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Desafio Liga Jovem abre inscrições e mobiliza estudantes para criar soluções de impacto social

Competição nacional do Sebrae incentiva empreendedorismo nas escolas e premiará melhores projetos com viagem internacional Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Desafio Liga Jovem (DLJ), considerado o maior programa de empreendedorismo tecnológico de impacto voltado a estudantes no Brasil. A iniciativa é direcionada a alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação Profissional, que são desafiados a desenvolver soluções inovadoras para problemas reais da escola ou da comunidade. As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 28 de maio, por meio do site oficial do programa. Nesta terça-feira (31), o Sebrae em Pernambuco realiza o lançamento oficial da nova edição, no Recife, com programação que inclui palestra, apresentações culturais e dinâmicas voltadas ao público jovem. O evento reúne autoridades, gestores, representantes do ecossistema educacional e estudantes da rede pública da Região Metropolitana, além de contar com transmissão ao vivo pelo canal da instituição no YouTube. Projetos que transformam realidades Mais do que uma competição, o Desafio Liga Jovem funciona como um ambiente de estímulo à inovação social. Os participantes são incentivados a transformar ideias em projetos concretos, que podem envolver desde aplicativos e plataformas digitais até produtos físicos e soluções sustentáveis com impacto direto nas comunidades. “O primeiro ganho do Desafio Liga Jovem é o aprendizado. É fundamental estimular o engajamento de todo o ecossistema escolar para conversar sobre o impacto socioambiental no planeta e criar soluções, já na fase estudantil, para o desenvolvimento do nosso território e da nossa realidade comunitária”, enfatiza Danilo Lopez, especialista em Educação Empreendedora do Sebrae/PE. Pernambuco já teve destaque nacional Na edição mais recente, Pernambuco conquistou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental com o projeto “Bioplacas de cascas de mariscos: uma alternativa inteligente para comunidades sustentáveis”. A iniciativa foi desenvolvida por estudantes de uma escola pública de Itapissuma e propôs a reutilização de conchas de ostras descartadas de forma irregular para a produção de placas de revestimento. Além de reduzir impactos ambientais e riscos à população, o projeto apresentou potencial de geração de renda para comunidades locais. Como premiação, as estudantes e a professora orientadora participaram de uma missão internacional em Barcelona, com todas as despesas custeadas. Etapas e premiações da competição A competição é dividida em categorias por nível de ensino e permite a formação de equipes com dois a cinco alunos, acompanhados por um professor orientador. Na primeira fase, são selecionados os melhores projetos por estado, que seguem para apresentações online diante de bancas avaliadoras. As equipes finalistas participam de uma etapa nacional presencial, com atividades de imersão em ambientes de inovação. Entre as premiações estão viagens nacionais e internacionais, além de equipamentos como notebooks e celulares para os destaques da competição. Em 2025, o programa registrou mais de 62 mil inscritos e cerca de cinco mil projetos submetidos, superando os números da edição anterior. Serviço Desafio Liga Jovem 2026Inscrições: até 28 de maioOnde se inscrever: desafioligajovem.com.brPúblico: estudantes do Ensino Fundamental (8º e 9º anos), Ensino Médio e Educação ProfissionalParticipação: gratuita

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Mercado editorial cresce no Brasil e livraria do Recife registra alta de 30% nas vendas

