficarem estressados, ansiosos ou com sintomas de depressão pelo isolamento social, então fui bater um dedo de prosa com Dr. Victor Kurita, médico que vem trabalhando com a Medicina Integrativa, nome bonito ‘danado’. Confira a nossa prosa! Cabra Nerd – Como esse tal de bullying pode afetar os gamers? Dr. Victor Kurita – O bullying é a intimidação, caracterizada por intenção hostil, desequilíbrio de poder de forças e repetição deste ato sobre um período de tempo. Pode ser dividido em sub categorias, uma delas é o cyberbullying, onde as pessoas usam sites e redes sociais para exercer a intimidação verbal e psicológica em outras pessoas. O estereótipo dos gamers é de uma criança ou adolescente mais fechado e com pouca interação, e em ambientes escolares eles se sentem inferiorizados e consequentemente imergem mais no mundo dos games. Graças ao mundo lúdico que os games proporcionam, esses adolescentes são tratados de forma mais igualitária. No ambiente físico e social, são vítimas maiores desses ataques, e dentro dos jogos isso não ocorre. Essa imersão faz com que os jovens se escondam cada vez mais atrás da tela de um computador.   Cabra Nerd – Como os gamers devem trabalhar o emocional sobre a questão dos comentários ‘felas da gaita’, ou melhor, abusivos? Dr. Victor Kurita – Geralmente as pessoas perguntam porque uma crítica tem peso maior do que um elogio. A explicação fisiológica é que, no elogio, há uma liberação maciça de neurotransmissores como endorfina. Na crítica, exalamos cortisol, que rege nossa reação de ataque e fuga (conhecido como hormônio de estresse, que é uma reação diferente do que gostaria). As críticas são mais agressivas de forma fisiológica. Nesse mundo, é cada vez mais crescente o número de haters, que são pessoas que criticam, intimidam e agridem através de redes sociais, sejam do meio delas ou não, e se torna um comportamento repetitivo. As pessoas que se expõem estão sujeitas a isso o tempo todo, é importante entender que esses haters existem e precisam de um tratamento psicoterapêutico. Há dois modos de combater: 1. entender que estamos todos sujeitos a receber esse tipo de comentários; 2. sempre vangloriar e potencializar todos os elogios feitos para liberar mais endorfina.   Cabra Nerd – Porque a questão de ódio, chacota ou bullying ainda acontece no mundo de hoje, o que leva uma ‘trepeça’ a fazer isso? Dr. Victor Kurita – O bullying só se tornou uma denominação, mas a espécie humana sofre com isso desde os primórdios. Sempre há a necessidade do exercício de poder dos mais fortes para os mais fracos e a necessidade egocêntrica de mostrar aos outros que estão assistindo. Estudos dentro da psicologia analisaram desenhos animados onde viram que os super heróis atacavam apenas um inimigo e crianças em idade escolar. O resultado foi que esses desenhos estimulam a união de um grupo de pessoas para atacar um único ser, geralmente escolhido por ter alguma alteração física ou ser diferente fisicamente, ou crianças mais isoladas. O bullying vai se mantendo e a possibilidade de fazer isso através de telas de computador é mais fácil porque a pessoa não se expõe e ainda pode exercer esse poder.   Cabra Nerd – Quais são as dicas para combatê-lo? Dr. Victor Kurita – É bem delicado, porque existe a necessidade de uma função integrativa entre educadores, pais e adolescentes a fim de minimizar o comportamento de ódio violento e agressivo dentro de casa e nas escolas. A punição de forma verbal ou que ajude na conscientização é muito importante. Quanto à vítima, é importante que educadores e pais prestem atenção à mudança de comportamento, que pode ser o distanciamento e

Bullying nos games: o que fazer? Read More »

2 2 Easy Resize.com

Franquias do Nordeste crescem mais que a média nacional e faturam mais de R$5,1 bilhões

