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Recife cria um em cada três empregos formais de Pernambuco em 2025, segundo o Caged

Capital gerou quase 23 mil empregos com carteira assinada e cresceu acima da média nacional, segundo Ministério do Trabalho O Recife encerrou 2025 com saldo positivo de 22.958 empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O desempenho superou o resultado de 2024, quando a cidade havia registrado 20.379 vagas, e fez com que a capital concentrasse cerca de um em cada três postos de trabalho com carteira assinada gerados em Pernambuco no ano passado. No mesmo período, o estado contabilizou saldo positivo de 72.565 empregos. O crescimento do emprego formal no Recife também ficou acima da média nacional. Enquanto a capital pernambucana avançou 4,1% em relação a 2024, o Brasil apresentou alta de 2,7% no estoque de vagas com carteira assinada. O resultado reforça a posição do município como um dos principais polos de dinamização do mercado de trabalho no Nordeste, impulsionado pela diversificação de atividades econômicas e pelo ambiente favorável aos negócios. Para a gestão municipal, o desempenho reflete políticas voltadas à atração de investimentos e à formalização do emprego. “Os dados do Caged refletem o trabalho incansável que a Prefeitura do Recife vem fazendo gerando oportunidades de emprego, desburocratizando a abertura de novas empresas e se consolidando como uma cidade atrativa para o ambiente de negócios”, afirmou Carlos Andrade Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife. Entre os setores, os Serviços lideraram a geração de vagas em 2025, com saldo de 16.736 empregos, o equivalente a cerca de 73% do total do município. O grupamento encerrou o ano com 389.207 vínculos formais e crescimento de 4,49% no estoque. A Construção Civil teve saldo de 4.369 postos e apresentou a maior variação relativa, com expansão de 11,55%, alcançando 42.207 empregos formais, indicando forte ritmo de crescimento proporcional do setor. A Indústria contribuiu com 1.178 novas vagas, fechando 2025 com 40.169 vínculos e crescimento de 3,02% no estoque. O Comércio registrou saldo positivo mais moderado, de 691 empregos, mantendo relativa estabilidade, com alta de 0,63%. Já a Agropecuária apresentou saldo residual negativo, com impacto pouco significativo no resultado geral. No conjunto, os dados do Novo Caged mostram que a expansão do emprego formal no Recife ocorreu de forma distribuída entre os principais setores da economia, com desempenho superior ao observado no ano anterior.

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Quando a orquestra toca, o frevo toma conta: YouTube celebra o Carnaval 2026