Aumento de leitores em 2025 impulsiona setor de livros e reforça papel das livrarias físicas como espaços culturais Mais leitores e expansão do mercado editorial O mercado de livros no Brasil apresentou crescimento em 2025, com aumento no número de consumidores e maior circulação de obras no país. De acordo com levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Nielsen BookData, 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro — físico ou digital — nos últimos 12 meses. O resultado representa um avanço de dois pontos percentuais em relação a 2024, o que equivale a cerca de 3 milhões de novos leitores. “O crescimento de 3 milhões de novos consumidores em um único ano mostra que o livro mantém sua relevância e que há espaço consistente para a expansão do mercado editorial brasileiro”, afirmou a presidente da CBL, Sevani Matos. Segundo ela, o desempenho reflete o esforço conjunto de editoras, livrarias, autores, influenciadores e políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura. Recife acompanha tendência nacional No Recife, o avanço do setor também já é percebido no comércio local. A Livraria do Jardim registrou crescimento de aproximadamente 30% nas vendas de livros de literatura em 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Prestes a completar três anos de funcionamento, o espaço tem observado uma ampliação no perfil dos clientes e no interesse por leitura. “A gente percebe um público cada vez mais diverso e interessado, especialmente jovens que chegam por indicação das redes sociais ou por eventos literários. Esse crescimento nas vendas reflete não só o interesse pelos livros, mas também a busca por experiências culturais mais próximas e acolhedoras”, destaca Erydson Alves, gerente da livraria. Perfil do consumidor e influência digital A pesquisa Panorama do Consumo de Livros entrevistou 16 mil pessoas em todas as regiões do país, com margem de erro de 0,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Para ser considerado consumidor, o entrevistado precisava ter adquirido ao menos um livro no período de um ano. Segundo Mariana Bueno, o livro ainda carrega forte valor simbólico, o que influencia as respostas. Os dados mostram que o Sudeste lidera em número de consumidores, seguido pelo Nordeste, que se destaca pelo uso das redes sociais como canal de compra. Mulheres representam 61% do total, com destaque para mulheres negras da classe C. Entre jovens de 18 a 34 anos, houve crescimento de 3,4 pontos percentuais no consumo, impulsionado principalmente pelo ambiente digital. “Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, analisou Sevani Matos. Livrarias físicas seguem relevantes Apesar do avanço das vendas online — com 56% dos consumidores adquirindo livros por meio de redes sociais — o formato físico ainda predomina, sendo escolhido por 80% dos leitores na última compra. Além disso, livrarias continuam desempenhando papel importante na experiência cultural: 53% dos consumidores veem esses espaços como locais de lazer, enquanto 46% os associam à conexão com conhecimento. “O livro não é apenas um produto, mas uma experiência cultural. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é fundamental para sustentar esse crescimento”, concluiu a presidente da CBL.

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“O setor de moda vem enfrentando uma tempestade perfeita.”