Segundo um levantamento da ABF – Associação Brasileira de Franchising, o setor de franquias é aposta certa para quem tem uma reserva financeira e deseja investir. O setor apresentou índices no Nordeste acima da média nacional com um crescimento no faturamento das redes de 14,6% enquanto todo o país bateu a marca média de 10,7%. Diante deste cenário tão positivo de desempenho e uma perspectiva ainda mais otimista, inicia hoje a contagem regressiva de um mês para a realização da Expo Franquias Nordeste, a feira que veio para por em prática o plano de empreender de investidores de todo o Norte e Nordeste. Serão mais de 80 franquias expondo no piso L3, no Shopping RioMar Recife, de 24 a 26 de março, das 14h às 22h. Em paralelo, no dia 24 de março, acontece o Congresso de Franquias & Varejo da ABF, das 8h30 às 17h30, no Teatro RioMar, com diversos especialistas do mercado, trazendo temas sobre oportunidades em áreas de gestão, expansão, liderança entre outros ligados ao sistema de Franchising. A programação completa será disponibilizada no site da EFN no início de março. Em Pernambuco, o setor de franquias emprega mais de 37 mil pessoas e faturou em 2021 mais de R$ 5,1 bilhões, sendo o setor de saúde, beleza e bem-estar responsável por 32,1% de todo faturamento do Estado, seguido de moda (15,4%) e alimentação – food service (14,5%). São 4.762 unidades em funcionamento (2021), sendo 23,2% de serviços e outros negócios, 20,2% de saúde, beleza e bem-estar e 15% de moda em Pernambuco. A exposição da EFN terá uma área de 2 mil m², respeitando todos os protocolos sanitários de feiras de negócios desenvolvido e aprovado pelo Governo de Pernambuco (disponível em https://expofranquiasne.com.br/protocolo-sanitario-efn/). Uma câmera térmica da UM Telecom irá medir a temperatura dos visitantes e verificar automaticamente o uso da máscara. Além disso, os estandes serão higienizados permanentemente pela Ecodesinfect. A expectativa é de público de três mil pessoas durante todos os dias do evento. A Expo Franquias Nordeste foi a única feira de franquias em 2020 no Brasil e a primeira realizada presencialmente em 2021 do setor no país com o apoio da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Entre as marcas já confirmadas, Bob´s, Água de Cheiro, DRYJET, Coxinha no Pote, Estetic 360, Bonaparte, Microlins, Grau Técnico e Unhas Cariocas. A EFN é a Feira Oficial de Franquias do Norte e Nordeste para empreendedores, profissionais do setor de franquias, fornecedores, franqueados, consultores, entre outros interessados na franchising que queiram novas oportunidades de networking e expansão de empreendimentos. É promovida pela Insight Feiras & Negócios com patrocínio Ouro do Bradesco, apoio da UM Telecom, RioMar e Sebrae/PE. Serviço EFN Expo Franquias Nordeste A feira oficial de franquias do Norte e Nordeste 24 a 26 de março no Riomar Shopping, das 14h às 22h

Franquias do Nordeste crescem mais que a média nacional e faturam mais de R$5,1 bilhões Read More »