O projeto “Quando a Orquestra Toca” valoriza músicos e orquestras de frevo, ampliando a visibilidade do ritmo que é símbolo do Carnaval pernambucano e da cultura brasileira Recife e Olinda serão palco, no Carnaval 2026, de uma das mais abrangentes iniciativas de valorização cultural já realizadas pelo YouTube no Brasil. Com foco nas orquestras de frevo, a plataforma lança em Pernambuco um projeto que une pesquisa inédita, preservação da memória, ações presenciais e capacitação, reforçando o papel da cultura como vetor de desenvolvimento econômico e social.  O projeto, nomeado “Quando a Orquestra Toca – O Brasil freva junto”, parte de uma ideia simples e profundamente simbólica: é o som das orquestras que ativa o frevo, a dança, a festa e a memória coletiva. Antes do passo e da folia, existe a música. E é ela que conecta território, identidade e pertencimento.  Pesquisa   O núcleo do projeto é um inventário cultural das orquestras de frevo de Recife e Olinda, realizado pela Quaest Pesquisa e Consultoria a pedido do YouTube. O estudo multimétodos, mapeia a trajetória, os desafios e o impacto socioeconômico desses grupos, gerando uma base de dados inédita. Antes do lançamento público, o Relatório e o Mapa das Orquestras serão entregues aos maestros em reconhecimento ao seu protagonismo.  O levantamento identificou 322 grupos musicais de Frevo em Recife e Olinda, evidenciando a dimensão real do ecossistema que sustenta o Carnaval e a cultura pernambucana ao longo do ano, e não apenas nos dias de festa. O estudo mostra que o frevo é central na vida dos músicos, mas essa centralidade não se traduz em renda. A maioria dos maestros e músicos precisa manter outras profissões para sobreviver, revelando os desafios estruturais do trabalho cultural, especialmente fora do período carnavalesco.  Na etapa qualitativa, foram entrevistados 20 atores no total, entre maestros e maestrinas de orquestras de frevo de Recife e Olinda. As entrevistas foram realizadas de forma presencial e em profundidade, ao longo de 18 encontros.   O levantamento identificou 322 grupos musicais de Frevo em Recife e Olinda, evidenciando a dimensão real do ecossistema que sustenta o Carnaval e a cultura pernambucana ao longo do ano, e não apenas nos dias de festa. O estudo mostra que o frevo é central na vida dos músicos, mas essa centralidade não se traduz em renda. A maioria dos maestros e músicos precisa manter outras profissões para sobreviver, revelando os desafios estruturais do trabalho cultural, especialmente fora do período carnavalesco.  A diretora de Sustentabilidade e Riscos da Quaest, Marina Siqueira, destaca o valor do trabalho: “O ineditismo da pesquisa está em tratar o frevo não apenas como patrimônio simbólico, mas como um sistema cultural, econômico e territorial que precisa ser compreendido com evidências.”  Curta Documentários  A iniciativa também contempla uma série de ações que conectam memória e futuro, incluindo curta documentários produzidos pelo canal do YouTube @AmadoMundo sobre os saberes e histórias das orquestras, criando um acervo audiovisual permanente. Os filmes serão lançados em um evento aberto ao público, no dia 02 de fevereiro no Paço do Frevo, e após a data, oferecidos gratuitamente para a rede pública de ensino de Recife e disponibilizados na plataforma.  “Os documentários contarão as histórias e os personagens por trás do Galo da Madrugada, do maracatu e das Orquestras Henrique Dias e Maestro Oséas. Todos poderão ser vistos gratuitamente no canal do Amado Mundo no YouTube a partir de 3 de fevereiro”, explicou o publisher do Amado Mundo, Guilherme Amado.  Cultura  Essa atuação local se conecta a um impacto nacional mais amplo. Segundo estudo da Oxford Economics, o YouTube contribuiu com R$ 4,94 bilhões para o PIB brasileiro em 2024 e viabilizou mais de 130 mil empregos equivalentes em tempo integral.   “O YouTube é, ao mesmo tempo, palco cultural e motor econômico. Quando investimos em criatividade, estamos investindo em renda, emprego, pertencimento e identidade. Nosso compromisso é dar voz aos muitos Brasis, dando visibilidade às culturas locais, fortalecendo comunidades e conectando criadores a oportunidades reais de desenvolvimento social e econômico em todo o país”, afirma Alana Rizzo, Diretora de Políticas Públicas e Relações Governamentais do YouTube para a América Latina.  Outro eixo central é a casa Carnaval das Memórias, que funcionará no Centro Histórico de Olinda durante o período carnavalesco, para convidados. O espaço foi concebido como um lugar vivo de encontro, exibição e celebração, reunindo arquivos audiovisuais, ativações culturais e experiências presenciais que colocam as orquestras no centro da narrativa.  Lançamento e Programação  Longevidade do patrimônio   Além da preservação, o projeto aposta na longevidade. Em parceria com a startup de impacto Hub.Periférico, que faz parte da Associação Fruto da Favela, serão oferecidas às orquestras, fazedores de cultura e jovens, oficinas de empreendedorismo criativo e criação de conteúdo, com foco em visibilidade, governança e sustentabilidade financeira. A proposta é garantir que tradição e inovação andem lado a lado, colaborando na construção de caminhos concretos para o futuro dessas instituições culturais.  Impacto do YouTube na Economia Criativa  Segundo pesquisa realizada pela Oxford Economics realizada em 2024 sobre o ecossistema do YouTube  · 81% dos usuários dizem encontrar conteúdo que reflete sua cultura. · 71% dos criadores que monetizam afirmam que o YouTube gerou oportunidades em suas regiões. · 65% dos brasileiros acreditam que a plataforma ajuda a preservar a história e cultura locais.

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Recife e seus cinemas de rua: imagens de uma cidade que aprendeu a sonhar na tela grande