O ano de 2025 foi difícil para o Polo de Confecções do Agreste que amargou queda nas vendas, segundo o integrante do Conselho Consultivo da CDL de Santa Cruz do Capibaribe. Mas o empresário afirma que o setor reage com a entrada em marketplaces, como Shopee e Mercado Livre, marcando uma transição não só do físico para o digital mas, também, do atacado para o varejo online. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, pressão internacional e mudanças profundas no comportamento do consumidor, o Polo de Confecções do Agreste pernambucano atravessou 2025 sob tensão mas, também, revelou sinais claros de reinvenção. Trata-se de um ambiente desafiador, em que fatores macroeconômicos e transformações globais impactam diretamente o cotidiano de milhares de empreendedores. Ainda assim, o polo demonstra resiliência ao buscar alternativas para se manter competitivo em meio a um mercado cada vez mais exigente e dinâmico. O diagnóstico é de Bruno Bezerra, empreendedor e integrante do Conselho Consultivo da CDL de Santa Cruz do Capibaribe, que acompanha de perto os movimentos de um dos setores mais relevantes da economia regional. Em entrevista concedida à jornalista Larissa Aguiar, Bezerra traça um panorama detalhado do desempenho recente do polo, apontando a queda nas vendas como um dos principais sinais de alerta. Ele também chama atenção para desafios estruturais históricos que persistem e para um ambiente competitivo cada vez mais complexo, marcado pela presença de produtos importados e pela transformação dos canais de consumo. Ainda assim, o empresário destaca a capacidade adaptativa dos empreendedores locais, uma característica que, segundo ele, tem sido fundamental para garantir não apenas a sobrevivência mas, também, a contínua transformação do setor ao longo dos anos. Essa capacidade de adaptação se manifesta de diferentes formas, seja na busca por novos mercados, na incorporação de tecnologias ou na reformulação de modelos de negócio. O polo, que historicamente se destacou pela força do atacado, passa agora a dialogar com novas possibilidades, especialmente no ambiente digital. Esse movimento exige não apenas investimentos mas, também, uma mudança de mentalidade em que inovação deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade constante para acompanhar as exigências do consumidor contemporâneo. Como o senhor avalia o desempenho do setor de confecções em Santa Cruz do Capibaribe e no Agreste pernambucano ao longo de 2025?  O ano de 2025 foi muito difícil para o setor têxtil e de confecções no Brasil inteiro. No Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco não foi diferente. Fiz um levantamento com 200 empresas nos meses da alta temporada de fim de ano e 7 em cada 10 relataram que venderam menos em 2025 em relação ao mesmo período de 2024. O setor de moda vem enfrentando uma verdadeira tempestade perfeita, que drena o caixa dos varejistas e, consequentemente, impacta fabricantes e atacadistas. Além da concorrência desleal das roupas chinesas, há também uma economia desaquecida, pressão inflacionária e renda estagnada, fatores que fazem com que roupas e acessórios percam prioridade no consumo. Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias ultrapassa o patamar de 78%, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Esse cenário é agravado ainda pela proliferação das apostas online, que vêm funcionando como um ralo financeiro. Em 2025, o brasileiro gastou, em média, R$ 164 por mês com esse tipo de aposta. Segundo dados do Banco Central, os gastos com apostas online chegam a cerca de R$ 30 bilhões por mês no Brasil. Esse dinheiro deixa de circular na economia real, especialmente no comércio popular. Houve crescimento real no faturamento e na produção ou o setor ainda enfrenta instabilidade pós-pandemia e oscilações econômicas recentes? No levantamento que realizei com uma amostra de 200 empresas, durante os meses da alta temporada de fim de ano, os dados revelam um cenário de retração no setor. Cerca de 7 em cada 10 empresas relataram que venderam menos em 2025 quando comparado ao mesmo período de 2024, o que evidencia uma queda significativa no desempenho geral do polo nesse intervalo. Esse resultado indica que, apesar de alguns sinais pontuais de reação, o setor ainda enfrenta instabilidade, reflexo das oscilações econômicas recentes e dos impactos que se prolongaram no pós-pandemia. Ao mesmo tempo, há uma parcela menor de empresas que conseguiu crescer: 2 em cada 10 afirmaram ter vendido mais, demonstrando que, mesmo em um cenário adverso, existem nichos ou estratégias que conseguem gerar resultados positivos. Por fim, apenas 1 em cada 10 empresas manteve o mesmo nível de vendas do ano anterior, o que reforça a percepção de um ambiente econômico desafiador e pouco estável. Esses números mostram que o setor ainda não alcançou uma recuperação consistente e segue operando sob incertezas, exigindo dos empresários maior capacidade de adaptação e planejamento diante das variações do mercado. Quais segmentos dentro do Polo de Confecções apresentaram melhor desempenho no último ano e por quê? O segmento fitness cresceu de forma expressiva no Polo de Confecções do Agreste, especialmente em Santa Cruz do Capibaribe, consolidando-se como um dos destaques recentes dentro da produção local. Esse avanço não se limita apenas ao aumento do número de empresas atuando nesse nicho, mas também se reflete na diversificação das marcas e na ampliação da presença desse tipo de produto no mercado nacional. Além da expansão quantitativa, houve também uma evolução significativa na qualidade das peças produzidas. As empresas passaram a investir mais em tecnologia têxtil, acabamento e design, buscando atender a um consumidor cada vez mais exigente. Esse aprimoramento contribuiu para fortalecer a competitividade do segmento, permitindo que os produtos do polo alcancem novos mercados e ampliem sua aceitação. Esse movimento é resultado direto da reinvenção da moda fitness que, nos últimos anos, incorporou elementos da moda casual. As peças deixaram de ser pensadas exclusivamente para a prática de atividades físicas e passaram a dialogar com tendências de estilo, comportamento e identidade, acompanhando mudanças no modo de vestir da sociedade contemporânea. Com isso, a moda fitness deixou de ser uma roupa restrita às academias e passou a ocupar um espaço mais amplo

