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Karla Godoy

Cesar anuncia mudança na liderança após saída de Eduardo Peixoto

IInstituição destaca continuidade da gestão com Karla Godoy assumindo interinamente como CEO O CESAR comunicou uma mudança em sua liderança executiva, marcando o encerramento do ciclo de Eduardo Peixoto à frente da organização. Após 24 anos de atuação na instituição, sendo os últimos quatro como CEO, o executivo deixa o cargo, conforme nota oficial divulgada pela entidade. Reconhecimento à trajetória A gestão de Peixoto teve papel decisivo na consolidação do CESAR ao longo dos anos. A instituição ressaltou o impacto de sua liderança no fortalecimento da organização. “Sua liderança foi fundamental para a construção de uma organização sólida, consistente e em crescimento. Por isso, somos gratos por tudo que construímos juntos e pelo legado relevante que deixa.” Continuidade operacional Para garantir a continuidade das operações, a posição de CEO será ocupada de forma interina por Karla Godoy, atual COO da instituição. Segundo a nota, a transição busca assegurar estabilidade na condução dos negócios e manutenção das atividades estratégicas em andamento. Compromisso institucional A organização reforçou ainda seu compromisso com parceiros, clientes e colaboradores, destacando a manutenção de suas diretrizes e objetivos. “Aos colaboradores, clientes, parceiros e toda nossa comunidade, seguimos comprometidos com as entregas de impacto para a sociedade e com a geração de valor de forma sustentável.” O comunicado é assinado por Sergio Soares, presidente do Conselho de Administração do CESAR.

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Recife vive fim de semana de Páscoa com agenda cultural diversa e acessível

Entre bailes de brega, exposições, cinema ao ar livre e atividades infantis, programação dos dias 4 e 5 de abril reúne opções para todos os públicos na cidade A Semana Santa movimenta o cenário cultural do Recife com uma programação diversa que atravessa música, cinema, exposições e atividades para toda a família. Entre os dias 4 e 5 de abril, equipamentos culturais, espaços públicos e centros de convivência apostam em experiências que vão do brega tradicional às artes visuais contemporâneas, passando pelo frevo, cinema ao ar livre e ações lúdicas voltadas ao público infantil. A agenda reforça o papel da cidade como polo cultural vibrante, oferecendo opções acessíveis e plurais para moradores e visitantes durante o feriado. Tarde do Brega celebra o Domingo de Páscoa com clássicos do gênero O tradicional Clube das Pás promove, no domingo (5), a “Tarde do Brega”, reunindo nomes consagrados do gênero em uma programação marcada pela nostalgia e pela valorização da cultura popular pernambucana. A partir das 13h, a Orquestra das Pás abre os trabalhos, aquecendo o público para uma sequência de apresentações que inclui Vicente Jr Trepidant’s, Banda Chama do Brega, Assis Cavalcanti, Augusto César Filho, Bila do Brega, Marlene Andrade, Léo Bony e Aroldinho. Com ingressos acessíveis, R$ 30 (meia para todos) o evento aposta no clima dançante e afetivo que marca gerações. Um dos diferenciais da tarde é a presença de dançarinos profissionais disponíveis para o público, reforçando a experiência imersiva típica dos bailes do espaço, referência histórica na cena musical do Recife. Museu oferece programação especial e entrada gratuita na Sexta-Feira Santa Durante o feriadão, o Paço do Frevo convida o público a mergulhar na história e na contemporaneidade de um dos maiores símbolos culturais de Pernambuco. De sexta (3) a domingo (5), o museu mantém aberta a exposição interativa “Frevo Vivo”, com entrada gratuita na Sexta-Feira Santa e ingressos populares nos demais dias. No domingo, as visitas mediadas “Doses de Frevo” ampliam a experiência, trazendo ao público recortes históricos e artísticos do ritmo, em sessões distribuídas ao longo do dia. A iniciativa reforça o caráter educativo do espaço, que se consolida como centro de preservação e difusão do frevo. Além da programação imediata, o Paço também abre inscrições para o curso gratuito “Moacir Santos no Frevo”, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de abril, propondo uma imersão criativa na obra do maestro pernambucano. Oficinas criativas e caça aos ovos movimentam o fim de semana Voltado ao público infantil e às famílias, o Plaza Shopping promove uma programação especial de Páscoa entre os dias 3 e 5 de abril, com atividades no piso L4, das 14h às 20h. A iniciativa reúne oficinas criativas, encontros com o Coelhinho da Páscoa e a tradicional caça aos ovos, que ocorre nos dias 4 e 5, em sessões ao longo da tarde. Entre as atrações, estão experiências como pintura de cestinhas e ovos, customização de acessórios, produção de slime e atividades de confeitaria, todas pensadas para estimular a criatividade e a interação das crianças. Com bilheteria no local, o evento transforma o ambiente do shopping em um espaço de convivência e construção de memórias afetivas durante o feriado. Cine Apipucos exibe filmes brasileiros gratuitamente O Cine Apipucos segue com sua proposta de democratizar o acesso ao audiovisual com sessões gratuitas ao ar livre até o domingo (5). A programação contempla diferentes gêneros do cinema nacional, com exibições que vão do drama à animação, sempre em um ambiente pensado para o conforto do público. No sábado e domingo, as sessões acontecem às 16h30, integradas a outras atividades culturais, como a Cine Feira e o Festival Sabores, que combinam gastronomia, música e economia criativa. A iniciativa reforça o uso do espaço público como ponto de encontro cultural e convivência na cidade. Exposição “Onde moram os sonhos” estreia com entrada gratuita A artista visual Marina Zardo inaugura, no sábado (4), às 18h, sua primeira exposição solo, “Onde moram os sonhos”, no Cais do Sertão. Com entrada gratuita na abertura, a mostra reúne 32 obras que transitam entre pintura em óleo e bordado, explorando temas como liberdade feminina, natureza e imaginário. A exposição propõe uma experiência sensorial e simbólica, em que figuras femininas se apresentam em constante transformação, dialogando com elementos do mundo natural e subjetivo. Em cartaz até 3 de maio, a mostra reforça o papel dos equipamentos culturais como espaços de acesso democrático à arte e à reflexão contemporânea.