No embalo da indicação de O Agente Secreto ao Oscar 2026, seleção de fotos resgata salas históricas do Recife e relembra uma tradição cultural espalhada por toda a cidade No embalo da indicação de O Agente Secreto ao Oscar 2026, a coluna Pernambuco Antigamente propõe uma viagem visual e afetiva pelos cinemas de rua que marcaram a história do Recife. Muito antes do consumo doméstico de filmes em telas individuais, eram essas salas espalhadas pela cidade, nos bairros e, sobretudo, no Centro, que concentravam o encontro do público com as novidades da sétima arte e ajudavam a moldar a vida cultural urbana. O Recife chegou a ter dezenas de cinemas distribuídos por diferentes regiões. Bairros como Casa Amarela, com o Cine Rivoli, e a Torre, com sua própria sala, conviviam com uma forte concentração de cinemas no Centro da cidade, que reunia o maior número desses espaços. Segundo Lúcia Gaspar, da Fundação Joaquim Nabuco, o primeiro cinema do Recife foi o Pathé, inaugurado em 1909, na Rua Nova. Meses depois, surgiu o Royal, na mesma via, que funcionou até 1954. O Teatro Santa Isabel também chegou a operar como cinema, em 1913. Antes da inauguração do mais emblemático cinema da capital, diversas outras salas já haviam deixado sua marca na paisagem urbana, como o Moderno, o Glória e o Ideal. O São Luiz, símbolo maior dessa tradição, só viria na década de 1950. Como registra Lúcia Gaspar no artigo Cinemas Antigos do Recife, “O cinema São Luiz, pertencente ao grupo de Luiz Severiano Ribeiro, foi inaugurado no térreo do Edficio Duarte Coelho, no dia 7 de setembro de 1952, com modernas e luxuosas instalações”. Hoje, mesmo com o fechamento de muitas dessas salas, o Recife ainda preserva uma herança significativa dos cinemas de rua. Essa resistência se expressa tanto na permanência do Cine São Luiz — espaço de forte valor simbólico e estético, inclusive na obra de Kleber Mendonça Filho — quanto nas salas mantidas pela Fundação Joaquim Nabuco e algumas poucas salas no interior, que continuam reafirmando a importância da experiência coletiva do cinema. As imagens reunidas a seguir ajudam a reconstituir essa memória e a dimensão cultural que essas salas tiveram na formação da cidade.. Clique nas imagens para ampliar.. Cine Rivoli, em Casa Amarela, na década de 1980 (Página Recife Antigamente) Cinema da Torre Cinema São Luiz Cine Teatro do Parque (Foto: Antônio Tenório/Museu da Cidade do Recife) .Cine Art Palácio (Foto: Gustavo Maia/página do Facebook Prédios do Recife) Cine Trianon  (frame do vídeo e livro Cinemas de Rua do Recife – Ontem e Hoje, de Lucas Rigaud, com a pesquisa da arquiteta Kate Saraiva) Cinema Veneza Foto: Kleber Mendonça Filho, 1991 Cine Albatroz (Imagem recuperada com o ChatGPT) Agora, é hora de torcer pelo Oscar. E, se estiver pelo Recife, vale aproveitar a ocasião para passar pelo Cine São Luiz ,não apenas para assistir a um filme, mas para vivenciar um espaço que segue projetando, na tela e na cidade, a memória viva do cinema. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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Recife registra queda de 6,5% no custo da cesta básica no segundo semestre de 2025

Capital pernambucana acompanha tendência nacional de redução dos preços dos alimentos, segundo balanço da Conab e do Dieese O custo da cesta básica no Recife caiu 6,51% no segundo semestre de 2025, acompanhando o movimento de redução registrado em todas as capitais brasileiras no período. De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, o valor médio da cesta na capital pernambucana passou de R$ 637,62 em junho para R$ 596,10 em dezembro, uma redução acumulada de R$ 41,52. O resultado faz parte dos primeiros seis meses da ampliação da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, que passou a abranger as 27 capitais do país. A iniciativa, firmada em agosto de 2025, permitiu uma leitura mais abrangente do custo de vida urbano e mostrou uma queda generalizada dos preços no período, com variações negativas que chegaram a 9,08% em Boa Vista e ficaram em 1,56% em Belo Horizonte, a menor retração do país. No Nordeste, o Recife apresentou desempenho intermediário, com queda superior à registrada em Salvador (-2,62%) e São Luís (-3,95%), e próxima a capitais como Natal (-6,25%) e João Pessoa (-6,05%). Fortaleza liderou a redução na região, com recuo de 7,90% no semestre. A diminuição dos preços na capital pernambucana reflete, sobretudo, a queda expressiva de itens como arroz, feijão, tomate e leite, que puxaram o custo médio da cesta para baixo. Em nível nacional, a Conab destaca que o comportamento dos preços está associado ao aumento da oferta de alimentos, resultado de uma safra recorde e do fortalecimento das políticas de abastecimento. A ampliação da produção, aliada à normalização de cadeias logísticas e à redução de pressões climáticas em algumas culturas, contribuiu para aliviar o orçamento das famílias nas principais regiões metropolitanas. A continuidade do monitoramento mensal dos preços em todas as capitais passa a ser uma ferramenta estratégica para a formulação de políticas públicas de segurança alimentar. No caso do Recife, a queda no custo da cesta básica representa um alívio relevante para as famílias de menor renda, ainda que o valor absoluto dos alimentos siga elevado e sensível a oscilações sazonais e macroeconômicas.