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brechos

Moda circular avança no Recife e fortalece empreendedorismo feminino

Rede com mais de 70 mulheres transforma brechós em fonte de renda e impulsiona consumo sustentável na capital pernambucana A moda circular vem ganhando espaço como tendência de consumo no Brasil, impulsionada por práticas sustentáveis e pelo interesse crescente em alternativas econômicas e conscientes. No Recife, esse movimento se consolida a partir da atuação de Tati Veloso, idealizadora do Encontro de Brechós, iniciativa que ultrapassa a realização de eventos e se estrutura como uma rede ativa de empreendedorismo feminino. À frente de um grupo formado por mais de 70 mulheres, a empreendedora desenvolve um trabalho contínuo de orientação e capacitação, com foco no fortalecimento de pequenos negócios ligados ao universo dos brechós. As ações incluem troca de experiências, estratégias de posicionamento, incentivo às vendas e valorização das peças, além do estímulo à construção de identidade de marca. “O Encontro de Brechós é só a vitrine. Existe todo um trabalho contínuo de fortalecimento dessas mulheres, de incentivo à autonomia financeira e de construção de uma rede colaborativa”, destaca Tati. A iniciativa reúne mulheres que encontram na moda circular uma alternativa concreta de geração de renda, muitas vezes conciliando o empreendedorismo com a rotina familiar. O modelo também dialoga com o consumo consciente, ao incentivar a reutilização de roupas, reduzir desperdícios e propor novos significados para o mercado de segunda mão, hoje cada vez mais associado a estilo e propósito. Realizado mensalmente, com edições extras em algumas ocasiões, o Encontro de Brechós funciona como ponto de conexão entre empreendedoras e público, movimentando a economia local e ampliando o alcance da moda circular. Em um cenário de expansão, o segmento se firma como vetor de oportunidades e autonomia, especialmente para mulheres que encontram nesse mercado um caminho para independência financeira e protagonismo.

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Eslovenia

Recife sedia Mês Cultural ADENE com agenda de cultura e diplomacia eslovena

Programação celebra os 10 anos do consulado esloveno na capital pernambucana e reúne eventos acadêmicos, artísticos e institucionais ao longo de maio O Mês Cultural ADENE – Maio de 2026 transforma o Recife em um polo de intercâmbio internacional ao longo do mês de maio, com uma programação que integra cultura, diplomacia, gastronomia e educação. Organizado pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, o evento ocorre em paralelo às comemorações do 10º aniversário do Consulado da República da Eslovênia na capital pernambucana. A agenda começa com atividades preparatórias nos dias 23 e 24 de abril e tem abertura oficial marcada para 4 de maio, reunindo representantes diplomáticos, autoridades locais e convidados internacionais. Ao longo do mês, o público terá acesso a uma programação diversificada, com encontros institucionais, debates acadêmicos, exposições artísticas, eventos literários, experiências gastronômicas e ações comunitárias. Entre os destaques estão a assinatura de um acordo de geminação entre cidades, prevista para 5 de maio, além da exposição do artista Vladimir Jazbec, encontros acadêmicos sobre geopolítica contemporânea e palestras em instituições de ensino. A programação inclui ainda uma noite literária com o autor Jurij Hudolin, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Eslovênia. Na gastronomia, restaurantes parceiros participam, entre os dias 12 e 24 de maio, dos Dias do Lúpulo Esloveno e da Kranjska Klobasa, promovendo sabores típicos da culinária do país europeu. Já entre os dias 23 e 25 de maio, a programação se volta para jovens, famílias e estudantes, com oficinas educativas, apresentações culturais e ações de conscientização ambiental ligadas à sustentabilidade, biodiversidade e à importância das abelhas, em sintonia com o Dia Mundial das Abelhas, data instituída pela Organização das Nações Unidas por iniciativa da Eslovênia. O encerramento acontece em 25 de maio, com cerimônia oficial, jantar solene e a entrega da distinção “Amigo da Eslovênia”. Com apoio da Embaixada da República da Eslovênia no Brasil, do consulado honorário no Recife, de municípios parceiros e de universidades da região, a iniciativa reforça os laços bilaterais e projeta Pernambuco como espaço estratégico para cooperação internacional e intercâmbio cultural.