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Gestão pública eficiente depende de planejamento, tecnologia e qualificação do Estado, diz economista

Edgard Leonardo analisa gargalos em Pernambuco e aponta reformas estruturais para impulsionar desenvolvimento e reduzir desigualdades A busca por uma gestão pública mais eficiente e eficaz passa, necessariamente, pela capacidade do Estado de entregar resultados concretos à população, com uso racional dos recursos disponíveis. Para o economista Edgard Leonardo, esse modelo exige planejamento estratégico, foco em metas e uso intensivo de tecnologia, além de mecanismos de transparência e participação social que aproximem o poder público das demandas reais da sociedade. Na entrevista, o especialista avalia que Pernambuco ainda enfrenta entraves estruturais que limitam o desempenho da administração pública, como burocracia excessiva, desigualdades regionais e fragilidades na capacidade técnica de gestão, sobretudo nos municípios. Ao mesmo tempo, ele aponta caminhos para um salto de qualidade nas próximas décadas, com investimentos em infraestrutura, transformação digital e fortalecimento institucional como pilares para um novo ciclo de desenvolvimento no estado. Quando falamos de uma gestão pública eficaz e eficiente, de forma concreta, o que seria? Uma gestão pública eficaz e eficiente concretiza-se na capacidade do Estado de entregar bens e serviços de qualidade à população, utilizando de forma racional os recursos públicos disponíveis e alcançando os objetivos previamente definidos. Trata-se de um conceito ancorado no princípio da eficiência, incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do artigo 37 da Constituição Federal, especialmente após a Emenda Constitucional nº 19/1998. Do ponto de vista analítico, distingue-se eficácia de eficiência. A eficácia refere-se ao grau de alcance das metas e objetivos das políticas públicas, enquanto a eficiência diz respeito à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados, ou seja, à capacidade de produzir mais e melhores resultados com menor custo relativo. Essa distinção é amplamente discutida na literatura de administração pública e foi reforçada pelas reformas inspiradas na chamada Nova Gestão Pública, que introduziu uma orientação mais clara para resultados, mensuração de desempenho e accountability. Na prática, uma gestão pública eficaz e eficiente se materializa por meio de três pilares principais. O primeiro é o planejamento estratégico associado à gestão por resultados, com definição clara de metas, monitoramento contínuo por indicadores e avaliação sistemática de impacto. O segundo é a otimização de recursos, que envolve o uso intensivo de tecnologias, digitalização de processos e aprimoramento dos mecanismos de controle e gestão fiscal. O terceiro é a transparência aliada à participação social, garantindo prestação de contas e alinhamento das políticas às reais necessidades da população. Experiências recentes no Brasil demonstram que esses elementos são viáveis e produzem resultados concretos quando implementados de forma integrada, evidenciando que a eficiência na gestão pública não é um ideal abstrato, mas um atributo alcançável mediante capacidade institucional e governança adequada. Quais os principais gargalos que enfrentamos na gestão pública aqui em Pernambuco atualmente? Os gargalos da gestão pública em Pernambuco refletem, em grande medida, desafios estruturais do federalismo brasileiro, combinados com especificidades regionais. Entre os principais entraves, destacam-se a burocracia excessiva, limitações de infraestrutura, desigualdades territoriais e fragilidades na capacitação técnica de gestores, especialmente no nível municipal. A burocracia administrativa ainda representa um obstáculo significativo à eficiência estatal. Procedimentos complexos e excessivamente formais, particularmente nas áreas de compras públicas e execução orçamentária, reduzem a agilidade da ação governamental e podem elevar custos. Embora a burocracia tenha função de controle e legalidade, sua rigidez, quando não acompanhada de modernização, compromete a capacidade de resposta do Estado. No campo estrutural, persistem limitações importantes de infraestrutura logística e produtiva. A baixa integração multimodal, gargalos no transporte e a lentidão na implementação de projetos estratégicos dificultam o escoamento da produção e reduzem a competitividade regional. Além disso, há forte concentração econômica em áreas específicas, como a Região Metropolitana do Recife e polos dinâmicos como Petrolina, enquanto grande parte do interior permanece dependente de transferências governamentais. Outro ponto crítico é a capacidade institucional dos entes subnacionais, especialmente das pequenas prefeituras. Muitos municípios enfrentam dificuldades na elaboração, execução e monitoramento de políticas públicas, em razão de limitações técnicas e gerenciais. Indicadores de gestão municipal apontam fragilidades recorrentes em áreas como planejamento, gestão fiscal e captação de recursos. Assim, os gargalos não se restringem à escassez de recursos, mas envolvem sobretudo desafios de governança, coordenação federativa e desenvolvimento de capacidades estatais. Quais reformas estruturais Pernambuco precisa enfrentar para dar um salto de qualidade na gestão pública nas próximas décadas? Para promover um salto qualitativo na gestão pública nas próximas décadas, Pernambuco precisa avançar em um conjunto de reformas estruturais interdependentes, que articulem modernização do Estado, desenvolvimento econômico e redução de desigualdades regionais. A primeira dimensão refere-se à infraestrutura logística e digital. A conclusão de projetos estratégicos de transporte, aliada à ampliação da conectividade digital e à universalização de serviços essenciais como saneamento, é fundamental para reduzir custos sistêmicos e ampliar a competitividade da economia estadual. Infraestrutura, nesse sentido, não é apenas um vetor econômico, mas também um elemento central de inclusão social. A segunda dimensão envolve a melhoria do ambiente de negócios, com foco na desburocratização e simplificação regulatória. A digitalização de serviços públicos, a modernização dos processos licitatórios e a redução de entraves administrativos são medidas que aumentam a produtividade, atraem investimentos e fortalecem a transparência. Pernambuco já dispõe de um ecossistema relevante de inovação, que pode ser melhor explorado como indutor de transformação do setor público. A terceira dimensão diz respeito à diversificação e interiorização do desenvolvimento econômico. O turismo, por exemplo, possui grande potencial, mas ainda é concentrado em áreas específicas do litoral. A estruturação de arranjos produtivos locais no interior, especialmente nos setores agroindustrial e logístico, pode reduzir assimetrias regionais e promover maior dinamismo econômico.Por fim, é fundamental avançar na qualificação da gestão pública, com investimento contínuo na formação de gestores, fortalecimento de carreiras técnicas e institucionalização de práticas de gestão por desempenho. Sem capacidade estatal qualificada, reformas estruturais tendem a perder efetividade. Que exemplos nacionais ou internacionais de gestão pública poderiam inspirar um novo ciclo de desenvolvimento para Pernambuco e quais seriam os primeiros passos para essa mudança? A experiência internacional e nacional oferece referências importantes para a construção de um