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Recife sedia Conferência Nacional de Slots da Anac e passa a influenciar a malha aérea brasileira

Evento reúne companhias aéreas e gestores aeroportuários para definir pousos e decolagens da temporada Summer 26 Recife recebe, a partir desta quarta-feira (21), a Conferência Nacional de Slots – temporada Summer 26, encontro estratégico que define os rumos da malha aérea nacional. Pela primeira vez, a Aena Brasil é anfitriã do evento, organizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com apoio da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco, por meio da Empetur. A programação segue até a próxima sexta-feira (23), no Novotel Recife Marina, no bairro de São José. A conferência tem como foco a gestão eficiente da infraestrutura aeroportuária do País, reunindo representantes de companhias aéreas e administradoras de aeródromos para discutir a distribuição e o ajuste dos horários de pousos e decolagens em todo o território nacional. As decisões tomadas no encontro impactam diretamente a conectividade aérea, a oferta de voos e o uso da capacidade dos aeroportos brasileiros. A solenidade de abertura da Conferência Nacional de Slots – Recife Summer 26 acontece às 9h desta quarta-feira, com a presença de gestores da Anac, diretores da Aena Brasil, autoridades públicas e participantes do setor aéreo. Após a cerimônia inicial, têm início as rodadas técnicas de trabalho, que se estendem ao longo dos três dias de evento. Além das discussões técnicas, a programação inclui atividades culturais e turísticas voltadas à apresentação das atrações do Recife aos participantes. A iniciativa busca reforçar o posicionamento da capital pernambucana como hub regional e destino estratégico para o setor aéreo e turístico. A realização da conferência em Recife reforça a relevância do Aeroporto Internacional do Recife no sistema aeroportuário brasileiro e o papel da Aena Brasil na gestão de parte significativa da malha aérea nacional. A concessionária administra atualmente 17 aeroportos no País, incluindo o terminal pernambucano, e responde por cerca de 20% da malha aérea brasileira. ServiçoConferência Nacional de Slots – Summer 26Data: 21 a 23 de janeiro de 2026Local: Novotel Recife Marina – Recife (PE)

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CAIXA Cultural Recife celebra Naná Vasconcelos com show inédito

Espetáculo “Amém & Amem – Naná Vasconcelos 80 Anos” ocupa o palco de 12 a 14 de janeiro e integra as comemorações pelos 165 anos da CAIXA A CAIXA Cultural Recife recebe, de 12 a 14 de janeiro de 2026, o espetáculo “Amém & Amem – Naná Vasconcelos 80 Anos”, um tributo ao percussionista pernambucano que marcou a história da música brasileira e mundial. A temporada integra as comemorações pelos 165 anos da CAIXA e acontece no ano em que se completa uma década da morte de Naná, reunindo no palco Virgínia Rodrigues, Zé Manoel, Lucas dos Prazeres e Marivaldo dos Santos. O show propõe um encontro artístico que revisita o universo sonoro plural e espiritual de Naná Vasconcelos, combinando ancestralidade, improvisação e experimentação. A apresentação do dia 13 de janeiro contará com intérprete de Libras e será seguida de um bate-papo entre público e artistas, ampliando o caráter formativo e afetivo da homenagem. Reconhecido internacionalmente, Naná Vasconcelos (1944–2016) foi eleito nove vezes o Melhor Percussionista do Mundo pela revista Down Beat e venceu oito prêmios Grammy. Nascido no Recife, projetou os sons do berimbau e das raízes brasileiras para o mundo em parcerias com nomes como Milton Nascimento, Don Cherry, Pat Metheny, Egberto Gismonti, Gato Barbieri, Jean-Luc Ponty e a banda Talking Heads. O repertório do espetáculo reúne composições autorais, parcerias emblemáticas e influências de Heitor Villa-Lobos e Milton Nascimento, sob direção musical de Marivaldo dos Santos e direção artística de André Brasileiro. “Esse é um encontro que celebra as sementes musicais plantadas por Naná. Quatro artistas profundamente impactados por sua obra se reúnem para homenagear o mestre, guiados pelo afeto e pela força criativa que ele nos ensinou”, comenta o diretor. Além do show, na terça-feira (13), das 14h às 17h, Lucas dos Prazeres e Marivaldo dos Santos ministram uma oficina de percussão, com foco em técnicas corporais e instrumentais, criação coletiva de grooves e improvisação rítmica. Serão oferecidas 20 vagas, e as inscrições devem ser feitas no site da CAIXA Cultural. ServiçoAmém & Amem – Naná Vasconcelos 80 AnosLocal: CAIXA Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do RecifeDatas: 12 a 14 de janeiro de 2026 (segunda a quarta)Horário: 20hIngressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia – clientes CAIXA e casos previstos em lei), no site da CAIXA CulturalSessão do dia 13 com intérprete de Libras e bate-papo com os artistasClassificação: Livre | Acesso para pessoas com deficiência