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Larissa Brito Compaz fotor

Compaz 10 anos: exposição no Recife destaca histórias reais de transformação social

Mostra fotográfica no Compaz Ariano Suassuna reúne registros do impacto da política pública nas comunidades e abre ao público nesta segunda-feira (30) O programa Compaz celebra uma década de atuação no Recife com a inauguração da exposição fotográfica Onde a Cidade Vira Rede – 10 anos de Compaz, instalada no Compaz Ariano Suassuna, na Zona Oeste da cidade. A abertura acontece nesta segunda-feira (30), às 17h, na galeria A Pedra do Reino, reunindo imagens que narram, a partir dos próprios usuários, a trajetória da iniciativa desde sua criação, em 2016. A mostra apresenta registros de atividades culturais, esportivas e de formação cidadã realizadas nos centros comunitários, evidenciando o impacto direto na vida das pessoas atendidas. O acervo vai além da documentação institucional ao destacar histórias concretas de transformação, como usuários que aprenderam a ler, restabeleceram vínculos sociais ou passaram a acessar serviços e oportunidades dentro dos próprios territórios. Ao longo dos últimos dez anos, o Compaz se consolidou como uma política pública voltada à promoção da cultura de paz, oferecendo de forma integrada ações de arte, qualificação e serviços gratuitos. A exposição propõe um olhar sobre esse percurso a partir da vivência cotidiana dos frequentadores, convertendo experiências individuais em memória coletiva das comunidades atendidas. Para o secretário de Cidadania e Cultura de Paz, Túlio Arruda, o diferencial da iniciativa está no impacto humano registrado nas imagens. “O que a gente vê aqui não são só fotos. São histórias de gente que voltou a acreditar em si e descobriu novas possibilidades dentro do próprio bairro”. Aberta ao público, a exposição integra a programação comemorativa dos 10 anos do Compaz e convida visitantes a conhecer de perto uma política pública que articula convivência comunitária, acesso a serviços e iniciativas culturais como estratégia de redução de desigualdades e prevenção da violência. SERVIÇOExposição fotográfica – 10 anos do Compaz📍 Compaz Ariano Suassuna📅 30 de março⏰ 17h📍 Av. Gen. San Martin, 1208 – Cordeiro, Recife

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“O telhado verde ajuda a amenizar a temperatura, a reintroduzir biodiversidade e a reduzir a sobrecarga das galerias pluviais das cidades.”