pierre lucena3

Faturamento das empresas do Porto Digital cresceu 28,6% em 2021

O presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, anunciou um balanço animador do parque tecnológico que cresceu 28,6% em 2021 e ampliou a quantidade de postos de trabalho em 10,5%. Atualmente quase 15 mil profissionais atuam no pólo recifense. Além de comemorar os resultados, mesmo em meio a um ano ainda de crise econômica e de pandemia, outro fator ressaltado foi o avanço da parceria com a Prefeitura do Recife para a formação de mão de obra, um dos grandes gargalos do setor no mundo. “Mesmo com os eventos adversos provocados pela crise sanitária, chegamos a 355 empresas embarcadas no Porto Digital e temos um crescimento de quase 100% do faturamento entre 2018 e 2021”, comemora o presidente do parque tecnológico, Pierre Lucena. O faturamento das empresas do porto atingiu o patamar nada modesto de R$ 3,67 bilhões. Esse índice era esperado apenas em alguns anos, mas a aceleração do setor fez parque tecnológico ampliar as suas projeções. O balanço apresentou também o nome das empresas que mais cresceram, os destaques no faturamento e aquelas que mais empregaram no ano passado. Entre as que mais faturaram estão a Accenture, Acqio, Avanade, Avantia, CESAR, FITec, Globo Nordeste, Insole, Neurotech e Tempest. As maiores empregadoras são Accenture, Avanade, Avantia, CESAR, FITec, Pitang, Serttel, Speed+, Tempest e EAD Uninassau. As empresas que mais cresceram no ano passado foram a FindUp, Insole e Mesa. O evento contou com a presença das principais lideranças empresariais do ecossistema do Porto Digital; do secretário de desenvolvimento econômico de Pernambuco, Geraldo Julio; do secretário de ciência e tecnologia, Lucas Ramos; do prefeito do Recife, João Campos; e do idealizador do Porto Digital, Silvio Meira. Além de prestigiar o evento, João Campos afirmou que o Embarque Digital, programa que incentiva a formação de jovens no setor, está no centro do plano de desenvolvimento do Recife. “Para a gente, que faz parte dessa construção, que lançamos o maior programa da história do Porto Digital que é o Embarque Digital, a gente sabe que daqui a três anos haverá mais de 2 mil jovens recifenses formados na área de tecnologia. Isso vai mais do que duplicar o número de formados na cidade. E com isso, os números que já são grandes, serão ainda maiores. É um movimento de arrasto que a gente faz para garantir que o Recife se consolide como a grande capital da tecnologia brasileira. Quero parabenizar todos os que fazem o Porto Digital”, afirmou João Campos.

Faturamento das empresas do Porto Digital cresceu 28,6% em 2021 Read More »

Destaques Gente & Negócios #1

Terceirização A pernambucana Lumi Consult – atenta ao início da fiscalização da LGPD pela agência reguladora do setor – está lançando uma solução completa de proteção de dados pessoais para o mercado corporativo em todo o Brasil. O DPO As A Service (DPOaaS) inclui um especialista que responde legalmente pelo cliente junto à Autoridade Nacional, toda a adaptação às exigências da legislação e uma plataforma de gestão da privacidade. Para muitas empresas, essa terceirização tem um custo menor e demanda menos tempo e energia do que a implantação de uma nova área na estrutura do negócio. . Recife Outlet adota novo serviço com foco no pet friendly Recentemente, o Recife Outlet inaugurou mais uma nova operação. Localizado entre a AD Fashion e Calvin Klein, o ParCão conta com uma área de mais de 150m², destinada para cães de pequeno e médio porte. O local fornece brinquedos e acessórios para que os donos se divirtam e exercitem os animais. “A ideia de termos um parcão é proporcionar aos nossos clientes um espaço de diversão para os amigos de quatro patas que também são integrantes da família. Temos opções de lazer para os adultos, como as compras com diversos descontos, alimentação e eventos; para as crianças, na oficina de slime e infláveis; e agora podemos dizer que temos diversão também para os pets”, explica Giselly Almeida, coordenadora de marketing do Recife Outlet. Para utilizar o ParCão é preciso cumprir as regras de convivência fixadas no local e manter a higiene. O espaço está aberto a todo o público, no horário de funcionamento do Recife Outlet, das 9h às 21h. . Camaragibe recebe novo centro de estética O Camará Shopping inaugurou mais uma operação, a Clínica de Estética Depil Concept. O serviço está localizado no piso L1 do mall, em frente a Riachuelo. Entre os serviços ofertados há a depilação permanente, fototerapias facial e corporal, botox, preenchimento com ácido hialurônico, estimulação de colágeno, aplicação de enzimas e mais. Ao todo, o espaço conta com dois esteticistas e um fisioterapeuta, com especialidade em variados procedimentos, para garantir a realização do cliente. Francisco Lapenda Júnior e Bruno Lapenda, sócios do empreendimento, explicam que a decisão de abrir uma unidade no Camará foi motivada pelo potencial de desenvolvimento econômico do mall. De acordo com eles, pensar na credibilidade do espaço que iria receber o centro de estética sempre foi algo essencial, priorizando a segurança e conforto do público. A abertura da Depil gerou 7 empregos diretos. Somente nos últimos três meses, o Camará Shopping recebeu cerca de oito novas operações, ampliando seu mix de marcas e serviços. . Cachaça de PE garante posição entre as 50 melhores do Brasil Com o rótulo da Origem, a Sanhaçu, cachaçaria orgânica de Chã Grande, se consagrou como a única do segmento de Pernambuco entre as 50 finalistas de todo Brasil, no V Ranking Cúpula da Cachaça. Considerado o maior e mais democrático concurso de bebidas do país, desde a primeira fase, que começou com mais de 4,7 mil marcas na disputa, a iniciativa revelou que o estado é um dos 13 finalistas representados nesta classificação. Em março, os participantes passarão por degustação às cegas para o último ranking. Com essa indicação, a bebida Sanhaçu Origem soma 6 premiações. Há 13 anos no mercado, a família Barreto Silva, à frente da Sanhaçu, reúne 38 premiações, entre as nacionais e internacionais. O rótulo pernambucano é o primeiro com certificação orgânica a nível estadual, já a nível nacional, a bebida é a primeira cachaça do Brasil a receber o Selo de Envelhe . Floratta Blue ganha nova versão Floratta é conhecida por suas fragrâncias florais, marca registrada de seu universo olfativo. Floratta Blue acaba de ganhar uma releitura com o novo Floratta My Blue. Criado pelo perfumista Dominique Ropion, responsável por grandes sucessos do mundo da perfumaria, o lançamento Floratta My Blue se destaca pela saída fresca, um corpo floral e um fundo amadeirado, mas com nuances diferentes: o frescor inicial da fragrância de My Blue é frutal, leve e aquoso, evoluindo para uma fragrância floral aveludada e extremamente sofisticada graças à presença da íris.