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Turismo em Recife cresce nas festas de fim de ano e projeta janeiro mais aquecido

Hotelaria registra alta na ocupação, contrata temporários e aposta na efetivação como oportunidade para 2026 A hotelaria de Recife encerra o ano com resultados positivos no turismo de fim de ano e perspectivas ainda melhores para janeiro. Impulsionado principalmente pelo turismo regional e nacional, o desempenho supera o registrado em 2024 e reflete uma combinação de aumento da demanda, antecipação das reservas e melhor planejamento do setor. As estimativas são construídas a partir do comportamento do mercado nacional, do diálogo com o trade turístico e do acompanhamento de dados internos do Recife Convention & Visitors Bureau. De acordo com a presidente do Recife Convention & Visitors Bureau, Carolina Oliveira, a capital pernambucana vem consolidando um desempenho consistente nesse período. “Ainda há espaço para avançar em estadias mais longas e em maior diversificação do perfil de consumo, mas o desempenho geral é positivo e consistente”, afirma. O Réveillon concentra os picos de ocupação, com hotéis operando próximos da capacidade máxima, enquanto o Natal mantém bons números, com perfil mais familiar e permanências mais curtas. O turismo regional segue como principal base de sustentação da ocupação, especialmente com visitantes oriundos do Nordeste. “Esse movimento reforça a vocação do destino para viagens de curta e média distância, especialmente em momentos de alta demanda. Além do mercado regional, Recife mantém uma demanda consistente de turistas provenientes das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, mercados já consolidados para o destino. O desafio agora é ampliar a permanência média desses visitantes e estimular um consumo mais distribuído ao longo da cidade”, explica Carolina Oliveira. No turismo internacional, o crescimento é gradual, mas consistente em relação ao ano anterior, favorecido pela conectividade aérea, câmbio e ações de promoção do destino. “Esse avanço está relacionado à melhoria da conectividade aérea, ao câmbio favorável e ao trabalho contínuo de promoção do destino. É um crescimento consistente, mas que exige planejamento e constância”, relata. Para ela, o alinhamento entre poder público e iniciativa privada é decisivo para fortalecer o destino: “As entidades públicas têm um papel decisivo, especialmente na organização da programação de Natal e Réveillon, na promoção do destino e na articulação com o trade turístico. O alinhamento entre setor público e iniciativa privada traz segurança ao visitante e gera resultados mais consistentes”. A expectativa para janeiro também é superior à do ano passado, o que levou a hotelaria a se preparar com antecedência, inclusive com a contratação de mão de obra temporária. Apesar dos desafios já conhecidos relacionados à mão de obra, o período de alta segue sendo uma porta de entrada importante para novos profissionais. “Aqueles que se destacam pelo desempenho, comprometimento e alinhamento com a cultura do hotel têm chances reais de efetivação, conforme a necessidade de cada empreendimento”, garante Carolina Oliveira.

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Turismo em Pernambuco cresce 10,5% em receita e Aeroporto do Recife já supera 9 milhões de passageiros

Setor turístico avança no estado enquanto principal terminal aéreo projeta fechar o ano com mais de 9,8 milhões de viajantes O turismo de Pernambuco encerra 2025 com indicadores robustos de crescimento. Entre janeiro e outubro, a receita do setor avançou 10,5%, acompanhando a expansão do volume de atividades turísticas, que cresceu 3,7% na comparação com 2024. No mesmo ritmo, o Aeroporto Internacional do Recife já movimentou 9.035.196 passageiros entre janeiro e novembro, reforçando o papel da conectividade aérea na consolidação do estado como destino turístico estratégico do Nordeste. Superação dos níveis pré-pandemia Na comparação histórica, Pernambuco apresenta desempenho acima dos patamares registrados antes da crise sanitária. Em relação ao acumulado de janeiro a outubro de 2019, o volume de atividades turísticas cresceu 9,0%. A receita do setor atingiu um marco histórico, com alta de 54,2% frente ao período pré-pandemia, evidenciando a recuperação e a maturidade do destino no cenário nacional. Estratégia, promoção e competitividade De acordo com relatório da Empetur, os números refletem a efetividade das estratégias de promoção do destino, além dos investimentos em infraestrutura e conectividade aérea. Para o secretário de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, Pernambuco vive um novo momento. “Estes números mostram que Pernambuco não apenas recuperou o fôlego, mas está operando em um novo patamar de competitividade no cenário nacional, como destaca o relatório do SEP. Com a chegada do verão, temos a oferecer o melhor de nossas belezas naturais, históricas, gastronômicas e também o calor do nosso povo. Estamos preparados para receber turistas de todas às partes do mundo neste período de alta estação. O conjunto desses fatores aumenta a geração de emprego e renda, contribuindo com o desenvolvimento econômico do Estado. Pernambuco é naturalmente incrível”. Crescimento consistente do Aeroporto do Recife O Aeroporto Internacional do Recife mantém trajetória ascendente ao longo de 2025. Apenas em novembro, o fluxo de passageiros cresceu 7,05% em relação ao mesmo mês de 2024 e 20,17% na comparação com novembro de 2019. No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento é de 3,37% frente a 2024 e de 13,82% em relação ao período pré-pandemia, com projeção de fechar o ano acima de 9,8 milhões de passageiros. Malha internacional e perspectivas para a alta estação A expansão da malha aérea internacional tem sido o principal motor do crescimento do terminal. Em novembro de 2025, o fluxo internacional avançou 45,44% na comparação anual e 31,17% frente a 2019. No acumulado do ano, o aumento chega a 32,73% em relação a 2024 e 7,06% ante 2019, segundo dados da AENA Brasil. Sobre o cenário positivo, Kaio Maniçoba destacou: “Estamos vivendo um ano muito positivo que tende a melhorar os resultados positivos com a chegada do verão. Pernambuco pode oferecer aos visitantes belezas naturais, muita história, uma gastronomia peculiar e nossa receptividade. São esses fatores que impulsionam a nossa economia e aumentam a geração de emprego e renda. Convidamos todos os turistas a conhecerem o estado de Pernambuco, naturalmente incrível”.