Paisagista e engenheiro analisa o alcance da legislação que estimula e, em alguns casos, determina a instalação de coberturas com vegetação em novas construções no Recife. Ele também ressalta os benefícios que essas estruturas proporcionam à cidade e à população, especialmente diante do avanço das consequências das mudanças climáticas no espaço urbano. Em meio a ruas asfaltadas, edifícios verticais e poucas áreas vegetadas das cidades, soluções baseadas na natureza ganham espaço no planejamento urbano contemporâneo. Entre elas, os telhados verdes (estruturas que integram vegetação às coberturas de edifícios) surgem como alternativa capaz de reduzir temperaturas, reter água da chuva e melhorar a qualidade de vida da população. A discussão sobre esse tipo de solução ganha relevância em um contexto de mudanças climáticas. A predominância de superfícies impermeáveis, como concreto e asfalto, contribui para o fenômeno das ilhas de calor e para o alagamento das vias em dias de chuva. Nesse cenário, iniciativas que reintroduzem áreas verdes no ambiente construído passam a ser vistas não apenas como recursos estéticos ou paisagísticos, mas como estratégias de infraestrutura ambiental capazes de tornar as cidades mais resilientes. No Recife, a legislação municipal, que incentiva e em alguns casos determina a adoção desse tipo de cobertura em novos empreendimentos, impulsionou a presença dos telhados verdes e ampliou o debate sobre o papel das soluções ambientais na arquitetura. Em entrevista concedida à repórter Larissa Aguiar, o engenheiro agrônomo, paisagista e mestre em engenharia ambiental, Marcelo Kozmhinsky, analisa os avanços dessa tecnologia no Brasil, especialmente após a criação de legislações urbanísticas que incentivam sua adoção. Considerado uma das principais referências no tema em Pernambuco, Kozmhinsky acompanha há mais de duas décadas o desenvolvimento dos telhados verdes e defende que, além de inovação ambiental, eles representam uma mudança cultural na forma de pensar as cidades. Como o senhor avalia o cumprimento da legislação que incentiva ou determina a adoção de telhados verdes em áreas urbanas? De modo geral, a legislação tem sido cumprida, especialmente nos novos empreendimentos. A partir do momento em que a exigência passa a fazer parte das normas urbanísticas e do processo de licenciamento, as construtoras acabam incorporando essa solução aos projetos arquitetônicos. Com o tempo, o que era visto apenas como uma obrigação legal também passou a ser percebido como um diferencial de qualidade ambiental e de valorização dos empreendimentos. Hoje, muitos projetos incluem áreas verdes nas coberturas ou em lajes de estacionamento, além de espaços de convivência associados a essas áreas, como rooftops e jardins elevados. Os principais desafios não estão necessariamente ligados à resistência das empresas, mas a questões práticas de implantação. Em muitos casos, a dificuldade está no acesso às áreas onde o telhado verde será instalado, sobretudo quando se tratam de lajes amplas ou edificações que não foram originalmente projetadas para receber esse tipo de intervenção. O transporte de materiais, como terra, substrato, plantas e sistemas de drenagem, pode exigir soluções logísticas específicas, especialmente quando não há acesso fácil por elevadores ou escadas adequadas. Ainda assim, esses obstáculos costumam ser superados à medida que o setor ganha mais experiência técnica na execução desse tipo de projeto. Outro ponto importante diz respeito ao processo de adaptação cultural dentro do setor da construção civil. Toda inovação demanda um período de aprendizado e assimilação. No início, havia dúvidas sobre custos, manutenção e riscos estruturais, como infiltrações. Com o avanço das pesquisas, da experiência prática e da divulgação de projetos bem-sucedidos, essas preocupações foram sendo esclarecidas. Hoje já existe uma compreensão maior sobre os benefícios ambientais e urbanos dos telhados verdes, o que tem contribuído para consolidar essa prática como parte das estratégias de construção mais sustentáveis nas cidades. Quais são os benefícios ambientais que os telhados verdes trazem para cidades? Telhados verdes trazem uma série de benefícios ambientais especialmente relevantes para cidades densamente urbanizadas como o Recife, onde a presença de áreas verdes naturais é cada vez mais reduzida. Um dos impactos mais imediatos é a redução da temperatura urbana. Em ambientes com grande concentração de concreto, asfalto e edificações, o calor tende a se acumular, intensificando o fenômeno conhecido como ilhas de calor. Ao introduzir vegetação nas coberturas dos edifícios, os telhados verdes ajudam a amenizar esse efeito, contribuindo para a redução da temperatura do ambiente e para o aumento da umidade relativa do ar. Outro benefício está relacionado à gestão das águas pluviais. A camada de terra e vegetação presente no telhado verde funciona como um sistema natural de retenção da água da chuva, absorvendo parte desse volume antes que ele seja direcionado para a rede de drenagem urbana. Em cidades que enfrentam episódios frequentes de chuvas intensas e alagamentos, essa retenção contribui para reduzir a sobrecarga das galerias pluviais e diminuir a velocidade com que a água chega às ruas. Além disso, ao transformar superfícies antes impermeáveis em áreas com vegetação, os telhados verdes também ajudam a reintroduzir biodiversidade no ambiente urbano, criando pequenos habitats que podem atrair pássaros, insetos e outros organismos. Que impactos os telhados verdes podem gerar na qualidade de vida urbana? Um dos efeitos mais perceptíveis está relacionado ao conforto térmico dentro das edificações. A vegetação e a camada de substrato funcionam como uma espécie de isolante natural, reduzindo a incidência direta do sol sobre a laje. Com isso, os ambientes internos tendem a permanecer mais frescos, diminuindo a necessidade de climatização artificial e o consumo de energia elétrica. Outro aspecto importante é o bem-estar visual e psicológico proporcionado pela presença de áreas verdes. Em muitos edifícios, moradores e trabalhadores convivem diariamente com paisagens dominadas por concreto e estruturas rígidas. Quando um telhado verde é implantado, esse cenário se transforma, oferecendo uma vista mais agradável e natural. Essas coberturas também podem se tornar espaços de convivência quando integradas a áreas de lazer ou rooftops, funcionando como ambientes de descanso, encontros e atividades ao ar livre, e contribuindo para tornar os espaços urbanos mais humanos e acolhedores. Quais as principais dificuldades para a implantação de telhados verdes em edifícios já existentes? Do ponto de vista técnico,