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Pernambuco em Perspectiva: Gestão pública eficaz é essencial para um projeto de futuro do Estado

Especialistas defendem que, além de ter transparência, gerir bem os recursos e ter capacidade de execução, os gestores públicos devem promover o planejamento de longo azo, numa visão que extrapole os quatro anos de seus mandatos. *Por Rafael Dantas Os desafios para o Estado nas próximas décadas passam tanto pela superação de problemas históricos ainda não resolvidos quanto pelo enfrentamento de novos cenários impostos ao planeta, como os efeitos extremos das mudanças climáticas e o avanço do narcotráfico. Nesse contexto, um dos pilares apontados pelo projeto Pernambuco em Perspectiva para enfrentar problemas e desenhar um novo ciclo de desenvolvimento é a gestão pública eficaz. O diagnóstico, elaborado pelo núcleo técnico da pesquisa, indica que, associada à ciência, tecnologia e inovação e ao empreendedorismo dinâmico, a máquina pública terá maior capacidade de resolver os diversos problemas contemporâneos. Esse, porém, segue como um gargalo importante, tanto em nível local quanto nacional. “O modelo de desenvolvimento com ciência, tecnologia e inovação alimenta uma gestão pública eficaz de modo a que se possa ter uma infraestrutura adequada, uma educação de alta qualidade e uma sustentabilidade ambiental e climática”, afirmou o consultor Francisco Cunha ao longo dos seminários do projeto. Ele ressaltou ainda que é no esforço articulado entre a sociedade, o governo e a academia que é possível construir um planejamento com consistência. É desse esforço, que tem a máquina pública como pilar de articulação, que nascem planos, programas e projetos capazes de dar musculatura e capacidade de execução às demandas da sociedade e aos desafios contemporâneos. No entanto, a ineficácia da gestão pública brasileira é um problema conhecido e mensurado: o ICI (Índice de Capacidade Institucional), da Fundação Dom Cabral, indicou, em 2023, que as perdas decorrentes dessa ineficiência chegam a cerca de 20% do PIB nacional. Além desse problema nacional, estudos comparados entre os Estados brasileiros apontam que Pernambuco está longe da liderança. No Ranking da Competitividade do CLP – Centro de Liderança Pública, Pernambuco está apenas na 19ª colocação. Quando observada especificamente a eficiência da máquina pública, o Estado fica em 15º lugar. Esse estudo não mede apenas o Poder Executivo, mas também o Legislativo, o Judiciário, além de indicadores como transparência, oferta de serviços digitais e equidade de gênero.  “O pilar de Eficiência da Máquina Pública avalia aspectos como qualidade da gestão fiscal, transparência e a capacidade administrativa do Estado. Pernambuco já deu sinais positivos ao avançar em Solidez Fiscal, o que é um requisito relevante para ganhos de eficiência. O principal desafio agora é transformar esse ajuste fiscal em melhoria na qualidade do gasto e na entrega de serviços públicos, consolidando uma gestão mais ágil e orientada a resultados”, afirmou Wesley Barcelos, analista de relações governamentais e competitividade do CLP. “Pernambuco avançou em Solidez Fiscal, o que é um requisito relevante para ganhos de eficiência. O principal desafio agora é transformar esse ajuste fiscal em melhoria na qualidade do gasto e na entrega de serviços públicos.” Wesley Barcelos OS GARGALOS LOCAIS Muitos dos gargalos que afetam a gestão pública em Pernambuco, na análise do economista e coordenador geral de pós-graduação da UNIT-PE, Edgard Leonardo, refletem desafios nacionais, com alguns elementos específicos da região. “Entre os principais entraves, destacam-se a burocracia excessiva, limitações de infraestrutura, desigualdades territoriais e fragilidades na capacitação técnica de gestores, especialmente no nível municipal”, apontou. Fora do núcleo de grandes municípios, como os da Região Metropolitana do Recife e polos do interior, como Caruaru e Petrolina, e de algumas prefeituras de menor porte que conseguiram avançar na gestão, a maior parte dos entes municipais ainda depende de transferências governamentais para se viabilizar. No último ranking municipal do CLP, por exemplo, no indicador de funcionamento da máquina pública, a liderança é do Recife, seguido por Serra Talhada e Caruaru. Conceitualmente, o CLP – Liderança Pública considera que uma máquina pública eficiente e eficaz deve operar com transparência, custo adequado e um corpo de servidores qualificados, capaz de identificar oportunidades e resolver problemas. Nesse sentido, o pilar mede tanto os custos de transação quanto a capacidade do município de identificar e corrigir seus próprios entraves. “Entre os principais entraves, destacam-se a burocracia excessiva, limitações de infraestrutura, desigualdades