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Porto Digital chega aos 25 anos com foco no interior e no mercado global

Ecossistema tecnológico comemora o crescimento das empresas e do faturamento, as iniciativas de revitalizar o Bairro do Recife e o incentivo à formação de profissionais da área de inovação *Por Rafael Dantas Há 25 anos, o Bairro do Recife vivia o mesmo esvaziamento que atingia os centros das grandes capitais brasileiras e de várias cidades do mundo. As atividades econômicas tradicionais haviam perdido força, o número de moradores diminuía e o território histórico parecia perder sua função urbana. Foi desse vazio que surgiu o Porto Digital. Hoje, o ecossistema soma 21 mil postos de trabalho, 475 empresas e um faturamento de R$ 6,5 bilhões, números que reforçam uma vocação cada vez mais global. A imersão do setor de tecnologia em inovação e empreendedorismo transformou a paisagem do bairro e segue impulsionando um crescimento que está longe de alcançar seu limite. O desempenho do ecossistema nos últimos anos surpreendeu até o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “Fizemos algumas apostas e deram um resultado muito significativo. A principal delas foi na formação de capital humano. O Porto Digital ultrapassou as nossas expectativas e temos agora a projeção de gerar até 60 mil empregos nos próximos 25 anos”. Com mão de obra qualificada, vinda de diferentes iniciativas, programas e empreendimentos, o Recife se consolidou como um dos principais formadores de profissionais de tecnologia do País. Pierre ressalta que alguns dos gigantes do Porto Digital seguem sendo empresas que nasceram aqui, como o Cesar, a Neurotech e a Tempest. Esses convivem com grandes players nacionais e globais, a exemplo da Accenture que é norte-americana, mas tem sede na Irlanda, e da japonesa NTT Data, e com centenas de startups que estão na batalha para escalar seus negócios. A Stellantis, empresa francesa que tem uma planta industrial em Goiana, também tem um Software Center instalado no ecossistema. É um ambiente dinâmico tanto para a economia, como para o urbanismo local. EMBARQUE DIGITAL Para Pierre Lucena, o Embarque Digital é hoje uma das “infraestruturas invisíveis” mais estratégicas do Porto Digital. O programa, realizado em parceria com a Prefeitura do Recife, amplia a formação em tecnologia na rede pública, democratiza o acesso ao setor e cria uma base de talentos que alimenta diretamente o crescimento do ecossistema. Um marco que, por consequência, tem atraído grandes empresas para o ecossistema e que tem fornecido trabalhadores-empreendedores para alavancar os negócios locais. Um dos jovens recifenses que passou pelo programa e acabou de se formar é Vinicius da Silva Grillo, 22 anos. Ele estava estudando para concursos quando descobriu o Embarque Digital e decidiu concorrer. Ao conseguir a vaga, em 2023, iniciou a formação na Unicap em Sistemas para Internet. A trajetória de Vinícius começou ainda no ensino técnico, na Escola Técnica Estadual Cícero Dias, onde teve o primeiro contato com programação de jogos e fundamentos da tecnologia. Apesar dessa base, a área ainda parecia “nebulosa”. Ao ingressar no curso, Vinícius encontrou uma realidade completamente diferente da formação técnica anterior: mais prática, mais rápida e mais próxima das demandas