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CESAR abre chamada de inovação em cibersegurança para startups e mira soluções de alto impacto

Iniciativa do CISSA busca projetos de PD&I e oferece suporte técnico, infraestrutura e especialistas para desenvolvimento de tecnologias de segurança digital O CESAR, por meio do CISSA, seu Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética, lançou uma chamada de inovação aberta voltada para startups de cibersegurança e soluções cyber driven. A iniciativa busca impulsionar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com foco em resiliência digital, diante do aumento e da sofisticação das ameaças cibernéticas no ambiente corporativo. As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 e contemplam propostas em diferentes níveis de maturidade tecnológica, do TRL 2 ao TRL 6. As startups selecionadas terão acesso à infraestrutura do centro e acompanhamento direto de pesquisadores especializados, com suporte que varia conforme o estágio do projeto, desde a concepção tecnológica até a construção de produtos mínimos viáveis em ambientes relevantes. “A cibersegurança exige respostas ágeis e baseadas em ciência profunda (deep science). Com esta chamada de inovação aberta, queremos unir a velocidade e a criatividade das startups à nossa robusta infraestrutura de pesquisa e excelência técnica. Nosso papel é atuar como um catalisador, transformando desafios complexos em soluções tecnológicas viáveis e escaláveis para o mercado”, destaca Georgia Barbosa, Gerente Executiva do CISSA. A chamada é aberta a diferentes temáticas dentro da segurança digital, mas prioriza projetos alinhados a áreas como gestão de identidade e acesso, proteção e privacidade de dados, inteligência para ameaças cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais. A avaliação também considera o potencial de impacto e a capacidade de articulação com empresas, startups parceiras e entidades representativas. Serviço: Chamada de Inovação Aberta em Cibersegurança do CISSA. Público alvo: startups de cibersegurança e cyber driven. Período de submissões: de 11 de março a 30 de abril de 2026. Dúvidas: cissainovacao@cesar.org.br. Live para esclarecimentos: 25 de março, às 17h30.