Destaques Gente & Negócios #1 Read More »

Sem carnaval, os bonecos gigantes não irão às ruas…

Neste ano de 2022, não haverá Carnaval por conta de epidemia do coronavírus. Um Carnaval a menos, que tristeza…. Já vaticinara Nelson Ferreira.Os nossos bonecos, de Olinda e do Recife, permanecerão guardados, bem longe da folia e das alegrias das massas frevolentas! O costume dos bonecos gigantes tem mais de 90 anos, a começar pelo primeiro deles, O Homem da Meia Noite (1932), originário do Homem da Madrugada do Recife e do Zé Pereira, de Belém do São Francisco. Com a sua popularização, foram surgindo outros bonecos gigantes: A Mulher do Dia, O Menino da Tarde, A Mulher da Sombrinha (Catende) e uma infinidade de outras criações. A partir de 2015 porém, surgiu, em paralelo, o que se chamou Embaixada dos Bonecos de Pernambuco, criada por Leandro Castro e instalada no Bairro do Recife, que hoje congrega mais de 60 personagens ligados à história do Brasil e outros de destaque no cenário mundial. Com o tempo, a vaidade humana provocou uma verdadeira corrida ao atelier do artista plástico Sílvio Botelho, com um só desejo, logo transformado em apelo: “Eu gostaria que você fizesse um boneco da minha pessoa!” Assim a comitiva de bonecos foi crescendo, com as figuras dos políticos e gente do Recife e de Olinda, que hoje flutuam sobre a multidão nos dias dedicados ao Carnaval. Porém, logo o costume despertou a verve do compositor Bráulio de Castro, falecido aos 78 anos, em janeiro de 2021, que compôs para o Véio Mangaba (Walmir Chagas), o frevo canção cuja gravação publicamos em seguida: Não sou Capiba, Não sou Nelson. Nem Bandeira… Mas quero ver o meu nome numa loa Eu vou mandar fazer! Eu vou mandar fazer! Um boneco pra minha pessoa Eu quero ser famoso! Eu quero ser o “Dunga”! Andar bem maneiroso EU VOU VIRAR CALUNGA!

Sem carnaval, os bonecos gigantes não irão às ruas… Read More »