territoriais e fragilidades na capacitação técnica de gestores, especialmente no nível municipal”. Edgard Leonardo A capacidade institucional dos entes subnacionais é apontada como outro ponto crítico pelo economista, especialmente das pequenas prefeituras. “Muitos municípios enfrentam dificuldades na elaboração, execução e monitoramento de políticas públicas, em razão de limitações técnicas e gerenciais. Indicadores de gestão municipal apontam fragilidades recorrentes em áreas como planejamento, gestão fiscal e captação de recursos. Assim, os gargalos não se restringem à escassez de recursos, mas envolvem sobretudo desafios de governança, coordenação federativa e desenvolvimento de capacidades estatais”. Antes mesmo de considerar a eficiência dos gastos ou a capacidade de execução das obrigações governamentais, o maior problema não é técnico, mas estrutural, na análise do consultor e sócio da TGI, Fábio Menezes. Ele considera que sem a formulação de uma visão estratégica de futuro, as discussões sobre os investimentos e a operação da máquina pública ficam limitadas a temas isolados, como a execução de obras específicas ou decisões pontuais. Em outras palavras, falta um projeto de estado e a definição do que se quer construir no longo prazo. “Sem um projeto de futuro, boas ideias não sobrevivem a um mandato. A principal marca de uma gestão eficaz é a capacidade de formular um projeto de futuro envolvendo a sociedade. A discussão não é se o Estado gasta muito ou pouco, é com o que e com que resultado ele gasta”, explica Fábio Menezes. O resultado desse gargalo estrutural é a continuidade de mandatos que formam uma colcha de retalhos na construção do Estado. “Gestão pública eficiente é farol alto e farol baixo: visão de futuro e capacidade de execução ao mesmo tempo.” PERNAMBUCO TEM CASES DE INSPIRAÇÃO Apesar da crítica ampla, algumas agendas pernambucanas que conseguiram sair de uma lógica de governo, do horizonte de um mandato e de um grupo político, para uma lógica de Estado

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Porto Digital cresce 19% em 2025, supera 24 mil empregos e movimenta R$ 7,4 bilhões

Distrito de inovação do Recife consolida liderança na América Latina com 541 empresas e avança em expansão nacional e internacional O Porto Digital registrou em 2025 um faturamento de R$ 7,4 bilhões, reunindo 541 empresas e 24.079 colaboradores. O desempenho representa um crescimento de 19%. Os números representam uma tendência de forte avanço nos últimos anos, que são comemorados pelo presidente Pierre Lucena. “Os resultados mostram a consistência de um projeto que, ao longo do tempo, conseguiu articular política pública, iniciativa privada e formação de talentos em um mesmo ambiente. O Porto Digital hoje opera em escala, com capacidade de gerar impacto econômico e social e de se conectar com diferentes regiões do Brasil e do mundo”, afirma Pierre Lucena, presidente do Porto Digital. Empresas líderes e diversidade do ecossistema O ecossistema do Porto Digital é composto por multinacionais, grandes companhias nacionais, empresas locais e startups de base tecnológica, evidenciando um ambiente diverso e altamente especializado. No ranking de faturamento, destacam-se nomes como Accenture, Avanade, CESAR, Deloitte, Extreme Group, Incognia, Neurotech, Globo, Safetec e Tempest. Já entre as maiores empregadoras, figuram Accenture, Avanade, CESAR, Datamétrica, Deloitte, FITec, Neurotech, Provider, Serttel e Speedmais. Parcerias e avanço do ecossistema O crescimento do Porto Digital está diretamente ligado à articulação com o Governo de Pernambuco e iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo. Programas como o Inova PE e a expansão para o interior, com a nova sede em Caruaru, têm impulsionado o desenvolvimento regional. Esse ambiente contribuiu para o avanço das startups, que cresceram 72% na região, conforme o Sebrae Startups Report Brasil 2025. Empregos e qualificação profissional O avanço do distrito acompanha o bom momento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Em 2025, Recife liderou o crescimento de empregos formais na área no país, com alta de 15,8%, segundo o CAGED. Iniciativas como o Embarque Digital, em parceria com a Prefeitura do Recife, têm ampliado o acesso à formação tecnológica e contribuído para a oferta de mão de obra qualificada. Expansão e novos projetos estratégicos Além da presença consolidada no Recife, o Porto Digital vem ampliando sua atuação em cidades como Caruaru e Petrolina, além de avançar para outros estados e para o exterior, com iniciativas em Goiás, Brasília, Sergipe e Aveiro, em Portugal. Entre os novos projetos, destaca-se a construção do NERD (Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital), com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2026.