reais do mercado. A residência de software, realizada em contato direto com empresas do ecossistema, foi o ponto decisivo. Ele participou de desafios com grandes companhias, alternando projetos a cada semestre. Esse contato, afirma, trouxe clareza sobre caminhos possíveis na carreira e sobre como o setor funciona na prática. Depois de concluir o curso, Vinícius chegou à Deloitte, onde atua como analista de sistemas na área de integração e dados. A dinâmica da consultoria, com diferentes projetos, clientes e desafios, o surpreendeu por ser semelhante à lógica do Porto Digital. “É um ecossistema lá dentro também”, destaca. A experiência ampliou sua visão profissional e o motivou a continuar os estudos. Agora, recém-formado, planeja iniciar uma pós-graduação em gestão de projetos e agilidade. “A área de tecnologia tem espaço para todo mundo. O Embarque incentiva muitas meninas na área, o que não era comum até um tempo atrás. Hoje, inclusive, trabalho com pessoas de todas as idades e realidades econômicas”, afirmou. Histórias como a de Vinicius se multiplicaram nos últimos anos, levando o Recife a consolidar-se como a capital brasileira com maior número de estudantes de tecnologia da informação por habitante. Agora, são 717,8 alunos matriculados a cada 100 mil habitantes, segundo o Censo da Educação Superior 2024, uma liderança mantida há sete anos consecutivos e quase 50% acima da segunda colocada, Brasília. Além de registrar um salto no número de concluintes, que passou de 728 em 2022 para 1.427 em 2024, o Embarque Digital tem ampliado a diversidade no setor, com 32% de participação feminina e 60% de estudantes negros, índices muito superiores às médias nacionais. Com modelo pedagógico inclusivo e forte conexão com o mercado, o programa também mantém evasão significativamente menor, cerca de um terço da taxa brasileira. NOVOS INVESTIMENTOS LOCAIS O Recife celebrou o investimento da multinacional francesa Capgemini que passou a integrar o Porto Digital. Para 2026, a empresa deve quadruplicar o seu quadro de profissionais na cidade e criar pelo menos mil novos empregos na capital pernambucana. Outra novidade recente foi a decisão da EY (Ernst & Young) em construir no Recife um Centro de Entrega de Serviços. O empreendimento, que tem centros tecnológicos semelhantes na América Latina apenas na Colômbia e na Costa Rica, deve gerar na capital pernambucana 350 empregos. Nos últimos anos, outros investimentos de destaque que passaram a fazer parte do polo foram a Coca Cola, o Bradesco, a Liferay, a Deloitte e a Baterias Moura. Juntas, apenas essas empresas anunciaram aproximadamente 3 mil vagas. O Banco Inter também reforçará o movimento de chegada de grandes empresas ao Porto Digital. A fintech está se instalando no Paço Alfândega onde alugou o último espaço de aproximadamente 900 m². Segundo Pierre Lucena, o banco já iniciou a reforma do ambiente, que deve abrigar sua nova operação. RECUPERAÇÃO IMOBILIÁRIA Além de gerar empregos, essa dinâmica tem contribuído para a recuperação imobiliária do histórico Bairro do Recife. Nesses 25 anos de atividades, a Área de Arquitetura e Obras do Núcleo de Gestão do Porto

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“2026 será o Ano Cultural Brasil-China e uma ótima oportunidade de aproximação de Pernambuco com os chineses”