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Estudante de Pernambuco vence concurso internacional de redação sobre a paz

Aluna da rede pública de Palmares é a primeira brasileira a vencer competição do Lions Internacional e leva mensagem de inclusão e empatia ao cenário global Pernambuco volta a ganhar projeção internacional na área da educação com uma conquista inédita. A estudante Adriane Mirelly, de 13 anos, da rede municipal de ensino de Palmares, na Mata Sul do estado, tornou-se a primeira brasileira a vencer o Concurso Internacional de Redação sobre a Paz, promovido pelo Lions Clubs International. A jovem, que possui deficiência visual, foi selecionada entre participantes de diversos países. A redação premiada abordou temas como empatia, respeito às diferenças e a construção da paz a partir das relações humanas, destacando valores ligados à convivência e à inclusão. “Aprendi que enxergar não é só com os olhos. A gente também enxerga com o coração. A paz começa quando respeitamos as diferenças e olhamos para o outro com amor”, destacou Adriane. O anúncio oficial ocorreu no dia 19 de março de 2026, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante uma sessão solene do Lions Day, o que ampliou a repercussão internacional da conquista. Como reconhecimento, a estudante receberá um prêmio de US$ 5 mil, além de uma viagem com despesas custeadas para participar da Convenção Internacional do Lions, em julho de 2026, em Hong Kong. Para o Lions Clube de Palmares, o resultado representa um marco histórico para o município e para o país. “Estamos diante de um momento histórico. Adriane é a primeira brasileira a alcançar esse reconhecimento internacional e mostra ao mundo a força da educação pública e da cultura de paz construída desde a base”, destacou Tiago Lima, representante da instituição. A conquista também mobilizou autoridades locais, que ressaltaram o papel da educação pública como ferramenta de transformação social e valorização de talentos. A trajetória da estudante reúne elementos de inclusão, superação e protagonismo juvenil, conectando Pernambuco ao debate global sobre educação e cultura de paz.

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ECA Digital entra em vigor e eleva risco jurídico para empresas que tratam dados de crianças e adolescentes

Nova lei de proteção de dados impõe regras mais rígidas e exige adaptação imediata de plataformas digitais e aplicativos Com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), o Brasil passa a contar com uma legislação específica para regular a coleta, o armazenamento e o uso de dados de menores. Prevista na Lei nº 15.211/2025, a nova norma amplia a proteção no ambiente digital e acende um alerta para empresas de tecnologia, educação, streaming e aplicativos: o descumprimento pode resultar em sanções administrativas, responsabilização civil e ações judiciais. Para a advogada Mariana Wanick, do escritório Escobar Advocacia, o principal impacto da nova legislação está no aumento do risco jurídico. “Não se trata apenas de seguir regras técnicas sobre consentimento ou armazenamento de dados. Empresas que não se adequarem rapidamente estarão expostas a multas, processos e danos à reputação. A responsabilização agora é clara e direta”, explica. A exigência de conformidade, segundo a especialista, demanda revisão imediata de políticas internas e práticas operacionais. “A lei cria obrigação de compliance robusto. Cada coleta de dados, cada publicidade direcionada ou funcionalidade de perfil infantil precisa estar alinhada com a legislação. Qualquer descuido pode resultar em sanções sérias”, afirma. Além das empresas, o novo marco legal também amplia o poder de fiscalização por parte das famílias. “Eles passam a ter mecanismos mais efetivos para controlar e questionar o uso de dados de seus filhos, e isso aumenta o risco de judicialização em caso de descumprimento”, destaca. Especialistas apontam que a medida aproxima o Brasil de padrões internacionais de proteção digital, mas reforçam que a adaptação precisa ser imediata. “A lei não é apenas uma questão de privacidade, mas um desafio jurídico imediato para o mercado digital”, acrescenta a advogada.

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