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27.09.2023 Banda Sinfonica do Recife 4 Marcos Pastich Prefeitura do Recife

Agenda cultural do Recife e arredores fervilham de arte, música e tradição no fim de semana

Do circuito das artes visuais aos palcos e às ruas, a capital pernambucana e cidades vizinhas transformam o fim de semana em um mosaico vibrante de experiências culturais, unindo memória, inovação e celebração popular Entre exposições de forte densidade simbólica, shows históricos, festas populares e experiências para todas as idades, o Recife e cidades próximas entram no último fim de semana de março, dos dias 28 e 29, com uma programação que traduz a diversidade cultural pernambucana. Do circuito institucional às manifestações de rua, a agenda reúne eventos gratuitos e pagos. Exposição Tereza Costa Rêgo ocupa a CAIXA Cultural Recife A CAIXA Cultural Recife recebe a mostra “Tereza Costa Rêgo – Sem Concessões”, que reúne 30 obras da artista pernambucana em um percurso que atravessa erotismo, política e memória. Com entrada gratuita, a exposição apresenta desde gravuras da década de 1980 até trabalhos monumentais como Apocalipse de Tereza, reafirmando a potência de uma narrativa feminina e nordestina na arte brasileira. Exposição água como memória e urgência no Museu do Estado No Museu do Estado de Pernambuco, a exposição “Sobre águas”, da artista Vera Reichert, propõe uma imersão sensorial em torno da água como elemento vital e simbólico. Com mais de 100 obras, a mostra articula arte, ciência e crítica ambiental, transformando a visita em um convite à reflexão sobre o futuro do planeta. Bossa Nova em despedida histórica no Teatro RioMar O Teatro RioMar Recife recebe, no domingo (29), o espetáculo “Bossa Sempre Nova”, que marca a última turnê de Roberto Menescal. Ao lado de Patty Ascher e Danilo Caymmi, o show revisita clássicos como Chega de Saudade e O Barquinho, reafirmando a vitalidade do gênero. Recife segue em festa pelos 489 anos As comemorações do aniversário do Recife seguem com programação gratuita espalhada pela cidade. Entre os destaques do fim de semana: cortejos de bois no Bairro do Recife, espetáculos circenses no Parque da Tamarineira e a estreia da peça “O Cão” no Teatro de Santa Isabel. Jazz e Blues ocupam a Mata Sul ​​A Usina de Arte realiza o Usina Jazz & Blues Festival, reunindo shows gratuitos e experiências culturais em meio ao parque artístico-botânico. A programação conecta música, natureza e arte contemporânea, com apresentações ao longo dos dias 28 e 29. Reflexão e humor em “Também Queria Te Dizer” No Teatro Luiz Mendonça, o espetáculo “Também Queria Te Dizer”, estrelado por Emílio Orciollo Neto, propõe uma narrativa intensa sobre relações humanas a partir de cartas que abordam temas como culpa, amor e morte, em tom tragicômico. Caça aos ovos  O Shopping Patteo Olinda promove, nos dias 28 e 29, uma Caça aos Ovos de Páscoa com circuito interativo para crianças. A atividade é gratuita, mas com vagas limitadas e inscrição prévia. Frevo, shows e maratona no Paço do Frevo O Paço do Frevo abre cedo no domingo (29) para receber o público após a Maratona Internacional do Frevo, com shows gratuitos de Nena Queiroga e Bia Villa-Chan na Praça do Arsenal. Brega ganha nova geração no Clube das Pás O Clube das Pás recebe o lançamento da banda DNA do Brega, reunindo nomes tradicionais do gênero em um show que mistura nostalgia e renovação. Maré Cultural ocupa o Recife Antigo A Rua do Bom Jesus recebe a Maré Cultural, feira que reúne 62 artesãos pernambucanos, fortalecendo a economia criativa e integrando a programação cultural do aniversário da cidade. Glauber Rocha em diálogo com artes visuais Na Arte Plural Galeria, o evento “Profecias do Sertão” promove debate, exibição de filmes e visita guiada inspirados na obra de Glauber Rocha. Festival de Hambúrguer  O Plaza Shopping Casa Forte recebe mais uma edição do Festival de Hambúrguer, reunindo operações gastronômicas especializadas em versões artesanais do prato que se reinventou na cena urbana. O evento combina diversidade de sabores com uma programação musical ao vivo. Expo Bonsai no Recife Antigo A Livraria Jaqueira Recife Antigo abre espaço para a Expo Bonsai 2026, evento que reúne cultivadores, especialistas e admiradores da arte milenar japonesa. Mais do que uma exposição, a programação inclui oficinas, palestras e demonstrações técnicas que revelam o cuidado e o tempo envolvidos na construção dessas árvores em miniatura. Amparo 60 A Amparo 60 Galeria promove visita guiada à exposição Recife Original Style, que reúne obras de diferentes artistas em diálogo com a paisagem, os códigos visuais e as narrativas urbanas da cidade. A mostra propõe um olhar múltiplo sobre o Recife contemporâneo, atravessando linguagens como pintura, fotografia e intervenções gráficas.