Professor da FGV-Rio, Evandro Carvalho fala do evento a ser realizado no Recife, no ano que vem, que visa estimular a aproximação do País com o Gigante Asiático. Afirma que Pernambuco tem uma relação “deficiente” com a China, ao contrário de alguns estados do Nordeste. Ele também analisou o poder do Brics e a relação conflituosa de Trump com o Brasil e o país de Xi Jinping. Berço da primeira República do Brasil e com uma forte cultura que remonta à sua história, Pernambuco, segundo o Evandro Carvalho, professor de Direito da FGV-Rio, apresenta caractrerísticas que facilitariam uma relação econômica mais próxima com a China. “Na filosofia do Tao há uma passagem que diz algo como ‘você olha para a mãe, saberá como são os seus filhos’, ou seja, conhecer o passado é se prevenir contra danos no presente. Isso está muito presente na cultura chinesa, essa valorização da origem das coisas.  Os chineses trabalham muito a questão da história”, constata. Mas Pernambuco também tem um porto moderno e parques tecnológicos que interessam aos chineses. Porém, as relações comerciais com o Gigante Asiático ainda são tímidas e muitas vezes realizadas por intermédio de entidades de São Paulo. “Mas alguns estados nordestinos estabeleceram uma relação direta com os chineses”, alerta o professor que está trazendo para o Estado em 2026 – o Ano Cultural Brasil-China – um evento da revista China Today, que visa promover essa aproximação. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Evandro Carvalho – que também é professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense e da Cátedra Wutong do College of Sinology and Chinese Studies da Universidade de Língua e Cultura de Pequim – fala  da relação de Pernambuco com os chineses. Também  analisa o embate de Donald Trump com o Brasil e o país de Xi Jinping e defende uma institucionalização do Brics. Alguns analistas dizem que Trump decretou a maior tarifação para o Brasil para servir de exemplo, como um recado para a China. Você compartilha desta análise? Diante da ascensão chinesa, Donald Trump quer fortalecer a economia dos EUA. É uma tentativa de conter a China para que ela não se torne a maior economia do mundo e isso possa gerar transformação nas relações de poder do sistema internacional e nos padrões de conduta, valores e visões. A China é o maior parceiro comercial de quase 140 países e tem uma política externa de investimento cada vez mais expansiva. Então, essa é a primeira preocupação de Trump.  Além disso, o método dele para que os países considerem os EUA como principal parceiro é agressivo e antipático. Ele prefere negociações bilaterais, que são sempre muito difíceis. Tem pavor ao multilateralismo e, ao invés de buscar a via diplomática, força uma negociação desejando que a outra parte já inicie de joelhos.  Os países que resistem a isso tornam essa negociação mais dura e ele não tem paciência com esse “jogo de xadrez” mais complexo com figuras como Putin, Xi Jinping e Lula.  Já a Europa, teve um comportamento de submissão às condições estabelecidas por Trump. É um caminho errado porque ele respeita quem o desafia. A presença chinesa na América Latina é outro problema para os EUA por várias razões, incluindo, indiretamente, razões militares. Diante do risco de conflitos entre grandes potências mundiais e se os EUA conseguirem renovar a doutrina Monroe, de América para os americanos, terão recursos disponíveis para aguentar uma guerra, porque terão uma área com terras raras, minérios, petróleo e alimentos.   A presença chinesa gera desconforto e impõe limites aos EUA. Outro fator é o apoio de Trump à expansão da extrema-direita. Bolsonaro chegou a dizer que, se caísse a proibição da sua inelegibilidade e ele fosse novamente presidente, tiraria o Brasil do Brics. É como se dissesse: “Se eu for protegido, lhe entrego tudo que você quer”. Isso era música aos ouvidos do Trump, mas ninguém contava com a capacidade do Lula de lidar com essa situação.  Nesse contexto, qual o papel do Brics?  Com a expansão recente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Irã, Egito e Indonésia, o Brics amplia sua legitimidade, tanto do ponto de vista populacional, quanto econômico. O PIB global que esse grupo representa já era maior que o do G5 e agora é maior que o do G7. Mas não é apenas um grupo de países visando acordos econômicos. Há uma agenda reformista que distingue o Brics de qualquer outro acordo ou agrupamento de países mais voltados às questões de parcerias econômicas.  Quando falamos em reformas como a da ONU, FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e da Organização Mundial da Saúde, o Brics quer ter maior participação, maior poder de influência no mundo, para ampliar a força, a legitimidade dos países em desenvolvimento. É um grupo que precisa ser ouvido pela força que tem por “N” razões. A China gabarita todos os itens. A Rússia não é tão forte quanto o Brasil do ponto de vista econômico, mas é forte militarmente. A Indonésia tem uma grande força no mercado, e uma população que ultrapassou à do Brasil.  Ter uma agenda reformista não significa que o grupo contesta a ordem internacional, pelo contrário, a China e a Rússia estão bem confortáveis no Conselho de Segurança da ONU. Não é uma questão de implodir a ordem, mas avaliar como as diferenças dos países podem ser manejadas. A segunda questão é que essa ampliação aumenta a complexidade do grupo e eu acho isso muito interessante, desafiador, mas a realidade desses países tão diversos é uma grande vantagem. No passado, com a ideia de globalização da década de 90, as diferenças eram vistas de forma negativa. Mas a globalização na perspectiva chinesa é baseada na noção de que a harmonia está nas diferenças.  Eu defendo a institucionalização do Brics, que seria transformá-lo numa organização internacional. Há críticas a essa proposta, como o risco de trazer custos aos estados, burocratizar o processo decisório etc. Porém, não vejo que a institucionalização precise necessariamente significar uma estrutura pesada. Uma secretaria administrativa internacional pode

“2026 será o Ano Cultural Brasil-China e uma ótima oportunidade de aproximação de Pernambuco com os chineses” Read More »