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Recife sedia Mês Cultural ADENE com agenda de cultura e diplomacia eslovena

Programação celebra os 10 anos do consulado esloveno na capital pernambucana e reúne eventos acadêmicos, artísticos e institucionais ao longo de maio O Mês Cultural ADENE – Maio de 2026 transforma o Recife em um polo de intercâmbio internacional ao longo do mês de maio, com uma programação que integra cultura, diplomacia, gastronomia e educação. Organizado pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, o evento ocorre em paralelo às comemorações do 10º aniversário do Consulado da República da Eslovênia na capital pernambucana. A agenda começa com atividades preparatórias nos dias 23 e 24 de abril e tem abertura oficial marcada para 4 de maio, reunindo representantes diplomáticos, autoridades locais e convidados internacionais. Ao longo do mês, o público terá acesso a uma programação diversificada, com encontros institucionais, debates acadêmicos, exposições artísticas, eventos literários, experiências gastronômicas e ações comunitárias. Entre os destaques estão a assinatura de um acordo de geminação entre cidades, prevista para 5 de maio, além da exposição do artista Vladimir Jazbec, encontros acadêmicos sobre geopolítica contemporânea e palestras em instituições de ensino. A programação inclui ainda uma noite literária com o autor Jurij Hudolin, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Eslovênia. Na gastronomia, restaurantes parceiros participam, entre os dias 12 e 24 de maio, dos Dias do Lúpulo Esloveno e da Kranjska Klobasa, promovendo sabores típicos da culinária do país europeu. Já entre os dias 23 e 25 de maio, a programação se volta para jovens, famílias e estudantes, com oficinas educativas, apresentações culturais e ações de conscientização ambiental ligadas à sustentabilidade, biodiversidade e à importância das abelhas, em sintonia com o Dia Mundial das Abelhas, data instituída pela Organização das Nações Unidas por iniciativa da Eslovênia. O encerramento acontece em 25 de maio, com cerimônia oficial, jantar solene e a entrega da distinção “Amigo da Eslovênia”. Com apoio da Embaixada da República da Eslovênia no Brasil, do consulado honorário no Recife, de municípios parceiros e de universidades da região, a iniciativa reforça os laços bilaterais e projeta Pernambuco como espaço estratégico para cooperação internacional e intercâmbio cultural.

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Recife debate estratégias para enfrentar a elevação do nível do mar em seminário internacional

Evento na UFPE apresenta cenários e propostas desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e holandeses para aumentar a resiliência urbana da capital pernambucana Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Água, o Recife recebe um debate estratégico sobre os impactos das mudanças climáticas e a elevação do nível do mar. O seminário “Recife e os desafios da elevação do nível do mar” reúne pesquisadores do projeto Recife Cidade Parque e da Holanda para apresentar soluções e cenários voltados à adaptação urbana. O encontro ocorre na Universidade Federal de Pernambuco, reunindo especialistas, estudantes e público interessado em temas como oceanografia, arquitetura e planejamento urbano. As propostas foram elaboradas a partir do workshop internacional Recife Exchanges Netherlands (RXN 2025), realizado em 2025 na capital pernambucana. O objetivo central foi projetar cenários futuros para áreas consideradas mais vulneráveis, com base em metodologias inovadoras e abordagem interdisciplinar. Durante o seminário, será lançado o relatório digital com os resultados desse trabalho, ampliando o acesso às discussões e às ideias desenvolvidas. Embora ainda em estágio inicial, as sugestões apresentadas pelos pesquisadores buscam orientar caminhos possíveis para um dos principais desafios urbanos da atualidade. O Recife é apontado como uma das cidades mais vulneráveis do mundo aos efeitos das mudanças climáticas, o que torna o debate sobre adaptação costeira e planejamento urbano ainda mais urgente no contexto local. A metodologia adotada no estudo dividiu o território em três escalas de análise: macro, abrangendo toda a cidade; meso, com foco no Centro Histórico; e a faixa costeira, incluindo áreas como Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem. Para cada uma dessas dimensões, foram desenvolvidas estratégias específicas que dialogam com as características urbanas e ambientais de cada região. Serviço Seminário Recife e os desafios da elevação do nível do marData: 26 de março de 2026Horário: 13h30 às 17h30Local: Auditório do CEERMA (em frente ao CTG) – UFPE Programação Completa 13h30 – Credenciamento 14h – Abertura Roberto Montezuma Professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE e coordenador geral do projeto Recife Cidade Parque e do RXN 2025 14h15 às 15h – Panorama dos desafios do Recife frente à elevação do nível do mar Maria Christina Araújo Professora do Departamento de Oceanografia da UFPE e coordenadora do Eixo Oceanografia do projeto Recife Cidade Parque Syumara Queiroz PhD em Oceanografia e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, Eixo Oceanografia 15h às 16h Macroescala: O Recife Kyria Tsutsumi Arquiteta e Urbanista, professora da Unicap e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, equipe de Projetos Mesoescala: Centro histórico Hannah Oliveira Arquiteta e urbanista, mestranda em Desenvolvimento Urbano e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, Eixo Paisagem Mesoescala: Orla do Recife (Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem) Lane Carvalho Arquiteta e Urbanista, mestranda em Desenvolvimento Urbano e pesquisadora do projeto Recife Cidade, equipe de Projetos Seminário Recife e os desafios da elevação do nível do mar Apresentação dos resultados do workshop internacional Recife Exchange Netherlands – RXN 2025 Data: 26.03.26 Hora: 13h30h às 17h30 Local: Auditório do CEERMA (em frente ao CTG) – UFPE

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Cromossomo do amor: qualidade de vida transforma trajetórias de pessoas com síndrome de Down

No mês de conscientização da síndrome de Down, especialistas destacam nutrição, psicomotricidade e fisioterapia como pilares para autonomia e inclusão desde os primeiros meses de vida, além de outras terapias Há quem diga que o cromossomo 21 carrega mais do que uma alteração genética. Carrega afeto, potência e humanidade. Conhecida como a trissomia do 21, a Síndrome de Down vem sendo ressignificada ao longo das últimas décadas, deixando de ser vista sob o viés da limitação para ocupar um espaço de protagonismo, desenvolvimento e qualidade de vida. No mês dedicado à conscientização sobre essa neurodivergência, o olhar se volta não apenas para o diagnóstico, mas principalmente para as possibilidades. E é nesse território de possibilidades que a qualidade de vida ganha centralidade. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e suporte familiar estruturado são determinantes para que crianças com síndrome de Down desenvolvam autonomia, habilidades funcionais e participação social plena. Entre os pilares desse cuidado estão a nutrição, a psicomotricidade, a fisioterapia, a psicologia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, áreas que, quando integradas, potencializam resultados e ampliam horizontes. O Instituto Maria, iniciativa mantida pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), desenvolve trabalho gratuito para pacientes com síndrome de Down. Nutrição como base para o desenvolvimento  A alimentação é um dos primeiros e mais decisivos fatores na construção da qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down. De acordo com a nutricionista Laryssa Agra, o acompanhamento nutricional vai muito além da escolha dos alimentos. “A nutrição atua diretamente no desenvolvimento global da criança, influenciando desde o crescimento até aspectos cognitivos e imunológicos. No caso da síndrome de Down, precisamos ter um olhar ainda mais atento para o metabolismo e para as particularidades hormonais”, explica. Um dos pontos de atenção é a tendência ao sobrepeso e à obesidade, condição frequente nesse público. “Existe uma predisposição metabólica, associada, entre outros fatores, à taxa basal de hormônios ligados ao metabolismo lipídico, como a leptina. Isso exige monitoramento constante e estratégias nutricionais individualizadas”, detalha. A introdução alimentar também demanda cuidado técnico e sensibilidade familiar. É o que vivencia Íris Miguel, mãe de Ially Miguel, que iniciou acompanhamento no Instituto Maria com apenas 36 dias de vida. Hoje, com um ano e seis meses, Ially apresenta evolução consistente. “Desde o começo, eu aprendi que cada conquista é única. A alimentação dela é acompanhada de perto, e eu observo tudo, a aceitação dos alimentos, a mastigação, o interesse. A gente entende que não é só comer, é desenvolver”, relata. Laryssa Agra reforça que o papel da família é estratégico. “Os responsáveis são parte ativa do processo. A gente orienta, acompanha e ajusta, mas é no dia a dia que a nutrição se concretiza. Quando há esse alinhamento, os resultados aparecem de forma mais consistente”, afirma. Psicomotricidade e a construção da autonomia  Se alimentar bem é essencial, movimentar-se com consciência é igualmente determinante. A psicomotricidade surge como um eixo estruturante no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, trabalhando a integração entre corpo, mente e emoção. Segundo o psicomotricista Wilson Souza, o trabalho é focado na construção da autonomia funcional. “A psicomotricidade atua na base do desenvolvimento humano. A gente trabalha coordenação, equilíbrio, lateralidade, percepção corporal e organização espacial. Tudo isso impacta diretamente na capacidade da criança de interagir com o mundo”, explica. Ele destaca que crianças com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular e atrasos no desenvolvimento motor, o que torna a intervenção ainda mais relevante. “Quando estimulamos de forma adequada, conseguimos ganhos importantes na postura, no controle motor e na independência. Isso se reflete em atividades simples do cotidiano, como sentar, andar, brincar e se comunicar”, afirma. Além dos aspectos físicos, a psicomotricidade também atua na dimensão emocional. “O corpo é a primeira forma de expressão. Quando a criança se reconhece e se apropria do próprio corpo, ela ganha confiança. E confiança é essencial para o desenvolvimento global”, completa Wilson Souza. Fisioterapia e ganho funcional  Complementando esse cuidado, a fisioterapia desempenha papel central na promoção de funcionalidade e prevenção de complicações. A fisioterapeuta Lais Martins destaca que o acompanhamento deve ser contínuo e personalizado. “A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no alinhamento postural e na melhoria da mobilidade. No caso da síndrome de Down, trabalhamos muito para minimizar os efeitos da hipotonia e prevenir alterações ortopédicas”, explica. Entre os principais benefícios estão a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da resistência física. “Quanto mais cedo iniciamos, maiores são as chances de promover independência. O objetivo é que essa criança consiga realizar atividades do dia a dia com o máximo de autonomia possível”, afirma. Lais Martins ressalta que o trabalho é integrado com outras áreas. “Nenhuma intervenção acontece de forma isolada. A fisioterapia conversa com a nutrição, com a psicomotricidade e com outras especialidades. É esse olhar multidisciplinar que garante resultados mais efetivos”, pontua. A atuação integrada de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional amplia o olhar sobre o desenvolvimento, considerando aspectos emocionais, comunicacionais e funcionais que são determinantes para a autonomia e a inclusão social. Psicologia e fortalecimento emocional A psicologia atua como um eixo estruturante tanto para a criança quanto para a família. O acompanhamento envolve o desenvolvimento emocional, o estímulo à socialização e o suporte aos responsáveis, especialmente no processo de adaptação ao diagnóstico. Segundo a psicóloga e coordenadora multidisciplinar do Instituto Maria, Pauline Freitas, o trabalho começa desde os primeiros contatos com a família. “A chegada do diagnóstico mobiliza muitas emoções. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar essa família a compreender que existe um caminho possível, com desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma. No atendimento às crianças, o foco está no estímulo das habilidades socioemocionais. “Trabalhamos aspectos como vínculo, interação, regulação emocional e construção da autonomia. Cada avanço, por menor que pareça, tem um impacto significativo no desenvolvimento global”, explica. Pauline destaca ainda que o suporte contínuo às mães e responsáveis é fundamental. “Quando a família está fortalecida emocionalmente, ela se torna uma aliada potente no processo terapêutico. Isso muda completamente a trajetória da criança”, pontua. Fonoaudiologia e desenvolvimento

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IBGE inaugura nova unidade da Casa Brasil em parceria com a Fundaj no Recife

Espaço amplia acesso a dados estatísticos e reforça cooperação institucional no Nordeste O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) inauguraram nesta terça-feira (24) a nova unidade da Casa Brasil IBGE Fundaj – Recife. Localizado no Campus Gilberto Freyre, no bairro de Casa Forte, o espaço foi apresentado pelo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e pela presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar. “Hoje estamos aqui nessa parceria para materializar uma política que permita a acessibilidade às informações e aos dados a todos os brasileiros e não apenas a uma parte. Essa Casa Brasil, não tenho dúvida, será uma referência da forma inovadora de levar as informações a todos os que estão interessados em conhecer melhor o nosso País e, sobretudo, transformá-lo. Neste sentido, o desafio é enorme, porque estamos em uma sociedade de serviços, hiperconectada, da chamada era digital e de governos e sociedade cada vez mais orientados por dados“, afirmou Márcio Pochmann. Expansão da rede no Nordeste A nova instalação passou a integrar a estratégia do IBGE de ampliar a rede Casa Brasil na região Nordeste, com foco na democratização do acesso a informações estatísticas e geocientíficas. A iniciativa também fortaleceu a cooperação entre as duas instituições federais, promovendo ações conjuntas voltadas à disseminação científica e cultural. Acesso a dados e infraestrutura digital O espaço passou a contar com totens interativos, computadores para pesquisa, mapas e diversos produtos digitais. Por meio dessas ferramentas, o público pode acessar diretamente o acervo do IBGE, que reúne cerca de um trilhão de variantes e 1,5 bilhão de dados, disponíveis para estudos acadêmicos, formulação de políticas públicas e atividades educacionais. O funcionamento foi estabelecido de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Acesso à informação e formação cidadã Durante a inauguração, a presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar, enfatizou a importância da integração entre educação, cultura e acesso à informação. “Eu, que sou uma pessoa originalmente da educação, entendo que a mudança de mentalidade, a formação humana e o desenvolvimento de crianças e jovens estão diretamente ligados à capacidade de unir cada vez mais essas duas dimensões: educação e cultura. Acho que é uma chave valiosa, especialmente no momento atual, em que vemos tanto ódio espalhado na sociedade e tanta desigualdade. Então, abrir um espaço para refletir sobre a realidade brasileira e ter acesso a esses dados de forma muito mais fácil do que anteriormente significa dar um passo adiante”, afirmou Márcia Angela Aguiar. Formação e atividades educativas Além do acesso às bases de dados, a unidade passou a sediar ações de formação, exposições e atividades educativas. A proposta é integrar o espaço à rotina acadêmica do campus, ampliando a circulação do conhecimento sobre o Brasil e estimulando o uso qualificado das informações produzidas pelo Instituto. Rede nacional em expansão Com a inauguração, o Brasil passou a contar com sete unidades da Casa Brasil IBGE. Até então, três estavam localizadas no Nordeste: uma no Recife, na Sudene, outra em Fortaleza (CE) e a terceira em Salvador (BA). As demais funcionam no Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (MG) e Belém (PA). A rede foi criada para aproximar a produção de dados da sociedade e fortalecer o diálogo com a pesquisa acadêmica. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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